Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)

Editorial da Semana | 30 de janeiro de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Toda quinta-feira é lançado o Editorial da Semana a fim de nortear o espectador-leitor a encontrar as dicas de cinema. Entre estreias, cartaz, exposição, mostras, festivais, podcast, tudo se traduz em um índice facilitador. Essa semana acontecerá a cerimônia de premiação do Oscar 2020 e nosso site já conferiu 99% dos filmes (todos com críticas aqui), com exceção de um único curta-metragem, que estamos arduamente correndo atrás. Nas estreias, aves de rapina, Hitler imaginário, comédia francesa, dramas francês e chileno. Na Cinemateca do MAM-Rio, exposição e mostra sobre o centenário de Fellini. No CCBB-RJ, começa a retrospectiva Mel Brooks, que este site, na figura de Fabricio Duque contribuiu com texto no catálogo. Há também, os vencedores da 23a Mostra de Cinema de Tiradentes, que se encerrou no domingo passado (confira nossa cobertura crítica). E os premiados do BAFTA 2020. E o Festival de Berlim 2020 também já começou com o Saiba tudo sobre os 19 filmes brasileiros integrantes e um podcast com o curador Eduardo Valente. Nosso Curta-Metragem da Semana homenageia a essência do cinema, histórico, clássico e cinéfilo: uma Seleção dos Primeiros Filmes (1895, dos Irmãos Lumière). Editorial da Semana | 06 de fevereiro de 2020.

ESTREIAS

Jojo Rabbit

Um dos poucos momentos realmente genuínos de JOJO RABBIT é quando a mãe de Jojo (Roman Griffin Davis), Rosie (Scarlett Johansson), ensaia um pequeno teatro durante um jantar. A cena é relativamente simples do ponto de vista formal, porém Scarlett consegue performar um drama tão sólido quanto o texto propunha, entregando a única coisa honesta durante o filme inteiro. E este é um dos maiores obstáculos que o espectador encontra durante a projeção do longa, tudo é tão forçado e artificial que não funciona como uma unidade estilística que dialoga com as intenções do projeto. Por mais que Taika consiga um estilização prazerosa, por conseguir conciliar um tom lúdico com um rigor estético, falha miseravelmente em adicionar a isso um argumento que sustente sua necessidade humorística diante de um processo político como a Segunda Guerra Mundial. E enquanto a fotografia busca manter os contrastes suavizados, para que haja essa tendência uniforme na imagem, o texto vai patinando entre as tentativas de desconstrução de uma rigidez do exército alemão, mas faz tudo com uma intenção política direta, desmoralizar os nazistas e seus preconceitos, para que no fim, os norte-americanos possam atravessar a cidade de Berlim com uma bandeira impecável enquanto comemoram a guerra vencida e o “ex-nazista” de 10 anos e a judia foragida vejam o fim da guerra na ótica da vitória estadunidense. Claro, Hollywood jamais poderia transformar uma sátira que assume o lado dos nazistas, sem levantar a bandeira que a queda dos mesmos veio por conta dos esforços do país de origem da produção. Leia a crítica completa AQUI!

Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)

AVES DE RAPINA – ARLEQUINA E SUA EMANCIPAÇÃO FANTABULOSA“, sem o subtítulo a partir de agora, consegue a unidade que “Esquadrão Suicida” não tenta sequer atingir e ainda ser mais scorsesiano do que a emulação canhestra de Todd Phillips em “Coringa“. De início, o espectador leva a crer que será situado em uma zona próxima do deboche constante de “Deadpool“. Uma introdução que usa a animação como linguagem e parecia abandonar de certa forma a estética do atual Universo Estendido DC. É até interessante essa subversão nos primeiros minutos, algo que merece ser referenciado, eis que muitos profissionais da imprensa sequer assistiram a essa parte na sessão promovida pela Warner com esse objetivo. Vale mencionar a quantidade de atrasados, pessoas que simplesmente perdem vinte minutos de uma obra e depois tem a coragem de redigir críticas com ares de entendedores. A roteirista Christina Hodson faz um importante trabalho de construção do protagonismo negado à Arlequina (Margot Robbie) no filme dirigido por David Ayer e lançado em 2016. Esse prólogo já faz essa transferência com eficiência, além de alfinetar o ex-parceiro da personagem, dizendo que muitos dos feitos do Coringa, na verdade, foram ideias dela – uma usurpação de notoriedade muito comum entre casais, porém, feitas por homens sobre as mulheres. Já a diretora Cathy Yan, como era de se esperar, pauta seu trabalho na ausência de objetificação feminina, ao mesmo tempo que promove as cenas de ação como se veterana fosse. Esqueça as exibições desnecessárias dos corpos das atrizes ou um figurino mais provocante do que prático. A forma aqui é pensada para criar uma representação coerente. Nessa produção, Arlequina é bem menos idiotizada e assume uma persona muita mais combativa e, por que não?, justa. Quando vai a campo nos faz lembrar a Nikita de Anne Parillaud em “Nikita: Criada para Matar“, que Luc Besson dirigiu em 1991. Para os mais jovens, é algo mais próxima de “Atômica” (2017). Leia a crítica completa AQUINo Editorial da Semana | 06 de fevereiro de 2020.

Qui m'aime me suive!

Não é incomum do cinema francês usar da traição e de uma relação à três como mote para seus filmes. Curioso é observar que, no cinema americano, veríamos um grande drama, possivelmente com violência familiar ou brigas histriônicas, retrato da diferença ética e moral da cultura. QUEM AMA, ME SEGUE!, como é de se esperar, retrata suas relações como uma comédia dramática. O longa-metragem, dirigido e roteirizado por José Alcala, aborda a crise de Gilbert (Daniel Auteuil) e Simone (Catherine Frot) que, casados por 35 anos, já não se suportam no convívio em família. A história se desenrola a partir do momento em que Simone decide fugir com Étienne (Bernard Le Coq), em busca de resgatar a liberdade e a paixão pela vida. Para uma premissa básica que provavelmente já foi vista antes, “Quem Me Ama, Me Segue!” aborda temas em excesso, concluindo satisfatoriamente poucos deles. Leia a crítica completa AQUI!

Fahim

A CHANCE DE FAHIM, baseado na história real do jovem Fahim (Ahmed Assad) e de seu pai, os acompanha fugindo de Bangladesh e chegando em Paris. Tentando uma oportunidade de construir um futuro para sua família e, junto disso, incentivar Fahim, uma promessa do Xadrez, estudando e treinando com o professor Sylvain (Gérard Departieu). O filme mostra uma deficiência nítida com relação a direção e a uma estrutura narrativa. Vemos um filme sobre personagens sofrendo com o drama da imigração, mas que diz mais sobre a França do que sobre a própria conjuntura e vida dos personagens. A situação política no país natal dos protagonistas é abordada de maneira banal e apressada, limitados a expor que o pai “foi contra o regime” e por isso foi perseguido ou que “a situação por aqui está difícil” escrito pela mãe em uma carta. Leia a crítica completa AQUI!

Vivir Allí No Es El Infierno Es El Fuego Del Desierto La Plenitud De La Vida Quedó Ahí Como Un Árbol

Um homem sobe um morro enquanto acompanha alguns bezerros. Os sons são de aves nativas e os barulhos de corujas denotam que estamos nos extremos da ocupação do Sol. Dessa maneira VIVER LÁ, o primeiro longa-metragem dirigida pela chilena Javiera Veliz Fajardo, nos propõe uma experimentação sobre a insignificância humana e – visto sob outro ângulo – sob a relevância de qualquer outro elemento. Leia a crítica completa AQUI!

CURTA-METRAGEM DA SEMANA

Irmaos Lumiere

Uma seleção de 1895 com os primeiros filmes de Auguste e Louis Lumière, os inventores do cinematógrafo e os “pais do cinema”. Assista AQUI!

OSCAR 2020 

(clique na foto e leia as críticas de 99% dos filmes indicados – falta apenas um curta-metragem)

ROSTOS FELLINIANOS + O MESTRE DE RIMINI

(confira tudo clicando na foto abaixo)

RETROSPECTIVA MEL BROOKS: BANZÉ NO CINEMA

(confira tudo clicando na foto abaixo)

Mel Brooks

MOSTRA DE TIRADENTES 2020: OS VENCEDORES

(confira a lista completa no link da foto)

Vencedores Tiradentes 2020

FESTIVAL DE BERLIM 2020

(confira tudo clicando na foto abaixo)
Festival de Berlim 2020
PODCAST

(ouça clicando na foto abaixo)
Festival de Berlim 2020

BAFTA 2020: OS VENCEDORES

(confira a lista completa no link da foto)

Bafta 2020 vencedores 1917

Editorial da Semana | 06 de fevereiro de 2020

EM CARTAZ

Muitos filmes imperdíveis ainda estão em cartaz. Uma última chance de poder conferir obras que receberam nota máxima de nosso site e no escurinho da tela grande. Confira a lista completa AQUI

CINCO CÂMERAS
Era uma Vez Em… Hollywood
Nós
O Paraíso Deve Ser Aqui
Parasita
Uma Mulher Alta

QUATRO CÂMERAS
1917
A Vida Invisível
O Farol
Os Miseráveis
Retrato de uma Jovem em Chamas

TRÊS CÂMERAS
Açúcar
A Divisão
Adoniran: Meu Nome é João Rubinato
Adoráveis Mulheres
Bacurau
Bad Boys Para Sempre
Coringa
Entre Facas e Segredos
O Escândalo
O Filme do Bruno Aleixo
Ford vs Ferrari
Um Lindo Dia Na Vizinhança

DUAS CÂMERAS
Com Amor, Van Gogh: O Sonho Impossível
E Agora, a Mamãe Saiu de Férias?
Frozen II
Judy: Muito Além do Arco-Íris
Jumanji: Próxima Fase
Minha Mãe é uma Peça 3
Testemunha Invisível
Um Espião Animal

UMA CÂMERA
O Melhor Verão de Nossas Vidas
Os Órfãos
Playmobil – O Filme
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Editorial da Semana | 06 de fevereiro de 2020

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