Tudo Sobre o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2020

Candangos em competição exibidos totalmente online e gratuitos de 15 a 20 de dezembro

Por Fabricio Duque

Em 1965, por iniciativa do professor da Universidade de Brasília, Paulo Emílio Sales Gomes, surgia a 1ª Semana do Cinema Brasileiro, premiando “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de Roberto Santos, como Melhor Filme. O nome Festival de Brasília, transformado na terceira edição, chega em 2020 aos 53 anos, quase ininterrupto, com exceção de 1972, 1973 e 1974, corroborando sua característica essencial, a de ser um festival de cinema politizado que, com ímpeto passional e visceral, pensasse, discutisse, aplaudisse e vaiasse o cinema acima de tudo.

Em 2020, Silvio Tendler (um “militante da arte, da cultura e da vida”) volta à curadoria do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acontece totalmente online e gratuito, de 15 a 20 de dezembro, como artista e gestor (sendo o terceiro curador em três anos), escolhido pelo Secretário de Cultura e Economia Criativa  do DF, Bartolomeu Rodrigues, que bateu o martelo e disse: “A realização agora representa uma reação em favor da vida e também uma celebração à democracia”.

Há três semanas, nosso site conversou, precisamente dia 18 de novembro, com Silvio Tendler, que não só informou novidades da curadoria do festival, como nos brindou com bastidores espirituosos. Falou-se de tudo. Especialmente de Glauber Rocha. “Em “A Idade da Terra”, Glauber Rocha criava a estética revolucionária, quebrando a linearidade do cinema”, disse.

Em 1996 (o “festival da Retomada”), Silvio foi curador do Festival de Brasília quando era Secretário da Cultura e Esporte. “Tudo é cinema. Imagens, sons, sonhos, arquivos, delírios estão nos meus filmes. O cinema não oferece um formulário padrão. Cada filme é uma realidade em si. Cada filme eu trago uma linguagem. Cada imagem que recebo, imagino um filme”, complementa.

O Vertentes do Cinema avisou que o provocaria. E Silvio aceitou com uma “anarquia fofa”. O Festival de Brasília é o mais politizado, mais ousado, mais vanguardista, mais antigo dedicado ao cinema nacional, de mais prestígio, que “ajudou na criação da identidade cinematográfica brasileira” (segundo palavras de Wladimir Carvalho”), e em 2007, o Festival recebeu o registro de Patrimônio Imaterial pelo Governo do Distrito Federal. Ainda assim, o curador em foco aqui não sentiu o peso da responsabilidade, porque se baseou em Josué de Castro “Eu posso e vou fazer. Um festival online, plural, abrangente e abarcativo. Fazendo esse festival para ninguém colocar defeito”. Foram quase 700 inscrições (133 longas pré-selecionados das 698 obras totais). Treze jurados da comissão de seleção, sob a orientação do curador e diretor artístico do festival, o cineasta Silvio Tendler, escolheram os trinta filmes. Os filmes selecionados já receberam uma quantia do dinheiro e Troféu Candango. Todos terão o mesmo valor e o mesmo reconhecimento”, explica.

A cobertura do Vertentes do Cinema já começou e será diária. Acompanhe aqui!

Os filmes do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro serão exibidos no Canal Brasil e no streaming Canais Globo. A comissão de seleção de “qualidade” de longas-metragens escalou o cineasta André Luiz Oliveira (Presidente); o cineasta Luiz Carlos Lacerda (o Bigode); a cineasta e fundadora do Grupo Inffinito Adriana Dutra; a professora da UnB Tânia Montoro; a atriz pernambucana e trans Anne Celestino Mota (de “Alice Junior”). Serão seis filmes (sendo cinco documentários).

A comissão de seleção de “qualidade” de curtas-metragens, que precisará escolher 12 filmes das 463 produções inscritas, conta com o cineasta Clementino Junior (Presidente), Edileuza Penha de Souza (Professora, documentarista e pesquisadora capixaba), o diretor de fotografia André Carvalheira, Cíntia Domit Bittar (sócia-fundadora da Novelo Filmes) e a cineasta Nara Normande (de “Guaxuma”). Já a Mostra Brasília, entre 79 curtas e 23 longas, convidou, a diretora de cinema e teatro Glória Teixeira (presidente), a realizadora audiovisual Carina Bini, a atriz Maria Gal, o time escolherá quatro longas e oito curtas.

“O filme é exibido no Canal Brasil e no dia seguinte, debatido via online. Vai abrir com uma homenagem (e debate) a Cinemateca Brasileira. Mesa sobre acervos “O Brasil da Memória”, sobre Direitos Autorais no cinema Documentário, sobre Cinema e Humanismo, sobre Cinema das Mulheres atrás das câmeras, sobre LGBTQiA+, sobre Cinema Negro, oficinas sobre jovens da periferia a pensar cinema e sobre música para cinema. O festival continua mantendo o mesmo espírito de defesa da cultura brasileira, acompanhando a transformação da sociedade. O tempo é determinado pelo necessidade. Carinho, respeito e determinação”, conclui Silvio Tendler.

“É função do artista violentar”, uma das frases de Glauber Rocha no filme “Labirinto do Brasil”, de Silvio Tendler.


Tudo Sobre o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2020

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSTRA OFICIAL LONGA-METRAGEM

Entre nós talvez estejam multidões

15/12 – TERÇA-FEIRA – 23H – CANAL BRASIL

ESPERO QUE ESTA TE ENCONTRA E QUE ESTEJA BEM

(de Natara Ney, documentário, PE/RJ/MS, 83 minutos. Um lote de 110 cartas de amor trocadas por dois amantes nos anos 1950, descobertos em Mato Grosso do Sul, é o ponto de partida para este filme.

16/12 – QUARTA-FEIRA – 23H – CANAL BRASIL

LONGE DO PARAÍSO

(de Orlando Senna, ficção, BA, 106 minutos). História do pistoleiro Kim (Ícaro Bittencourt), que, jurado de morte após cometer grave erro na organização em que trabalha, tem a chance de se redimir diante de missão quase impossível.

17/12 – QUINTA-FEIRA – 23H – CANAL BRASIL

A LUZ DE MARIO CARNEIRO

(de Betse de Paula, documentário, RJ, 73 minutos). Um dos nomes mais respeitados do cinema nacional, sempre lembrado por seus trabalhos como diretor de fotografia em clássicos do Cinema Novo, Mario Carneiro é homenageado neste filme. Filme cedido pelo Canal Curta!

18/12 – SEXTA-FEIRA – 23H – CANAL BRASIL

POR ONDE ANDA MAKUNAÍMA?

(de Rodrigo Séllos, documentário, RO, 84 minutos). Resgate histórico e cultural do célebre personagem imortalizado por Mário de Andrade na literatura modernista. Filme cedido pelo Canal Curta!

19/12 – SÁBADO – 23H – CANAL BRASIL

ENTRE NÓS TALVEZ ESTEJAM MULTIDÕES

(de Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, documentário, MG/PE, 92 minutos). Autores propõem uma jornada experimental na Comunidade Eliana Silva – assentamento urbano de Belo Horizonte (MG) – a partir da perspectiva dos moradores ao longo da campanha presidencial de 2018.

20/12 – DOMINGO – 23H – CANAL BRASIL

IVAN, O TERRÍVEL

(de Mario Abbade, documentário, RJ, 103minutos). A trajetória e obra de Ivan Cardoso, o inventor do subgênero brasileiro “terrir”, famoso pela mistura irreverente de comédia com traços de chanchada, terror e suspense.


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PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSTRA OFICIAL CURTA-METRAGEM

Inabitável

16/12 A 20/12 – PLATAFORMA DIGITAL CANAIS GLOBO

A MORTE BRANCA DO FEITICEIRO NEGRO
(Rodrigo Ribeiro, Documentário, SC, 11mim)

A TRADICIONAL FAMÍLIA BRASILEIRA KATU
(Rodrigo Sena, Documentário, RN, 25mim)

DISTOPIA
(Lilih Curi, Ficção, BA, 10m38s)

GUARDIÃO DOS CAMINHOS
(Milena Manfredini, Experimental, RJ, 3 mim)

INABITÁVEL
(Matheus Faria e Enock Carvalho, Ficção, PE, 19m57s)

INABITÁVEIS
(Anderson Bardot, Ficção, ES, 25m)

NOITE DE SERESTA
(Muniz Filho, Sávio Fernandes, Documentário, CE, 19m)

OURO PARA O BEM DO BRASIL
(Gregory Baltz, RJ, Documentário, 17m24s)

PAUSA PARA O CAFÉ
(Tamiris Tertuliano, Ficção, PR, 5mim)

REPÚBLICA
(Grace Passô, Ficção, SP, 15m30s)

QUANTO PESA
(Breno Nina, Ficção, MA, 23min)

VITÓRIA
(Ricardo Alves Jr. Ficção, MG, 14m)


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PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSTRA BRASÍLIA

Candango

17/12 A 20/12 – PLATAFORMA DIGITAL CANAIS GLOBO

LONGAS-METRAGENS

O MERGULHO NA PISCINA VAZIA
(Edson Fogaça, Documentário, 83min)

CADÊ EDSON?
(Dácia Ibiapina, Documentário, 72 min)

CANDANGO: MEMÓRIAS DO FESTIVAL
(Lino Meireles, Documentário, 119 min)

UTOPIA DISTOPIA
(Jorge Bodanzky, Documentário, 74 minutos)

CURTAS-METRAGENS

ALGORITMO
(Thiago Foresti, Ficção, 20min)

QUESTÃO DE BOM SENSO
(Péterson Paim, Documentário, 29m53s)

DO OUTRO LADO
(David Murad, Ficção, 15m36s)

ROSAS DO ASFALTO
(Daiane Cortes, Documentário, 19m57s)

ERIC
(Letícia Castanheira, Documentário, 13m50s)

BRASÍLIA 60 + 60: DO SONHO AO FUTURO
(Raquel Piantino, Animação, 13mim)

DELFINI BRASÍLIA, OLHAR OPERÁRIO
(Maria do Socorro Madeira, Documentário, 22m58s)

CURUMINS
(Pablo Ravi, Documentário, 17m14s)


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MOSTRA PARALELA ONLINE

A Mulher da Luz Propria

Silvio Tendler, querendo levar inovação e reinvenção ao  Festival de Brasília, convidou o cineasta e produtor carioca Cavi Borges para integrar a equipe de curadores com a Mostra Paralela Online que exibirá 34 filmes disponíveis gratuitamente pelo site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), de 15 a 20 de dezembro.

“O Festival de Brasília está selecionando apenas seis longas. A Mostra Paralela dará oportunidade de expandir a programação virtual e o acesso, visto que os filmes serão vistos por um maior número de pessoas direto de suas casas. São filmes importantes e filmes censurados que passaram nas edições anteriores do festival, filmes que se relacionam com as mesas de debates da edição de 2020, filmes que se encaixam no perfil de cinema de invenção de ontem e hoje e filmes descobertos pela nova geração. E tudo online, que veio para ficar. É um orgulho estar apresentando esta primeira mostra online do Festival de Brasília.”, disse Cavi Borges.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – ASSISTA AQUI

15/12 A 20/12 – Site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal

A LENDA DO UBIRAJARA (1975, de André Luiz Oliveira)

A MULHER DA LUZ PRÓPRIA (2019, de Sinai Sganzerla)

A NOITE DO ESPANTALHO (1974, de Sérgio Ricardo)

A POETIZA – WORK IN PROGRESS (2020, de Noilton Nunes)

BEBEL GAROTA PROPAGANDA (1968, de Maurice Capovilla)

BELAIR (2013, de Noa Bressane e Bruno Safadi)

BENJAMIN ZAMBRAIA E O AUTOPANÓPTICO (2020, Inédito, de Felipe Caltaldo)

CINEMAÇÃO CURTAMETRALHA (1978, de Sérgio Peo)

DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ (2019, de Marcela Bertoletti)

EXCELENTÍSSIMOS (2018, de Douglas Duarte)

HARMADA (2003, de Maurice Capovilla)

HOMENS INVISÍVEIS (2019, de Luiz carlos de Alencar)

HORROR PALACE HOTEL (1978, de Jairo Ferreira)

IMAGENS (1973, de Luiz Rosemberg Filho)

IMPÁVIDO COLOSSO (2018, de Fábio Rogério e Marcelo Ikeda)

IN MEMORIAM – O ROTEIRO DO GRAVADOR (2019, de Sylvio Lanna)

JARDIM DAS ESPUMAS (1970, de Luiz Rosemberg Filho)

JOGO DA VIDA (1977, de Maurice Capovilla)

JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA – POR UM MUNDO MAIS HUMANO (de Noilton Nunes)

MALANDRO, TERMO CIVILIZADO (filmado em 1982 e finalizado em 2018, de Sylvio Lanna)

METEORANGO KID – O HERÓI INTERGALÁTICO (1969, de André Luiz Oliveira)

MINA DE FÉ (2004, de Luciana Bezerra)

NEM TUDO É VERDADE (1986, de Rogério Sganzerla)

O BANDIDO DA LUZ VERMELHO (1968, de Rogério Sganzerla)

O MÁGICO E O DELEGADO (1983, de Fernando Coni Campos)

O MENINO DA CALÇA BRANCA (1961, de Sérgio Ricardo)

O PAÍS DO SÃO SARUÊ (1979, de Vladimir Carvalho)

O PROFETA DA FOME (1970, de Maurice Capoville)

O SIGNO DO CAOS (2005, de Rogério Sganzerla)

SOFÁ (2019, de Bruno Safadi)

O ÜLTIMO DIA DE LAMPIÃO (1975, de Maurice Capovilla)

ROCINHA BRASIL 77 (1977, de Sérgio Peo)

SAGRADA FAMÍLIA (1970, de Sylvio Lanna)

TUDO É BRASIL (1997, de Rogério Sganzerla)


Tudo Sobre o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2020

PROGRAMAÇÃO ATIVIDADES PARALELAS

15/12 – 14h às 17h   

Oficina TRILHA SONORA NO AUDIOVISUAL

Com DAVID TYGEL

Sinopse: Davi Tygel é um dos mais importantes compositores de trilha para os filmes brasileiros. Fundamental pela qualidade e quantidade do seu trabalho premiado nos principais festivais de cinema do Brasil.

Inscrição: [email protected]

15/12 – 14h30 às 16h

AS PROTAGONISTAS DE 2020! – OS DESTAQUES FEMININOS DE 2020  

Sinopse: As mulheres que fizeram o cinema acontecer em 2020! Livros, filmes e políticas do audiovisual que fizeram a diferença.

Mediação: Cibele Amaral

Convidadas: Viviane Ferreira, Minom Pinho, Luiza Lusvarghi, Letícia Godinho e Débora Ivanov.

Acesse a sala do Zoom

15/12 – 15h às 17h   

BRASÍLIA 60 ANOS – FILMES E PERSONALIDADES QUE MARCARAM O FESTIVAL DE BRASÍLIA

Sinopse: Histórias, memórias, lembranças dos que viveram e fizeram história nas 53 edições do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Mediação: Denise Costa Lopes

Convidados: Rosemberg Cariry, Julio Bressane, Neville D´Almeida, Helena Ignez, André Luiz Oliveira, Walter Carvalho, Luiz Carlos Barreto, Jordana Berg.

Acesse o canal de Youtube da Secec

15/12 – 18h às 20h   

CINEMATECA BRASILEIRA – MEMÓRIA E IDENTIDADE    

Sinopse: Homenagem do 53. FBCB à Cinemateca Brasileira que passa difíceis momentos, importantes depoimentos marcarão esse encontro.

Mediação: Roberto Gervitz.

Convidados: Cacá Diegues, Vladimir Carvalho, Eduardo Escorel, Silvio Tendler, Ana Maria Magalhães e Aurélio Michiles.

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16/12 – 10h às 10h40

DEBATE LONGA – ESPERO QUE ESTA TE ENCONTRE E QUE ESTEJAS BEM

Mediação: Luciana Costa

Acesse o canal de Youtube da Secec

16/12 – 11h às 13h   

ENCONTRO COM O DIRETOR KEN LOACH: O CINEMA COMO FERRAMENTA POLÍTICA 

Sinopse: O grande mestre de cinema, o inglês Ken Loach comparecerá virtualmente no 53° FBCB para uma conversa com seus colegas brasileiros.

Mediação: Flávia Guerra

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16/1214h às 17h   

TRILHA SONORA NO AUDIOVISUAL (OFICINA)

Com DAVID TYGEL

16/12 – 15h às 17h   

40 ANOS DA PRODUÇÃO PELA RAIZ DE “O HOMEM QUE VIROU SUCO” / 15 ANOS DA RESTAURAÇÃO DO FILME PELO CPCB

Sinopse: O Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro é o protagonista dessa homenagem ao filme “O Homem que Virou Suco”.

Mediação: Myrna Brandão (pesquisadora, jornalista, escritora – coordenação da restauração do filme)

Convidados: João Batista de Andrade; José Dumont; João Luiz Vieira (professor da UFF)

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16/12 – 15h às 17h 

MULHERES NO FRONT: DOCUMENTARISTAS BRASILEIRAS

Sinopse: Documentaristas discutirão o cinema político, cinema histórico sob a ótica feminina.

MEDIAÇÃO: BETH FORMAGINI

Convidadas: Carmem Luz, Camila Freitas e Lucia Murat

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16/12 – 16h às 18h

SENSO CRÍTICO E OLHAR SENSÍVEL NO DOCUMENTÁRIO (OFICINA)

Com DANIELA BROITMAN

Sinopse: Desenvolver senso crítico e um olhar sensível pode ser uma ferramenta fundamental para a construção de novas narrativas neste momento de pandemia, com tantas restrições. Como construir personagens e criar narrativas sem cair no lugar comum?

Com Daniela Broitman: roteirista, diretora e produtora dos premiados documentários “Marcelo Yuka no Caminho das Setas”, “Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos”, entre outros

Inscrição: [email protected]

16/12 – 17h às 18h30

CINEMA NEGRO

O cineasta Joel Zito Araújo mediará esse importante debate com Lázaro Ramos sobre o cinema negro brasileiro. Fazer, assistir e ser protagonista e espectador.

Mediação: Joel Zito Araújo.

Convidados: Lázaro Ramos, Renata Martins e Camila Moraes

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17/12 – 9h às 12h

NARRATIVA DE FICÇÃO (OFICINA)

Com HERMES LEAL

17/12 – 10h às 11h   

DEBATE LONGA – LONGE DO PARAÍSO

Mediação: Luiz Carlos Merten

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17/12 – 14h às 17h   

TRILHA SONORA NO AUDIOVISUAL (OFICINA)

Com DAVID TYGEL

17/12 16h às 18h

SENSO CRÍTICO E OLHAR SENSÍVEL NO DOCUMENTÁRIO   (OFICINA)

Com DANIELA BROITMAN

17/12 – 15h às 17h

BRASÍLIA 60 ANOS – FILMES E PERSONALIDADES QUE MARCARAM O FESTIVAL DE BRASÍLIA (SEGUNDA FASE/RETOMADA)

Sinopse: Histórias, memórias, lembranças dos que viveram e fizeram história nas cinquenta e três edições do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Mediação: Sérgio Moriconi.

Convidados especiais: Sérgio Fidalgo e Luís Turiba.

Convidados: Murilo Salles; Lírio Ferreira; Tata Amaral; Laís Bodanzky; Alessandra Negrini, Joel Pizzini, Edgard Navarro; Marcélia Cartaxo.

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17/1218h às 19h30

POLÍTICAS PÚBLICAS DE PRESERVAÇÃO AUDIOVISUAL: ASPECTOS NACIONAIS E REGIONAIS

Sinopse: Os convidados vão discutir entre a disparidade de arquivos espalhados pelo Brasil e a distribuição de recursos. Haverá uma homenagem à professora Miriam Paula Manini, da Faculdade de Ciências da Informação da UnB.

Mediação: Débora Butruce (presidente da ABPA)

Convidados: – José Quental (MAM), Marcus Mello (Cinemateca Capitólio), Mary Land Brito (coordenadora da Cinemateca Potiguar) e Rodrigo Torres (programador Cine Brasília).

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18/12 – 9h às 12h

NARRATIVA DE FICÇÃO (OFICINA)

Com HERMES LEAL

10h às 11h

DEBATE COMPETITIVA A LUZ DE MARIO CARNEIRO

MEDIAÇÃO: Anna Karina

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18/1211h às 12h

DEBATE CURTAS – TEMÁTICAS DE VIOLÊNCIAS E INSURGÊNCIAS LGBTQIA+:

Plataforma: ZOOM com transmissão pelo Canal do YouTube da SECEC

INABITÁVEL/ INABITÁVEIS/DISTOPIA

Mediação:  LECCO FRANÇA

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18/12 – 11h às 13h   

LIBERDADE DE CRIAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USOS LIVRES

Com a participação de advogados e desembargadores, discutirão o “fair use” no cinema documentário.

MEDIAÇÃO: DANIELA BROITMAN

Convidados: Desembargador Luís Gustavo Grandinetti; Dr. João Batista Damasceno; Dr. Allan Rocha de Souza; dr. Marcelo Goyanes; dra. Mariana Valente; dr. Rafael Neumayr

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18/12 – 14h às 16h30

JORNADA DE DIREITOS AUTORAIS DOS CRIADORES DO AUDIOVISUAL:

Encontro de cineastas da América Latina sobre o fazer e arrecadar direitos do cinema latino. Uma construção da entidade dos realizadores e roteiristas.

Mediação: Hamsa Woody, Dir. de Comunicação Social DBCA

Convidados: Sylvio Back, presidente DBCA; Ricardo Pinto e Silva, secretário geral DBCA –

Dr. Eduardo Ribeiro Augusto, Marcílio Moraes, presidente GEDAR; Horácio Maldonado, Secretário Geral da FESAAL – Federação das Sociedades de Autores Audiovisuais Latino-americanos; Mario Mitrotti, Presidente da ADAL- Aliança dos Diretores Audiovisuais Latino-americanos.

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18/12 – 14h às 17h   

TRILHA SONORA NO AUDIOVISUAL (OFICINA)

Plataforma     ZOOM

Com DAVID TYGEL

Inscrição: e-mail

18/12 – 14h às 16h30

NOVOS MODELOS (E NOVO MARCO JURÍDICO) PARA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE PROJETO CULTURAIS E AUDIOVISUAIS

Sinopse: Mesa que vai discutir a prestação de contas e modelos alternativos para a Ancine. (Este assunto tem repercutido entre o meio cinematográfico e audiovisual a partir da realização do evento online promovido pelo TCU – Tribunal de Contas da União, no último dia 05/11/2020, “Diálogo Público – Prestação de Contas de Projetos Culturais’.

Mediador: Ricardo Pinto e Silva

Convidados: André Sturm, pelo SIAESP; Leo Edde, Mauro Garcia, BRAVI; Mauricio Xavier, pela CONNE; Daniela Marinho, Bruno Wainer (Downtown Filmes), Dr. Rafael Neumayr, deputada Lídice da Mata e o deputado Federal Tadeu Alencar pela Frente Parlamentar Mista em Defesa do Cinema e do Audiovisual.

Acesse a sala do Zoom

18/12 – 16h às 18h

SENSO CRÍTICO E OLHAR SENSÍVEL NO DOCUMENTÁRIO   (OFICINA)

Com DANIELA BROITMAN

17h às 18h

DEBATE MOSTRA BSB LONGAS DORES E DELÍCIAS DA VIDA SOCIAL E CULTURAL EM BRASÍLIA:

Mergulho na Piscina Vazia/Candango: Memórias do Festival

Mediação: Carina Bini

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18/12 18h às 19h

DEBATE MOSTRA BSB CURTAS “INFÂNCIA E FUTURO NO DF:

Curumins/ Eric/ Do Outro Lado/ Algorítmo

Mediação: Luciana Martuccelli

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19/1210h às 11h   

DEBATE LONGA  POR ONDE ANDA MAKUNAÍMA?

Mediação: Ulisses Freitas

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19/1211h às 12h   

DIVERSIDADE DE TRATAMENTOS DOCUMENTAIS NOS CURTAS:

NOITE DE SERESTA/ OURO PARA O BEM DO BRASIL/ A TRADICIONAL FAMÍLIA KATU

Mediação: Edileuza Penha

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19/12 – 14h às 15h30

ESTRATÉGIAS DE IMPACTO DO CINEMA AMBIENTAL    

Sinopse: O cinema ambiental em sua diversidade de modalidades e sua importância para a sociedade.

Mediação: Sol Udry

Convidados: Clementino Júnior, Andre D Elia, Mônica Duarte Bulgari, Stella Penido, Brent Mollikan.

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19/1216h às 18h

CINEMA E HUMANISMO  

Sinopse: A Anistia Internacional criou o troféu COSME ALVES NETTO, que prestigiará no festival o filme que mais reflita a tendência do cinema humanista.

Mediação: Renato Barbieri

Convidados: Anne Mota, Joel Zito Araújo,Tânia Montoro, Adriana L. Dutra, Jurema Werneck (Anistia Internacional).

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19/12 – 17h às 18h

MOSTRA BSB LONGAS UNB E SEM-TERRA:  INTERVENÇÕES POLICIAIS EM DOIS TEMPOS:

Cadê Edson/ Utopia Distopia ”

Mediação: Glória Teixeira

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19/12 – 18h às 19h

DEBATE MOSTRA BSB CURTAS – BRASÍLIA ONTEM, HOJE E SEMPRE:

Délfini Brasília, Olhar Operário/ Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro/

Questão de Bom Senso/ Rosas do Asfalto

MEDIAÇÃO: RENATA DINIZ

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20/12 – 10h às 11h

DEBATE LONGA ENTRE NÓS TALVEZ ESTEJAM MULTIDÕES

Mediação: Ana Rodrigues (Presidente da ACCRJ)

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20/12 – 11h às 12h   

DEBATE CURTAS POTÊNCIA DAS MULHERES EM NOVOS CURTAS:

VITÓRIA/ QUANTO PESA/ PAUSA PARA O CAFÉ”

Mediação: NAYA LOPES

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20/12 – 13h às 14h

DEBATE CURTAS – “PERSPECTIVAS DE REPRESENTAÇÃO DO NEGRO NO CINEMA – UMA LEITURA CONTEMPORÂNEA:

GUARDIÃO DOS CAMINHOS/ A MORTE BRANCA DO FEITICEIRO NEGRO

REPÚBLICA

Mediação: CLEMENTINO JR

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20/12 – 15h às 17h

BRASÍLIA 60 ANOS – FILMES E PERSONALIDADES QUE MARCARAM O FESTIVAL DE BRASÍLIA (NOVA GERAÇÃ0)

Mediação: Ricardo Cota

Convidados: Paulo Caldas; Claudio Assis; Maya Darin; André Xará; Lino Meireles; Anne Mota; Paula Gaitan

Mediação: RICARDO COTA

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20/12 16h às 18h   

CINEMA INDEPENDENTE E DE INVENÇÃO ONTEM E HOJE

Sinopse: o cineasta e produtor Cavi Borges organizou uma seleção de filmes plurais e abrangentes, que foram exibidos nos festivais . Nessa mesa será discutido novas linguagens com cineastas convidados.

Mediação: Cavi Borges

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21/12 – 10h às 11h

Debate COMPETITIVA LONGA       

IVAN, O TERRÍVEL

MEDIAÇÃO: Rodrigo Fonseca

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ANISTIA INTERNACIONAL CONCEDERÁ PRÊMIO COSME ALVES NETTO NO FESTIVAL DE BRASÍLIA

1ª Edição do Prêmio Cosme Alves Netto de Direitos Humanos da Anistia Internacional

A Anistia Internacional Brasil tem a honra de anunciar a criação do Prêmio Cosme Alves Netto que premiará o filme da 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) que melhor represente os direitos humanos e os valores da Anistia.  Este prêmio leva o nome de Cosme Alves Netto em homenagem ao estudioso e amante de cinema que foi por duas décadas diretor da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) e programador do Cinema Paissandu. Amazonense de Manaus, Cosme mudou-se para o Rio de Janeiro esteve à frente da direção da Cinemateca do MAM entre 1965 e 1989. Cosme foi um verdadeiro guardião do cinema nacional, divulgando e preservando obras de maneira clandestina, tendo sido inclusive perseguido e torturado pela ditadura militar brasileira.

A Anistia Internacional é um movimento global de mais de 7 milhões de pessoas que enxergam a injustiça como algo pessoal. O compromisso da Anistia Internacional é com a justiça, igualdade e com a liberdade e sua luta é pela proteção, garantia e defesa dos direitos humanos. Um júri, composto por especialistas em direitos humanos e em cinema, analisará um total de 18 vídeos, sendo eles os 6 longa metragem e os 12 curta metragem que que foram selecionados para concorrer à mostra competitiva da 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e definirá o vencedor na categoria Direitos Humanos que receberá uma estatueta candango indicando 1º Prêmio Cosme Alves Netto de Direitos Humanos da Anistia Internacional. A Anistia Internacional Brasil apoiará na promoção do filme vencedor, através de sua rede de ativistas no Brasil, bem como em outras sessões, se assim desejado pela diretora ou diretor do filme vencedor, sempre respeitando as limitações e políticas internas da Anistia.


SINOPSES DOS FILMES DA MOSTRA PARALELA ONLINE

Sofa

A Lenda do Ubirajara – 1975 – de André Luiz Oliveira

Sinopse – Jaguarê é um famoso caçador da tribo dos “Araguaias”. Mas para tornar-se guerreiro precisa derrotar um poderoso inimigo. Ele parte para longe de sua aldeia em busca de tal proeza e encontra Pojucã, feroz matador de gente, guerreiro da Nação Tocantins. Jaguarê precisa vencê-lo para tornar-se Ubirajara, o Senhor da Lança. Jaguaré vence Pojucã e entra na sua aldeia como amigo. Casa-se com Araci e posteriormente fica sabendo que ela é irmã de Pojucã a quem havia derrotado. A guerra entre as nações é inevitável. “A Lenda de Ubirajara” é uma estória romântica que mostra de maneira fantasiosa e romanceada, mas com rigor etnológico, o índio brasileiro antes do contato com o homem branco. O índio aculturado aparece de contraponto como o trágico retrato de uma cultura desaparecida.

A Mulher de Luz Própria – 2019 – de Sinai Sganzerla

Sinopse – “A Mulher da Luz Própria” é um documentário de longa-metragem sobre a atriz e diretora Helena Ignez. Helena Ignez é uma das principais personalidades femininas do cinema brasileiro. Inaugurou um novo estilo de interpretação e atualmente dirige filmes independentes. O filme é narrado pela própria atriz e possui imagens de arquivo e imagens atuais que ajudam a descrever parte da história do cinema brasileiro, o contexto político e sua trajetória.

Sinai Sganzerla nasceu na cidade de São Paulo, no Brasil. Filha de Rogério Sganzerla e Helena Ignez, além de irmã de Djin Sganzerla, cresceu em meio ao ambiente cinematográfico. Começou sua carreira como realizadora de vídeos publicitários.
Debutou em longas compondo a trilha sonora de O Signo do Caos (2005), dirigido por seu pai. Alçou fama ao comandar o documentário O Desmonte do Monte (2018), obra indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

A Noite do Espantalho – 1974 – de Sérgio Ricardo

Sinopse – Em Nova Jerusalém, no sertão nordestino, quem manda é o Coronel Fragoso, dono de grande parte das terras, acreditando ser também dono dos nordestinos da região, oprimindo-os ao seu bel prazer. Nesse cenário violento onde o poder que fala mais alto é o poder da bala, o vaqueiro Zé Tulão e o jagunço Zé do Cão – braço direito do Coronel – disputarão o amor da mesma mulher.

Sérgio Ricardo, nome artístico de João Lutfi, foi um músico, compositor e cantor brasileiro, tendo trabalhado também como ator e diretor de cinema. Participou de diversos movimentos culturais como Bossa Nova, Cinema Novo, Canção de Protesto e Festivais de Música Brasileira.

A Poetisa – 2020 – de Noilton Nunes ( filme WORK IN PROGRESS)

Sinopse – Amália jovem poeta, cineasta, ativista política viaja pelo Brasil e mundo. Quando volta conta tudo que acontece para seu marido Felismindo Brasil, cineasta em estado de coma profundo.

Diretor, roteirista, diretor de fotografia, montador e produtor. Ainda estudante de cinema, realizou seu primeiro curta, Neblina (1968), premiado no Festival de Cinema Amador do Jornal do Brasil. Nos anos 70, produziu os longas Ladrões de Cinema (1977) e Na Boca do Mundo (1979), além de diversos curtas e desenhos animados. Entre 1978 e 1980 foi presidente da Associação Brasileira de Documentaristas. Co-dirigiu o longa O Rei da Vela (1983), com Zé Celso Martinez, premiado com três Kikitos no Festival de Gramado de 1983 e representante do Brasil no Festival de Berlim em 1984.

Bebel Garota Propaganda – 1968 – de Maurice Capovilla

Sinopse – Bebel (Rossana Ghessa) nasceu em um bairro popular de São Paulo e vem de uma família pobre. Devido à sua beleza é contratada por um astuto promotor de vendas, Marcos (John Herbert), para ser o símbolo de um novo sabonete a ser lançado. A imagem de Bebel chega ao topo do país através dos jornais, revistas, televisão e cartazes, e, com isso, ela encontra o sucesso e o dinheiro. Um dia, porém, a campanha acaba e Bebel tem de retornar ao ponto de partida.

Belair – 2013 – de Noa Bressane e Bruno Safadi

Sinopse – Em 1970, dois jovens cineastas brasileiros, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, fundaram a Belair Filmes e realizaram sete filmes entre fevereiro e maio do mesmo ano, entre eles A Família do Barulho, Copacabana, Mon Amour e A Miss e o Dinossauro. Esta é a história da produtora.

A diretora Noa Bressane nasceu no Rio de Janeiro em 1978. Filha do cineasta Júlio Bressane, trabalhou com o cineasta em alguns filmes. Noa Bressane trabalha também na televisão como assistente de direção e co-diretora em seriados, novelas e minisséries.

Benjamim Zambraia e o Autopanóptico – Inédito – Felipe Caltaldo

Sinopse – No relógio das pedras a longevidade humana não dura um segundo.

Felipe Cataldo é diretor, roteirista, produtor, editor e professor de Cinema, além de poeta e fotógrafo still. Dirigiu curtas-metragens selecionados para diversos festivais no Brasil e no exterior, angariando alguns prêmios

Cinemação Curtametralha – 1978 – de Sérgio Peo

Sinopse – Documentário-manifesto em defesa da inclusão do filme brasileiro de curta-metragem no circuito nacional de cinemas, acompanhando cada longa metragem estrangeiro como reserva de mercado (Lei do Curta de 1977). O filme é dedicado à ABD (Associação Brasileira de Documentaristas).

Sérgio Peo é artista plástico, arquiteto urbanista e cineasta, com prêmios de curta-metragens nos principais festivais do cinema brasileiros e internacionais. Junto com outros cineastas de sua geração, sempre se posicionou a favor de políticas em defesa da cinematografia nacional, não apenas pelo desenvolvimento da mesma, mas também pela distribuição e espaço para exibição de seus produtos. Em dois de seus filmes, registra e documenta parte da memória desta luta: Cinemas Fechados e Cinemação Curtametralha, ambos de 1980 (este último vencedor do Prêmio Século XX da Mostra do Filme Livre de 2006, no Rio de Janeiro).

Dois pra Lá, Dois pra Cá – 2019 – de Marcela Bertoletti

Sinopse: No cotidiano os livros, as caminhadas com a cadela Luna e as conversas com o vizinho Vicente. Nos sonhos, a poesia. Certo dia, Horácio decide sair por aí e procurar por Pasárgada.

Marcela Costa Bertoletti é natural de Belo Horizonte, mas vive no Rio de Janeiro desde 2005. Completou a graduação em comunicação com habilitação em cinema na Universidade Federal Fluminense em 2010 e “Dois pra Lá, Dois pra Cá” foi seu filme de realização de curso. “Dois pra Lá, Dois pra Cá” contou com as atuações de Arduino Colasanti e Sérgio Britto, com quem Marcela trabalhou no programa “Arte com Sérgio Britto”. Marcela também escreveu e dirigiu os curtas-metragens “Brincos de Estrela” e “Filme de Apartamento. Em 2018 publicou o conto “Atafona” no livro “Novas Contistas da Literatura Brasileira”. O conto gerou o projeto de seu primeiro longa-metragem, ainda em desenvolvimento. Entre 2016 e 2020, Marcela trabalhou na TV INES. E atualmente trabalha como analista de conteúdo no Canal Brasil.

Excelentíssimos – 2018 – de Douglas Duarte

um registro a quente dos fatos, personagens e articulações por trás da maior crise política do país desde a redemocratização. Gravado dentro do Congresso ao longo dos meses em que corria o impeachment, o filme retrata quem, como e porque se derruba uma presidente.

Douglas Duarte é cineasta e produtor. Dirigiu os longas documentais Personal Che (2007), Sete visitas (2015) e Excelentíssimos (2018), e produziu os documentários Chão (2019) e Operações para Garantia da Lei e da Ordem (2015).

Harmada – 2003 – de Maurice Capovilla

Sinopse – Completamente derrotado em sua carreira, um artista busca encontrar forças para seguir em frente. Através de uma jovem, que pode ser sua filha, ele consegue desenvolver um projeto que muda seu destino.

Homens Invisíveis – 2019 – de Luiz carlos de Alencar

Sinopse: Um olhar para a situação da população de transmasculinos nas prisões, a partir dos problemas gerados pelo desconhecimento, transfobia, preconceito e discriminação.

Diretor, roteirista, pesquisador. Sócio da produtora Couro de Rato, junto com o documentarista Vladimir Seixas, integrante do IEL – Instituto de Estudos Libertários e da REAJA Organização Política. Pós-graduado em Cinema e Audiovisual no M_EIA, Instituto de Arte de Cabo Verde. Direção do curta Homens Invisíveis, em parceria com a FIOCRUZ, Melhor Doc Internacional no Trans Stellar Film Festival -Detroit-EUA; prêmio no Festival Mix Brasil 2019; melhor direção-Festival de Inhapim; Melhor doc-Festival de Jaraguá do Sul; dirigiu Contagem Regressiva, parceria com a Justiça Global, Melhor Doc e Melhor Trilha Sonora no Rio WF 2016, exibido em diversos países; dirigiu o doc Bombadeira, levado a mais de 30 festivais nacionais e estrangeiros, prêmio RedeTrans – 10 anos de Bombadeira, pela contribuição da obra para a comunidade transexual.

Horror Palace Hotel – 1978 – de Jairo Ferreira

Sinopse: Ao longo do Festival de Brasília de 1978, Jairo Ferreira, Rogério Sganzerla e José Mojica testemunham – protagonizam? – uma invasão: a do Festival Brasileiro de Cinema de Horror. Enquanto perambulam pelo hotel em que se encontram hospedados cineastas e críticos, compõem um afresco sobre a insatisfação geral em torno do cinema brasileiro ao perguntar: quais filmes seriam verdadeiramente um horror?

Jairo Ferreira Pinto foi um jornalista, escritor, crítico e diretor de cinema brasileiro. Foi coordenador do Cine Clube Dom Vital, de 1964 a 1966, crítico de cinema do jornal da colônia japonesa São Paulo Shimbum, entre 1966-72, acompanhando boa parte do movimento do Cinema Marginal; crítico da Folha de S.Paulo, 1976-80, e do Estado de São Paulo, 1988-90, além de colaborar com revistas como Filme Cultura e Artes, e de editar a revista Metacinema e colunista da revista Contracampo até a sua morte em 2003. Foi autor do texto Cinema: música da luz, que integra o livro O cinema segundo a crítica paulista, organizado por Heitor Capuzzo, e do livro Cinema de invenção, no qual discute a obra de vários cineastas brasileiros considerados experimentais, como Glauber Rocha, Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khoury, Julio Bressane.

Na produção cinematográfica, foi assistente de direção em O quarto, de Rubem Biáfora, e em Orgia ou o homem que deu cria, de João Silvério Trevisan. Co-roteirista de O pornográfo, longa em 35 mm de João Callegaro; de Corrida em busca do amor, longa em 35 mm de Carlos Reichenbach; de Sonhos da Vida e de Sangue Corsário, curtas-metragens 35 mm de Carlos Reichenbach. Venceu o Prêmio Governador do Estado pelo roteiro do filme O Pornógrafo, fez também vários filmes em super-8, como O Vampiro da Cinemateca O Guru e os Guris, de 1975 em 35 mm.

Imagens – 1973 – de Luiz Rosemberg Filho

Sinopse: No real, apreende-se: a) as imagens precisas que se situam em um momento determinado de nossas contradições históricas e suas consequências; b) as imagens de um estado tão repressivo quanto a linguagem determinante de um sistema; c) a moralidade das mortes na busca da vida; d) a imobilidade enquanto reflexo de um mundo irritante, sem futuro, cansativo, castrador, indefeso, surdo e mudo; e) com a boca fechada, agimos no silêncio da história; f) o sangue é nossa realidade e nossa enfermidade. O mundo nos observa em silêncio… O cinema é um despertador. Ele começa a questionar. Ou isto corresponde às imagens de nossos sofrimentos.

Cineasta, artista plástico e ensaista brasileiro, conhecido por obras como Jardim das Espumas (1971), A$$untina das Amérikas (1976), Crônica de um Industrial (1978) e Guerra do Paraguay (2017). Rosemberg era associado ao cinema marginal brasileiro, rótulo que ele rejeitava. Ao longo de sua carreira, realizou 45 filmes, sendo 11 longas e 34 curtas, marcados pela experimentação e pela crítica política. Começou a dirigir filmes ainda durante a Ditadura Militar e sofreu com a censura, que barrou filmes como O Jardim das Espumas e Crônica de um Industrial. Após dirigir O Santo e a Vedete (1982), entrou em um hiato somente voltando a produzir um longa-metragem 32 anos depois, com Dois Casamentos (2015).

Impávido Colosso – 2018 – de Fábio Rogério e Marcelo Ikeda

Sinopse – A partir de uma montagem da propaganda política obrigatória para a eleição presidencial de 1989, Impávido Colosso apresenta um debate da política no país por meio de uma reflexão sobre os discursos dos principais candidatos e sua atualidade nos rumos políticos do Brasil de hoje.

Marcelo Ikeda é professor do curso de Cinema da Universidade Federal do Ceará (UFC) e realizou os curtas É hoje (2006), Carta de um jovem suicida (2008), O homem que virou armário (2015), entre outros, e o longa doc Entre mim e eles (2013). Fábio Rogério realizou os curtas O arquivo de Ivan (2008), A eleição é uma festa (2015), e Nadir (2019), entre outros. Juntos, Ikeda e Rogério também realizaram o curta O brado retumbante (2017).

In Memoriam – O Roteiro do Gravador – 2019 – de Sylvio Lanna

Sinopse: Um filme sobre a morte e o renascimento do Cinema. Narração conta com Helena Ignez e Hernani Heffman falando sobre o acervo cinemateca do MAM.

Jardim das Espumas – 1970 – de Luiz Rosemberg Filho

Sinopse – Um planeta extremamente pobre, dominado pela irracionalidade e opressão, recebe a visita de um emissário dos planetas ricos, interessado em acordos econômicos. Antes de se encontrar com o governante, ele é seqüestrado pela facção contraditória do sistema, o oposto de tudo aquilo que é dito oficialmente. Dois estudantes são interrogados sobre o seu desaparecimento e mortos, sendo seus corpos, abandonados numa estrada. O emissário, ao tomar contato com a realidade do planeta, descobre que vai fomentar um mito que não deve ser desenvolvido ali.”

Jogo da Vida – 1977 – de Maurice Capovilla

Sinopse – Baseado no livro Malagueta, Perus e Bacanaço, de João Antônio, a história apresenta três malandros que saem pelas ruas de São Paulo em busca de jogo e de dinheiro.

Jornada Internacional de Cinema da Bahia – Por um mundo mais humano, de Noilton Nunes

Sinopse – O documentário mostra a Jornada na UTI da Cultura Brasileira e sua morte pouco depois, junto com seu criador e alimentador mór, Gido Araújo. JORNADA INTERNACIONAL DE CINEMA DA BAHIA – POR UM MUNDO MAIS HUMANO, dirigido pelo cineasta Noilton Nunes faz uma viagem através dos 35 anos de existência e resistência do mais importante movimento de cinema da Bahia. Pela Jornada passaram os mais conceituados cineastas do Brasil e muitos outros de diversos países, sempre mantendo em destaque o lema: POR UM MUNDO MAIS HUMANO.

Malandro, termo civilizado – filmado em 1982 e finalizado em 2018 – de Sylvio Lanna

Sinopse: Um filmepoesia, um documento ficcio-musical em direção aos recônditos da alma carioca e nacional. Protagonizado por Wilson Grey com o Ás de Copas, um malandro coringa-cupido de uma história de amor infinito, o amor que gerou o samba.

Meteorango Kid – O Herói Intergalático – 1969 – de André Luiz Oliveira

Sinopse – “Meteorango Kid é um soco violento que comove e revolta”. Com esta frase o escritor Jorge Amado definiu o filme que assistiu na ocasião (1969) em que foi apresentado no V Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme narra de maneira anárquica e irreverente, as aventuras de Lula, um estudante universitário, no dia do seu aniversário. De forma absolutamente despojada, mostra sem rodeios, o perfil de um jovem desesperado, representante de uma geração oprimida pela ditadura militar e pela moral retrógrada de uma sociedade passiva e hipócrita. O anti-herói intergalático atravessa este labirinto cotidiano através das suas fantasias e delírios libertários, deixando atrás de si um rastro de inconformismo e um convite à rebelião em todos os níveis.

André Luiz Oliveira é diretor, roteirista, músico e musicoterapeuta. Seu primeiro longa, Meteorango Kid – o herói intergaláctico, filme contracultural e alinhado ao cinema marginal. Com Meteorango, André ganhou o prêmio do público do 5º Festival de Brasília (1969). Mudou-se para Brasília nos anos 1990. Em 1994 ganhou seis prêmios no 27º Festival de Brasília (incluindo os de melhor filme e de melhor direção), com o clássico Louco por Cinema. Dirigiu também filmes para contar a história de importantes figuras da cidade, como Cozinheiro do Tempo, sobre Bené Fonteles, e Zirig Dum Brasília, sobre o músico e compositor Renato Matos. Como músico, no ano de 2004 André gravou seu disco Mensagem 2.

Mina de Fé – 2004 – de Luciana Bezerra

Sinopse – A vida de uma jovem pode ser realmente difícil quando seu amor é o chefe do tráfico. Assim é Silvana.

Atriz, Diretora, Roteirista. Diretora do episódio Acende a luz, que compõe o filme Cinco vezes favela – Agora por nós mesmos (2010), produzido por Carlos Diegues e Renata Almeida Magalhães, e escolhido para a Seleção Oficial do Festival de Cannes de 2010. Em 2002, foi premiada pela Riofilme com o roteiro do curta Mina de fé, que ganhou o prêmio de melhor curta no 37º Festival de Brasília.

Nem tudo é Verdade – 1986 – de Rogério Sganzerla

Sinopse – A visita do cineasta Orson Welles ao Brasil, em 1942, tinha por objetivo rodar “It’s all True” (“É Tudo Verdade”) porém, ele nunca terminou o filme por ser boicotado durante o governo Vargas. O diretor Rogério Sganzerla reconstrói a estada de Welles no Brasil, relatando os conflitos e dilemas encontrados pelo cineasta naquele período.

O Bandido da Luz Vermelha – 1968 – de Rogério Sganzerla

Sinopse – Um assaltante misterioso usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas em São Paulo. Apelidado pela imprensa de “O Bandido da Luz Vermelha”, traz sempre uma lanterna vermelha na execução de seus crimes e conversa longamente com suas vítimas. Debochado e cínico, este filme se transformou em um dos marcos do cinema marginal.

Antes de começar sua produção cinematográfica, escreveu durante quatro anos para o jornal O Estado de S. Paulo, sempre sobre cinema. Em 1967 realizou seu primeiro curta-metragem titulado como Documentário. E em 1968 seu primeiro longa-metragem foi rodado, o consagrado O bandido da luz vermelha. A partir daí realizou uma notória carreira como diretor de cinema.Sempre buscando a transgressão. Em toda a sua obra se vê uma força criadora e viva, deslocando-se visivelmente das idéias tradicionais e secas de grande parte do cinema contemporâneo, atual ou não.

O Mágico e o Delegado – 1983 – de Fernando Coni Campos

Sinopse: Alegoria política sobre Velasquez, um mágico charlatão que chega a uma pequena cidade do interior baiano para apresentar um show de variedade mágicas na sala de cinema da cidadezinha com a ajuda de sua partner, Paloma. Como instrumento de divulgação, Velasquez aproveita uma grande feira armada na cidade e realiza uma “multiplicação” de alimentos que causa grande confusão na população. Porém, a ilusão não dura muito e tanto o povo quanto o arrogante delegado do povoado começam a caçá-lo.

Começou trabalhando em publicidade e estreou no cinema em 1964 com o longa-metragem Morte em Três Tempos. Em filmes de curta metragem se especializou em documentários sobre arte e artistas. Realizou sete de longas de ficção como diretor e roteirista. Em 1968 obteve o Prêmio Leopardo de Prata com o filme “Viagem ao fim do Mundo.” Em 1983 seu filme “O Mágico e o delegado” foi aclamado no festival de Brasília levando os principais prêmios.

O Menino da Calça Branca – 1961 – de Sérgio Ricardo

Sinopse – Um menino favelado realiza seu sonho ganhando uma calça branca no Natal. Vestido com ela sai pelos caminhos do morro. Com cuidado para não suja-la evita as brincadeiras com os companheiros e busca o asfalto para mover-se mantendo-a limpa. Fica a imitar o andar de adultos vestido de branco, sentindo-se um igual. Ao assistir a uma pelada de rua, a bola, caindo numa poça espalha lama sobre seu presente. Volta correndo aos braços de seu habitat, reintegrado à sua gente.

O País de São Saruê – 1979 – de Vladimir Carvalho

Sinopse. Com depoimentos reais, o filme retrata a vida de lavradores e garimpeiros no vale do rio do Peixe, mostrando o cotidiano de secas e pobreza nessa região semiárida do Nordeste do Brasil.

Aluno no primário de um aspirante a cineasta, Linduarte Noronha, Vladimir tem seus primeiros contatos com o cinema, e ao lado do professor escreve seu roteiro de estreia. Cursando Filosofia na Universidade Federal da Bahia conhece Glauber Rocha, passando mais tarde a integrar o movimento do Cinema Novo. Uma influência essencial que moldou a sua carreira em torno dos documentários. De Salvador recebe o convite para ser assistente de direção de Eduardo Coutinho em Cabra Marcado para Morrer (1985), mas com a instauração da Ditadura Militar em 1964, as filmagens são interrompidas e Carvalho é obrigado a entrar na clandestinidade por um tempo.

Ao longo da carreira passa a ser visto como grande pensador, funda a sessão do Distrito Federal da Associação Brasileira de Documentaristas e continua no embate contra a Ditadura quando seu filme O País de São Saruê (1971) é retirado da programação do Festival de Cinema de Brasília e apreendido pela censura até 1979. Em 1994, cria a Fundação Cinememória de preservação cinematográfica, e, em 2004, é declarado Embaixador Cultural da cidade de Brasília pelo Governo do Estado. Em 2015 recebe um prêmio especial na abertura do Festival de Brasília, que recebeu seu primeiro e outros filmes, em comemoração aos seus 80 anos.

O Profeta da Fome – 1970 – de Maurice Capoville

Sinopse – Baseado em “A Estética da Fome”, de Glauber Rocha, o longa conta a história de um faquir de circo de interior, representado por José Mojica Marins – o Zé do Caixão – que acaba se transformando numa espécie de “santo” graças à “industrialização de sua fome”, transformando sua desgraça em atração popular. O filme representou o Brasil no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 1970.

Maurice Capovilla é ator, roteirista, produtor e cineasta brasileiro. Estreou no cinema no início da década de 1960 realizando curta-metragens. A estréia em longas foi com o documentário Brasil Verdade e logo depois com Bebel, Garota Propaganda, talvez seu maior sucesso de público. Seu filme Meninos do Tietê (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

Outros filmes de destaque dirigidos por ele foram: O Profeta da Fome’; Vozes do Medo; As Noites de Iemanjá; Jogo da Vida e Copa 78, o Poder do Futebol. Ele também atuou na TV e fez parte da equipe que criou os programas Globo Shell e Globo Repórter para a Rede Globo. Em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural do então Ministério da Cultura.

O Signo do Caos – 2005 – de Rogério Sganzerla

Sinopse – O longa experimental aborda a vinda do cineasta Orson Welles ao Brasil nos anos de 1940 para as filmagens do inacabado “It’s All True”. No filme, o material produzido pelo diretor é apreendido pelo Dr. Amnésio, que fica obcecado em censurar e banir a obra de qualquer possibilidade de exibição.

Sofá – 2019 – de Bruno Safadi

Sinopse – Joana D’Arc é ex-professora da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Lutando com os recursos que tem, ela tenta recuperar sua casa, perdida para a Prefeitura. Sua árdua trajetória é compartilhada pelo pescador pirata Pharaó, da Baía de Guanabara.

Bruno Safadi nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Estudou cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF) e começou a sua carreira artística comandando videoclipes, shows e peças de teatro. Debutou no cinema realizando os curtas Na Idade da Imagem ou Projeção nas Cavernas (2002) e Uma Estrela Pra Ioiô (2004).
Sua trajetória em longas teve início com Meu Nome é Dindi (2007), pelo qual foi premiado na Mostra de Tiradentes. Alcançou fama no cenário cinematográfico nacional ao dirigir os dramas Éden (2013) e Sofá (2019).

O Último Dia de Lampião – 1975 – de Maurice Capovilla

Sinopse – Baseado em fatos reais, “O último dia de Lampião” é uma reconstituição da morte de Lampião, Maria Bonita e 11 cangaceiros, na fazenda de Angicos, sertão do Sergipe. O filme foi baseado no depoimento de ex-cangaceiros, soldados da Volante e habitantes ainda vivos que estavam presentes e participaram do ocorrido.

Rocinha Brasil 77 – 1977 – de Sérgio Peo
Sinopse – Sobre a favela da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro. Um passeio de câmera revela seus caminhos e intimidades, enquanto o discurso de seus moradores aponta a solução da urbanização das favelas, em contrapartida à proposta de remoção, ameaça que paira sobre todos.

Sagrada Família – 1970 – de Sylvio Lanna

Sinopse:  O filme “Sagrada Família” (1970), dirigido por Sylvio Lanna retrata uma família burguesa de quatro integrantes, que está de viagem em um carro para o interior, com um guia. Como define o autor, “não é uma estória de detetive, mas uma estória para detetives”, através da qual é possível ter um olhar metafísico para as imagens e chegar a uma estrutura complexa por meio dos diversos elementos do filme.

Mineiro de Ponte Nova, Sylvio Lanna entrou para a história da cinematografia brasileira e mundial em 1970, quando finalizou seu primeiro e único longa: “Sagrada Família”. Considerado um marco do “Cinema Marginal”, o filme é um radical experimento narrativo e técnico, com uma desconstrução sonora poucas vezes vista em película.

Tudo é Brasil – 1997 – de Rogério Sganzerla

Sinopse – Fechando a trilogia sobre Orson Welles, cenas inéditas e imagens de bastidores de Its All True ilustram depoimentos de quem teve contato direto com a obra do diretor. O filme é também um retrato do Rio dos anos 40.

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