Revista da Semana | 30 de setembro de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira no Vertentes do Cinema

Por Redação

O lado mais incrível de existir é encontrar desafios, que, a cada um resolvido, tudo ganha um gostinho bem mais especial para seguir adiante. Pode parecer discurso de auto-ajuda minimalista, mas não é. Há algo de libertador nessa simplicidade pensante. De aceitar as dificuldades do caminho. Sim, nós passamos por isso todos os dias. É só acordar que já embarcamos em um manancial de desafios bem à moda de um super exposto reino animal.

Talvez nós sejamos humanos demais ao tentar abraçar o mundo. Ao querer tudo, o nível do jogo aumenta. Uma ambição. Exaustiva, ansiosa e quase autodestrutiva. A cada manhã, parece que ressurgimos das cinzas. É tanto festival, mostra, filmes, tudo sobre e tanta realidade envolvida, que agradecemos as possibilidades de ultrapassar nossos limites. De chegar a um estágio de esgotamento total. Sim, tudo isso pelo amor ao Cinema. Uma cinefilia patológica, doentia e sádica. Talvez só a paixão desenfreada e visceral para explicar. Talvez.

A Revista da Semana do Vertentes do Cinema traz esses desdobramentos psicológicos e essas sinapses que chegam a se desligar por um momento. Em doze anos, que bom, não perdemos a utopia sonhadora. A de acreditar que “tudo é possível”. Assim, esse editorial traz a cobertura da Mostra RECINE 2021, em que somos um dos parceiros, dicas das plataformas digitais, estreias nos cinemas, curtas-metragens e muito mais sobre o universo audiovisual da sétima arte, que para a gente sobe direto ao primeiro lugar no ranking.

Embarque então na Revista do Vertentes do Cinema, um guia do que acontece na semana! Por último, gostaríamos de fazer uma pergunta retórica. E se tivéssemos a possibilidade de vivenciar um dia sem nenhuma referência-interferência (sem redes sociais, sem televisão, sem mundo externo e sem nenhum ser humano), o que você faria para aproveitar esse dia Detox?

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CURTA DO DIA

Aruanda

DIA 01/10 – 00:01

ARUANDA

(1959, Brasil, 21 minutos, Documentário, de Linduarte Noronha) ASSISTA AQUI

Os quilombos marcaram época na história econômica do Nordeste canavieiro. A luta entre escravos e colonizadores terminava, ás vezes, em episódios épicos, como Palmares.

A Entrevista

PRÓXIMO CURTA

DIA 02/10 – 00:01

A ENTREVISTA

(1966, Brasil, 19 minutos, Documentário, de Helena Solberg). O documentário tem como base entrevistas feitas com jovens de classe média alta entre 19 e 27 anos sobre suas aspirações em relação ao casamento, sexo, profissão e submissão ao marido. Mesmo aquelas que se consideravam mais “lúcidas”e “modernas” mostram seu perfil mais tradicional da mulher idealizada, envolvida por romantismo feminilidade.


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Cena de Crime


EM CASA

El Olvido que Seremos

A AUSÊNCIA QUE SEREMOS

(El Olvido que Seremos, 2020, Colômbia, 136 minutos, de Fernando Trueba) CRÍTICA AQUI

Conta a história do médico sanitarista e professor universitário colombiano Hector Abad Gómez (1921-87), com roteiro baseado no livro escrito por seu filho Hector Abad. Na narrativa de “A Ausência Que Seremos” – extraída de livro homônimo do filho de Abad, um respeitado jornalista e escritor, Héctor Abad Faciolince – esse pano de fundo diabólico praticamente não aparece. Transcorremos três quartos do filme imersos no cotidiano de uma família abarrotada de afeto, chefiada por um médico sanitarista liberal e emotivo – encarnado por Javier Câmara, ator de filmes sarcástico-transgressores de Almodóvar, em atuação impecável – como se a ebulição interna que se imiscuía na sociedade colombiana fosse imperceptível, na superfície da vida familiar de um professor universitário casado com a sobrinha do Arcebispo de Medellín. Disponível na plataforma digital NETFLIX.

A Menina que Matou os Pais

A MENINA QUE MATOU OS PAIS

(2021, Brasil, 80 minutos, de Maurício Eça) CRÍTICA AQUI

O filme apresenta a visão de Daniel Cravinhos sobre os acontecimentos que levaram à morte do casal Richthofen, pais da sua então namorada Suzane von Richthofen. Um drama de crime real sobre um dos casos de assassinato mais chocantes do Brasil. “A Menina que Matou os Pais” é um daqueles casos que o cinema brasileiro se despe de qualquer necessidade de investigação e diagnóstico para espetacularizar seus personagens através da “frieza” em torno da barbaridade aos moldes estadunidenses. Ou seja, o marketing é feito em cima do escândalo da “maconhada” e de manipulações de ambos os lados. Disponível na plataforma digital AMAZON PRIME VIDEO.

O Menino que Matou Meus Pais

O MENINO QUE MATOU MEUS PAIS

(2021, Brasil, 80 minutos, de Maurício Eça) CRÍTICA AQUI

O filme apresenta a visão de Suzane von Richthofen sobre os acontecimentos que levaram á morte dos seus pais. Um drama de crime real sobre um dos casos de assassinato mais chocantes do Brasil. Sem um vácuo explícito, a questão fica por conta da repetição das cenas sofríveis e dos diálogos assombrosos que já consumiram a paciência do espectador na primeira projeção. Ainda que o tom mude e a luz procure mostrar o “lado sombrio” de Daniel (Leonardo Bittencourt), como na cena pós-aniversário, as coisas se mantêm na mesmice. Disponível na plataforma digital AMAZON PRIME VIDEO.

Love Express. Zaginiecie Waleriana Borowczyka

LOVE EXPRESS: O DESAPARECIMENTO DE WALERIAN BOROWCZYK

(Love Express. Zaginiecie Waleriana Borowczyka, 2018, Polônia, 72 minutos, de Kuba Mikurda) CRÍTICA AQUI

Através do desvendar do trabalho de Walerian Borowczyk, uma série de entrevistas de autores conhecidos, como Terry Gilliam, Andrej Wajda e Slavoj Zizek são colocadas em perspectiva para entender o cinema erótico e liberdade artística instigadas pelo cineasta. Se expositivamente este documentário que o investiga por hora entende seu ser, seus desejos, as distorções de época da imagem erótica como pura pornografa, por outra hora não o desenterra de uma maneira que o evoque corretamente durante o período do filme. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Suspiria

SUSPIRIA

(1977, Itália, 99 minutos, de  Dario Argento) CRÍTICA AQUI

Uma americana recém-chegado a uma prestigiada academia de balé alemã percebe que a escola é uma fachada para algo sinistro no meio de uma série de assassinatos horripilantes. Enquanto Alice disparava atrás do Coelho para se encontrar numa espiral do desconhecido, Dario Argento atentamente respirava a fábula para escrever “Suspiria”. A diferença está em como o diretor troca as maravilhas pelo mal. Assistir a cena inicial da corrida de taxi em uma noite tempestuosa até a floresta em total escuridão salvo a floresta e uma mulher que corre por ajuda, enquanto o rock-progressivo faz seu trabalho primoroso é uma sensação quase única de gerar empolgação e terror. Disponível na plataforma digital AMAZON PRIME VIDEO.

It Follows

CORRENTE DO MAL

(It Follows, 2014, Estados Unidos, 100 minutos, de David Robert Mitchell) CRÍTICA AQUI

A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém. Disponível na plataforma digital NETFLIX.

Negro em Mim

NEGRO EM MIM

(2020, Brasil, 111 minutos, de Macca Ramos) CRÍTICA AQUI

Documentário sobre a relação da comunidade negra com a arte e seus efeitos na sociedade. Baseado nos relatos de artistas (em toda pluralidade da palavra) negros, suas opiniões não divergem quando o tema analisado é “brasilidade”. No decorrer do documentário, os pareceres que o espectador pode ter sobre esta tese, talvez estejam propensos a uma mudança induzida pela quantidade de informações sobre o papel do negro na construção de tal juízo, que participou desde a elaboração de religião como o candomblé, até sua contribuição musical que auxiliou em uma chamada identidade brasileira. Disponível na plataforma digital NOW.

The Invisible Man

O HOMEM INVISÍVEL

(The Invisible Man, 2020, Estados Unidos, 124 minutos, de Leigh Whannell) CRÍTICA AQUI

Cecilia (Elizabeth Moss) foge da casa onde era mantida presa pelo marido abusivo. Alguns dias depois, ela recebe a notícia de que ele se suicidou, mas a mulher acredita que isso seja um blefe do homem, que estava desenvolvendo uma tecnologia para se tornar invisível. Com isso, ela terá que provar que está sendo perseguida por alguém que ninguém consegue ver. Nesse ponto que reside a genialidade da interpretação de Moss. Ela nunca deixa, mesmo que sutilmente, o espectador mais atento embarcar nessa empatia forçada. Nuances em seus olhares nas cenas mais agudas fornecem munição para que mais de uma visão sobre o que se passa ali possa ser partilhada. Disponível na plataforma digital TELECINE.

What Happened, Miss Simone?

WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?

(2020, Estados Unidos, 102 minutos, de Liz Garbus) CRÍTICA AQUI

Relato da vida e lenda de Nina Simone, cantora, pianista e ativista dos direitos civis conhecida como “Sumo Sacerdotisa da Alma”. Sobre a inigualável cantora, pianista, compositora, e ativista política – é, antes de tudo, a história de um corpo: no princípio, é o corpo e sua eficácia, sua capacidade de ação sobre os objetos – Nina, nascida Eunice Kathelyn Waymon, menina-prodígio musical, talento nato para o piano, atravessa a estrada de ferro que separa as comunidades na Carolina do Norte, negra e branca, para treinar música clássica com a professora branca. Disponível na plataforma digital NETFLIX.

Ex-Pajé

EX-PAJÉ

(2018, Brasil, 81 minutos, de Luiz Bolognesi) CRÍTICA AQUI

No filme, um poderoso pajé passa a questionar sua fé depois do primeiro contato com brancos que julgam sua religião como demoníaca. No entanto, a missão evangelizadora comandada por pastor intolerante é posta em cheque quando a morte passa a rondar a aldeia e a sensibilidade do índio em relação aos espíritos da floresta mostra-se indispensável. “Ex-Pajé” busca imergir o espectador em um tempo contemplativo, e de tempo real-pausado, do atual e transmutado estilo de vida destes “progressivos” indígenas, que sofrem, dia após dia, em uma mudança desgovernada, o desaparecimento de sua cultura, de seus costumes e de seus típicos comportamentos. Disponível na plataforma digital NETFLIX.

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Em casa

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Ficaremos bem

FICAREMOS BEM

(Håp, 2019, Noruega, Suécia, 123 minutos, de Maria Sødahl) CRÍTICA AQUI

Na véspera do Natal, Anja recebe um diagnóstico de câncer terminal. Ao lado do companheiro, Tomas, eles precisam decidir como contar para a família a situação. Anja percebe que, mais do que nunca, o casal terá de se unir para proteger os filhos. Em meio a sensação do luto prematuro e dos medos vividos por Anja, os dois lutam para resgatar o amor que os uniu. O filme foi o indicado pela Noruega para disputar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2021. Disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais Claro Now, Amazon Prime, Vivo Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes


NOS CINEMAS

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão)

Zimba

ZIMBA

(2021, Brasil, 78 minutos, de Joel Pizzini) CRÍTICA AQUI

A trajetória e o imaginário artístico do ator e diretor Zbigniew Ziembinski (1908-1978), precursor do teatro moderno na América Latina e mestre de gerações de atores brasileiros. A montagem polifônica parte de um vasto material inédito, que cobre meio século de performances, teleteatros e entrevistas de Zimba, como era conhecido – antes e depois de fugir da Polônia, às vésperas da invasão de Varsóvia –, e recria fragmentos de Vestido de Noiva, peça de Nelson Rodrigues que ganhou do diretor polonês-brasileiro montagem revolucionária em 1943.

ADN

DNA

(ADN, 2020, França, 90 minutos, de Maïwenn) CRÍTICA AQUI

Mãe de três crianças e divorciada, Neige (Maïwenn) mantém contato com seu avô argelino, Emir (Omar Marwan), que vive em um asilo para idosos. Seu laço com o avô é forte, sendo, ele, o homem que a protegeu do tóxico relacionamento que sempre teve com os pais. Quando ele morre, uma grande tempestade é desencadeada na família, mergulhando todos em uma crise. O longa-metragem atravessa seu próprio limite de pessoalidade. A ingenuidade o olhar vira um inocência caseira. Não aquela que resgata a sinestesia dos encontros com familiares idiossincráticos, mas sim a de soar como uma estendida, livre (e sem apuro técnico) filmagem VHS em que se grava desconfortáveis (e de pena) verdades de uma idosa, e/ou os banhos ao som de Hip Hop e maconha no pós, por exemplo.

O Jardim Secreto de Mariana

O JARDIM SECRETO DE MARIANA

(2021, Brasil, 90 minutos, de Sérgio Rezende) CRÍTICA AQUI

João e Mariana são um casal apaixonado, mas interrompem sua relação após uma série de acontecimentos. Cinco anos depois, a separação pesa e ele decide embarcar numa jornada de bicicleta até Brumadinho para tentar convencer que o amor de ambos ainda vale a pena. É então explicado o que aconteceu nessa paixão. Uma vez o fantasioso Richard Linklater fez uma trilogia de encontros e desencontros para tentar explorar o que era o romance rotineiro. Um vislumbre através da imagem, neste caso, do relacionamento atado, desgastado e rompido, mas dentro de sua casca haveria sempre um amor. “O Jardim Secreto de Mariana” de Sérgio Rezende, de maneira paralela, é um filme que tenta retratar uma paixão nunca esquecida, um rasgo no coração de anos.

Ainbo - A Guerreira da Amazonia

AINBO – A GUERRA DA AMAZÔNIA

(Ainbo, 2021, Peru, Holanda, 84 minutos, de Richard Claus) CRÍTICA EM BREVE

Ainbo nasceu e foi criada na aldeia de Candámo, na floresta Amazônica. Um dia, ele descobre que sua tribo está sendo ameaçada por outros seres humanos. A garota enfrenta a missão de reverter essa destruição e extinguir a maldade dos Yakuruna, a escuridão que habita o coração de pessoas gananciosas.


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Pacarrete


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Ney - À Flor da Pele

NEY À FLOR DA PELE

 (2021, Brasil, 72 minutos, de Felipe Nepumuceno) CRÍTICA AQUI

(Homenagem aos 80 anos de Ney Matogrosso). Documentário sobre a trajetória artística de Ney Matogrosso a partir de suas canções. Enquanto Ney Matogrosso é conhecido por sua versatilidade provocadora, o documentário de Nepomuceno acaba traçando um certo percurso musical a partir de canções do artista. É mais um recorte parcial que uma análise da obra, ou mesmo uma biografia. Como uma singela homenagem ao grande performer/artista/cantor brasileiro, funciona momentaneamente, já que não é fácil fugir da cantoria à cada nova canção que aparece no projeto. 01/10, 19:00, Estação Net Rio – Sala 2.


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