Tudo sobre o Festival Ecrã 2021

Totalmente online e gratuita, programação exibe de 15 a 25 de julho uma seleção do mais independente das experimentações audiovisuais

Por Redação (à luz do Release Oficial)

Em sua quinta edição, o Festival Ecrã, que acontece totalmente online e gratuito, traz o universo das experimentações  imagéticas. Uma questão recorrente é que nós espectadores somos confrontados com uma antropologia do olhar. Com uma permissão de expandir percepções. Com a liberdade de julgar o novo. Quase regurgitar. Ali, entre uma sessão estranha e outra que nos retira de nossas zonas de conforto, por incrível que pareça, estamos em casa, única e exclusivamente pela sensação orgânica. De físico sentido e psicológico atravessado. Por conta do tempo, do espaço e ou de algum gatilho pessoal. O Festival Ecrã causa tudo isso e mais um pouco. Um pertencimento deslocado. Uma vírgula em epifania. Uma quebra vazada da Matrix. Talvez nunca saberemos o porquê de todo esse desconforto ou de paz que nos imerge em silêncios de três horas. O espectador, de 15 a 25 de julho, tem a oportunidade de explorar e revisitar sentimentos-emoções.

Ainda longe de sua tradicional casa, a Cinemateca do MAM, o anual panorama de experimentações audiovisuais das mais variadas abordagens acontecerá novamente no formato online devido a pandemia de COVID-19. O Festival ECRÃ aproveita o sucesso da quarta edição que registrou cerca de 30 mil visitantes únicos e 80 mil streaming e traz novidades para a quinta edição. Confira a cobertura completa da quarta edição (e também das edições anteriores) realizada pelo Vertentes do Cinema clicando no link abaixo! 

 

 

Entre elas está a presença de games na programação. Serão cinco jogos disponíveis para o público aproveitar entre uma sessão e outra. Quatro destes jogos são produções brasileiras produzidas entre 2020 e 2021. Durante o evento haverá uma mesa de debate sobre a conservação de game em parceria com a Cinemateca do MAM com a presença de Rafael Zamorano, Thays Pantuza, Rian Rezende com mediação de Ines Aisengart Menezes. Outra novidade é o programa “Novas Películas Espanholas”, dedicado aos realizadores Elena Duque, Jorge Suárez-Quiñones Rivas e Valentina Alvarado Matos que produzem filmes em 16mm e Super 8 com curadoria de Gabriel Linhares Falcão.

O 5° Festival Ecrã é feito por Daniel Diaz, Coordenadção Geral, Direção e Curadoria de ‘Instalações, Videoartes e Artes Interativas’; Rian Rezende, Direção e Curadoria de ‘Games’ e ‘Instalações, Videoartes e Artes Interativas’; Pedro Tavares, Direção e Curadoria de ‘Filmes de Longa-Metragem’ e ‘Filmes de Média-Metragem’; Gabriel Papaléo, Curadoria de ‘Filmes de Curta-Metragem’; Ana Albuquerque, Curadoria ‘Performances’; Mariana Valente, Produção; Fernanda Eda, Produtora Executiva e Captação de Recursos; Gaby Rocha, Produtora Executiva e Captação de Recursos; Camila Assed, Comunicação Visual; e Bárbara Karolina, Redes Sociais.

O veterano diretor americano Ken Jacobs ganha janela especial com dois longas-metragens, incluindo o filme de abertura do evento, o ainda inédito no Brasil “O Céu Socialista” e sua continuação, “O Céu Socialista: Arredores e Outtakes”, realizado em 2019. Ken e Flo Jacobs conversarão com a realizadora Paula Gaitán sobre seus trabalhos no dia 17 de julho às 19h.

 

OS FILMES: LONGAS, MÉDIAS E CURTAS-METRAGENS

Filmes exibidos em grandes festivais também estarão no ECRÃ. É o caso de “Canções Engarrafadas 1-4” de Chloé Galibert-Laîné e Kevin B. Lee, selecionado para o festival de Rotterdam. “Venha Aqui” da tailandesa Anocha Suwichakornpong e “Ste. Anne” de Rhayne Vermette selecionados para o festival de Berlim. “Um Gato Sonha com o Norte” de Diogo Oliveira, selecionado para o FID Marseille; “Liminal” de Phillipe Grandrieux, Lav Diaz, Manuela de La Borde e Óscar Henriquez; e “Icemeltland Park” de Liliana Colombo, selecionado para o festival de Locarno estão na programação.

Mestres do cinema experimental como o austríaco Michael Pilz, os norte-americanos James Benning e Khalik Allah e o argentino Raúl Perrone também estão na lista de longas-metragens do ECRÃ com “Com Amor”, selecionado para Rotterdam, “De Bakersfield Para Mojave” em estreia mundial, “Eu Ando Sobre a Água”, selecionado para o CPH: DOX e “S4D3” em estreia mundial, respectivamente. O videoartista israelense Guli Silberstein com “Imagem da Percepção” junto com Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval, diretores de “Saxifraga, quatro noites brancas”, selecionado para o Cinéma du Réel, completam a lista.

Benjamim Zambraia
Filme “Benjamim Zambraia e o Autopanóptico”, de Felipe Cataldo

Entre os longas e médias-metragens nacionais, seis são estreias mundiais. “Desaprender a Dormir” de Gustavo Vinagre, “Você nos queima” de Caetano Gotardo, “Centro” de Peter Azen, “A Última Imagem” de Benedito Ferreira, “Natalis” de Raquel Monteiro e “Sombra” de João Pedro Faro. A lista inclui também “Benjamin Zambraia e o Autopanóptico” de Felipe Cataldo, selecionado para o festival de Brasília e o média “Apyãwa (Tapirapé) Iraxao Rarywa”, projeto coletivo de Paula Grazielle Viana dos Reis, Luis Oliveira, Koria Tapirapé e Vandimar Marques Damas. O ECRÃ abre as portas para novos realizadores estrangeiros em longas como é o caso da realizadora trans Frances Arpaia com “52 Filmes Curtos” e a mexicana Mariana Dianela Torres com “Mudando de Sonhos”.

Na seleção de curtas-metragens, experimentos e texturas voltam aos holofotes, em filmes selecionados para grandes festivais, de realizadores consagrados e novatos que marcam esta edição. O ECRÃ promove a sessão “Dois pássaros por Kevin Jerome Everson”, realizador americano com os curtas “Condor” e “Abutre Negro”, cuja estreia mundial será nesta quinta edição. Da seleção de Rotterdam estão “80.000 Anos” de Christelle Lhereux e “A Menina do Capim-Limão” da tailandesa Pom Bumservicha e o vencedor do Tiger Short de 2020, “Um Sol do Cão”, de Dorian Jespers. Alex Cox, diretor dos cults “Repo Man – A Onda Punk” e “Sid & Nancy” volta ao radar com o singelo “Restos e memórias de Filmagem”, sobre seu processo de filmagem caseiro; a cineasta lituana Migle Krizinauskaute também parte do retrato de intimidade em “As Guardiãs da Memória”. O canadense Rob Feulner traz seu “TV a Cabo” e o realizador japonês Takashi Makino também marca presença trazendo “Fase Dupla”, um de seus novos experimentos de contato com o etéreo desconhecido da matéria.

No outro lado do desconhecido, o festival também traz os pesadelos abstratos filmados, em “Mestres da Terra”, de Jan Locus, e “Azul Profundo”, de Sebastian Wiedemann. Na investigação tecnológica à distância dos filmes de viagem, as cineastas Bárbara Bergamaschi e Victoria Marechal trazem duas visões intimistas em “A Casa é a Viagem” e “Fronteiras II”. O obcecado estudo por repetições e padrões na natureza aparece em “Mil e uma tentativas de se tornar um oceano”, de Wang Yuhan e em “Senhor Jean-Claude”, de Guillaume Vallée, que esgarça um golpe de Van Damme para investigar o que o eterniza – como em “Amostra de Corpos”, de Astrid de la Chapelle, sobre essas formas extracorpóreas dos ídolos. A ficção-científica especulativa também aparece com “O Fim do Sofrimento”, da grega Jacqueline Lentzou, que procura em Marte soluções para a Terra.

Ser Feliz no Vão
Filme “Ser Feliz no Vão”, de Lucas H. Rossi dos Santos – Leia a crítica aqui

Também integram a seleção cineastas conhecidos das edições anteriores; Fábio Andrade volta com “Construção de uma Vista”, Charlotte Clermont retorna aos objetos em super 8 com “Lucina Annulata”, Joshua Troxler expande o pavor filmado do cotidiano na cidade em “Arsonista”, Vinicius Romero traz suas texturas digitais agora em um curta, “Bai gosti/eros afogado em lágrimas”, e Leonardo Pirondi anima um sonho contado por James Benning em “O Sonho de Benning”.

Entre os brasileiros, a percepção abstrata das ausências de representação racial vem em “Ser Feliz no Vão”, de Lucas Rossi, e “Descompostura”, de Alinne Torres. O arquivo aparece como ferramenta de investigação política também em “Vai!”, de Bruno Christofoletti. O fantasma da cidade ocupada por opressores corre pelas cenas de “A Memória Sitiada da Noite”, de Ewerton Belico, o cyberpunk “Usina-Desejo contra a Indústria do Medo”, do coletivo Anarca Filmes, e a ficção-científica volta a marcar presença em “Febre 40°” uma celebração ballardiana do sexo e da máquina dirigida por Natália Reis, e “Abissal”, a imersão de Luisa Marques e Darks Miranda em um futuro não requisitado.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DOS FILMES

Liminal
Filme “Liminal”, de Philipe Grandrieux, Lav Diaz, Manuela de Laborde, Óscar Henriquez

 

Seleção Oficial

FILMES DE LONGA E MÉDIA-METRAGEM

52 FILMES CURTOS (52 Short Films) | Frances Arpaia | Estados Unidos, 2021 | 93 min.

APYÃWA (TAPIRAPÉ) IRAXAO RARYWA | Paula Grazielle Viana dos Reis, Luis Oliveira, Koria Tapirapé, Vandimar Marques Damas | Brasil, 2020 | 44 min.

BENJAMIN ZAMBRAIA E O AUTOPANÓPTICO | Felipe Cataldo | Brasil, 2020 | 72 min.

CANÇÕES ENGARRAFADAS 1-4 (Bottled Songs 1-4) | Chloé Galibert Lainé, Kevin B. Lee |Alemanha, França, Estados Unidos, 2020 | 76 min.

CENTRO | Peter Azen | Brasil, 2021 | 70 min.

O CÉU SOCIALISTA (The Sky Socialist) | Ken Jacobs | Estados Unidos, 1968 | 96 min.

O CÉU SOCIALISTA: ARREDORES E OUTTAKES (The Sky Socialist: The Environs And Outtakes) | Ken Jacobs | Estados Unidos, 2019 | 49 min.

COM AMOR: VOLUME 1 1987-1996 (With Love: Volume 1 1987-1996) | Michael Pilz | Áustria, 2020 | 101min.

DE BAKERSFIELD PARA MOJAVE (From Bakersfield to Mojave) | James Benning | Estados Unidos, 2020 | 109min.

DESAPRENDER A DORMIR | Gustavo Vinagre | Brasil, 2021 | 95min.

EDIÇÃO VÍDEOS DIGITAIS COM ADOBE PREMIÈRE-PRO: GUIA DO MUNDO REAL PARA CONFIGURAÇÕES E FLUXO DE TRABALHO (그녀를 지우는 시간) | Hong Seong-Yoon | Coréia do Sul, 2020 | 40min.

EU ANDO SOBRE A ÁGUA (IWOW: I Walk on Water) | Khalik Allah | Estados Unidos, 2020 | 199min.

ICEMELTLAND PARK (idem) | Liliana Colombo | Itália, 2020 | 40min.

IMAGEM DA PERCEPÇÃO (Image of Perception) | Guli Silberstein | Reino Unido, 2021 | 64min.

LIMINAL (idem) | Philipe Grandrieux, Lav Diaz, Manuela de Laborde, Óscar Henriquez | México, França, Filipinas, 2020 | 65min.

MUDANDO DE SONHOS (Mudar de Sueños) | Mariana Dianela Torres | México, 2020 | 40min.

NATALIS | Raquel Monteiro | Brasil, 2021 | 49min.

S4D3 | Raúl Perrone | Argentina, 2021 | 46min.

SAXIFRAGA, QUATRO NOITES BRANCAS (Saxifrages, quatre nuits blanches) | Nicolas Klotz, Elisabeth Perceval | França, 2021 | 77 min.

SOMBRA | João Pedro Faro | Brasil, 202 | 70min.

STE. ANNE | Rhayne Vermette | Canadá, 2021 | 82min.

TODA LUZ QUE PODEMOS VER (Toda la Luz que Podemos Ver) | Pablo Escoto | México, 2020 | 129min.

A ÚLTIMA IMAGEM | Benedito Ferreira | Brasil, França, 2020 | 71 min.

UM GATO SONHA COM O NORTE (Un Chat Revê du Nord) | Diogo Oliveira | França, 2020 | 70min.

VENHA AQUI (Jai Jumlong) | Anocha Suwichakornpong | Tailândia, 2021 | 69min.

VOCÊ NOS QUEIMA | Caetano Gotardo | Brasil, 2021 | 76min

FILMES DE CURTA-METRAGEM

80.000 ANOS (80.000 Ans) | Christelle Lheureux | França, 2020 | 26min.

ABUTRE NEGRO (Black Vulture) | Kevin Jerome Everson | Estados Unidos, 2021 | 3 min.

AMOSTRA DE CORPOS (Corps Samples) | Astrid de La Chapelle | França, 2020 | 8 min.

ARSONISTA (Arsonist) | Joshua Troxler | Estados Unidos, 2021 | 11 min.

BAI GOSTI / EROS AFOGADO EM LÁGRIMAS | Vinicius Romero | Brasil, 2021 | 9 min.

A CASA É A VIAGEM | Bárbara Bergamaschi | Brasil, 2020 | 15min.

CONDOR | Kevin Jerome Everson | Estados Unidos, 2019 | 8 min.

CONSTRUÇÃO DE UMA VISTA | Fábio Andrade |Brasil, 2021 | 11 min.

DEEP BLUE | Sebastian Wiedemann | Colômbia, 2020 | 8 min.

DESCOMPOSTURA | Alline Torres | Brasil, 2021 | 8 min.

FASE DUPLA (Double Phase) | Takashi Makino | Japão, 2020 | 25 min.

FEBRE 40º | Natália Reis | Brasil, 2021 | 6min.

O FIM DO SOFRIMENTO (The End of Suffering) | Jacqueline Lentzou | Grécia, 2021 | 14 min.

FRONTEIRAS II (Fronteras II) | Victoria Maréchal | Argentina, 2020 | 18 min.

AS GUARDIÃS DE MEMÓRIAS (Prisiminim nešjai) | Migl Križinauskait-Bernotien | Lituânia, 2021 | 14 min.

LUCINA ANNULATA | Charlotte Clermont | Canadá, 2021 | 4 min.

A MEMÓRIA SITIADA DA NOITE | Ewerton Belico | Brasil, 2021 | 25min.

A MENINA DO CAPIM-LIMÃO (Lemongrass Girl) | Pom Bumservicha | Tailândia, 2020 | 17 min.

OS MESTRES DA TERRA (Masters of the Land) | Jan Locus | Bélgica, 2020 | 14 min.

MIL E UMA TENTATIVAS DE SE TORNAR UM OCEANO (One Thousand and one attempts to become an ocean) | Wang Yuhan | França, China, 2020 | 11 min.

RESTOS E MEMÓRIAS DE FILMAGEM (Film-Related Scrap and Wood Projects) | Alex Cox | Estados Unidos, 2021 | 7 min.

SENHOR JEAN-CLAUDE (Monsieur Jean-Claude) | Guillaume Vallée | Canadá, 2021 | 7 min.

SER FELIZ NO VÃO | Lucas H. Rossi dos Santos | Brasil, 2020 | 11 min.

O SONHO DE BENNING (Benning’s Dream) | Leonardo Pirond | Estados Unidos, Brasil, 2021 | 2 min.

TE VEJO EM MEUS SONHOS (See you in my dreams) | Shun Ikezoe | Japão, 2020 | 18 min.

TV A CABO (OU UMA NOITE NA VIDA) (Cable Box) | Rob Feulner | Canadá, 2020 | 17 min.

UM SOL DO CÃO (Sundog) | Dorian Jespers | Bélgica, 2020 | 23 min.

USINA DESEJO CONTRA A INDÚSTRIA DO MEDO | Clarissa Ribeiro, Lorran Dias, Amanda Seraphico | Brasil, 2020 | 25 min.

VAI! | Bruno Christofoletti Barrenha | Brasil, 2020 | 20min.

VITRINES | Coletivo Olhares | Brasil, 2021 | 10 min.

ZONA ABISSAL | Darks Miranda, Luísa Marques | Brasil, 2020 | 14 min.


GAMES

BAGATA | Heron P. Nogueira | Brasil, 2020.

CARTOMANTE | Victor Corrêa | Brasil, 2020.

COISAS QUE PERDEMOS NO FOGO | Thays Pantuza, Zumbido Audiovisual | Brasil, 2021.

O OBSERVATÓRIO (The Observatory) | Laura Iancu | Estados Unidos, 2021.

SPACEDOG | Pablo Pablo | Brasil, 2021.


INSTALAÇÃO E ARTES INTERATIVAS

CINE METRO (Cine Metro – Experiência Imersiva) | Eduardo Calvet Correa | Brasil, 2021 | 9 min.

CONVERGÊNCIA MLK (MLK Convergence) | Joergen Geerds, Uli Futschik | Estados Unidos, 2021 | 11 min.

HAPΠ: (AR)REMIX (HAPπ : (Ar)remix) | Wilson Oliveira Filho, Fernando C. da Silva, RM Santos | Brasil, 2021 | 7 min.

MORANGOS COM CREME (Strawberries and cream) | Isabella Lazzari Rebellato | Reino Unido, 2021 | 3 min.

NEM NATAL, NEM PARNAMIRIM | Jeferson Cabral | Brasil, 2021 | 2 de 30 min.

PRÓXIMO/A (Prossimo) | Emanuelle Dainotti | Bélgica, 2020 | 5 min.

AS QUATRO HISTÓRIAS DE ALICE (Les quatres récits d’Alice) | Myriam Jacob-Allard | Canadá, 2020

SRA. VERTIGEM (Ms. Vertigo) | Rona Suffer | Israel, 2019 | 15 min.

TREE TRAVELING | Maria Korporal | Alemanha, 2020 |


PERFORMANCES

CORAÇÕES REMOTOS | Antônio Ventura | Brasil, 2021 | 5 min.

DELAÇÃO NÃO PREMIADA | Fernanda Vizeu | Brasil, 2021 | 25 min.

DESENHOS DE DERIVA PARA ESCRITAS VISUAIS (Drift Drawings for Visual Texts) |  Gabriel Machado | Brasil, 2021 | 40 min.

EM TROCA (Exchanging) | Hiroshi Atobe | Japão, 2020 | 4 min.

PODE SER QUE O VENTILADOR NÃO SEJA TROCADO, VOCÊ NÃO CONHECE O FUTURO (The fan may not be replaced you just don’t know the future) | Dina Kelberman | Estados Unidos, 2021 | 40 min.

TRANSFORMANDO TELA EM TELA | Crystal Duarte | Brasil, 2020 | 4 min.

A VANTAGEM DE VER E NÃO SER VISTO (Clever at Seeing without being seen) | Lee Campbell | Reino Unido, 2019 | 17 min.

VÉRNIX | Renata Ribeiro Furlin | Brasil, 2021 | 6 min.

VIDEOARTES

ALÉM CÁ | Vitória Sever | Brasil, 2020 | 3 min.

ÁRVORE DE FAIA (Beech Tree) | John Woodman | Reino Unido, 2020 | 26 min.

ASTRO GÊMEO | Chana de Moura | Brasil, Portugal, 2020 | 13 min.

BATALHA (Savaş) | Hüseyin Mert Erverdi | Turquia, 2020 | 4 min.

C3_2 (C3-2) | Shanthal Caba Mojica | Estados Unidos, República Dominicana, 2019 | 6 min.

CHORAR (Crying) | Maya Skye Anderson | Estados Unidos, 2021 | 3 min.

COOL FOR THE SUMMER | Vitória Liz | Brasil, 2021 | 6 min.

COVIS (Liars) | Emma Penaz Eisner | Estados Unidos, 2020 | 2 min.

CURUPIRA, BICHO DO MATO | Félix Blume | Brasil, França, 2019 | 35 min.

DIVAGAÇÕES (Ramblings) | Tina Wilgren | Suécia, 2020 | 5 min.

EH 01 QUALQUER COISA | Alanis Machado | Brasil, 2021 | 14 min.

ERÊKAUÃ | Paulo Accioly | Brasil, 2021 | 1 min.

O GRANDE SONO PROFUNDO (The Big (Deep) Sleep) | Johannes De Young | Estados Unidos, 2020 | 6 min.

AS GRANDES DISTÂNCIAS | Matheus Zenom | Brasil, 2020 | 7 min.

HAVERÁ DRAGÕES (There Be Dragons) | Suzannah Mirghani | Sudão, Quatar, 2019 | 4 min.

INVASÃO | Hannah Maia | Brasil, 2021 | 3 min.

INVENTANDO SENSAÇÕES | Dora Falcão | Brasil, 2019 | 2 min.

LÉSBICA ENRUSTIDA | Bia Lee | Brasil, 2020 | 7 min.

LUMENS | Muriel Paraboni | Brasil, 2020 | 5 min.

MASMORRA (Dungeon) | Jéremy Griffaud | França, 2021 | 8 min.

NATUREZA.PRADO.LONGA DURAÇÃO (Nature.Meadow.Long Shot | Yannick Mosimann | Suíça, 2020 | 3 min.

O OUTRO LADO DO CENÁRIO (Scenery other end) |Tseng Yu Chin | Taiwan, 2019 | 10 min.

PEQUENA SINFONIA DO SOL | Débora Cancio | Brasil, 2020 | 5 min.

PLEUMA | Francisco Álvarez Rios | Equador, 2021 | 8 min.

POR TRÁS DAS CÂMERAS (Behind the Scenes) | Juniper Foam | Alemanha, 2020 | 65 min.

PROPAGAÇÃO E DETECÇÃO (Propagation and Detection) | Enzo Cillo | Itália, 2020 | 8 min.

QUEM É VOCÊ? (Who are you?) | Greg Penn | Austrália | Reino Unido, 2020 | 6 min.

SEM TÍTULO #2: VERONICA VALENTTINO |  Pryscilla Bettim, Renato Coelho | Brasil, 2021 | 3 min.

(SEMPRE) AO MEU LADO ((Always) Next to Me) | Emma Piper-Burket | Estados Unidos | 4 min.

TAMBOR VERTICAL N’ÁGUA (Upright Dream in the water) | Pieter Geenen, Bélgica, 2020 | 19 min.

TODOS OS PRECIOSOS JPEGS DELA (EM AMARELO) (All her JPEGS (on yellow)) | Matt Whitman | Estados Unidos, 2019 | 3 min.

TREMENDO CREME (Tremendous Cream) | Alexei Dmitriev | Rússia, 2020 | 4 min.

UM CAVALO OLHOU PARA O CÉU COM ESPERANÇA DE FUGA | Alcimar Verissimo | Brasil, 2021 | 25 min.

VOAR DE SI | Ani Cires | Brasil, 2020 | 4 min.


PROGRAMA NOVAS PELÍCULAS ESPANHOLAS

COLEÇÃO PRIVADA (Colección Privada) | Elena Duque | Espanha, 2020 | 13 min.

DOZE FILMES SAZONAIS (Twelve Seasonal Films) | Jorge Suárez Quiñones-Rivas | Espanha, 2020 | 39 min.

O MAR PENTEOU A COSTA (El Mar Peinó a la Orilla) | Valentina Alvarado Matos | Espanha, 2019 | 5 min.

MEIHÔDÔ | Jorge Suárez Quiñones-Rivas |Espanha, 2020 | 11min.

PROPRIEDADES DE UMA ESFERA PARALELA (Propiedades de una Esfera Paralela) | Valentina Alvarado Matos | Espanha, 2020 | 17min.

VALDEDIÓS (Valdediós) | Elena Duque | Espanha, 2019 | 4 min.

PERFORMANCES

A seleção de performances esse ano conta com artistas cuja inventividade se propõe a borrar ainda mais as fronteiras entre conceitos de “presença” e “proximidade”. Os oito trabalhos selecionados para esta edição modificam ideias de experiência e preenchem espaços antes considerados inférteis para modelos performáticos. Obras como “Transformando Tela em Tela”, de Crystal Duarte, e “Desenhos De Deriva Para Escritas Visuais”, de Gabriel Machado, utilizam-se do espaço virtual para experimentar um ponto de encontro entre as artes visuais e a performance. Neles, não há diferença entre a tela do dispositivo e a de pano. Outros trabalhos como “A Vantagem de Ver e Não Ser Visto”, de Lee Campbell, e “Pode Ser Que o Ventilador Não Seja Trocado, Você Só Não Sabe o Futuro”, de Dina Kelberman, convertem plataformas como o Zoom e o Teams em palcos onde a cortina nunca cai. Artifícios antes usados para o prosseguimento da escravidão neoliberal de produtividade se tornam espaços de potência criadora na mão de nossos artistas. Infinitas são as possibilidades. As performances desta edição provam que a exploração do corpo, do espaço e da tela não cessa com a distância física e provam que a pandemia é mais um ambiente desafiador do que um cenário de infertilidade.

ARTES INTERATIVAS

O 5° Festival ECRÃ desliza definições entre as suas diversas categorias. Os filmes e performances são acompanhados de remixes, vídeos em 360° e outras obras participativas que compõem a categoria de instalações e artes interativas. Uma seleção de nove trabalhos que exploram a imagem em movimento e sua relação de dependência com o público. “Cine Metrô” (Eduardo Calvet Correa), “Convergência MKL” (Joergen Geerds & Uli Futschik e participação dos músicos Marlene Rosenberg, Lewis Nash e Kenny Barron) e “Morangos com Creme” (Isabella Lazzari Rebellato) existem, cada um à sua maneira, no ambiente virtual de 360, seja com espaços contemplativos, criação de composições ou outra realidade. O duplo filme de Jefferson Cabral “Nem Natal, Nem Parnamirim” pode nos transportar para uma exposição, assim como “As Quatro Histórias de Alice” da artista Myriam Jacob-Allard, por terem ambos mais de um arquivo de vídeo. Uma nova cara no ECRÃ é a holandesa Maria Korporal, que traduziu para o Português especialmente para o festival a versão online e interativa de “Tree Travelling”.

Os games expandem a edição do festival esse ano, abrindo um novo espaço para a exploração narrativa no festival. Obras como “Bagata” de Heron P. Nogueira, que estuda o caminhar através de um território sem limites. “A Cartomante” de Victor Corrêa investiga o potencial do simbolismo das imagens, ao levar o público a interagir e acompanhar as previsões sobre estranhos personagens. Em “Coisas que Perdemos no Fogo”, Thays Pantuza & Zumbido Audiovisual, mexem com o tempo e o espaço, ao cruzarem as fronteiras entre a memória, o imaginário e o patrimônio do audiovisual. Em “O Observatório” de Laura Iancu, as lembranças e aquilo que invade o pensamento são a base para uma experiência narrativa da nossa relação com as coisas que nos cercam. Por fim, “Space Dog” de Pablo Pablo, mescla música e arte visual para criar um ambiente livre e aberto para exploração de sentidos numa viagem sem fim.

VIDEOARTES

O evento traz mais de trinta videoartes para o ambiente online, categoria na qual o festival ainda não teve a possibilidade de explorar em um ambiente físico. Vídeos de quarentena como os nacionais “Além Cá”, de Vitória Severo e “Cool for the summer”, de Vitória Liz, que trabalham diferentes approaches às imagens do dia a dia ficam lado a lado aos elétricos “Eh 01 Qualquer Coisa”, de Alanis Machado e “Quem é Você?”, de Greg Penn. De volta ao ECRÃ, Hüseyin Mert Erverdi, Emma Penaz Eisner e Paulo Accioly exploram a imagem estática que ganha movimento nos curtas “Batalha”, “Covis” e “Erêkauã”, respectivamente. Outros destaques são as aplicações de maquiagem de longa duração em “Por trás das Câmeras” de Juniper Foam; a vídeo-performance muda de Maya Skye Henderson, “Chorar”; os assets de jogos eletrônicos usados por Tina Willgren em sua obra “Divagações”; a ressignificação de imagens criadas por Suzannah Mirghani em “Haverá Dragões”, uma produção Sudão/Qatar; e “Tremendo Creme“ que traz de volta à tona a criação feita em conjunto com a inteligência artificial, de Alexei Dmitriev, que retorna depois de sua participação na segunda edição do evento.

ATIVIDADES PARALELAS

O ECRÃ promoverá debates durante todo o evento com realizadores através de suas redes, além de uma mesa de debate sobre a edição para o cinema experimental promovida pela EDT. Para a programação completa acesse o site: www.festivalecra.com.br

APOIADORES E CAMPANHA

O Festival ECRÃ não possui patrocinadores e seu acesso é gratuito. O evento é produzido pela 5D Magic e Assuna Produções de maneira independente e sem recursos. O ECRÃ tem apoio institucional da Cinemateca do MAM-RJ, ECÚ Film Festival, JL Ribas e pelo departamento de Artes & Design da PUC-Rio. Para custear o festival, o ECRÃ criou uma campanha no site Benfeitoria que o público poderá ajudar o evento com valores e ganhar recompensas estipuladas pelo evento. https://www.festivalecra.com.br/apoie-nos


SERVIÇO

5° FESTIVAL ECRÃ

De 15 a 25 de julho de 2021

Online e gratuito: www.festivalecra.com.br

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