I May destroy you

Revista da Semana | 15 de julho de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

E a vida segue seu rumo. Incrível como o ser humano possui uma maravilhosa capacidade de se readaptar a tudo e a todos. O mundo busca acontecer apesar de uma pandemia interminável e de novas variante, assim mesmo como se estivéssemos em “Loki”, série da Disney Plus sobre o universo da Marvel. Em dezessete meses de confinamento solidário por causa do Coronavírus, descobriu-se que se pode existir completamente online, como se fosse versão “Stranger Things” de “Matrix” no enredo de “Black Mirror”. Sim, Lives se tornaram cotidianas e diárias. Festivais de cinema também. Mas Cannes resolveu bagunçar a linha do tempo “Loki” com a variante presencial que nos causou frustração e controversas emoções. Pois é, o assunto ainda é o Festival de Cannes, que nesta semana colocou ainda mais “fogo no parquinho” do Brasil com as falas do cineasta Oliver Stone, que lançou a versão reeditada-documental de “JFK” e elogiou o Lula. Sim, Cannes é político. E uma lente de aumento ao mundo. Aqui no nosso país tupiniquim, os festivais Ecrã e Cavideo 24 Anos iniciam suas edições 2021. A Revista da Semana do Vertentes do Cinema mostra tudo. Dicas e lançamentos nos streaming e nos cinemas, curtas-metragens, Lives, Festival de Gramado, Emmy, BrLab e muito mais. Boa leitura, bons filmes, se vacine e continue o #fiqueemcasa.

Revista da Semana | 08 de julho de 2021

CURTA DA SEMANA

SESSÃO CLÁSSICO SOVIÉTICO

O DIÁRIO DE GLOMOV

ASSISTA AQUI (Dnevnik Glumova, 1923, União Soviética, 5 minutos, Mudo, de Sergei M. Eisenstein). Inspirado na obra de Nicolas Ostrovksy. É o primeiro curta dirigido pelo cineasta russo Sergei M. Eisenstein.

Enjaulado

PRÓXIMO CURTA

ENJAULADO

(1997, Brasil, 33 minutos, de Kleber Mendonça Filho). Após sofrer um trauma urbano, um homem (Charles Hodges) morador de um apartamento suburbano de segurnaça máxima começa a enlouquecer. Cercado de medo e paranóia, ele se torna prisioneiro do seu próprio mundo. “Minha própria versão de “Repulsion”, de Roman Polanski, mas com um homem no lugar da mulher e a paranóia da classe média brasileira no lugar do sexo… Meu primeiro curta de “ficção”, feito em Betacam, alguns anos antes do digital chegar. Influências de Argento e Carpenter são quase um abuso. Charles (Hodges) é o ‘one man show’.”, disse KMF. ESTREIA 22/07, 00:01.


Revista da Semana | 15 de julho de 2021

EM CASA

Tokyo

TÓQUIO

(Tokyo!, 2008, Alemanha, Coreia do Sul, França, Japão, 105 minutos, de Leos Carax, Michel Gondry, Bong Joon Ho, CRÍTICA AQUI). Três histórias com a capital japonesa como pano de fundo. Na primeira, uma mulher passa por uma metamorfose. Na segunda, uma bizarra criatura aterroriza a cidade. E, na terceira, uma entregadora de pizza desmaia na porta de um homem que vive isolado. Disponível na plataforma digital MUBI

14 Jours 12 Nuits

14 DIAS, 12 NOITES

(14 jours, 12 nuits, 2019, Canadá, 99 minutos, de  Jean-Philippe Duval, CRÍTICA AQUI). Isabelle e seu marido adotaram a filha, Clara, no Vietnã, mas a menina acabou morrendo em um trágico acidente anos depois. Ainda tentando superar o trauma, Isabelle decide viajar para conhecer o país de origem de Clara e visitar a mãe biológica da menina, de quem acaba ficando amiga. Em uma linda jornada na busca por finalmente poder seguir em frente, Isabelle vivencia a terra natal da filha através dos olhos da mulher que a trouxe ao mundo. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL

 

Die innere Sicherheit

A SEGURANÇA INTERNA

(Die innere Sicherheit, 2000, Alemanha, 102 minutos, de Christian Petzold, CRÍTICA AQUI). Clara e Hans são terroristas de esquerda procurados pela polícia há quase quinze anos. Sua filha cada vez mais rebelde, Jeanne, começa a representar uma ameaça à segurança deles quando se apaixona por um garoto que conheceu na praia. Quem procura, afinal, Clara e Hans? É o Estado, certamente, a entidade responsável pela atmosfera repressiva cujo modus operandi de controle passa pela captação e circulação de imagens, em contínuo processo de aperfeiçoamento graças aos avanços da tecnologia digital – basta lembrar as soluções contemporâneas de reconhecimento facial, que permitem identificar suspeitos em um estádio lotado de futebol. Disponível na plataforma digital MUBI

The Last Right

A ÚLTIMA VIAGEM

(The Last Right, 2019, Irlanda, 106 minutos, de Aoife Crehan, CRÍTICA AQUI). Uma confusão fatídica em um voo de Nova York para a Irlanda tem consequências complicadas para Daniel Murphy: ele fica encarregado de cuidar do cadáver do homem que mal conheceu no avião e morreu logo após a viagem. Então, Daniel aceita o desafio de atravessar o país levando o caixão de um desconhecido, acompanhado de Louis, seu irmão mais novo autista, e Mary, uma jovem e inconsequente agente funerária. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL

Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime

ELIZE MATSUNAGA: ERA UMA VEZ UM CRIME

(2021, Brasil, série, 197 minutos em 4 episódios, de Eliza Capai, CRÍTICA AQUI). O crime chocou o Brasil: em maio de 2012: Elize Matsunaga matou e esquartejou seu marido rico. Em sua sua primeira entrevista, mergulhamos fundo nessa caso enigmático. “Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime” organiza seu eixo narrativo a partir de uma longa entrevista que Elize, só agora, nove anos depois, pela primeira e única vez, aceitou dar sobre o caso. Seu discurso é articulado e coerente: sem dúvida aperfeiçoado pelo curso de Direito que completou, mas também subsidiado por uma reflexão dilacerada sobre a própria vida, da infância pobre, marcado pelo estupro do padrasto, ao cotidiano de garota de programa anunciada nos sites de encontros. Disponível na plataforma digital NETFLIX

Renzo Piano - O Arquiteto da Luz

RENZO PIANO – O ARQUITETO DA LUZ

(Renzo Piano: An Architect for Santander, 2018, Espanha, 64 minutos, de Carlos Saura, CRÍTICA AQUI). O filme não é sobre Renzo Piano, mas sim o fascínio do diretor em uma construção específica com sua assinatura. Seguindo parte da obra e da inauguração, o longa persegue a ideia de modernidade e “fluidez”, onde a natureza se une com a urbanização e a luz é o intermédio disso tudo. Mas já nos primeiros minutos de “Renzo Piano – O Arquiteto da Luz” fica claro para o espectador que a suposta concepção geral, que escuta parte dos moradores de Santander, que estão insatisfeitos com a construção, não irá para frente. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Doze Mil

DOZE MIL

(Douze Mille, 2019, França, 111 minutos, de Nadège Trebal, CRÍTICA AQUI). Frank (Arieh Worthalter) promete à sua esposa, Maroussia (Nadège Trébal) retornar com 12 mil euros, para isso atravessa 700km atrás de uma oportunidade que se dissolve em conflitos diários com sua consciência de classe. Não se trata de um panorama da pobreza, e sim de uma frente de exposição onde essa necessidade é o deslocamento dos personagens em meio à burocracia capitalista. Por essas andanças é onde “Doze Mil” compreende que a forma é o conteúdo, assumindo o delírio nas composições rítmicas e coreografadas, uma espécie de musical sem música. Disponível na plataforma digital SUPO MUNGAM PLUS.

Sympathie pour le diable

SIMPATIA PELO DIABO

(Sympathie pour le diable, 2019, Bélgica, Canadá, França, 102 minutos, de Guillaume de Fontenay, CRÍTICA AQUI). Paul é um expansivo jornalista correspondente que está cobrindo o cerco de Sarajevo, durante a guerra na antiga Iugoslávia, em 1992. Habitando uma zona onde tudo que se move pode ser um alvo, Paul tenta viver, amar e informar, testando os limites de quanto tempo pode suportar até estar ele mesmo pegando em armas. Ainda assim, o projeto busca algum dinamismo que não procure o fetichismo das mortes em massa. Nesse campo, as coisas até funcionam parcialmente. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Burning

EM CHAMAS

(Buh-Ning, 2018, Coreia do Sul, 148 minutos, de Lee Chang-Dong, CRÍTICA AQUI). Durante um dia normal de trabalho como entregador, Jong-soo (Yoo Ah-In) reencontra Hae-mi (Jeon Jong-seo), uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar de seu gato de estimação enquanto está longe. Hae-mi volta para casa na companhia de Ben (Steven Yeun), um jovem misterioso que conheceu na África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos. Disponível na plataforma digital SESC DIGITAL.

Fausto

FAUSTO

(2011, Rússia, 140 minutos, de Alexander Sokurov, CRÍTICA AQUI). Inspirada no “Fausto” de Goethe,  história acompanha um médico obcecado pela bela Gretchen: no desespero, ele se volta para um agiota fisicamente grotesco para ajudá-lo na sua aproximação. Sokurov não titubeou e entrou de cabeça nessa densa e movimentada tradição. Há quem diga que seu filme deve mais ao lendário Dr. Fausto dos séculos 15 e 16 – origem da tradição: astrólogo, médico, alquimista e mago que circulou no fim de festa medieval alemão – do que a uma adaptação da obra goethiana. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio

INVOCAÇÃO DO MAL 3: A ORDEM DO DEMÔNIO

(The Conjuring: The Devil Made Me Do It, 2021, Estados Unidos, 111 minutos, de Michael Chaves, CRÍTICA AQUI). Uma história assustadora de terror, assassinato e um desconhecido mal que chocou até os experientes investigadores de atividades paranormais Ed e Lorraine Warren. Um dos casos mais sensacionais de seus arquivos, começa com uma luta pela alma de um garoto, depois os leva para além de tudo o que já haviam visto antes, para marcar a primeira vez na história dos Estados Unidos que um suspeito de assassinato alega ter tido uma possessão demoníaca como defesa. Disponível na plataforma digital HBO MAX.

MÃES DE VERDADE

(Asa ga Kuru, 2020, Japão, 140 minutos, de Naomi Kawase, CRÍTICA AQUI). Kiyokazu Kurihara (Arata Iura) e Satoko (Hiromi Nagasaku) são um casal que, no desejo de ter um filho, adota um bebê. Seis anos depois, enquanto vivem um feliz casamento, eles recebem uma ligação de uma mulher chamada Hikari Katakura (Aju Makita), alegando ser a mãe biológica de Asato (Reo Sato), o filho adotado do casal. Hikari diz querer seu filho de volta, chantageando a família com a pedida de uma alta quantia de dinheiro. Disponível nas plataformas de compra e aluguel, Apple Tv, Youtube Filmes, Google Play, Claro Now, Vivo Play e Sky Play

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Revista da Semana | 15 de julho de 2021

NOS CINEMAS 

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão)

Prazer Camaradas

PRAZER, CAMARADAS

(2019, Portugal, 105 minutos, de José Filipe Costa, CRÍTICA AQUI). Em 1975, depois da Revolução dos Cravos em Portugal, muitos estrangeiros e portugueses do norte vão para a região central do país para ajudar nas recém-formadas cooperativas. Mas suas visões progressistas sobre os costumes e a sexualidade logo se chocam com os comportamentos locais. O filme nasceu de um conjunto de relatos orais, textos literários e diários sobre essa experiência. Entre os portugueses das aldeias e os estrangeiros, chamados de turistas revolucionários, criaram-se tensões, mas também cumplicidade e, em alguns casos, amor.

Sibyl

SIBYL

(2019, França, 100 minutos, de Justine Triet, CRÍTICA AQUI). Sibyl (Virginie Efira) é uma psicoterapeuta que luta para se manter sóbria após superar o vício em álcool. Quando decide interromper os atendimentos de pacientes para se dedicar à escrita, recebe a visita inesperada de Margot (Adèle Exarchopoulos), uma atriz em crise durante uma filmagem. Apesar da recusa inicial, Sibyl aceita atendê-la, e logo percebe que a vida conturbada da artista representa o material perfeito para seu novo romance.


TUDO SOBRE O FESTIVAL CAVIDEO 24 ANOS

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Festival Cavideo 24 anos


TUDO SOBRE O FESTIVAL ECRÃ 2021

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Liminal


TUDO SOBRE O FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO 2021

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Festival de Gramado 2021


CONFIRA A LISTA COMPLETA DOS INDICADOS AO EMMY AWARDS 2021

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The boys


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Festival de Cannes 2021

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Revista da Semana | 15 de julho de 2021

TRILOGIA DE LIVES SOBRE O FESTIVAL DE CANNES 2021


LIVE DE ABERTURA DO FESTIVAL CAVIDEO 24 ANOS


MELHOR FILME INTERNACIONAL NO FESTIVAL DE CINEMA DE ISTAMBUL 2021

Madalena

MADALENA

(2021, Brasil, 85 minutos, de Madiano Marcheti, CRÍTICA AQUI). Luziane, Cristiano e Bianca não têm quase nada em comum, além do fato de morarem na mesma cidade rural cercada por plantações de soja no oeste do Brasil. Embora não se conheçam, cada um deles é afetado pelo desaparecimento de Madalena. Em diferentes partes da cidade, cada um à sua maneira, eles reagem à ausência dela.

Revista da Semana | 15 de julho de 2021

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