A Nuvem Rosa

Revista da Semana | 26 de agosto de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Durante décadas, sexta-feira sempre representou felicidade. Extasiante, impulsiva e primária. Parecia que o sol brilhava com mais intensidade. Um símbolo de formação cultural, porque era o dia das estreias dos filmes nos cinemas. Os guias da semana do Jornal do Brasil e o Rio Show do O Globo nos proporcionava o maior desafio a qualquer cinéfilo: assistir a todas as obras, às vezes com quatro sessões no mesmo dia. Mas há alguns anos, a indústria cinematográfica mudou as regras do jogo ao passar as estreias para quinta-semana. Uma jogada capitalista para assim conseguir mais um dia do final do semana e poder cobrar o preço mais alto. Tudo, eles diziam, para “melhorar a cinema”. Sim. Contudo, é muito difícil “brigar” com nossas memórias afetivas, ainda mais depois de não termos mais as respectivas revistas da semana, citadas anteriormente neste editorial. Dessa forma, com um que de pretensão, confessamos, a Revista da Semana do Vertentes do Cinema “assumiu” esse compromisso: de “substituição”. Antes, nosso guia saía toda quinta-feira. E agora, a Revista entra no ar no primeiro minuto de sexta. Uma nostalgia cinéfila. Um querer saudosista, utópico, sabemos, de manter no hoje um certo controle condicionado do passado. Nesta semana, dicas de streaming, estreias nos cinemas, curtas-metragens e muito mais. Venha e embarque nas novidades da sétima arte! Em especial a “A Nuvem Rosa”, escolha da capa acima.

Revista da Semana | 26 de agosto de 2021

CURTA DA SEMANA

Caetana

SESSÃO CINEMA BRASILEIRO

CAETANA

(2014, Brasil, 15 minutos, de Felipe Nepomuceno) ASSISTA AQUI

Abril de 2014. Ariano Suassuna conversa com Caetana, como a morte é chamada no sertão nordestino. Com fotografia de Lula Carvalho.

O Poeta do Castelo

PRÓXIMO CURTA

O POETA DO CASTELO

(1959, Brasil, 10 minutos, de Joaquim Pedro de Andrade)

Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais de sua rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio; a modéstia do seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas de seu bairro. ESTREIA 02/09, 00:01.


EM CASA

Fassbinder: Ascensão e Queda de um Gênio

FASSBINDER: ASCENSÃO E QUEDA DE UM GÊNIO

(Enfant Terrible, 2020, Alemanha, 136 minutos, de Oskar Roehler) CRÍTICA AQUI

Em 1982, o genial cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder morreu de overdose, com apenas 37 anos, deixando uma obra impressionante para sua pouca idade. Em menos de duas décadas, ele produziu mais de 60 filmes e diversas peças, além de colaborar em outras funções, como ator, montador, roteirista. Essa é a fascinante história de um dos mais importantes representantes do Novo Cinema Alemão, cuja ascensão fulminante como um dos principais diretores da Europa coincide com sua queda mental e física, que levaram à sua morte prematura. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL.

Frantz Fanon: Black Skin, White Mask

FRANTZ FANON: PELE NEGRA, MÁSCARA BRANCA

(Frantz Fanon: Black Skin, White Masks, 1996, Inglaterra, 70 minutos, de Isaac Julien) CRÍTICA AQUI

Explora a vida e obra do teórico e ativista psicanalítico Frantz Fanon que nasceu na Martinica, estudou em Paris e que tem participação fundamental na libertação da Argélia. Examina as teorias de identidade e raça de Fanon e traça seu envolvimento na luta anticolonial. O diretor Isaac Julien procura depoimentos de teóricos da área da cultura, dos estudos raciais e de familiares e amigos de Fanon. A ideia de Julien parece ser mostrar o Fanon por detrás das obras consagradas como o livro que dá nome ao filme. Disponível na plataforma digital SUPO MUNGAM PLUS.

Trouble every day

DESEJO E AMBIÇÃO

(Trouble every day, 2001, França, 101 minutos, de Claire Denis) CRÍTICA AQUI

Dois recém-casados norte-americanos viajam a Paris e experimentam um amor tão forte, que quase os devora. “Desejo e Ambição”, a despeito de seu estilo gore – subgênero do cinema de terror que, deliberadamente, se concentra em representações gráficas de sangue e violência, com interesse na vulnerabilidade do corpo humano e na sua teatral mutilação – é um filme lânguido, raramente temperamental, preciso na percepção sobre o comportamento humano e desumano. A dramaturgia é minimalista: Claire Denis investe mais na linguagem háptica, conseguindo em última análise fazer corpo e pele dizerem muito sem o excessivo discurso verbal. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION

Varda por Agnes

VARDA POR AGNÈS

(Varda par Agnès, 2019, França, 116 minutos, de Agnès Varda) CRÍTICA AQUI

De mãe da Nouvelle Vague a ícone feminista, a diretora francesa Agnès Varda expõe seus processos de criação e revela sua experiência com o fazer cinematográfico. A cineasta dá um enfoque especial no método de storytelling que ela denomina de “cine-writing”, uma espécie de fórmula utilizada por ela na grande maioria de seus documentários e ficções. “Varda por Agnès” é sobre momentos, encontros e revisitações existenciais, como uma apresentação curricular da “extrovertida versus a entristecida”. É sentir, contemplar e vivenciar. De trilha cativante, frágil e doce. De contradição fundamental de cumplicidade entre quem é filmado e quem filma. Disponível na plataforma digital GLOBOPLAY

Uma Mulher Contra um País

UMA MULHER CONTRA UM PAÍS

(Poppie Nongena, 2019, África do Sul, 108 minutos, de Christiaan Olwagen) CRÍTICA AQUI

A história real de uma mulher comum em circunstâncias extraordinárias. Poppie Nongena, uma mãe isiXhosa, trabalhadora doméstica e falante de Afrikaans, tenta desesperadamente manter sua família unida, enfrentando diariamente as leis desumanas do governo da África do Sul de 1970. A oferta de um contexto que seja capaz de oferecer ao público uma consciência totalizante da verdadeira situação de Poppie, não existe, o que acaba dando lugar para uma série de vácuos ineficazes de um drama confuso, pouco didático e tampouco dialético. É uma exposição que se limita ao referencial prosaico desse jogo político que pretende apresentar. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL.

Lembro Mais dos Corvos

LEMBRO MAIS DOS CORVOS

(2018, Brasil, 84 minutos, de Gustavo Vinagre) CRÍTICA AQUI

Júlia conta histórias para atravessar uma noite de insônia. O que se desenha de uma forma inicial, não é como se desdobra nos caminhos seguintes, e o processo de montagem do filme opta por clarear o todo e criar em consonância com o roteiro outras possibilidades de acesso ao processo, dando camadas extras a algo que naturalmente já não tinha limites para as mesmas. Brincando com as barreiras que separam artes ficcional e documental, Gustavo pinta ao mesmo tempo um retrato onde se procura um tanto de afeto na exclusão e outro tanto na reclusão, duas narrativas que permeiam os relatos e as ações de Julia. Disponível na plataforma digital SESC DIGITAL.

TOCADOS PELO SOL

(Sunburned, 2019, Alemanha, 92 minutos, de Carolina Hellsgård) CRÍTICA AQUI

Claire está de férias com sua irmã Zoe e sua mãe Sophie em um hotel resort no sul da Espanha. Sophie passa os dias na piscina e mostra um mínimo de interesse pelas filhas. No começo, Claire se apega a sua irmã mais velha Zoe, que misericordiosamente a deixa ir junto. Mas quando Zoe conhece um garoto de sua idade, Claire fica sozinha. Na praia, Claire faz amizade com Amram, um jovem vendedor de praia senegalês. Conforme seu relacionamento se aprofunda, Claire tenta ajudá-lo, mas sem querer acaba tornando sua situação desoladora ainda pior. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL.

Keul-Le-Eo-Ui-Ka-Me-La

A CÂMERA DE CLAIRE

(Keul-Le-Eo-Ui-Ka-Me-La, 2017, Coreia do Sul, 69 minutos, de Hong Sang-Soo) CRÍTICA AQUI

Manhee (Kim Min-hee) é agente de filmes e foi demitida por sua chefe sem explicações. Claire (Isabelle Huppert) é uma professora de música apaixonada por eternizar momentos com sua polaroid. As duas se encontram por acaso durante o Festival de Cannes e desenvolvem uma amizade quase instantânea. Através das fotografias de Claire, pequenos detalhes sobre a vida de ambas começam a ser revelados. “A Câmera de Claire” é sobre o tempo e sobre o espaço das perspectivas que viajam entre o antes e o depois, passado e futuro, mas sempre dentro de um presente confortável. Disponível na plataforma digital BELA ARTES À LA CARTE.

Two For Joy

APENAS NÓS

(Two for joy, 2018, Reino Unido, 86 minutos, de Tom Beard) CRÍTICA AQUI

Vi é uma adolescente que precisa lidar com as complexidades de sua família perturbada desde muito nova. Os problemas vêm à tona durante a estadia da família em uma cidade litorânea. A jovem passa a ter que cuidar da mãe, Aisha, que está doente e não consegue sair da cama, e também de Troy, seu desobediente e rebelde irmão mais novo. “Apenas nós” é como um grande álbum de fotografia, que está constantemente se deslocando e perseguindo novas imagens que possam inflamar um certo delírio em torno de suas plasticidades. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL.

De Onde te vejo

DE ONDE EU TE VEJO

(2016, Brasil, 90 minutos, de Luiz Villaça) CRÍTICA AQUI

Ana Lúcia (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner) decidem se separar após vinte anos de casamento e ele se muda para um apartamento do outro lado da rua. Além da separação, eles passam por uma crise no trabalho e precisam enfrentar a iminente mudança de cidade da filha. Com todas essas mudanças, eles precisam aprender a viver essa nova realidade e reinventar o amor. “De Onde Eu Te Vejo” é, acima de tudo, um filme apaixonado e exponencialmente pessoal (por “assumir” que as histórias ficcionais são na verdade baseadas em realidades vivenciadas). Disponível na plataforma digital HBO MAX.No Fio da Navalha

NO FIO DA NAVALHA

(Ostrým nožom, 2019, Eslováquia, 89 minutos, de Teodor Kuhn) CRÍTICA AQUI

Ludovít perdeu seu filho em um cruel ataque neonazista, mas, devido a uma falha na legislação eslovaca, é obrigado a lidar com a extrema injustiça de ver os agressores do seu filho serem rapidamente libertados. Revoltado, ele luta contra uma polícia ineficiente, um juiz oportunista, e, principalmente, contra o fato de nunca ter sido realmente próximo do próprio filho. “No Fio da Navalha”, ao se retirar da contextualização, se torna apenas um mero gatilho do acontecimento, absurdo e revoltante, mas inócuo na maior parte de sua projeção. Funciona como um princípio da crença que a revolta do espectador será o suficiente para guiar essa narrativa até o desfecho ainda mais catastrófico. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL.

VER MAIS

Em Casa


CONHEÇA O FILME SELECIONADO PARA REPRESENTAR O BRASIL NA 36ª EDIÇÃO DO PRÊMIO GOYA 2022

A Febre

A FEBRE

(2019, Brasil, 98 minutos, de Maya Werneck Da-Rin) CRÍTICA AQUI

Justino, um indígena Desana de 45 anos, é vigilante do porto de cargas de Manaus. Enquanto sua filha se prepara para estudar medicina em Brasília, ele é tomado por uma febre misteriosa que o leva de volta a sua aldeia, de onde partiu vinte anos atrás. “A Febre” quer trazer à tona a luta entre o bem e o mal e a aceitação da nova condição versus apagar a cultura natal (a origem), “caboclos” em  questões latentes e de “ferida aberta”. A câmera agora aproxima mais e nos apresenta um balé das engrenagens das máquinas e das “espécies exóticas” até se estagnar no estático. “Saudade faz parte; vai e se não der, volta”, diz-se. Cada vez as aldeias ficam mais distantes. Disponível na plataforma digital NETFLIX.


Revista da Semana | 26 de agosto de 2021

NOS CINEMAS

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão)

A Nuvem Rosa

A NUVEM ROSA

(2021, Brasil, 105 minutos, de Iuli GerbaseCRÍTICA AQUI

Uma nuvem rosa tóxica surge em diversos países, forçando todos a ficarem confinados. Giovana está presa em um apartamento com Yago, um cara que havia recém conhecido em uma festa. Enquanto esperam a nuvem passar, eles precisam viver como um casal. Ao longo dos anos, Yago vive sua própria utopia, enquanto Giovana sente-se cada vez mais aprisionada. O confinamento é universo autônomo. Independente de regras e conservadoras convenções sociais. Fotografia (por Bruno Polidoro, de “Bio”, “Nós Duas Descendo a Escada”).

Um Animal Amarelo

UM ANIMAL AMARELO

(2020, Brasil, Portugal, 115 minutos, de Felipe Bragança) CRÍTICA AQUI

Brasil, 2017. Fernando, um falido cineasta brasileiro, cresceu assombrado pelas memórias violentas de seu avô e assombrado pelo espírito de um homem moçambicano que lhe prometia riquezas e glória. Acossado pelo atual estado político e cultural de seu país, o cineasta mergulha em uma jornada de desventuras e inesperados milagres, em busca de fantasmas do passado. “Um Animal Amarelo” constrói-se por detalhes e por adjetivos. Dois cigarros com o mesmo fogo. A expressividade e a liberdade sexual. Assim, percebemos um enaltecimento da estética hipster e Kitsch arthouse, por sua fotografia artificial e suas quebras barrocas-renascentistas.

Encarcerados

ENCARCERADOS

(2019, Brasil, 72 minutos, de Pedro BialFernando Grostein Andrade e Claudia Calabi) CRÍTICA AQUI

Filmado em oito penitenciárias de São Paulo, o documentário revela o trabalho dos carcereiros. O filme tem entrevistas com funcionários das penitenciárias e suas famílias, ex-detentos e carcereiros que testemunharam momentos marcantes (como o massacre do Carandiru) para mostrar uma realidade brasileira que não chega às manchetes dos jornais. Os diretores de “Encarcerados” foram eficientes em estruturar um projeto que se relaciona com uma contemporaneidade que é reflexo de um passado maior, assim as discussões propostas não ganham contornos que negligenciam os problemas ali envolvidos, pelo contrário.

Infiltrado

INFILTRADO

(Wrath of Man, 2021, Reino Unido, Estados Unidos, 119 minutos, de Guy Ritchie) CRÍTICA AQUI

Harry, conhecido apenas como “H”, é um homem misterioso que trabalha para uma empresa de carros-fortes e movimenta grandes quantias de dinheiro pela cidade de Los Angeles. Quando, ao impedir um assalto, ele surpreende a todos com suas habilidades de combate, suas verdadeiras intenções começam a ser questionadas e um plano maior é revelado. Apesar de Ritchie não se distanciar tanto de suas origens, existe uma certa “ousadia” de um diretor que não é tão flexível quanto sugerem e isso é perceptível no próprio clímax.

Homem Onca

HOMEM ONÇA

(2021, Brasil, 93 minutos, de Vinícius Reis) CRÍTICA AQUI

Dois momentos da vida de Pedro. No primeiro, em 1997, ele vive com a família no Rio de Janeiro e trabalha na Gás do Brasil, uma empresa que está passando por um duro processo de reestruturação, com demissões e aposentadorias antecipadas. Em breve, virá a privatização. No segundo momento, em 1999, Pedro vive aposentado em Barbosa, sua cidade natal, na companhia da namorada e das memórias de infância. Ao entrelaçar esses dois blocos de tempo, atravessamos a pele de Pedro e vemos com clareza seus medos e seus encantos.

The Perfect Candidate

A CANDIDATA PERFEITA

(The Perfect Candidate, 2019, Arábia Saudita, Alemanha, 104 minutos, de Haifaa al-Mansour) CRÍTICA AQUI

Maryam é uma jovem e ambiciosa médica saudita. Apesar de suas qualificações, ela tem que conquistar o respeito dos colegas e pacientes do sexo masculino todos os dias. Uma confusão burocrática a faz concorrer como secretária municipal, e com a ajuda de suas irmãs, Maryam decide seguir com a candidatura para tentar melhorar as condições da clínica em que trabalha. Com determinação e criatividade, ela desafia a sua comunidade conservadora, enfrentando as restrições dos papéis tradicionais das mulheres, para provar que é a candidata perfeita.

Gagarine

EDIFÍCIO GAGARINE

(Gagarine, 2020, França, 95 minutos, de Fanny Liatard e Jérémy TrouilhCRÍTICA AQUI

Yuri (Alseni Bathily) é um menino de 16 anos que mora em um conjunto habitacional nos subúrbios de Paris e sonha em ser astronauta como seu ídolo Yuri Gagarin. Mas quando o prédio passa a sofrer risco de demolição e com os moradores à beira do despejo, Yuri decide reunir a comunidade para evitar que seu lar seja perdido. “Edifício Gagarine” busca conduzir seu público pela intercalação de uma racionalização emocional, de imagens reais da época, de simbolismos por um eclipse (fenômeno que o a lua se interpõe “alguma coisa” entre a Terra e o Sol) e um respiro narrativo, por meio de uma estrutura mais palatável, como as obras trabalhadas pela coletividade dos moradores em um lapso temporal.

Lamento

LAMENTO

(2019, Brasil, 110 minutos, de Diego Lopes e Claudio Bitencourt) CRÍTICA AQUI

Elder (Marco Ricca) é um homem de família rica que herdou de seu pai um hotel de luxo. Mas devido a uma vida de excessos e vícios, ele acaba levando o negócio da família a falência. Beirando os cinquenta anos, Elder enfrenta uma grave crise emocional devido aos seu problemas financeiros e isso se reflete em seu casamento, cada dia mais frágil. Enfrentando as consequências de uma vida desordenada, ele vive o período mais difícil de sua vida, atingindo seu limite emocional e sem perspectiva de como continuar.


Revista da Semana | 26 de agosto de 2021

AINDA EM CARTAZ NOS CINEMAS

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão)

Sniegu juz nigdy nie bedzie

NUNCA MAIS NEVARÁ

(Sniegu juz nigdy nie bedzie, 2020, Alemanha, França, Polônia, 113 minutos, de Malgorzata Szumowska e Michal Englert) CRÍTICA AQUI

Um imigrante ucraniano que trabalha como massagista na Polônia se torna uma figura imprescindível na vida de seus clientes, que moram em um condomínio fechado. Tristes, os moradores encontram no massagista a cura para a dor em suas almas. “Nunca Mais Nevará” combina alusões sociopolíticas com fragilidades emocionais temperadas de humor, entremeadas com imagens oníricas da infância de Zhenia em, of all places…Chernobyl! A escolha de Zhenia para o papel principal foi um acerto: ele é Alec Utgoff, nascido na Ucrânia soviética, em Kiev, em 1º de março de 1986 – um mês e pouco antes de Chernobyl. Com dez anos mudou-se para Londres e se formou no prestigioso Drama Centre London.

HAVA, MARYAM, AYESHA

(2019, Afeganistão, 86 minutos, de Sahraa Karimi) CRÍTICA AQUI

Três mulheres afegãs de diferentes origens sociais que vivem em Cabul, estão enfrentando um grande desafio em suas vidas. Hava, uma grávida tradicional com quem ninguém se preocupa, está morando com o sogro e a sogra. Sua única alegria é conversar com o bebê em sua barriga. Maryam, uma repórter estudada de um noticiário de TV, está prestes a se divorciar de seu marido infiel, mas descobre que está grávida. Ayesha, uma jovem de 18 anos, aceita casar-se com seu primo porque está grávida do namorado, que desaparece ao saber da notícia. Cada uma delas tem que resolver seu problema sozinha pela primeira vez.


TUDO SOBRE OS PREMIADOS DO FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO 2021

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Carro Rei


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The Cakemaker

O CONFEITEIRO

(The Cakemaker, 2017, Israel, 113 minutos, de Ofir Raul Graizer) CRÍTICA AQUI

Thomas (Tim Kalkhof) é um alemão dono de uma confeitaria que viaja para Jerusalém em busca da esposa e filho de Oren (Roy Miller), seu amante morto. Ao chegar lá ele começa a trabalhar para a viúva de seu amante, que não tem ideia de que eles compartilham uma tristeza sem nome sobre o mesmo homem.

Plaire, aimer et courir vite

CONQUISTAR, AMAR E VIVER INTENSAMENTE

(Plaire, aimer et courir vite, 2018, França, 132 minutos, de Christophe Honoré) CRÍTICA AQUI

Jacques (o ator Pierre Deladonchamps) é um escritor que vive em Paris. Ele não completou 40 anos, mas desconfia que o melhor da vida ainda está por vir. Arthur (o ator Vincent Lacoste) é um estudante (como Rimbaud), “ultra-sentimental” de vinte anos que mora na Rennes. Ele lê e sorri muito e se recusa a pensar que tudo na vida pode não ser possível. Jacques e Arthur vão gostar um do outro. E conversar muito de Ginsberg a Whittman em verborrágicas adjetivações. E ir ao “Act Up” (que é “mais excitante que conhecer as catacumbas”). Assim como em um lindo sonho. Assim como em uma história triste.


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