Judas and the Black Messiah

Revista da Semana | 25 de fevereiro de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Mais uma semana. Escândalos no Reino da Dinamarca brasileira. Espera por vacina. Praticamente tudo na mesma. Nós praticamente já nos encaminhamos para março (começa na segunda-feira próxima, data que se comemora o Aniversário da Cidade do Rio de Janeiro e também o Dia de Ser Carioca. Quer comprovação maior de que 2021 já chegou chegando e frenético? Então, o que fazer para aplacar o tédio e a vontade de sair de casa (para alguns, visto que outros já se desmascararam)? Acompanhar a Revista Semanal do Vertentes do Cinema. No domingo, dia 28/02 acontece a premiação do Globo de Ouro (acompanhe nossa cobertura aqui), data que também se comemora o dia da Ressaca, um bom simbolismo para traduzir a edição desta “festa” do cinema “mundial”. No dia seguinte, sem descanso, começa a edição online do Festival de Berlim 2021 (acompanhe nossa cobertura que será diária e em tempo quase real). E no meio disso tudo, nosso site ainda organiza uma mostra Retrospectiva dos 30 anos do Curta Cinema, que acontece este ano de 17 a 24 de março. Fique ligado!

A Revista Semanal do Vertentes traz o curta-metragem da semana; dicas e lançamentos dos streaming; estreias nos cinemas brasileiros (nós sabemos que não podíamos alimentar qualquer ida ao cinema, mas precisamos seguir os protocolos, infelizmente); novo artigo de João Lanari Bo sobre Orson Welles, Mank e o Oscar; cobertura dos festivais; mais uma edição do Cineclube Recine; e muito mais. Depois disso tudo, não há tédio que resista. Boa leitura!

CURTA DA SEMANA

Dramatica

SESSÃO BRASIL EXPERIMENTAL

DRAMÁTICA

ASSISTA AQUI (2005, Brasil, 18 minutos, de Ava Gaítan Rocha, Drama, Experimental). Com Cristiano Lima, Godofredo Quincas, Simone Spoladore. Inspirado livremente no poema Hierarquia (1970), de Pier Paolo Pasolini, que lança sua visão sobre o Brasil daquela época, o filme retoma e confronta a realidade híbrida de um país convulsionado, suas tensões dramáticas, a partir das experiências radicais.

Frankenstein

PRÓXIMO CURTA

FRANKENSTEIN 

(1910, Estados Unidos, 12 minutos, de J. Searle Dawley). A partir de 1910, esta é a primeira adaptação conhecida para o cinema mudo do Frankenstein de Mary Shelley. Produzido por Thomas Edison’s Edison Studios e dirigido por J. Searle Dawley. Estranhamente, os cineastas procuraram minimizar os elementos de “terror” da história, como afirmava o material de marketing original de Edison: “Ao fazer o filme, a Edison Co. tentou cuidadosamente eliminar todas as situações repulsivas reais e concentrar seus esforços nos problemas místicos e psicológicos que podem ser encontrados neste conto estranho. Sempre que, portanto, o filme difere da história original é puramente com a ideia de eliminação do que seria repulsivo para o público de um filme “. Restaurado pela Biblioteca do Congresso em 2018. Os direitos autorais são de domínio público. ESTREIA 04/03, 00:01.


Revista da Semana | 25 de fevereiro de 2021

EM CASA

I Care a Lot

EU ME IMPORTO

(I Care a Lot, 2021, Estados Unidos, 119 minutos, de  J Blakeson, CRÍTICA AQUI). Marla Grayson (Rosamund Pike) é uma renomada guardiã legal que gosta de ficar com pessoas idosas e ricas. Às custas da última, ela leva uma confortável vida de luxo. Quando ela pensa ter encontrado uma nova vítima perfeita, descobre que a mesma guarda segredos perigosos. Com base nisso, Marla vai ter que usar toda sua astúcia se quiser continuar viva. Disponível na plataforma digital Netflix.

Mambo man

MAMBO MAN – GUIADO PELA MÚSICA

(Mambo Man, 2020, Reino Unido, Cuba, 84 minutos, de Edesio Alejandro e Mo Fini, CRÍTICA AQUI). Baseado em uma história real. Nascido no comunismo, JC é um peixe grande em um lago pequeno, um produtor musical, fazendeiro e pequeno traficante que vive de sua inteligência e imaginação. Por trás da personalidade piadista de JC está um homem atencioso. Ele não é ganancioso, ele só quer sustentar amigos e família e escapar da existência precária. Um telefonema inesperado oferece a chance de fazer fortuna e mudar sua vida para sempre, então ele aposta tudo em um negócio que parece ser bom demais para ser verdade. Disponível na plataforma digital Cinema Virtual.

Um Filme Frances

UM FILME FRANCÊS

(2015, Brasil, 85 minutos, de Cavi Borges, CRÍTICA AQUI). Cléo tem anseios de fazer seu primeiro filme e decide realizá-lo. Como inspiração para a produção ela abraça o cinema francês e a cidade do Rio de Janeiro. “Um Filme francês” pode até se “afastar” das características marcantes francesas, mas não podemos negar sua “disritmia” emocional em “desconstruir” tudo, representando a ingenuidade sem limites e ou ressalvas, criando um infinito possível da arte, e traduzindo que “seu tempo é menor que a realidade”. Disponível na plataforma digital Amazon Prime Video.

Un Crimen Común

UM CRIME EM COMUM

(Un Crimen Común, 2020, Argentina, 96 minutos, de Francisco Márquez, CRÍTICA AQUI). A professora Cecília, 37 anos, acorda de madrugada ao som de batidas na porta de sua casa. Alguém está tentando entrar à força. Ela vê que é Kevin (15), filho da faxineira que trabalha em sua casa. Ele está sangrando. Assustada, ela não abre a porta. No dia seguinte, ela descobre que o garoto foi assassinado pela polícia. Disponível na plataforma digital Netflix.

La vita davanti a sé

ROSA E MOMO

(La vita davanti a sé, 2020, Itália, 94 minutos, de Edoardo Ponti, CRÍTICA AQUI). Uma sobrevivente do Holocausto abre as portas de casa para um garoto de rua complicado. É o começo de uma amizade improvável. O maior inimigo de “Rosa e Momo” é seu excesso de paciência para ensaiar um “estudo de personagem”, assim como sua falta de paciência em dar seguimento à proposta de compreensão de duas narrativas que só se encontram na redenção de uma montagem com preguiça de trabalhar. Disponível na plataforma digital Netflix.

Hamilton

HAMILTON

(2020, Estados Unidos, 160 minutos, de Thomas Kail, CRÍTICA AQUI). Hamilton é um musical que conta a história da América por vozes americanas. Por meio da história de um dos principais fundadores americanos e primeiro secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, a trilha sonora que mistura hip-hop, jazz, R&B e Broadway revoluciona o teatro no The Richard Rodgers Theatre, na Broadway, em junho de 2016. Disponível na plataforma digital Disney Plus. 

Liberté

LIBERTÉ

(2019, França, Espanha, Portugal, 120 minutos, de Albert Serra, CRÍTICA AQUI). Em algum lugar entre Potsdam e Berlim, em 1774, pouco antes da Revolução Francesa, Madame de Dumeval, Duque de Tesis e Duque de Wand, libertinos expulsos da puritana corte de Luís XVI, pedem apoio ao lendário e sedutor Duque de Walchen, livre-pensador alemão, que vive solitário num país onde reinam a falsa virtude e a hipocrisia. A missão deles é exportar a libertinagem, filosofia do século das Luzes baseada na rejeição aos limites morais e às autoridades. Disponível na plataforma digital Mubi.

The Florida Project

PROJETO FLÓRIDA

(The Florida Project, 2017, Estados Unidos, 111 minutos, de Sean Baker, CRÍTICA AQUI). Moonee (Brooklynn Prince), uma agitada garotinha de seis anos, apronta com o vizinho Scooty (Christopher Rivera) e faz novas amizades nas redondezas dos parques Disney. Ela vive com a mãe (Bria Vinaite) numa hospedagem de beira de estrada e as duas contam com a proteção do gerente Bobby (Willem Dafoe) na batalha diária pela sobrevivência com poucos recursos e muitos riscos. Disponível na plataforma digital Amazon Prime Video.

Halito Azul

HÁLITO AZUL

(2018, Portugal, 78 minutos, de Rodrigo Areias, CRÍTICA AQUI). Localizada na Ilha de São Miguel, em Portugal, a pequena vila Ribeira Quente se sustenta com a pesca. Mas, como o lugar fica esmagado entre o oceano e a costa de um vulcão, a principal atividade de subsistência dos habitantes pode estar ameaçado. Disponível na plataforma digital Filme Filme.


Revista da Semana | 25 de fevereiro de 2021

ESTREIAS NOS CINEMAS BRASILEIROS

Gloria Mundi

O MUNDO DE GLORIA

(Gloria Mundi, 2019, França, 107 minutos, de Robert Guédiguian, CRÍTICA AQUI). Em Marselha, uma família se reúne para o nascimento do bebê Gloria, e apesar da alegria, eles enfrentam tempos difíceis. Com uma nova ideia de negócio, o ambicioso tio de Gloria tem o que pode ser uma saída para os problemas. Guédiguian faz, em “O Mundo de Gloria”, um balé de coloquiais movimentos espontâneos, iniciado pelo nascimento de um parto. Sua câmera passeia por uma cidade não turística, visitando “lugares perigosos”, estes que já foram palcos de felicidades passadas.

Judas and the Black Messiah

JUDAS E O MESSIAS NEGRO

(Judas and the Black Messiah, 2021, 126 minutos, de Shaka King, CRÍTICA AQUI). O informante do FBI William O’Neal (LaKeith Stanfield) se infiltra no Partido dos Panteras Negras de Illinois e tem a missão de manter o controle sobre seu líder carismático, o presidente Fred Hampton (Daniel Kaluuya). Um ladrão de sucesso, O’Neal revela o perigo de manipular seus companheiros e seu treinador, o agente especial Roy Mitchell (Jesse Plemons). As proezas políticas de Hampton crescem enquanto ele se apaixona pela colega revolucionária Deborah Johnson (Dominique Fishback).

Depois a Louca Sou Eu

DEPOIS A LOUCA SOU EU

(Brasil, 2019, 91 minutos, de Julia Rezende, CRÍTICA AQUI). Dani encara seu histórico de crises de ansiedade, que a acompanham desde a infância, marcada também pela superproteção de sua mãe. Entre terapias e medicamentos, ela descobre que, na verdade, o que tem é comum a todos: o susto de perceber-se neste mundo. O filme ridiculariza o transtorno de ansiedade, que acomete milhões de pessoas no país, do início ao final. Dani (Débora Falabella) narra sua história, iniciando sua trajetória tentando definir o momento em que se tornou ansiosa, ou – já que o tempo do politicamente correto acabou – louca.

Hors Normes

MAIS QUE ESPECIAIS

(Hors normes, 2019, França, 114 minutos, de Eric Toledano e Olivier Nakache, CRÍTICA AQUI). Há 20 anos Bruno e Malik vivem num mundo à parte, aquele habitado pelas crianças e adolescentes autistas. Trabalhando cada um em uma instituição diferente, eles se dedicam à formação de jovens vindos de bairros problemáticos para tentar lidar com esses casos considerados “super-complexos”. Uma aliança pouco usual para personalidades fora do comum. “Mais que Especiais”, ainda que “divertido” e “engraçado” ao lidar com situações cotidianas, sempre no limite e altamente idiossincráticas, pode soar exploratório.

Monster Hunger

MONSTER HUNTER

(2020, Estados Unidos, 103 minutos, de Paul W.S. Anderson, CRÍTICA AQUI). Baseado no jogo da Capcom chamado Monster Hunter, por trás do mundo que conhecemos, existe um perigoso universo, com bestas gigantes e monstros perigosos que governam com total feracidade. Quando uma tempestade de areia transporta a Tenente Artemis (Milla Jovovich) e sua unidade para esse mundo, os soldados ficam em choque, descobrindo que o novo ambiente é o hostil lar de diversas criaturas perigosas, imunes ao seu poder de fogo. Batalhando por suas vidas, a unidade precisará de um milagre para se salvar da fúria desse inóspito novo local.

Christabel

CHRISTABEL

(2018, Brasil, 112 minutos, de Alex Levy-Heller, CRÍTICA AQUI). Um novo olhar para o poema vampírico “Christabel” (1816), de Samuel Taylor Coleridge. Filha única de um trabalhador rural, Christabel encontra Geraldine, uma mulher misteriosa, que diz ter sido atacada por homens e precisa de ajuda. Em sua inocência e pureza, Christabel acolhe Geraldine na casa de seu pai. A partir de então, as duas protagonistas se relacionam de maneira que Geraldine passa a ter grande influência sobre Christabel, desestabilizando suas convicções e promovendo ruptura das tradições, mas trazendo um sentimento de paixão e liberdade jamais vivenciados por ela.


ORSON WELLES, MANK E O OSCAR

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Mank


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MENTIRAS SINCERAS

(2011, Brasil, 75 minutos, de Pedro Asbeg, CRÍTICA AQUI). O drama teatral “Mente Mentira”, do autor norte-americano Sam Shepard, chegou ao Brasil sob a direção de Paulo de Moraes em 2010. A peça levou exatos 14 meses para ser montada, produzida e ensaiada, e contou com Malvino Salvador, Fernanda Machado, Zé Carlos Machado, entre outros no elenco. Durante a montagem, o texto foi tão forte que os atores praticamente incomporaram os personagens, enquanto as memórias, emoções e personalidades dos artistas e de seus papéis se mesclavam.


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Revista da Semana | 25 de fevereiro de 2021

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