
Tudo Sobre o Festival Olhar de Cinema 2026
A debutante edição 15 do Festival Internacional de Curitiba apresenta uma programação intensa com mais de 80 filmes, entre os dias 4 e 13 de junho, e abre com “Yellow Cake”, de Tiago Melo, que foi exibido no Festival de Roterdã deste ano
Por Francisco Carbone
Conquistando um espaço cada vez maior entre os festivais de cinema no Brasil, o Olhar de Cinema completa 15 anos em pleno crescimento. Esse ano, o festival acontece entre os dias 4 e 13 de junho, com uma programação intensa: são mais de 80 filmes de várias partes do mundo, em sessões espalhadas em 4 salas e na Ópera de Arame, onde acontece a Noite de Abertura e a festa posteriormente. Esse ano, o filme “Yellow Cake“ foi o convocado para essa sessão de gala. O filme de Tiago Melo estava na competição do Festival de Roterdã deste ano e faz sua primeira exibição dentro de um evento brasileiro.
Durante esses 10 dias, o melhor do cinema brasileiro e mundial irá encontrar por lá, como o turco “Salvação”, filme que irá encerrar o festival no próximo dia 12 e venceu o Urso de Prata de Berlim esse ano. Entre essas duas sessões, o festival programou inúmeras salas, debates e imersões dentro do universo cheio de nuances dos quatro cantos do mundo. Vieram filmes exibidos com destaque nos festival de Berlim, Sundance, Visions du Reel, entre outros, e um grupo de filmes brasileiros inéditos nas competições de mostras essenciais dentro do festival, como a Novos Olhares e a Olhares Clássicos.
Entre os filmes da competição brasileira, temos novos longas de João Dumans (de “Arábia“), Pedro Diógenes (de “Inferninho“) e Marcus Curvelo (de “Garotos Ingleses”). Além disso, a estreia nacional de um filme exibido no Festival de Berlim (“Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”) mostra que não apenas a produção nacional continua de grande interesse, como um festival como o Olhar de Cinema ainda consegue entrar na briga por títulos esperados. Além disso, a pré-estreia paranaense de “Anistia 79“, o grande vencedor de Tiradentes esse ano, promete emocionar novas plateias.
Entre os curtas-metragistas, nada é maior que o retorno de Affonso Uchoa. O diretor é um dos grandes do nosso tempo, e está longe das estreias desde “Sete Anos em Maio“, que conseguiu a rara proeza de ser um média-metragem a estrear no circuito exibidor. Seu novo filme, “Disciplina”, é um dos mais esperados do evento. A turma da Surto & Deslumbramento também está de volta com “Cerimônia”, e Everlane Moraes, de “Pattaki”, entrega uma nova obra em “O Segredo Sagrado”.
Entre os filmes que estão na mostra paralela Novos Olhares, dois provocam muita curiosidade – o novo de Gustavo Vinagre (de “Nova Dubai”), que ao lado de Vinicius Couto dirigiu “A Paixão Segundo G.H.B.”, e o novo de Dea Ferraz (de “Mateus”), o esperado “Segunda Pele”.
São autores que admiramos e cuja filmografia é consistente na excelência, e por isso um mesmo festival conseguir unir todos esses nomes, que fazem um cinema que não está tão facilmente no mercado, é um privilégio. Essa é uma característica do próprio Olhar de Cinema, que garimpa filmes do mundo todo em pré-estreias para o Brasil em uma proposta de descobrir o que de mais desafiador aconteceu nas telonas nos últimos meses. “O Olhar promove diferentes olhares sobre determinado segmento, pauta, idade, direção ou estilo de produção”, afirma Antônio Gonçalves Jr, diretor geral do festival.
Após 15 de manutenção dessa excelência, o Olhar de Cinema está provado no calendário das grandes mostras de cinema nacionais e internacionais do país, e após o amadurecimento que aconteceu nos últimos 3 anos, não precisa mais provar nada. Por isso que o Vertentes do Cinema estará lá para conferir tudo que foi organizado por Gonçalves, Gabriel Borges (seu codiretor artístico) e a equipe de curadoria.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO OLHAR DE CINEMA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURITIBA 2026
COMPETITIVA BRASILEIRA | LONGAS
A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans
Adulto/Homem, de Pedro Diogenes
Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques
Maxita, de Mariana Machado e Ana Maria Machado
Olhe para Mim, de Rafhael Barbosa
Quase Inverno, de Rodrigo Grota
Reparação, de Marcus Curvelo
Telúrica, a íntima utopia, de Mariana Lacerda
COMPETITIVA BRASILEIRA | CURTAS
Cerimônia, de Fabio Ramalho, André Antonio e Chico Lacerda
Disciplina, de Affonso Uchoa
Duwid Tuminkiz: Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana
Marimbã está acontecendo, de Maryn Marynho
O Segredo Sagrado, de Everlane Moraes
Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan
Pirexia, de Nico da Costa
Um Filme para Lembrar da Utopia, de Reinaldo Cardenuto

COMPETITIVA INTERNACIONAL | LONGAS
A Noite Já Está Partindo (La noche está marchándose ya), de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas (Argentina)
Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani (Itália/Marrocos/EUA)
Cartas a Meus Pais Mortos (Cartas a Mis Padres Muertos), de Ignacio Aguero (Chile)
Não Me Deixe Morrer (Nu mă lăsa să mor), de Andrei Epure (Romênia/Bulgária/França)
O Profeta, de Ique Langa (Moçambique/África do Sul)
Se Pombos Virasse Ouro (If Pigeons Turned to Gold), de Pepa Lubojacki (República Tcheca/Eslováquia)
Um Calendário Incompleto (An Incomplete Calendar), de Sanaz Sohrabi (Canadá/Irã/Turquia/Vanuatu/Venezuela)
COMPETITIVA INTERNACIONAL | CURTAS
Cada Época Sonha com a Próxima (Every Epoch Dreams the Next), de Johannes Gierlinger (Áustria/Albânia)
Desencaixar (Detach), de Danielle Kaganov (França)
Dragão (Dragón), de Yashira Jordán (Bolívia/México)
Má Sorte (Bad Luck), de Jan Eilhardt (Alemanha)
Nan Ginen, de Feguenson Hermogène (Cuba)
O Inimigo (Il nemico), de Andrej Chinappi (Itália)
Outra Terra (Another Earth), de Ben Russell (França)
Sussuros de um Perfume Ardente (Whispers of a Burning Scent), de Mo Harawe (Somália/Áustria/Alemanha)
NOVOS OLHARES
A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Vinicius Couto (Brasil)
Como Todo Mortal, de Maria Molina Peiro (Países Baixos/Espanha)
Gato na Cabeça (Es domāju par kaķi), de Laila Pakalnina (Letônia)
Joy Boy: Um Tributo a Julius Eastman (Joy Boy: a tribute to Julius Eastman), de Walking Backwards Collective (Bélgica/República Democrática do Congo/França)
O Mez da Gripe, de William Biagioli (Brasil)
Passado Futuro Contínuo (Past Future Continuous), de Firouzeh Khosrovani e Morteza Ahmadvand (Irã/Noruega/Itália)
Segunda Pele, de Dea Ferraz (Brasil)
PEQUENOS OLHARES | LONGA
Papaya, de Priscilla Kellen (Brasil)
PEQUENOS OLHARES | CURTAS
A Menina que Queria ser Pedra, de Jackson Abacatu (Brasil)
Aterro Zeitgeist, de Kapel Furman (Brasil)
Canção de Peixes e Pássaros (Balada de peces y pájaros), de Anny Uribe e Juan José Arévalo (Espanha)
Ecos do Amanhã, de Antônio Eder (Brasil)
Kika Não Foi Convidada, de Juraci Júnior (Brasil)
Nosso Tempero, de Alunos e alunas da Escola Municipal João Victor (Lagoa Nova/RN) e Equipe Animazul (Vitória/ES) (Brasil)
O Jardim Mágico, de Carlon Hardt e Naira Carneiro (Brasil)
Theo, de Monica Palazzo e Jo Galvv (Brasil)
MIRADA PARANAENSE SANEPAR | LONGA
A Holandesinha, de João Gabriel Kowalski e Luisa Godoi
MIRADA PARANAENSE SANEPAR | CURTAS
Enluarada, de Pedro Nascimento
Estrelas Terrestres, de Rafael Neri M. Ferreira
Imunidade, de Milla Jung e Candida Monte
Las Vegas, Cuba, de Felipe Eugênio Lovo
O Caçador, de Lucas Mancini
Reza para Baobabs: Um Ebó de Palavras para Ayami e Zola, de Bea Gerolin
Tornar-se Ciborgue no Interior, de Louisa Savignon
Yvyra’ijá há Jate’í Reheguá: Os Quatro Guerreiros e o Jatei, de Coletivo Ava Guarani de Cinema

EXIBIÇÕES ESPECIAIS
Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil)
Barbara para Sempre (Barbara Forever), de Brydie O’Connor (EUA)
Flora & Airto: O Som Revolucionário, de Jom Tob Azulay (Brasil)
Futuro Futuro, de Davi Pretto (Brasil)
Histórias de um Bom Vale (Histoires de la bonne vallée), de José Luis Guerin (Espanha/França)
Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape, de Sérgio Santos Barroso (Brasil)
OLHARES CLÁSSICOS CINE PASSEIO
Aqui e em Qualquer Lugar (Ici et ailleurs), de Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville (1976) (França)
As Aventuras do Príncipe Achmed (Die Abenteuer des Prinzen Achmed), de Lotte Reiniger (1926) (Alemanha)
As Harmonias de Werckmeister (Werckmeister harmóniák), de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky (2000) (Hungria)
Beirute Fantasma (Ashbah Beyrouth), de Ghassan Salhab (1998) (Líbano/França)
Corações Desertos (Desert Hearts), de Donna Deitch (1986) (EUA)
Eles Não Existem (Lays lahum wujud), de Mustafa Abu Ali (1974) (Palestina)
High School, de Frederick Wiseman (1968) (EUA)
Hollywood Studios, de Arthur Rogge (1930) (Brasil)
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch (1986) (EUA)
Vento Norte, de Salomão Scliar (1951) (Brasil)
FILME DE ABERTURA
Yellow Cake, de Tiago Melo (Brasil)
FILME DE ENCERRAMENTO
Salvação (Kurtulos), de Emin Alper (Turquia/França/Países Baixos/Grécia/Suécia)




