Revista da Semana | 28 de outubro de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira no Vertentes do Cinema

Por Redação

2021. Mais uma resistente Revista do Vertentes do Cinema entra no ar. Um guia da semana para ajudar na hora de escolher os filmes. Até porque se deixarmos essa nova vida desse novo normal está frenética demais. Sempre subindo o nível. Quem lembra da “velocidade cinco”? Pois é, nossos corpos, nádegas e cérebros já estão bem mais à frente. Como acompanhar? Não acompanhando na verdade. Deixando que o fluxo aconteça. Há aquele outro ditado: “Deixa livre, porque se voltar é seu”. Pois é, vamos libertar nossos cansaços, ansiedades, pressões e obrigações. Mas entendemos que tudo isso dito é utópico. A palavra de ordem é Calma! E cuidado com o “fantasma” do Burnout que nos ronda como o mal de “Twin Peaks”. Só que nós vamos que vamos. Deixando “acontecer naturalmente”. Assim, embarque na Revista da Semana do Vertentes do Cinema e aproveite as dicas dos streaming, estreias nos cinemas e cobertura de festivais. E não perca o Curta da Semana!

CURTA DA SEMANA

Censura livre

SESSÃO CINEMA BRASILEIRO

CENSURA LIVRE

(1980, Brasil, 28 minutos, de Ivan Cordeiro)

ASSISTA AQUI

Da vertigem do Cinema ao Calafrio dos Supermercados… Torre, Ideal, Brasil, Coliseu, Boa Vista, Império. Qual a explicação para isso? As máquinas de projeção substituídas pelas caixas registradoras. O estupro do espaço físico (sub)urbano limita as funções sociais e anestesia as novas gerações. Com toques de Lima Barreto, o filme documenta sem estatísticas o rápido extermínio da memória nacional.

A Pedra da Riqueza

PRÓXIMO CURTA

A PEDRA DA RIQUEZA

(1980, Brasil, 16 minutos, de Vladimir Carvalho)

A partir de depoimentos dos próprios garimpeiros, o documentário procura compreender o processo primitivo do trabalho de garimpo da xelita, nas minas da região do vale do Sabugi, Paraíba, consideradas das mais importantes do mundo. Enfoca as rudimentares condições de vida desses trabalhadores, num sistema de trabalho quase primitivo, sem carteira de trabalho, assistência médica ou social e que desconhecem o valor e o destino da matéria-prima que extraem: o tungstênio, utilizado nos mais sofisticados e complexos instrumentos da tecnologia nuclear. ESTREIA DIA 04/11, 00:01.


ACOMPANHE NOSSA COBERTURA DIÁRIA DA MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO 2021

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Mostra SP 2021


EM CASA

Quo Vadis Aida

DISPONÍVEL NAS PLATAFORMAS TELECINE e NOW

QUO VADIS, AIDA?

(2020, Bósnia, Herzegovina, Romênia, Áustria, 101 minutos, de Jasmila Zbanic)

CRÍTICA AQUI

Aida Selmanagic (Jasna Djuricic) é uma tradutora que trabalha em uma missão da ONU na pequena cidade de Srebrenica. Quando a região é dominada pelo exército sérvio, milhares de cidadãos buscarão abrigo no acampamento da ONU onde ela trabalha, incluindo sua própria família. Enquanto lida com as negociações que envolvem o conflito diplomático, Aida fará de tudo para tirar seus filhos do meio do fogo cruzado. Dirigido por Jasmila Zbanic, o longa foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e ao Leão de Ouro no Festival de Veneza.

O Último Jogo

DISPONÍVEL NAS PLATAFORMAS TELECINE e GLOBOPLAY

O ÚLTIMO JOGO

(2018, Brasil, 98 minutos, de Roberto Studart)

CRÍTICA AQUI

Dois vilarejos separadas por 9km e uma rivalidade ferrenha. Do lado brasileiro, os habitantes de Belezura, uma pequena cidade que vive de empregos na indústria moveleira, está prestes a encarar dois eventos que mudarão suas vidas: o fechamento da fábrica e a última partida de futebol contra os arquirrivais argentinos do povoado vizinho, o que para eles torna-se a última partida de futebol antes do fim do mundo. E em um ponto todos concordam – é preciso vencer, nem que para isso tenham que dar a própria vida.

O Auto da Boa Mentira

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA STAR+

O AUTO DA BOA MENTIRA

(2021, Brasil, 100 minutos, de José Eduardo Belmonte)

CRÍTICA AQUI

Quatro pequenas esquetes cujo tema central é a mentira, suas motivações e consequências. As histórias são baseadas nos causos contados por Ariano Suassuna em suas aulas mestras. Belmonte possui uma carreira relevante no mercado, na frente de produções que fizeram amplas cifras, “Alemão” e “Carcereiros” são exemplos disso, mas sua aventura por gêneros distintos da “ação”, “suspense” ou “crime” não é de agora e “Entre Indas e Vindas” é a síntese disso.

The Wrestler

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA HBO MAX

O LUTADOR

(The Wrestler, 2008, Estados Unidos, 109 minutos, de Darren Aronofsky)

CRÍTICA AQUI

Randy “Carneiro” Robinson (Mickey Rourke) é um solitário e famoso lutador de wrestler que se sustenta através das lutas e também de “bicos” que faz em um mercado local. Após um intenso combate, Randy sofre um infarto e, depois de uma cirurgia, é informado que corre risco de morte se voltar a praticar atividades físicas. Assustado, ele procura dividir sua angústia com uma stripper (Marisa Tomei), por quem nutre um desejo e, que o ajuda a retomar o contato com Stephanie (Evan Rachel Wood), a filha abandonada por ele.

The Kitchen

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA TELECINE

RAINHAS DO CRIME

(The Kitchen, 2019, Estados Unidos, 103 minutos, de Andrea Berloff)

CRÍTICA AQUI

Na década de 1970, em Nova York, as esposas de mafiosos irlandeses ficam no controle dos negócios em Hell’s Kitchen depois que agentes do FBI prendem seus maridos. O grupo é liderado por três mulheres com temperamentos extremamente diferentes, mas que compartilham do mesmo objetivo: proteger a empresa de suas famílias, custe o que custar.

Honey Boy

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA HBO MAX

O PREÇO DO SUCESSO

(Honey Boy, 2019, Estados Unidos, 94 minutos, de Alma Har’el)

CRÍTICA AQUI

Otis (Noah Jupe) é uma criança de 12 anos em ascensão na TV, porém sua vida gira em torno de seu pai, James (Shia LaBeouf), um ex-condenado e viciado que está em plena reabilitação. Por mais que dedique sua vida à carreira do garoto, a forma rude como o trata faz com que o garoto cresça com muitos traumas. Já adulto, Otis (Lucas Hedges) resolve se internar em uma clínica de reabilitação para tratar de seu vício em bebidas alcóolicas, o que faz com que relembre muitos dos abusos cometidos pelo pai quando criança.

A Torre

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA MUBI

A TORRE

(2019, Brasil, 72 minutos, de Sérgio Borges)

CRÍTICA AQUI

André se isola numa floresta. Ele sente sua vida ruindo, tem medo e procura lidar com as perdas, a culpa e a nova configuração da sua vida. Um raio cai do céu, as forças da natureza atuam sobre seu corpo. Entre a insônia e os sonhos que o levam ao passado, é visitado por sua juventude, por sua ex-mulher e sua filha. Ele terá que enfrentar seus fantasmas para seguir adiante.​

Harriet

DISPONÍVEL NAS PLATAFORMAS TELECINE e NOW

HARRIET

(2019, Estados Unidos, 125 minutos, de Kasi Lemmons)

CRÍTICA AQUI

A história de Harriet Tubman, ativista política que, durante a Guerra Civil americana, ajudou centenas de escravos a fugirem do sul dos Estados Unidos, logo depois que ela mesma tivesse conseguido escapar da escravidão, no ano de 1849. Suas ações contribuíram fortemente para que a história tomasse um novo direcionamento. Sua diretora, Kasi Lemmons, que precisamos dizer que é negra, não para segmentar, e sim para pontuar sua responsabilidade e representatividade frente ao momento atual, cuja informação necessária serve para mensurar seu grau de envolvimento passional e pessoal com a trama, talvez tenha criado um distanciamento com o desenvolver da narrativa de sua obra.

The Goldfinch

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA TELECINE

O PINTASSILGO

(The Goldfinch, 2019, Estados Unidos, 149 minutos, de John Crowley)

CRÍTICA AQUI

Theo Decker (Oakes Fegley / Ansel Elgort) é um adolescente nova iorquino que se envolve em um atentado a bomba em um museu, em que sua mãe é uma das vítimas. Ele retira do local um quadro do século XVII chamado O Pintassilgo, além de receber instruções para procurar Hobie, dono de um antiquário que poderia lhe ajudar. Após alguns meses sob os cuidados da família da senhora Barbour (Nicole Kidman), ele recebe a visita de seu pai, Larry (Luke Wilson), que o levará sob sua guarda para uma região remota dos Estados Unidos. Theo leva consigo o quadro e terá que aprender a se adaptar às repentinas mudanças de sua vida.

ESPECIAL HALLOWEEN 

It

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA TELECINE

IT – A COISA

(It, 2017, Estados Unidos, 135 minutos, de Andy Muschietti)

CRÍTICA AQUI

Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” (Clube dos Perdedores) acabam ficando face a face com o responsável pelos sequestros-assassinatos a cada 27 anos: o palhaço dançarino Pennywise, que sente prazer em “pregar peças” e charadas. E se alimenta do medo dos outros, igual a “Hora do Pesadelo 5”.

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA HBO MAX

INVOCAÇÃO DO MAL 3: A ORDEM DO DEMÔNIO

CRÍTICA AQUI

(The Conjuring: The Devil Made Me Do It, 2021, Estados Unidos, 111 minutos, de Michael Chaves)

Uma história assustadora de terror, assassinato e um desconhecido mal que chocou até os experientes investigadores de atividades paranormais Ed e Lorraine Warren. Um dos casos mais sensacionais de seus arquivos, começa com uma luta pela alma de um garoto, depois os leva para além de tudo o que já haviam visto antes, para marcar a primeira vez na história dos Estados Unidos que um suspeito de assassinato alega ter tido uma possessão demoníaca como defesa.

A Mata Negra

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA AMAZON PRIME VIDEO

A MATA NEGRA

(2018, Brasil, 99 minutos, de Rodrigo Aragão)

CRÍTICA AQUI

Numa floresta do interior do Brasil, uma garota vê sua vida – e a de todos ao seu redor – mudar terrivelmente quando encontra o Livro Perdido de Cipriano, cuja Magia Sombria, além de outorgar poder e riqueza a quem o possui, é capaz de libertar uma terrível maldição sobre a terra.

Summer of '84

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA AMAZON PRIME VIDEO

VERÃO DE 84

(Summer of ’84, 2018, Estados Unidos, 105 minutos, de Anouk WhissellFrançois Simard e Yoann-Karl Whissell)

CRÍTICA AQUI

Um grupo de adolescentes começa a suspeitar que um policial local pode ser um serial killer. Davey e seus amigos começam sua própria investigação, que tem resultados surpreendentes. O filme é uma homenagem aos amantes dos filmes de gênero, por uma câmera que conduz um suspense coloquial, especialmente por sua fotografia cinéfila de aproximações de câmera, silêncios registrados e elipses. São instantes captados em um subúrbio “onde tudo pode acontecer” e seu “vizinho pode ser um serial killer”.

DISPONÍVEL NA PLATAFORMA NETFLIX

A MORTE TE DÁ PARABÉNS 2

(Happy Death Day 2U, 2019, Estados Unidos, 100 minutos, de Christopher Landon)

CRÍTICA AQUI

Depois de morrer diversas vezes para quebrar o feitiço temporal que a mantinha presa no dia de seu aniversário, Tree Gelbman (Jessica Rothe) olha para o futuro, tentando escrever uma nova história ao lado de Carter (Israel Broussard). No entanto, quando um experimento científico dá errado, a jovem é forçada a retornar ao fluxo de repetição e, desta vez, morrer não será o bastante para escapar.

VER MAIS

Em Casa


Revista da Semana | 28 de setembro de 2021

NOS CINEMAS

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão) Falta muito pouco para que este novo normal ganhe segurança!

UMA HISTÓRIA DE FAMÍLIA

(Family Romance, LLC, 2019, Estados Unidos, 89 minutos, de Werner Herzog)

CRÍTICA AQUI

Family Romance é uma empresa que fornece humanos para substituir pessoas com vínculos afetivos. Yuichi é convocado para se passar por pai de Mahiro, uma adolescente de doze anos que nunca teve contato com o mesmo. “Uma História de Família” só não nos encanta mais porque não escolhe uma linha de abordagem. Pincela várias frentes, como questão de gênero, relacionamento abusivo (na velhice), uberização das atividades até chegar na famigerada substituição do humano pela máquina.

Os Tradutores

OS TRADUTORES

(Les traducteurs, 2021, França, Bélgica, 105 minutos, de Régis Roinsard)

CRÍTICA AQUI

Nove tradutores, escolhidos a dedo, são trancados em um bunker de luxo para traduzir o tão aguardado livro que encerra uma trilogia best seller. Embora os tradutores estejam confinados sem nenhuma comunicação externa, uma crise se instaura quando alguém posta na internet as 10 primeiras páginas do livro e chantageia o editor a pagar 5 milhões de euros para não publicar o restante. Uma caçada sangrenta se desdobra dentro do bunker em busca ao culpado.

DE VOLTA A ITÁLIA

(Made In Italy, 2020, Itália, Reino Unido, 94 minutos, de James D’Arcy)

CRÍTICA AQUI

Robert (Liam Neeson) viaja de Londres a Toscana, na Itália, para revisitar um imóvel caindo aos pedaços deixado pela falecida esposa. Com a ajuda de Jack (Micheál Richardson), filho com quem mantém uma complexa relação, o artista tenta reconstruir o local ao passo que estabelecem uma nova conexão.


SESSÃO BAÚ DO VERTENTES

JEAN-LUC GODARD E O CINEMA NA ERA DO VÍRUS

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Jean-Luc Godard

10 FILMES NA NETFLIX QUE GANHARAM NOSSA COTAÇÃO MÁXIMA

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Vimeo Vertentes

 


VEM AÍ EM NOVEMBRO DE 2021…

Na Real 2021

Revista da Semana | 28 de outubro de 2021

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