O Amor dentro da camera

Revista da Semana | 11 de março de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Mais uma semana. Chega uma hora que precisamos aceitar que a velocidade de 2021 está no nível cinco. O mundo do Funk entenderá a referência. Não há mais como acompanhar todas as novidades em tempo real que pululam enlouquecidas do universo do audiovisual. Este “novo normal” online é uma ilusão, porque falseia o descanso com mais trabalho. Os dados oficiais comprovam que a taxa de depressão dos brasileiros está em ritmo crescente. Sim, pandemia, confinamento e uma frenética necessidade-obrigatória que deixa os a “dança do passinho” fácil demais. A semana dividiu-se entre Festival de Berlim, Critics Choice Awards, preparação para o Curta Cinema 30 anos e para a Mostra de Cinema de Gostoso, tudo, “gostosas” experiências (inevitável não fazer esse trocadilho à moda do mestre Carlos Alberto Mattos nesta arte).

Descobriu-se também que a Lei de Murphy está “com força total”. Uma simples ação sem internet durante dois dias causa uma reação “bomba”, quase destruidora em poucos dias em uma semana. Ao analisar, nós percebemos o quanto dependentes estamos de conexões virtuais. Aqui, por exemplo, tudo se interliga à rede. Desde televisão às lâmpadas. Como “sobreviveríamos” se uma “fatalidade” acabasse com a internet do mundo? Por favor, envie comentários nesta postagem.

Ainda que o audiovisual perca espaço para o “famoso” Big Brother Brasil, o assunto trending é Luiz Inácio Lula da Silva e sua aguardada liberdade. Seu discurso na coletiva de imprensa conseguiu transcender o aspecto político e pessoal ao explicar o que acontece no momento do Brasil (“A melhor coisa de ser mais velho é ter mais história”). No Jornal de Brasília, em 05 de dezembro de 2020, Lula indicou o filme “Os 7 de Chicago”, da Netflix, e disse “Fala sobre um processo onde os procuradores sabiam que os réus eram inocentes, mas seguiram com o caso por questões políticas”.

Por tudo isso, a Revista Semanal do Vertentes do Cinema busca conduzir um caminho. Um guia para não deixar de conferir o  imperdível e esquecer o irrelevante. Curta-metragem, cobertura de festivais, dicas-lançamentos de streaming e muito mais. E finalmente, após hoje ser contabilizado 2300 mortes por dia, os cinemas fecharam. E um confinamento mais rígido está vindo por aí.

CURTA DA SEMANA

SESSÃO CINEMA BRASILEIRO

RUA SÃO BENTO, 405

ASSISTA AQUI (1976, Brasil, 21 minutos, de Ugo Giorgetti). O filme conta a história do primeiro arranha-céu de São Paulo, o prédio Martinelli, e registra depoimentos de seus últimos moradores, que tiveram que se mudar após a interdição do prédio pela Prefeitura do Município de São Paulo. Mostra a variedade de tipos humanos e de estabelecimentos comerciais que existiam dentro do tradicional edifício.

Curta Cinema 30 anos

PRÓXIMOS CURTAS

MOSTRA 30 VERTENTES DO CINEMA ATRAVÉS DO CURTA CINEMA

Será realizada aqui no site de 18 a 23 de março. Uma sessão por dia durante 24 horas. Serão 30 filmes em 6 sessões. Aguarde nosso Tudo Sobre!


EM CASA

Notturno

NOTTURNO

(2020, Itália, 100 minutos, de Gianfranco Rosi, CRÍTICA AQUI). Filmado ao longo de três anos entre a Síria, Iraque, Curdistão e Líbano, o documentário segue diferentes personagens em áreas próximas a zonas de guerra no Oriente Médio, em sua rotina de sobrevivência  e luto do passado. “Notturno” circunscreve as fronteiras, imaginárias ou não, do “Estado Islâmico”, e recupera um terreno simbólico onde convivem culturas milenares e passado recente colonial, ameaçados por um presente que se afigura devastador. Disponível na plataforma digital MUBI. 

A Luz de Mario Carneiro

A LUZ DE MÁRIO CARNEIRO

(2020, Brasil, 73 minutos, de Betse de Paula, CRÍTICA AQUI). O documentário faz um mergulho na história do cinema brasileiro a partir de um de seus maiores diretores de fotografia, Mario Carneiro. Importante fotógrafo e artista plástico, Mario foi um dos principais personagens do Cinema Novo, e deixou um vasto e importante material de arquivo inédito sobre sua trajetória, como entrevistas e pequenas experiências em 16mm, além de pinturas, gravuras e desenhos. O filme estreou dia 10/03, às 22:00 no Canal Curta!, com reprises 11/3 às 02:00 e 16:00; 12/3 às 10:00; 13/3 às 15h35; 14/3 às 21h35.

Pele

PELÉ

(2021, Reino Unido, 108 minutos, de David Tryhorn e Ben Nicholas, CRÍTICA AQUI). O documentário retrata a história do Rei do Futebol e sua jornada, desde o início de sua carreira, até o histórico título da Copa do Mundo de 1970. Através de entrevistas e imagens exclusivas, somos apresentados de uma maneira intimista ao maior jogador de futebol de todos os tempos. O longa inclui cenas raras com declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro. Disponível na plataforma digital Netflix.

América Armada

AMÉRICA ARMADA

(2020, Brasil, 87 minutos, de Pedro Asbeg e Alice Lanari, CRÍTICA AQUI). Brasil, Colômbia e México. O longa ‘América Armada’ traça realidades de três vítimas diretas da violência proveniente da “guerra às drogas” em três países irmão. Eles unem forças para resistir, alertar e conscientizar suas comunidades da calamitosa situação da segurança pública em seus respectivos países. O longa é de uma importância ímpar para um cenário onde vemos grandes pilares históricos da pátria grande sendo (des)legitimados por uma força reacionária, financiada por capital estrangeiro, que busca manter os grilhões nas lutas de classes latinas. Disponível nas plataformas digitais NOW, Vivo Play, Oi Play. e posteriormente será exibido na Globo News em 25 abril. 

PARA ONDE VOAM AS FEITICEIRAS

(2020, Brasil, 89 minutos, de Eliane CafféCarla Caffé e Beto AmaralCRÍTICA AQUI). Para Onde Voam as Feiticeiras acompanha um grupo de performers LGBTQIA+ em intervenções artísticas no centro de São Paulo. Suas ações são disparadoras de debates sobre desigualdades sociais, preconceitos e vidas marginalizadas, permeados pelas lutas dos movimentos negro, indígena, de ocupações urbanas. Com uma forma híbrida em contínua construção, o filme aposta menos na busca por respostas e mais no diálogo coletivo enquanto método e finalidade. Ele extravasa a circunscrição de bandeiras identitárias, permitindo-se contaminar pela centelha incontrolável de vida que vem do gesto de lançar-se às ruas. Disponível na plataforma SESC DIGITAL CINEMA EM CASA, dentro do Festival de Direitos Humanos, até 17 de março.

Made You Look: A True Story About Fake Art

FAKE ART: UMA HISTÓRIA REAL

(Made You Look: A True Story About Fake, 2020, Estados Unidos, de Barry Avrich, CRÍTICA AQUI). Um documentário sobre arte e crime, enfocando a maior fraude do mercado de arte da história, e ambientado no milionário mundo da arte, charmoso e fantasioso, que caracteriza Nova York. O mérito de “Fake Art: Uma História Real”  é desnudar, impiedosamente, os agentes do mercado que tiveram alguma participação nesse colossal engodo – peritos, compradores, socialites, respeitáveis críticos e populares arroz-de-festa de vernissage. Disponível na plataforma digital Netflix.

Nona. Si me mojan, yo los quemo

NONA: SE ME MOLHAM, EU OS QUEIMO

(Nona. Si me mojan, yo los quemo, 2019, 86 minutos, de Camila José DonosoCRÍTICA AQUI). Nona, uma atípica dona de casa, vive autoexilada em Pichilemu, um povoado costeiro, cercado por uma floresta misteriosa onde incêndios estranhos são atribuídos ao Diabo. Quando o vento e o Pacífico parecem demonizados, ela e seus vizinhos testemunham um grande incêndio que começa a destruir milhões de hectares de floresta no sul chileno. Disponível na plataforma digital Cinema Virtual.

La cordillera de los sueños

A CORDILHEIRA DOS SONHOS

(La Cordillera de los Sueños, 2019, Chile, 85 minutos, de Patricio Guzmán, CRÍTICA AQUI). O diretor chileno Patricio Guzmán encerra a trilogia sobre memória e ditadura, que se iniciou há dez anos com “A Nostalgia da Luz” e “O Botão de Pérola”, com foco na Cordilheira dos Andes para encontrar o “dentro”. “A Cordilheira dos Sonhos” é o terceiro filme da trilogia (que transformou a perspectiva de seu realizador), iniciada dez anos antes com “A Nostalgia da Luz” (o Norte) e “O Botão de Pérola” (o Sul). Disponível na plataforma SESC DIGITAL CINEMA EM CASA até 14 de março.

Aqueles Que Ficaram

AQUELES QUE FICARAM

(Akik maradtak, 2019, Hungria, de Barnabás Tóth, CRÍTICA AQUI). Sobrevivente dos campos de concentração, Aldo, 42 anos, leva uma rotina solitária como médico em Budapeste. Klara, 16 anos, vive com a tia-avó, agarrada à esperança de que seus pais ainda voltarão. Ela conhece Aldo e os dois encontram, um no outro, o que estava faltando em suas vidas. Ficam cada vez mais próximos, a alegria volta ao dia a dia dos dois. Quando forças soviéticas assumem o poder na Hungria, a relação pura e amorosa de pai e filha passa a ser incompreendida e arranca olhares de reprovação. Disponível na plataforma digital Supo Mungam Plus. 


BALANÇO E VENCEDORES DO FESTIVAL DE BERLIM 2021

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Revista da Semana | 11 de março de 2021

TUDO SOBRE A MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO 2021

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A MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO 2021 POR SEUS CURADORES: UMA CONVERSA VIRTUAL

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NOSSA COBERTURA DA MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO 2021 JÁ COMEÇOU

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Mostra de Cinema de Gostoso 2021


OS VENCEDORES DO CRITICS CHOICE AWARDS 2021

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COBERTURA DO FESTIVAL PANORAMA COISA DE CINEMA 2021

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Panorama Coisa de Cinema 2021


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Revista da Semana | 11 de março de 2021

CINECLUBE RECINE #29

Cineclube Recine 29


OCUPAÇÃO COUTINHO EM FOTOS E AO SOM DE PERFÍDIA


ACOMPANHE O FESTIVAL CINE ESQUEMA NOVO 2021

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Cine Esquema Novo 2021

Revista da Semana | 11 de março de 2021

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