Editorial da Semana | 26 de dezembro de 2019

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Um dos objetivos de um editorial é nortear o leitor-cinéfilo a encontrar pérolas e o resgatar das bombas. Nesta quinta-feira, dia 26 de dezembro de 2019, a última semana do ano, seis filmes estrearam no Rio de Janeiro. E nosso(a) Vertenteiro(a) pode conferir as críticas de todos, em ordem do mais importante ao menos importante (dentro de nossa subjetividade, logicamente), entre histórias com gatos, professor-aluna, a volta de D. Hermínia, irmã de Paris, Deus Petúnia e Casanova. Todos os gostos e geografias diversas. E conferir também a crítica da Pré-Estreia da continuação do desenho congelado, “Frozen 2”.

PRÉ-ESTREIA

Um intercâmbio geracional talvez bem mais genuíno do que se observa quando levamos crianças aos cinemas. Seis anos depois (ou sete, já que o Brasil inexplicavelmente terá um delay de um mês no lançamento em comparação a todos os outros países), o estúdio entrega em “FROZEN II” uma nova experiência saudosista. Só que dessa vez não de maneira positiva. Leia a crítica completa AQUI!

ESTREIAS

Akik maradtak

AQUELES QUE FICARAM se passa em Budapeste entre 1948 e 1953, o que por si só já é um momento de grande interesse do ponto de vista social e histórico. O roteiro do filme consegue evitar comentários políticos apesar da sensação iminente de desgraça que o governo soviético deixa a população em geral. Já no fim do filme, Aladár parece ser dedurado por um antigo colega de profissão e passa por uma noite tensa que ele está pronto para encarar  o seu fim. Leia a crítica completa AQUI!

Gospod postoi, imeto i' e Petrunija

DEUS É MULHER E SEU NOME É PETÚNIA é um filme sobre rebelião, sobre se encontrar na posição de iconoclasta, talvez até anarquista quiçá. Petúnia a princípio usa sua inteligência para rebater os policiais que tentam lhe tomar a cruz mas depois ela parece entender q o fato dela ter a cruz ou não não importa mais. Ela já semeou a dúvida na cabeça das pessoas, ela já questionou uma regra cristã ortodoxa, ela já criou o princípio do equivalente feminista de uma primavera árabe na Macedônia do Norte. Leia a crítica completa AQUI!

MINHA IRMÃ DE PARIS concede a Mathilde Seigner o palco para criar não apenas uma, mas duas personagens. Dito isso, a boa notícia é que a atriz aproveita sem reservas a chance que lhe foi dada, estabelecendo um contraponto perfeito entre Julie e Laurette: se a primeira se mostra uma mulher distante, frustada e aparentemente mal humorada, a segunda se revela uma cidadã bem mais intensa, sonhadora e enérgica, transmitindo uma energia que equilibra a amargura representada por sua irmã. E é admirável, aliás, que Seigner seja capaz de surgir em cena contracenando com ela mesma sem que isto deixe de soar natural; a dinâmica entre ambas, no fim das contas, é bastante funcional. Leia a crítica completa AQUI!

Ainda assim, o aspecto mais irritante de “MINHA MÃE É UMA PEÇA 3” é sua insistência em se dizer apoiador da causa LGBTQ, mas se acovardar ao retratar a homossexualidade de Juliano da maneira mais conservadora possível, não apenas se recusando a mostrar o beijo que obviamente aconteceu entre ele e seu noivo durante a cerimônia de casamento, mas também evitando enfocar com frequência a relação entre o casal. Em outras palavras: é o típico filme que adora se auto-congratular por incluir dois personagens gays na narrativa, mas ainda assim prefere não mostrar muito deles a fim de não “ofender” à parcela dos espectadores que tenham algum problema com isso. Leia a crítica completa AQUI!

Dernier Amour

Para uma obra que traz como tema central o amor e a falta deste, é curioso notar que falta um sentimento genuíno à todos os aspectos de O ÚLTIMO AMOR DE CASANOVA. Desde as boas atuações à figura complexa do protagonista, nada realmente parece despertar algo que faça brilhar os olhos de Benoît Jacquot de modo que ele possa transformar sua obra em algo maior e mais intensa. É uma pena, pois de amores brandos, o de Marianne basta. Leia a crítica completa AQUI!

Cats

CATS” estava agendado para estrear no Natal de 2019 há muito tempo. Ninguém esperava um ano tão recheado de bons filmes, então não era loucura cotar Tom Hooper e sua obra para a temporada de premiações. Com um Oscar na estante por “O Discurso do Rei” (2010), seus projetos seguintes dividiram opiniões, mas não passaram despercebidos pelo grande público. “Os Miseráveis” (2012), uma adaptação bem mais difícil e também problemática, parece uma bela tarde no campo se comparado a “Cats”. Só resta aos analistas, muitos desmotivados em assistir a um produto flagrantemente inacabado, juntar os cacos e pensar o que levou um dos musicais mais conhecidos da história recente do teatro, virar um filme que – em sua cena inicial – tem takes em que a maquiagem inserida pelos efeitos visuais simplesmente é esquecida. Leia a crítica completa AQUI!

CURTA-METRAGEM DA SEMANA

Há também toda semana em nosso site a exibição de um curta-metragem. Nesta, nosso leitor pode conferir “ANO NOVO” (Brasil, 1999, de Marcos Katudjian) e se programar para a próxima semana que terá “História de Borboleta” (Brasil, 2012, de Marcelo Brandão).

EM CARTAZ

Muitos filmes imperdíveis ainda estão em cartaz. Uma última chance de poder conferir obras que receberam nota máxima de nosso site e no escurinho da tela grande. Confira a lista completa AQUI

CINCO CÂMERAS
O Paraíso Deve Ser Aqui
Parasita
Uma Mulher Alta

QUATRO CÂMERAS
A Rosa Azul de Novalis
A Vida Invisível
As Golpistas
Azougue Nazaré
Dois Papas
Dora

TRÊS CÂMERAS
Adam
A Família Addams
Bacurau
Coringa
Crime Sem Saída
E Então Nós Dançamos
Feliz Aniversário
Mama Colonel
Meu Amigo Fela

DUAS CÂMERAS
A Batalha das Correntes
Diante dos meus olhos
Malévola: Dona do Mal
Synonymes
Um dia de chuva em NY

UMA CÂMERA
Brincando com Fogo
Os Parças 2
Playmobil – O Filme
Star Wars: A Ascensão Skywalker

MELHORES DO ANO DE 2019

COBERTURA DO FESTIVAL DO RIO 2019

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