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Revista Especial dos Meses | Março e Fevereiro de 2022

Revista do Vertentes

Revista Especial dos Meses | Março e Fevereiro de 2022

Confira tudo o que aconteceu no mundo do audiovisual nos dois meses

Por Redação

Tempo, tempo, tempo, tempo. Como se mede o tempo? Será mesmo que o mundo atual conseguiu diminuir o número de horas? Há estudos e teorias da conspiração que levantam a questão de não termos mais as 24 horas e sim 18. Será que só existe tempo extra na propaganda daquele banco que atesta as 30 horas. Se o tempo é volátil, então possibilidades de ficção científica que voltam ao passado não existem. E Hermione em “Harry Potter” é um mero artifício fantasioso. O documentário brasileiro “Quanto Tempo o Tempo Tem” já tentou explicar toda essa movimentação temporal. Mas o assunto é complexo e etéreo demais para concluir alguma definição. Só que uma coisa é mais que certa: estamos na era do tempo líquido, transitório e que no segundo seguinte do ocorrido, o tom ganha ares de datado. O que importa hoje em dia é seu presente mais presente, exatamente no tempo real. O tempo atual alimenta-se da ação instantânea. Da postagem imediata antes que o “momento passe”. Então, como podemos mensurar esse momento? Como estabelecer importâncias se a demanda quer consumir durante e nunca analisar o depois?

No Oscar deste ano, de toda a premiação, não foi relevante o reencontro “Poderoso Chefão”, tampouco “descobrirmos” o que há finalmente na maleta de “Pulp Fiction”, não, o que mais movimentou as redes sociais e opiniões diversas (até de quem não viu a cerimônia de premiação) foi o tapa com mão fechada de Will Smith no Chris Rock. A foto-meme abaixo deste texto quer dizer (e significa) muito. Nós, aqui do site, poderíamos ficar horas e horas discutindo os possíveis caminhos que levam as pessoas a preferir “treta” a “treasure (tesouro)”. Com base nisso, como produzir uma edição especial da Revista do Vertentes que lista o que aconteceu nos dois meses anteriores, fevereiro e março, do dia de hoje? Para essa e todas as outras, infelizmente, não temos resposta.

Meme Will Smith Cris Rock Oscar 2022

A Revista Especial dos meses de Fevereiro e Março representa uma divisão de águas: do AP (antes da pandemia) ao DP (depois da pandemia), ainda que saibamos (alguns, acreditamos) que ainda há exposição e que ainda a vida não voltou totalmente ao normal. Alguns, reiteramos. Nosso site, nesses meses, conseguiu manter a programação, os prazos e produzir quase tudo que foi importante e relevante para a sétima arte. Nossa equipe, uma família que veste a camisa, arregaçou as mangas e produziu muito para ofertar quantidade e qualidade. Bernardo Castro, Ciro Araújo, Clarissa Kuschnir (que no próximo mês entrará como curadoria oficial da sessão de curtas-metragens), Fabricio Duque, João Lanari Bo, Pedro Mesquita e Vitor Velloso. Cada um com sua função. Cada um com amor cinéfilo nos olhos. Entre trancos, barrancos e entrando em contato com o “novo normal” que quis vir “com tudo” no retorno presencial. E o tempo? É, acho que as seis horas perdidas da teoria lá em cima deste texto estava certa. Será? E, acima de tudo, estamos reaprendendo a receber o tempo.

Sim, não houve nada de positivo nessa (nesta) pandemia. Nenhuma morte é justificável. Mas uma coisa nós aprendemos pelo “tratamento de choque”: o ato de priorizar, visto que não se consegue mais fazer de tudo. Não há como assistir todos os filmes do mundo e fazer todas as críticas. E o antes: a sensação de que tudo estava feito? Utopia nostálgica e alterada pela memória que mais mente para a gente que produz verdades? Por que tínhamos a ideia de que “naquele” tempo (não tão distante assim) esse tempo fluía mais devagar? Um dos exemplos recentes é o remake da novela Pantanal. A versão original na Manchete captava o tempo da natureza com seus planos estendidos de uma contemplação que às vezes durava trinta minutos. Sem música, apenas o barulho do vento. E na de agora, o tempo narrativa parece que tem medo. Que o silêncio afastará o público, fazendo com que corra para “tirar o pai da forca”. Será que “aquele” tempo acontecia melhor, com seu característico tédio, porque nós não tínhamos “distrações”? Um estudo estatístico analisou que jovens e idosos passam mais de cinco horas do dia nas redes sociais.

Como “(re)adestrar” o cérebro com tantos impulsos acelerados? Como conservar a memória se o objetivo é esquecer? Mas olha que contradição: quantos gastam horas de seus dias assistindo vidas acontecerem em tempo real no Big Brother Brasil, #BBB22, especialmente observando quando os “brothers” e “sisters” estão dormindo?  Como dissemos, é tudo complexo demais. Então, depois disso, não é melhor saber o que aconteceu no mundo audiovisual nos meses de Fevereiro e Março? Aperte os cintos e embarque em nossa viagem no túnel do tempo a curto prazo com a Revista Digital, Especial e Bimensal do Vertentes do Cinema!


Revista Especial dos Meses | Fevereiro e Março 2022

CURTAS-METRAGENS

Virgindade

SESSÃO LIBERDADE

VIRGINDADE

(2015, Brasil, 15 minutos, de Chico Lacerda)

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Se pudesse, eu voltaria a ser uma criança só pra poder fazer mais do que eu já fiz quando era pequena! Com Adriano Lima, Bruno Oliveira, Carlos Fábio, Chico Lacerda, Edilson Lima, Fábio Ramalho, Fabrício França, Felipe Quérette, João Vigo, Luís Fernando Moura, Mário Jarbas, Pedro Neves, Rodrigo Almeida e Thalles Oliveira.

A Vez de Matar Vez de Morrer

SESSÃO ENRUSTIDOS

A VEZ DE MATAR, A VEZ DE MORRER

(2016, Brasil, 25 minutos, de Giovani Barros)

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Mato Grosso do Sul. O homem, o orgulho, a vingança. Com Lelo Faria, Tero Queiroz, Philipe Faria, Leoncio Moura, Filipi Silveira. Montagem: Alice Furtado. Edição de Som: Fábio Baldo. Fotografia: Flora Dias.

Sabado de Carnaval

SESSÃO ALALAÔ

SÁBADO DE CARNAVAL

(2016, Brasil, 4 minutos, de Luis Fabiano Teixeira)

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Albertinho é um jovem que sofre agressões do pai homofóbico, dentro da própria casa. O Carnaval se torna uma fuga para o seu drama particular, mas sair de casa fantasiado de mulher não vai ser nada fácil. Mostra Competitiva Trans* Queer do
Festival Homochrom Alemanhã 2016.

O Teu Sorriso

SESSÃO HOMENAGEM

O TEU SORRISO 

(2009, Brasil, 19 minutos, de Pedro FreireCRÍTICA AQUI)

ASSISTA AQUI

Rodrigo e Suzana estão namorando há poucas semanas. Ele tem 72 anos, ela tem 60, e estão completamente apaixonados. Juntos, passam os dias na cama, namorando, batendo papo, comendo e rindo.

Lead me Home

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ONDE EU MORO

(Lead me Home, 2021, Estados Unidos, 39 minutos, de Pedro Kos e Jon Shenk)

CRÍTICA AQUI

Histórias de moradores de rua dos Estados Unidos compõem este retrato cinematográfico sobre uma imensa e urgente crise humanitária. Pedro Kos, o brasileiro correalizador de “Onde eu moro”, obviamente carregou a convivência das nossas cidades para o país que emigrou, quando adolescente. Para ele, o filme é mais do que um documentário: a gente queria trazer o olhar humano, e situar aquela humanidade numa realidade quase distópica. De repente a gente se vê quase vivendo num filme de ficção científica, mas é a realidade.


TUDO SOBRE O FESTIVAL É TUDO VERDADE 2022

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Tudo Sobre É Tudo Verdade 2022

ACOMPANHE NOSSA COBERTURA DIÁRIA DO FESTIVAL É TUDO VERDADE 2022

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É Tudo Verdade 2022


TUDO SOBRE OS VENCEDORES E A CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO DO OSCAR 2022

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Oscar 2022


LEIA NOSSAS CRÍTICAS DOS FILMES INDICADOS AO OSCAR 2022

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No Ritmo do Coração


TUDO SOBRE A EXPOSIÇÃO SONHOS DE FELLINI

(clique AQUI ou na foto e saiba tudo)Sonhos de Fellini


TUDO SOBRE “UMA PEÇA PARA FELLINI”

(clique AQUI ou na foto e saiba tudo)Uma Peca Para Fellini


ARTIGO

100 ANOS DE PIER PAOLO PASOLINI: AGONIA E ÊXTASE

(clique AQUI ou na foto e leia o artigo de João Lanari Bo)

Pasolini

ARTIGO

SAMUEL FULLER OU O CINEMA EM ESTADO BRUTO

(clique AQUI ou na foto e leia o artigo de João Lanari Bo)

Samuel Fuller


BALANÇO, PERCEPÇÕES E VENCEDORES DO FESTIVAL DE BERLIM 2022

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Fogareu


BALANÇO, COTAÇÕES E VENCEDORES DO FESTIVAL DE ROTERDÃ 2022

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IFFR-Awards Roterda 2022


Revista Especial dos Meses | Março e Fevereiro de 2022

EM CASA

The Adam Project

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O PROJETO ADAM

(The Adam Project, 2022, Estados Unidos, 106 minutos de Shawn Levy)

CRÍTICA AQUI

Um viajante do tempo volta ao ano de 2022 por acidente e acaba se encontrando com seu eu mais novo. Juntos, e sendo caçados por forças do futuro, os dois embarcam em uma missão para consertar a linha temporal e salvar seus entes queridos. De uma perspectiva narratológica, “O Projeto Adam” entrega-se à clichês e conveniências hollywoodianas que o empobrecem como história. Os poucos lampejos de originalidade são escassos ou até mesmo inexistentes. As reciclagens não param na atuação de Ryan Reynolds, se estendendo ao âmbito da construção do universo fictício, que por muitas vezes vai além da mera inspiração nos clássicos sci-fi.

Ainda Temos a Imensidão da Noite

JÁ DISPONÍVEL NAS PLATAFORMAS DIGITAIS AMAZON E MUBI

AINDA TEMOS A IMENSIDÃO DA NOITE

(2019, Brasil, 98 minutos, de Gustavo Galvão)

CRÍTICA AQUI

Karen (Ayla Gresta) é uma brasiliense que divide seu tempo entre um trabalho regular e o sonho do sucesso com sua banda de rock. Frustrada com os rumos que sua vida segue, ela planeja se mudar com Artur (Gustavo Halfeld) para Berlim, influenciados por Martin (Steven Lange). Um dos momentos mais inspirados do roteiro, mesmo que não tão óbvio, é a visão bem particular da protagonista acerca da canção “Caravana” de Geraldo Azevedo. Parece que é a partir daqueles versos que ela se enche de coragem de buscar algo diferente de qualquer coisa.

Maidan

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL YOUTUBE

MAÏDAN: PROTESTOS NA UCRÂNIA

(Maidan, 2014, Holanda, Ucrânia, 130 minutos, de Sergey Loznitsa)

CRÍTICA AQUI – ASSISTA AO FILME AQUI

Crônica da revolta civil contra o  presidente ucraniano Viktor Yanukovych, que ocorreu em Kiev no inverno de 2013/14. O filme acompanha o progresso da revolução: desde comícios pacíficos, com meio milhão de pessoas na praça Maidan, até as sangrentas batalhas de rua entre manifestantes e a tropa de choque.

Deserto Particular

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL HBO MAX

DESERTO PARTICULAR

(2021, Brasil, 120 minutos, de Aly Muritiba)

CRÍTICA AQUI

Depois de ser demitido por um caso de violência, um ex-policial decide cruzar o país em procura de sua amante online que inesperadamente desapareceu após uma troca de mensagens. “Deserto Particular” na realidade é uma obra que não se atenta tanto aos seus próprios afetos. Quando olha por determinado tempo para o personagem “hétero” de Daniel (interpretado por Antonio Saboia), há de se enxergar uma direção instigante, apesar de claustrofóbica e certamente exagerada.

Cena de Crime

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL EMBAÚBA PLAY

CENA DO CRIME

(2021, Brasil, 70 minutos, de Pedro Tavares)

CRÍTICA AQUI

Durante uma noite perto do Natal, uma jovem é morta dentro de um condomínio em um bairro nobre do Rio de Janeiro. Detetives são contactados e começam a investigar o assassinato mas o serial killer continua por perto. E de forma alguma “Cena do Crime” esquece do próprio afastamento conscientemente realizado de voyeur para assistir logo após a propriamente examinação da cena do crime. Em um país politicamente aterrorizado pelo fetichismo da violência e o avanço de programas sensacionalistas (e policiais), manter uma visão de esticamento do tempo vai totalmente contra noções clássicas do que é filmado no país para a televisão.

Writing With Fire

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL NOW

WRITING WITH FIRE

(2021, Índia, 92 minutos, de Sushmit Ghosh e Rintu Thomas)

CRÍTICA AQUI

Em um cenário jornalístico dominado por homens, emerge o único jornal da Índia dirigido por mulheres Dalit. Meera e sua equipe de jornalistas tentam romper com a tradição e redefinir o conceito de poder.  Neste sentido “Writing with Fire” é uma constatação de como os telefones celulares podem ser utilizados para denunciar as barbaridades do governo e das milícias locais, uma questão que vem sendo debatida há anos por uma série de jornalistas e cineastas, sendo parte da temática da CineBH 2021, que homenageou a Forensic Architecture e debateu a questão de como os smartphones podem ser utilizados como “armas”, tornando-se, também, alvos, para denúncias da realidade material.

Azor

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

AZOR

(2021, Argentina, França, Suíça, 100 minutos, de Andreas Fontana)

CRÍTICA AQUI

Um suíço, banqueiro privado de Genebra, viaja para a Argentina com a esposa no meio de uma ditadura militar, a fim de substituir seu parceiro, que desapareceu abruptamente, sem explicações. Em “Azor”, sua mulher é a consciência aguda da função que exerce: seu pai estava certo, ela repreende o marido, o medo torna você medíocre. Inês (Stéphanie Cléau) é a perfeita esposa-coadjuvante, que nove entre dez banqueiros privados escolheriam: discreta, bonita, afável e focada. Para dirimir dúvidas, afirma: meu marido e eu somos a mesma pessoa – ele.

Turning Red

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL DISNEY+

RED: CRESCER É UMA FERA

(Turning Red, 2022, Estados Unidos, 100 minutos, de Domee Shi)

CRÍTICA AQUI

Meilin é uma menina sino-canadense que mora com sua família em Toronto. Um dia, ela descobre que tem uma condição inusitada: sempre que sente alguma emoção intensa, Meilin se transforma num panda-vermelho gigante. Qual é, então, a contribuição de “Red: Crescer é uma Fera” para essa linhagem? Pois bem, neste filme está em jogo a ideia de que a migração é um ato intrinsecamente violento, do ponto de vista cultural; que ela implica abandonar parte da sua essência para melhor adequar-se ao local para onde se imigrou.

Lingui The Sacred Bones

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

LINGUI, THE SACRED BONDS

(2021, Chade, França, Alemanha, Bélgica, 87 minutos, de Mahamat Saleh Haroun)

CRÍTICA AQUI

Nos redores de Djamena, capital do Chade, a mãe solteira determinada Amina trabalha arduamente para poder sustentar a si e sua filha de 15 anos, Maria. Quando Amina descobre que Maria está grávida e não quer ficar com o filho, as duas mulheres procuram uma clínica de aborto, enquanto são marginalizadas tanto pela religião quanto pela lei.

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL BELAS ARTES À LA CARTE

VÁ E VEJA

(Idi i smotri, 1985, Rússia, 142 minutos, de Elem Klimov)

CRÍTICA AQUI

Depois de encontrar uma arma, um jovem de 12 anos se une as forças da resistência contra os alemães na Segunda Guerra Mundial. Perturbado, ele passa a vagar sem rumo. Klimov teve de esperar oito anos para obter aprovação do roteiro – nesse meio tempo, a ex-União Soviética passou da estagnação de Brejnev à vertigem de Gorbachev, que chegou ao poder em 1985. “Vá e Veja” foi produzido nesse momento de ruptura – e também para comemorar o 40º aniversário da vitória soviética na Grande Guerra Patriótica, como os russos nomeiam a 2ª Guerra.

Der Goldene Handschuh

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL RESERVA IMOVISION

O BAR LUVA DOURADA

(Der Goldene Handschuh, 2019, Alemanha, 110 minutos, de Fatih Akın)

CRÍTICA AQUI

Hamburgo, 1970. Fritz Honka é um homem fracassado com o rosto deformado, que vagueia pelas noites de um bairro boêmio ao redor de outras almas perdidas. Ninguém desconfia que, na verdade, Fritz é um serial killer. Ele persegue mulheres mais velhas e solitárias que conhece no The Golden Glove, seu bar favorito, e as esquarteja em seu apartamento imundo. Quando os jornais começam a noticiar o desaparecimento sucessivo de várias mulheres, o medo e o caos se instalam na cidade.

John From

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

JOHN FROM

(2015, Portugal, 95 minutos, de João Nicolau)

CRÍTICA AQUI

Rita (Júlia Palha) tem tudo. Tem 15 anos e o Verão à sua frente. Molha o chão da varanda e chapinha enquanto apanha valentes banhos de sol. Tem um ex-futuro namorado e o presente infalível da sua melhor amiga. Faz tranças e tem festas onde mostrá-las. Muito naturalmente, de Portugal ao Pacífico Sul, esta fortaleza desaba com doçura quando a adolescente vê a exposição que um novo vizinho apresenta no centro comunitário do bairro.

Happy Hour

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL AMAZON PRIME

HAPPY HOUR: HORA FELIZ

(Happî awâ, 2015, Japão, 317 minutos, de Ryusuke Hamaguchi)

CRÍTICA AQUI

Uma longa jornada emocional de quatro mulheres de trinta e poucos anos na nebulosa cidade costeira de Kobe, no Japão. “Happy Hour: Hora Feliz” tem momentos que se desenrolam quase em tempo real. O maior deles é o workshop com título pouco promissor – “Escute o seu centro” – dado por um obscuro artista-residente, no local onde trabalha Fumi. Por mais de meia hora observamos as quatro amigas e uma dúzia de desconhecidos e desconhecidas em exercícios íntimos, como colocar a orelha na barriga de outra pessoa para escutar suas “entranhas”.

Munique: No Limite da Guerra

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL NETFLIX

MUNIQUE: NO LIMITE DA GUERRA

(Munich: The Edge of War, 2021, Estados Unidos, Reino Unido, 129 minutos, de Christian Schwochow)

CRÍTICA AQUI

Na tensa Conferência de Munique em 1938, amigos que agora trabalham para governos opostos se tornam espiões e correm contra o tempo para revelar um segredo nazista. Uma das características de “Munique: No Limite da Guerra” é introduzir, no fluxo da narrativa, imagens fac-símiles de eventos históricos. D.W. Griffith gostava do recurso: embora apelando um pouco para a imaginação, inspirava-se em referências pictóricas e filmava planos fixos reproduzindo fielmente instantes capitais, como Lincoln assinando a abolição da escravatura.

The Last Duel

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL STAR+

O ÚLTIMO DUELO

(The Last Duel, 2021, Estados Unidos, 153 minutos, de Ridley Scott)

CRÍTICA AQUI

O filme baseia-se no romance homônimo de Eric Jager, sobre o duelo entre Jean de Carrouges, um cavaleiro respeitado conhecido por sua bravura e habilidade no campo de batalha, e Jaques Le Gris, um escudeiro cuja inteligência e eloquência fazem dele um dos nobres mais admirados da corte. Quando Le Gris ataca violentamente a esposa de Carrouges, ela dá um passo à frente para acusar seu agressor, um ato de bravura e desafio que coloca sua vida em risco.

Hotel Transilvânia: Transformonstrão

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL AMAZON PRIME

HOTEL TRANSILVÂNIA: TRANSFORMONSTRÃO

(Hotel Transylvania: Transformania, 2021, Estados Unidos, 87 mnutos, de Derek Drymon e Jennifer Kluska)

CRÍTICA AQUI

Drac e sua turma estão de volta como você nunca os viu antes em Hotel Transilvânia: Transformonstrão. Venha rever os seus monstros favoritos em uma aventura totalmente nova que traz Drac vivendo o seu desafio mais assustador de todos. Quando a misteriosa invenção de Van Helsing, o “Raio Monstrificador”, sai de controle, Drac e seus amigos monstros são todos transformados em humanos e Johnny se torna um monstro!

House of Gucci

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL NOW

CASA GUCCI

(House of Gucci, 2021, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, 158 minutos, de Ridley Scott)

CRÍTICA AQUI

O filme é inspirado na chocante história real do império da família por trás da casa de moda italiana Gucci. Ao longo de três décadas de amor, traição, decadência, vingança e, finalmente, assassinato, vemos o que um nome significa, o que vale e quão longe uma família irá para o controle.

Titane

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

TITANE

(2021, França, 108 minutos, de Julia Ducournau)

CRÍTICA AQUI

Alexia quando criança sofreu um acidente de carro, tendo em sua cabeça colocada uma placa de titânio. Anos se passam e ela, agora uma dançarina em shows de carro, também possui um outro hobby perverso. a cineasta foi a segunda mulher que levou o prêmio na história por um filme que procura não apenas impactar, mas absorver o conceito de fabricação do amor e redistribuí-lo de forma mais democrática. E nesse meio tempo também encontrar um pouco de gore, seguindo a aparente tendência – e muito provavelmente que vai além disso, um desejo da realizadora francesa – de sua obra anterior, “Raw”.

Cry Macho

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL HBO MAX

CRY MACHO: O CAMINHO PARA REDENÇÃO

(Cry Macho, 2021, Estados Unidos, 103 minutos, de Clint Eastwood)

CRÍTICA AQUI

Mike Milo, um ex-astro do rodeio e criador de cavalos, aceita o pedido de um ex-chefe para trazer o filho do México para casa. “Cry Macho: O Caminho para Redenção” é dos menores trabalhos na brilhante filmografia de Clint, mas nas dramatic licenses da sua performance encontramos registros de uma singular história do corpo: o corpo de Clint, naturalmente, inscrito no caudaloso conjunto de filmes em que atuou, e, sobretudo, nos que atuou e dirigiu.

Annette

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

ANNETTE

(2021, Estados Unidos, França, 156 minutos, de Leos Carax)

CRÍTICA AQUI

Um casal aparentemente perfeito — um provocante comediante de stand-up e uma cantora de ópera de renome internacional — vivem vidas glamurosas na contemporânea Los Angeles. No entanto, com o nascimento de sua filha Annette, seus misteriosos dons mudarão suas vidas para sempre. Se a categorização de minimalista soava contraditória no cinema de Carax, “Annette” confunde ainda mais as opiniões a seu respeito, seja no caráter eloquente dessa epopeia de sucesso e queda, ou na enfadonha relação da arte com os traumas e ausências subjetivas.

Lamb

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

LAMB

(Dýrið, 2021, Islândia, 106 minutos, de Valdimar Jóhannsson)

CRÍTICA AQUI

Um casal, de luto, descobre um carneiro com membros humanos em sua fazenda na Islândia. A chegada do ser traz muita felicidade para a família, porém com o custo de, por fim, destruir eles. Claramente “Lamb” acompanhado de uma estética indiferente entrega um texto sem possibilidades, o que poda automaticamente quaisquer de suas interações com os excelentes efeitos gráficos que o filme entrega.

Amor, Sublime Amor

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL DISNEY+

AMOR, SUBLIME AMOR

(West Side Story, 2021, Estados Unidos, 156 minutos, de Steven Spielberg)

CRÍTICA AQUI

Dois jovens de gangues rivais na cidade de Nova York se apaixonam, mas as tensões entre seus respectivos amigos começam a construir uma tragédia que os separará. A refrescância tanto procurada dentro de um modelo acaba estacionada em qualquer lugar, pois “Amor, Sublime Amor” age como um videogame novo, onde os responsáveis pela produção decidem instalar novas funcionalidades que representem mais uma geração contemporânea.

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Revista Especial dos Meses | Março e Fevereiro de 2022

ESTREIAS NOS CINEMAS

Supai no tsuma

ESTREIA DA SEMANA

A MULHER DE UM ESPIÃO

(Supai no tsuma, 2020, Japão, 114 minutos, de Kiyoshi Kurosawa)

CRÍTICA AQUI

Comerciante japonês deixa a mulher para viajar para a Manchúria, onde testemunha um ato de barbárie. Suas ações subsequentes causam mal-entendidos, ciúme e problemas legais para sua esposa. Co-roteirizado por Ryusuke Hamaguchi (de “Drive My Car” e “Roda do Destino”) e Tadashi Nohara, dois ex-alunos de Kurosawa, “A Mulher de um Espião” exibe uma narrativa tensa: dirigido com a precisão habitual e politicamente delicado, conta uma história que pode empurrar o realizador para uma trincheira anti-militarista, algo que no Japão tem conotações profundas e não-triviais.

Pajeu

ESTREIA DA SEMANA

PAJEÚ

(2020, Brasil, 73 minutos, de Pedro Diógenes)

CRÍTICA AQUI

Maristela está sendo atormentada por um sonho constante: uma criatura emergindo das águas do Riacho Pajeú. A estranheza e insistência do pesadelo começam a atrapalhar o sono e o cotidiano de Maristela que, procurando uma solução para seu problema, inicia uma pesquisar sobre o Riacho, sua historia e seu desaparecimento. Os pesadelos não param. Sonho e realidade se misturam. Pessoas próximas a Maristela começam a desaparecer, assim como o Pajeú desapareceu. A angustia dela aumenta junto com o medo de também sumir.

Mateína - A Erva Perdida

ESTREIA DA SEMANA

MATEÍNA – A ERVA PERDIDA

(Mateína, 2018, Argentina, Brasil, Uruguai, 82 minutos, de Pablo Abdala e Joaquín Peñagaricano)

CRÍTICA AQUI

Uruguai, 2045. A erva-mate foi proibida. Dois vendedores ilegais iniciam uma cruzada rumo ao Paraguai para contrabandear o insumo. Durante a viagem, transformam-se em heróis por acaso —e tentam devolver ao povo sua identidade perdida. “Mateína – A Erva Perdida” é capaz de construir rapidamente algumas passagens divertidas, sem perder o ritmo dessa projeção cômica, como o momento em que após o abastecimento do carro o funcionário, e conhecido dos personagens, implora por uma ervinha.

O Presidente Improvável

ESTREIA DA SEMANA

O PRESIDENTE IMPROVÁVEL

(2022, Brasil, 98 minutos, de Belisario França)

CRÍTICA AQUI

O diretor Belisario Franca comenta o documentário “O Presidente Improvável”, que conta a história de vida do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O Presidente Improvável” é um documentário que representa parte da crise política brasileira contemporânea, onde a democracia se vê na berlinda de um produto particularmente criado pelos europeus e fundamentado pelos norte-americanos, enquanto presta homenagens às alas mais acentuadas ao academicismo brasileiro, fonte fundamental da manutenção ideológica no país.

Morbius

ESTREIA DA SEMANA

MORBIUS

(2022, Estados Unidos, 104 minutos, de Daniel Espinosa)

CRÍTICA AQUI

Sofrendo de uma rara doença envolvendo falta de sangue e determinado para salvar outros que sofrem de seu mesmo destino, o Dr. Michael Morbius faz uma perigosa aposta. O que a princípio parece ser um incrível sucesso logo se revela um fardo pior que a doença. O gênero heroico assumiu duas vertentes após dez anos de megaproduções, sendo elas: filmes de eventos astronômicos e os de introdução ou reintrodução do herói.

Me Tira da Mira

ME TIRA DA MIRA

(2022, Brasil, 90 minutos, de Hsu Chien Hsin)

CRÍTICA AQUI

Policial dedicada, Roberta (Cleo Pires) não vai parar enquanto não desvendar os mistérios por trás da morte da atriz Antuérpia Fox (Vera Fischer). Com a ajuda de sua terapeuta, com quem forma uma dupla divertida e implacável, ela se infiltra na Clínica Bianchini de Realinhamento Energético em busca de respostas. Rodeada de funcionários suspeitos, como a recepcionista Amanda Jéssica (Viih Tube), e de clientes excêntricos, como a atriz “cancelada” Natasha Ferreiro (Júlia Rabello), ela vai descobrir que pode estar na mira de um esquema ainda maior.

A Pior Pessoa do Mundo

A PIOR PESSOA DO MUNDO

(Verdens verste menneske, 2021, Dinamarca, França, Noruega, Suécia, 127 minutos, de Joachim Trier)

CRÍTICA AQUI

Quatro anos na vida de Julie, uma jovem mulher que navega nas águas turbulentas de sua vida amorosa e luta para encontrar seu caminho profissional. É nesse cenário de seguridade social que a Julie de “A Pior Pessoa do Mundo” transita, amadurecendo suas inquietações: nos capítulos finais do filme, ela acompanha Aksel lidando com um câncer terminal. Não se trata somente de assistencialismo: além de viabilizar crescimento econômico estável, o Fundo é usado para impulsionar a economia em tempos difíceis, quando o desemprego é alto, mas o crescimento é baixo.

Garçon Chiffon

GAROTO CHIFFON

(Garçon Chiffon, 2021, França, 108 minutos, de Nicolas Maury)

CRÍTICA AQUI

Jérémie é um jovem ator cuja vida profissional e amorosa vão de mal a pior. Após a morte do pai, ele decide voltar para a casa de sua mãe e, na companhia dela, embarca numa jornada de autoconhecimento. E é aqui que reside o mal de “Garoto Chiffon”: estreante na direção, Maury cede à tentação de aderir a uma decupagem por demais televisiva, quase sempre isolando cada elemento individual de uma cena em seu quadro separado (e abstraindo-o do seu entorno, em planos médios ou fechados), alternando-os mecanicamente de acordo com o que pede o roteiro…

Médecin de Nuit

MADRUGADA EM PARIS

(Médecin de nuit, 2020, França, 100 minutos, de Elie Wajeman)

CRÍTICA AQUI

Mikaël é um médico noturno. Ele cuida de pacientes de bairros vulneráveis, mas também daqueles que ninguém quer ver: os viciados. Dividido entre a mulher e a amante e arrastado pelo primo farmacêutico para um perigoso esquema de receitas falsas, sua vida se torna um caos. Mikaël não tem escolha: esta noite, ele deve decidir seu destino.

A Espera de Liz

A ESPERA DE LIZ

(2022, Brasil, 115 minutos, de Bruno Torres)

CRÍTICA AQUI

Liz está cercada de dúvidas e incertezas. Sendo alguém introspectiva, ela procura a razão do porquê seu parceiro Miguel desapareceu. Enquanto procura as respostas mais profundas, ela sente a necessidade de apoio emocional de sua irmã mais nova Lara. Pouco a pouco a conexão das duas irmãs se tornam mais intensas, enquanto ambas repensam seus valores internos e fortalecem o amor e admiração entre elas. Mas Lara mantém um segredo que explica o desaparecimento de Miguel…

Drive My Car

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL MUBI

DRIVE MY CAR

(Doraibu mai kâ, 2021, Japão, 179 minutos, de Ryusuke Hamaguchi)

CRÍTICA AQUI

Ator e diretor de teatro, casado com uma roteirista de TV, vê sua vida revolver enquanto dirige “Tio Vanya”, de Anton Tchecov. Um tempo que desliza, escorre, exposto às intempéries que inevitavelmente afloram quando Yusuke aceita dirigir um texto tão entranhado em sua memória. “Drive My Car” – título mais do que apropriado – gira em torno de um laboratório teatral: a pretensão estética do ator/diretor é organizar “Tio Vanya” em camadas de representação linguística, em palavras do genial escritor enunciadas em diferentes línguas: mandarim, tagalog, japonês, coreano e língua coreana de sinais.

Tarsilinha

TARSILINHA

(2021, Brasil, 99 minutos, de Celia Catunda e Kiko Mistrorigo)

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Tarsilinha é uma garota de oito anos que embarca numa jornada fantástica para recuperar a memória de sua mãe. Para isso ela precisa encontrar objetos especiais que foram roubados de sua caixa de lembranças. Em sua viagem, Tarsilinha verá coisas incríveis, terá que enfrentar seus medos, superar obstáculos e voltar para casa com todas as lembranças. “Tarsilinha” tem uma série de elementos que ajudam a transformar a experiência em algo verdadeiramente agradável e sincero.

The Bad Guys

OS CARAS MALVADOS

(The Bad Guys, 2022, Estados Unidos, 100 minutos, de Pierre Perifel)

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O filme acompanha as aventuras de uma tripulação criminosa de animais fora-da-lei prestes a tentar seu golpe mais desafiador: tornar-se cidadãos-modelo. Divertido, dinâmico e com um bom ritmo de projeção, “Os Caras Malvados” é um filme com potencial para conquistar seu público alvo com alguma facilidade e deve fazer sucesso nas bilheterias nacionais. A excelente dublagem contribui fortemente na experiência, com vozes que se encaixam com seus personagens. Dessa forma, é uma boa surpresa em um calendário tímido, podendo garantir a diversão da família nas salas de cinema, ainda que possua algumas concorrências fortes dos recentes lançamentos.

Visões do Império

VISÕES DO IMPÉRIO

(2020, Portugal, 93 minutos, de Joana Pontes)

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Um filme sobre o modo como o império português e a sua história foram imaginados, documentados e publicados a partir da fotografia, desde o final do século 19 até a revolução que, em 1974, pôs fim ao regime político autoritário que governava Portugal.

Fabian oder Der Gang vor die Hunde

FABIAN – O MUNDO ESTÁ ACABANDO

(Fabian oder Der Gang vor die Hunde, 2021, Alemanha, 176 minutos, de Dominik Graf)

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Berlim, 1931. Jakob Fabian trabalha no departamento de publicidade de uma fábrica de cigarros durante o dia e vagueia por bares, bordéis e estúdios de arte com seu amigo rico Labude à noite. Quando Fabian conhece a autoconfiante Cornelia, ele consegue se livrar de sua atitude pessimista por um breve momento. Ele se apaixona. Mas então ele é vítima de uma grande onda de demissões, enquanto Cornelia faz carreira como atriz graças ao seu chefe e admirador. Um arranjo que Fabian acha difícil de aceitar. Mas não é apenas o seu mundo que está desmoronando…

Belfast

BELFAST

(2021, Reino Unido, 98 minutos, de Kenneth Branagh)

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Final da década de 1960, Irlanda do Norte. O menino Buddy, caçula de uma família de classe trabalhadora, testemunha o crescente aumento da tensão política e social na capital do país. Em meio à efervescência cultural, ele sonha com dias melhores e supera os momentos difíceis de forma lúdica, apoiado pelos pais e avós.

Batman

BATMAN

(The Batman, 2022, Estados Unidos, de Matt Reeves)

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Em seu segundo ano lutando contra o crime, Batman começa a desmascarar a corrupção na cidade de Gotham enquanto encontra uma conexão entre a família Wayne e um novo serial killer conhecido como “Charada”. “Batman” é o filme do vigilante que a sensualidade mais atua. Não pela terceira (ou seria quarta?) aparição nas telas da mulher-gato, mas pela jovialidade e química dos dois personagens, que acabam se tornando muito mais co-protagonistas. De fato, os diálogos entre ambos são de baixa qualidade, novamente um traço da pulsão que é ser lido como sério, o que torna o relacionamento de ambos algo anticlímax.

Petite Maman

PEQUENA MAMÃE

(Petite Maman, 2021, França, 72 minutos, de Céline Sciamma)

CRÍTICA AQUI

Nelly acaba de perder sua avó e está ajudando seus pais a limpar a casa de infância de sua mãe. Ela explora a casa e o bosque ao redor. Um dia, ela conhece uma garota de sua idade construindo uma casa na árvore. “Petite Maman”, que pode ser considerado como um exemplar de filme de quarentena, traduz uma metalinguagem da própria criação. Nelly sente tédio. E seus pais precisam se adequar, contando histórias e gerando novos jogos para “matar” o tempo, por exemplo, as de terror, que causam pelas sombras e reflexos, e medinhos de “monstros”.

Madres Paralelas

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MÃES PARALELAS

(Madres Paralelas, 2021, Espanha, 123 minutos, de Pedro Almodóvar)

CRÍTICA AQUI

No filme, duas mulheres dão a luz no mesmo dia e no mesmo hospital. Uma delas, de meia idade, teve a gravidez planejada e já se sente preparada para ser mãe. A outra, adolescente, engravidou por acidente e sente medo do que está por vir. A partir de suas experiências, as duas criam um forte laço unido pela maternidade. Outra questão que serve de guia para a trama é o dilema moral que a protagonista. Uma vez descoberta a troca de laços sanguíneos entre ela e sua filha, diferentemente do que poderia se esperar, ela decide levar o segredo até o túmulo.

Domangchin yeoja

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A MULHER QUE FUGIU

(Domangchin yeoja, 2020, Coreia do Sul, 77 minutos, de Hong Sang-Soo)

CRÍTICA AQUI

Enquanto o marido está em viagem de negócios, Gamhee (Min-hee Kim) encontra três amigas nos arredores de Seul. Elas mantêm uma conversa amigável, como sempre, mas existem diferentes correntes fluindo independentemente uma da outra, acima e abaixo da superfície.

Licorice Pizza

LICORICE PIZZA

(2021, Estados Unidos, 133 minutos, de Paul Thomas Anderson)

CRÍTICA AQUI

No vale de San Fernando, nos anos 70, um estudante do ensino médio que também é um ator mirim bem sucedido conhece uma garota que trabalha para a agência de fotografia contratada por sua escola. A partir desse encontro, histórias sobre o relacionamento dos dois entrelaçam a mesma época entre a indústria de Hollywood, uma guerra envolvendo petróleo e a venda de colchões d’água.

C'mon C'mon

SEMPRE EM FRENTE

(C’mon C’mon, 2021, Estados Unidos, 108 minutos, de Mike Mills)

CRÍTICA AQUI

Johnny (Joaquin Phoenix) é um jornalista de rádio que possui um projeto jornalístico onde, atravessando os estados norte-americanos, ele segue entrevistando várias crianças sobre seus pensamentos a respeito do mundo e do futuro. Mas, a pedido de sua irmã, Johnny fica encarregado de cuidar de seu jovem sobrinho Jesse. Jesse traz para a vida do jornalista, uma nova perspectiva e, conforme eles viajam pelo país, logo Johnny começa a olhar seu próprio mundo de outra forma.

Bergman Island

A ILHA DE BERGMAN

(Bergman Island, 2021, França, Suécia, 112 minutos, de Mia Hansen-Love)

CRÍTICA AQUI

Um casal de cineastas viaja para a ilha sueca de Faro, onde o Ingmar Bergman viveu e filmou. Eles entram em contato com o lugar e, enquanto tocam seus projetos, os limites entre ficção e realidade passam a se confundir. Assim, embalados pela sutil conexão entre camadas de interpretação e escritura, percorremos esse espaço mítico como quem percorre um tranquilo parque temático – sem aglomerações, apreciando e usufruindo do ambiente.

Adieu les cons

JÁ DISPONÍVEL NA PLATAFORMA DIGITAL NOW

ADEUS, IDIOTAS

(Adieu les cons, 2020, França, 87 minutos, de Albert Dupontel)

CRÍTICA AQUI

Quando a cabeleireira Suze Trappet, de 43 anos, descobre que está gravemente doente, ela decide procurar uma criança que foi forçada a abandonar quando tinha apenas 15 anos. Em sua louca jornada burocrática, ela cruza com JB, de 50 anos – velho no meio de um esgotamento psicológico, e o Sr. Blin, um arquivista cego com tendência a exagerar no entusiasmo. O improvável trio partiu em uma jornada hilariante e pungente pela cidade em busca do filho há muito perdido de Suze.

Transversais

TRANSVERSAIS

(2021, Brasil, 84 minutos, de Émerson Maranhão)

CRÍTICA AQUI

Érikah é professora, Samilla é funcionária pública. Caio José é paramédico, Kaio Lemos é pesquisador acadêmico. Mara é jornalista e mãe de uma adolescente. Os cinco têm origens, formações e classes sociais diferentes. Em comum, o fato de ter suas vidas atravessadas pela transexualidade.


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