Spike Lee em Cannes

Revista da Semana | 08 de julho de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Não. Não há como não mencionar que, para o universo cinematográfico, o Festival de Cannes está acontecendo. Em Cannes. Na França. Presencial. É gerado assim um confronto emocional e um egoísmo de “invejinha”, visto que alguns estão lá assistindo aos filmes pela primeira vez. Não, nunca “brinque” com um cinéfilo. Somos sensíveis e motivados por um impulso apaixonado tão gigante pela sétima arte que nunca conseguiremos responder qual a sensação de se estar em Cannes. É mais um festival, alguns dirão. Para que a pressa? Assista depois. Outros desdenharão. Mas nós também sabemos da importância de sermos conscientes socialmente. Pandemia é série. E se é para fazer, tem que fazer. Ainda que queiramos arduamente ir, sabemos os perigos e as consequências de se pegar COVID-19 (que já tá no 21 e ninguém consegue pará-lo).

Não, não queremos. A solução: mendigar. Pedir, pedir e pedir links de filmes. Entrar ao vivo em Live falando sobre o festival. E ainda que devidamente credenciado como imprensa, a  cobertura no Vertentes do Cinema será online. Já teve Spike Lee (de terno estiloso) e treta com Bolsonaro-Trump-Putin; já teve júri oficial, com o cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho; já teve Palma de Ouro honorária para Jodie Foster (e entregue por Pedro Almodovar); e já teve tapete vermelho de “Annette”, de Leos Carax, o filme de abertura, que pude perceber todos sem máscaras protetoras (como se nada tivesse acontecendo). Talvez, Cannes seja mesmo uma experiência de universo paralelo, livre dos perigos-caos do mundo real.

Sim, tudo isso só no primeiro dia. Entre trancos e barrancos e muitos emails (muitos sims e nãos), e logicamente seguindo os protocolos de embargos, posso dizer que, apesar de um misto de sentimentos controversos entre raiva e amor, estarei no Festival de Cannes, com seu tema característico de abertura: Le Carnaval des animaux (veja aqui a abertura do Festival de Cannes). Acompanhe a nossa cobertura! Juro que tentaremos fazer o melhor que pudermos. E tem muito mais na Revista da Semana do Vertentes do Cinema, uma curadoria especial com tudo o que não perder e o que perder na mundo do cinema. Boa leitura e aproveite a Revista!

Revista da Semana | 08 de julho de 2021

CURTA DA SEMANA

Frankenstein

CLÁSSICO RESTAURADO

FRANKENSTEIN 

ASSISTA AQUI (1910, Estados Unidos, 12 minutos, de J. Searle Dawley). A partir de 1910, esta é a primeira adaptação conhecida para o cinema mudo do Frankenstein de Mary Shelley. Produzido por Thomas Edison’s Edison Studios e dirigido por J. Searle Dawley. Estranhamente, os cineastas procuraram minimizar os elementos de “terror” da história, como afirmava o material de marketing original de Edison: “Ao fazer o filme, a Edison Co. tentou cuidadosamente eliminar todas as situações repulsivas reais e concentrar seus esforços nos problemas místicos e psicológicos que podem ser encontrados neste conto estranho. Sempre que, portanto, o filme difere da história original é puramente com a ideia de eliminação do que seria repulsivo para o público de um filme “. Restaurado pela Biblioteca do Congresso em 2018. Os direitos autorais são de domínio público.

PRÓXIMO CURTA

O DIÁRIO DE GLOMOV

(Dnevnik Glumova, 1923, União Soviética, 5 minutos, Mudo, de Sergei M. Eisenstein). Inspirado na obra de Nicolas Ostrovksy. É o primeiro curta dirigido pelo cineasta russo Sergei M. Eisenstein. ESTREIA 15/07, 00:01.


Revista da Semana | 08 de julho de 2021

EM CASA

Dovlatov

DOVLATOV

(2018, Rússia, Polônia, Sérvia, 126 minutos, de Alexey German Jr., CRÍTICA AQUI). Leningrado, novembro de 1971. A cidade está envolta em névoa. Um outro aniversário da revolução está sendo celebrado, mas o país não está fazendo nenhum progresso – política, econômica ou culturalmente. Sergei Dovlatov (o ator Milan Maric) tem seus manuscritos regularmente rejeitados pelos meios de comunicação oficiais. Sua visão sobre coisas e pessoas não é levada em conta. O filme de Alexey German Jr faz uso de grandes quadros de rastreamento prolongado para retratar o mundo do escritor russo-judeu Sergei Dovlatov (1941-1990), cujos textos imprimiam ironias e foram proibidos (sua impressão) na União Soviética sob o comando de Brejnev. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Linha Tênue

LINHA TÊNUE

(Arrhythmia, 2018, Alemanha, Finlândia, Rússia, 112 minutos, de Boris Khlebnikov, CRÍTICA AQUI). Um jovem paramédico, talentoso e dedicado, está enfrentando problemas em seu casamento. Sua esposa está farta de ele se importar mais com os pacientes do que com ela, e pede o divórcio. Ao mesmo tempo em que luta para arranjar tempo para a esposa, ele começa a ficar cada vez mais obcecado por sua missão de salvar vidas. Até que o novo chefe do hospital implementa novas regras rígidas que atrapalham o trabalho do paramédico. Presos entre ligações de emergência, a busca por um sentido para a vida, e crises pessoais e profissionais, o casal precisa encontrar a força que os mantém unidos. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL

Seus Ossos e Seus Olhos

SEUS OSSOS E SEUS OLHOS

(2019, Brasil, 118 minutos, de Caetano Gotardo, CRÍTICA AQUI). Antônio, cineasta de classe média, passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória. Disponível gratuitamente na plataforma digital EMBAÚBA PLAY. Curadoria da mostra de Eduardo Valente.

O Segredo do Lago

O SEGREDO DO LAGO

(The Winter Lake, 2021, Irlanda, 92 minutos, de Phil Sheerin, CRÍTICA AQUI). O segredo sombrio de Holly é acidentalmente descoberto por seu novo vizinho emocionalmente instável, Tom. Holly e Tom são levados a um confronto violento com o pai de Holly, que fará de tudo para manter Tom em silêncio e manter o segredo de sua família enterrado. Está claro que a intenção do filme é criar algum choque inicial para iniciar seu encaminhamento formulaico. A primeira imagem é um contato direto com a morte e o suposto protagonista fantasmagórico que vai reger o longa: o lago. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL

A Guerra do Amanhã

A GUERRA DO AMANHÃ

(The Tomorrow War, 2021, Estados Unidos, 138 minutos, de Chris McKay, CRÍTICA AQUI). Quando uma espécie alienígena ameaça todo o futuro da humanidade, um grupo é recrutado do presente para uma viagem até 2051 em uma batalha pela sobrevivência. O barato aqui se propõe ao entretenimento mais direto possível: um herói (Chris Pratt), alienígenas, um bocado de tiros, destruição em massa e plot-twists previsíveis. A proposta da obra é trabalhar em torno dos arquétipos que fundaram o subgênero, sem renovações ou mudanças. Disponível na plataforma digital AMAZON PRIME VIDEO

Somos

SOMOS.

(2021, Estados Unidos, 6 episódios de 55 min, primeira temporada, de Álvaro Curiel James, Schamus e Mariana Chenillo, CRÍTICA AQUI). Os moradores da cidade mexicana de Allende são obrigados a conviver com as operações de um grande cartel de drogas, culminando em uma tragédia sem precedentes. Inspirada em eventos reais. A série da Netflix, constrói a narrativa introduzindo licenças dramáticas particulares – os famosos subplots – e trazendo o evento macabro para a audiência do streaming globalizado. Se a História é uma catástrofe, como dizia Walter Benjamin, o que se passou em Allende é a confirmação literal do presságio. Disponível na plataforma digital NETFLIX

Diego Maradona: Rebelde, Herói, Vigarista e Deus

DIEGO MARADONA

(2019, Inglaterra, 130 minutos, de  Asif Kapadia, CRÍTICA AQUI). Em julho de 1984, Diego Maradona chegou na Itália para jogar pelo Napoli. Um dos jogadores de futebol mais celebrados da história, o craque argentino levou o time a ganhar seu primeiro grande campeonato e passou sete anos quebrando recordes. A produção de “Diego Maradona” aposta no interesse do espectador pela figura ali exposta. Há certo engessamento narrativo e uma linguagem já envelhecida para filmes do gênero. Disponível na plataforma digital HBO MAX

Transit

EM TRÂNSITO

(Transit, 2018, Alemanha, 101 minutos, de Christian Petzold, CRÍTICA AQUI). As tropas alemãs estão apenas fora de Paris. Georg (o ator Franz Rogowski) escapa para Marselha no último momento. Sua bagagem contém o legado (um manuscrito, algumas cartas e a garantia da Embaixada do México de um visto) de um escritor chamado Weidel, que roubou por medo da perseguição. Assumindo a identidade de Weidel, Georg tenta obter uma das poucas passagens escassas em um navio.  Disponível na plataforma digital SUPO MUNGAM PLUS

First Cow

FIRST COW – A PRIMEIRA VACA DA AMÉRICA

(2020, Estados Unidos, 121 minutos, de Kelly Reichardt, CRÍTICA AQUI). No início do século XIX, os caçadores de peles não são os únicos a se aventurar na natureza do Oregon; há também um cozinheiro andarilho que encontra em um imigrante chinês um amigo e talentoso empresário. Os dois iniciam um pequeno comércio de bolos, o que acaba sendo um grande sucesso no Oeste norte-americano. Disponível na plataforma digital MUBI

Amor, Casamentos & Outros Desastres

AMOR, CASAMENTO & OUTROS DESASTRES

(Love, Weddings & Other Disasters, 2020, Estados Unidos, 96 minutos, de Dennis Dugan, CRÍTICA AQUI). Comédia romântica sobre as pessoas que trabalham em casamentos para criar o dia perfeito para um casal amoroso – enquanto as suas próprias relações são bizarras, estranhas, loucas e longe de serem perfeitas. As cenas em sequência, aqui chamada equivocadamente de longa, está no nível de um Rob Schneider em suas propaladas diante de uma objetiva. Disponível nas plataformas digitais iTunes, Google Play, Now, Vivo Play e Sky

Habemus Papam

HABEMUS PAPAM

(2011, Itália, 102 minutos, de Nanni Moretti, CRÍTICA AQUI). Quando o Papa morre, um conclave de cardeais é convocado para eleger quem será seu sucessor. Enquanto a Igreja prepara o anúncio, o escolhido tem uma crise de pânico e se recusa a aparecer publicamente. Um terapeuta é chamado para ajudar. Em “Habemus Papam”, os medos, os anseios e os desejos de continuarem apócrifos pululam a mente destes homens cardeais. “Não me escolha para ser Papa”, transfere pensamentos em reflexões audíveis, captados apenas por quem assiste, no caso nós e Deus. Disponível na plataforma digital SESC DIGITAL

Partida

PARTIDA 

(2019, Brasil, 94 minutos, de Caco Ciocler, CRÍTICA AQUI). Diante do resultado da última eleição no Brasil, a atriz Georgette Fadel decide se candidatar à presidência em 2022. E, para se reencontrar com anseios políticos que no momento pareciam impossíveis, ela embarca em uma viagem de ônibus ao Uruguai, na utópica tentativa de passar a virada do ano com o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Mas ela não parte sozinha. Ainda nos primeiros minutos, esbarra em Léo, um empresário rico, com posições políticas polêmicas, mas que se tornará, quem diria, o maior parceiro de jornada de Georgette. Disponível na plataforma digital SESC DIGITAL

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NOS CINEMAS 

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão)

Pedro e Ines

PEDRO E INÊS

(2018, Portugal, Brasil, França, 120 minutos, de António Ferreira, CRÍTICA AQUI). A obra conta a história de Pedro e Inês em três diferentes épocas (presente, passado e futuro). Um amor atemporal que vence as limitações do tempo. Protagonizado pelos atores Diogo Amaral e Joana de Verona, o filme imortaliza a mais gloriosa história de amor portuguesa. adaptação do romance “A Trança de Inês” de Rosa Lobato de Faria, “Pedro e Inês”, uma fantasia de realidades paralelas, confronta música eletrônica (do reino dele) com novas épocas sem identificação, como esquetes de personas e ações encenadas, em que uma história precisa acabar para começar a seguinte.

Migliaccio, o Brasileiro em cena

MIGLIACCIO, O BRASILEIRO EM CENA

(2021, Brasil, 86 minutos, de Tuco, Alexandre Rocha e Marcelo Pedrazzi, CRÍTICA AQUI). O documentário “Migliaccio – O Brasileiro em Cena” acompanha a trajetória de quem arrisca pela arte, seja na direção, texto, cenário e até figurino. O troféu Oscarito entregue a Flávio no Festival de Gramado de 2014 coroa uma carreira enredada por múltiplos fios. Sendo Migliaccio praticante de diferentes expressões artísticas – do cinema e teatro à literatura e o desenho.

Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino

CHICO VENTANA TAMBÉM QUERIA TER UM SUBMARINO

(Chico ventana también quisiera tener un submarino, 2020, Argentina, Brasil, Filipinas, Honduras, Uruguai, 85 minutos, de Alex Piperno, CRÍTICA AQUI). A bordo de um navio de cruzeiro que atravessa o sul da América Latina, um jovem marinheiro descobre uma porta que misteriosamente leva a um apartamento em Montevidéu. Enquanto isso, a milhares de quilômetros de distância, perto de uma pequena aldeia rural nas Filipinas, um grupo de camponeses encontra uma antiga cabana abandonado na colina. Essa cabana, segundo eles, é dotada de poderes sobrenaturais.

Knives and Skin

KNIVES AND SKIN

(2019, Estados Unidos, 112 minutos, Jennifer Reeder, CRÍTICA AQUI). Na área rural de Illinois, o desaparecimento da jovem Carolyn traumatiza os moradores de uma pequena cidade. Quando os segredos começam a ser revelados, algumas relações são destruídas e outras se fortalecem. Três meninas, Charlotte, Laurel e Joanna, criam fortes laços após a tragédia. Em geral, “Knives and Skin” não vai muito além da ideia basilar de estranheza e trabalha com os estereótipos que formalizaram o gênero enquanto máquina industrial, recorrendo à velha mais-valia do que é esse estranho.

Charlatan

O CHARLATÃO

(Charlatan, 2020, República Checa, 92 minutos, de Agnieszka Holland, CRÍTICA AQUI).A vida de Jan Mikolášek, um curandeiro tcheco conhecido e bem-sucedido, que diagnosticou e curou pessoas usando sua intuição e sua familiaridade com as plantas. Seus remédios e prescrições, embora principalmente à base de plantas, incluíam mudanças no estilo de vida e na dieta alimentar. Ele curou não apenas pessoas pobres das aldeias, mas também muitas pessoas conhecidas, incluindo o presidente da Checoslováquia, Antonin Zápotocký. Os métodos de diagnóstico e cura notórios de Mikolášek chamaram a atenção do regime comunista tcheco.

Hava, Maryam, Ayesha

HAVA, MARYAM, AYESHA

(2019, Afeganistão, 86 minutos, de Sahraa Karimi, CRÍTICA AQUI). Três mulheres afegãs de diferentes origens sociais que vivem em Cabul, estão enfrentando um grande desafio em suas vidas. Hava, uma grávida tradicional com quem ninguém se preocupa, está morando com o sogro e a sogra. Sua única alegria é conversar com o bebê em sua barriga. Maryam, uma repórter estudada de um noticiário de TV, está prestes a se divorciar de seu marido infiel, mas descobre que está grávida. Ayesha, uma jovem de 18 anos, aceita casar-se com seu primo porque está grávida do namorado, que desaparece ao saber da notícia.


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COBERTURA DO FESTIVAL DE CANNES 2021

(assista às lives clicando nos vídeos)


LEIA AS CRÍTICAS DOS  FILMES DO FESTIVAL DE CANNES DE 2013 A 2020 E 2021

Festival de Cannes


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Liminal

FESTIVAL CAVIDEO 24 ANOS

Festival Cavideo 24 anos

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