Revista da Semana | 24 de junho de 2021

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Há meses os editoriais Revista da Semana do Vertentes do Cinema batem na mesma tecla: a de que parece que o mundo está em retrocesso evolutivo. Há meses tentamos encontrar uma palavra que resumisse tudo isso. E a “geração do futuro”, os Tik-Tokers, cavaram o termo Cringe (que “caiu na boca do povo”), vindo do inglês, que quer dizer algo que cause desconforto. É o “novo mico”. Tosco mesmo. Pois é. O mundo é cringe. E a própria necessidade de usar essa definição limitadora também é cringe. Digamos que vivemos no universo de Matrix Cringe dentro de um Cringe. Na verdade, a palavra estrangeira quer significar tudo o que é diferente. O que alguns influenciadores resolveram “cancelar”. O que poderia ser mais uma “guerra” de gerações, torna-se um estudo antropológico de embasar opiniões racistas, homofóbicas, misóginas, xenófobas e assim por diante. O que o “tribunal dos rótulos” não sabe é que com uma simples palavra pode se gerar uma aceitação, a mesma que elege presidentes fascistas.

Sim, nós estamos no mês do Orgulho LGBTQIA+ (mais definições padronizadas que mais limitam ao invés de unir – visto que há tanta pluralidade de desejos e quereres dentro de cada um que pode até ser comparada com nossas milhares de sinapses). Ser um hoje não o obriga de ser outro amanhã. Que tal comemorar o ano do Orgulho “Tudo que eu quiser ser e você não tem nada a ver com isso”. Não funciona melhor? Alguns irão dizer que precisam de tempo para aceitar. Oi? Sério mesmo? Estamos em 2021. Explorar sexualidade é tema antigo. A nova geração, tão hipster e plural com as diferenças, não deveria esquecer que definições limitam? E algo limitado morre? O Vertentes do Cinema é Tudo e mais um pouco, mas não tolera nenhum fio de preconceito, esta palavra sim que deveria ser cringe.

Assim, mais uma semana continuada em quarentena, enquanto os outros lá fora, antes conscientes, agora desistentes, frequentam cinemas, teatros, viagens e festas clandestinas. Nós do Vertentes do Cinema não. Estamos presos. Protegidos. Porque ainda nos importamos com a média de 2000 mortes por dia. Sim. 2000. E assim, caminhamos desumanos em um mundo cringe. 510 mil pessoas no Brasil perderam suas vidas. Mas nós sabemos que não podemos parar também. Precisamos ajudar a quem está trancado em casa. Continuamos otimistas e apresentamos a Revista da Semana do Vertentes do Cinema. Boa imersão no universo do audiovisual!

Revista da Semana | 24 de junho de 2021

CURTA DA SEMANA

Dramatica

SESSÃO CINEMA BRASILEIRO

DRAMÁTICA

ASSISTA AQUI (2005, Brasil, 18 minutos, de Ava Gaítan Rocha, Drama, Experimental). Com Cristiano Lima, Godofredo Quincas, Simone Spoladore. Inspirado livremente no poema Hierarquia (1970), de Pier Paolo Pasolini, que lança sua visão sobre o Brasil daquela época, o filme retoma e confronta a realidade híbrida de um país convulsionado, suas tensões dramáticas, a partir das experiências radicais.

Juliana na Cinemateca

CINEFILIA EM AÇÃO

JULIANA NA CINEMATECA

(2017, Brasil, 17 minutos, de Diego Quinderé e Estevão Meneguzzo). O documentário mostra a cinemateca do MAM no Rio de Janeiro, que conta com um acervo de 80 mil rolos de filmes. Ocupada com a restauração das obras, Juliana lida com a deterioração e os constantes dilemas presentes na preservação de filmes. ESTREIA 01/07, 00:01. 


Revista da Semana | 24 de junho de 2021

EM CASA

 

A Rainha Nzinga Chegou

A RAINHA NZINGA CHEGOU

(2019, Brasil, 74 minutos, de Nunia Torres e Isabel Casimira Gasparino, CRÍTICA AQUI). Já em sua terceira geração de rainhas, o atual reinado feminino Treze de Maio, comandado por Isabel Casimira é apenas um reflexo dos diversos territórios de Minas Gerais que iniciaram sua expansão hierárquica através da dominação da rainha Nzinga, uma figura importante na resistência contra o domínio português na África no século XVII. Disponível na plataforma digital EMBAÚBA PLAY

Oslo

OSLO

(2021, Estados Unidos, 118 minutos, de Bartlett Sher, CRÍTICA AQUI). Relato das negociações secretas entre israelenses e palestinos no início da década de 90, que resultaram nos Acordos de Oslo entre Israel e a OLP – Organização para a Libertação da Palestina. “Oslo” termina com uma sentença conhecida no Oriente Médio: “nossos povos vivem no passado; vamos encontrar uma maneira de viver no presente”. Disponível na plataforma digital HBO

Selvagem

SELVAGEM

(Sauvage, 2018, França, 97 minutos, de Camille Vidal-Naquet, CRÍTICA AQUI). Leo tem 22 anos e vende seu corpo na rua por um pouco de dinheiro. Os homens vêm e vão, e ele segue ansiando por amor. Ele não sabe o que o futuro trará. Ele bota o pé na estrada. Seu coração está batendo. O mérito de “Selvagem” é encontrar o tempo para conseguir suas breves digressões, trabalhar os espaços em torno dessa narrativa de opressões, dependências e violências. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Vinícola dos Sonhos

VINÍCOLA DOS SONHOS

(From the Vine, 2019, Canadá, Itália, 97 minutos, de Sean Cisterna, CRÍTICA AQUI). Um homem oprimido passa por uma crise ética e viaja de volta para sua cidade natal na Itália rural para recalibrar sua bússola moral. Lá, ele encontra um novo propósito ao reviver o antigo vinhedo de seu avô, oferecendo à pequena cidade de Acerenza um futuro sustentável e se reconectando com sua família no processo. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL

A Vida Solitária de Antonio Ligabue

A VIDA SOLITÁRIA DE ANTONIO LIGABUE

(Volevo nascondermi, 2020, Itália, 120 minutos, de Giorgio Diritti, CRÍTICA AQUI). Antonio vive durante anos em uma cabana à beira do rio sem nunca ceder à solidão, ao frio e à fome. O encontro com o escultor Renato Marino Mazzacurati é uma oportunidade de se aproximar da pintura, é o início de uma redenção na qual sente que a arte é o único meio de construir sua identidade, a possibilidade real de ser reconhecido e de amar o mundo. Disponível na plataforma digital CINEMA VIRTUAL

Ponto Zero

PONTO ZERO

(2016, Brasil, 94 minutos, de José Pedro Goulart, CRÍTICA AQUI). Ao tentar escapar de uma claustrofóbica cena familiar, Ênio, um menino de 14 anos, desafia uma noite tempestuosa que o levará a um choque brutal com o destino. “Ponto Zero” é um filme sinestésico que está nos detalhes das micro-ações elipses continuadas, e que deseja “viajar” o público ao interno de seu personagem principal. Disponível na plataforma digital AMAZON PRIME VIDEO

O Anúncio

O ANÚNCIO

(Anons, 2017, Bulgaria, Turquia, 95 minutos, de Mahmut Fazıl Coşkun, CRÍTICA AQUI). No ano de 1963, em Istambul, um grupo de conspiradores se prepara para tomar a Rádio Nacional e anunciar um golpe de estado que acontecerá em Ankara. Mas nada sai como planejado: eles são surpreendidos por uma tempestade, o técnico de rádio desaparece e, ainda, precisam lidar com uma traição. Sem receber nenhuma resposta de Ankara, eles tentam manter o plano de anunciar o sucesso do golpe —mesmo sem saber se ele de fato ocorreu. Uma sátira política que faz um comentário irônico sobre o passado e o presente político da Turquia. Disponível na plataforma digital RESERVA IMOVISION.

Sans Soleil

SEM SOL

(Sans Soleil, 1983, França, 100 minutos, de Chris Marker, CRÍTICA AQUI). Uma mulher narra os pensamentos de um homem que viaja pelo mundo, com reflexões sobre tempo e memória expressas em palavras e imagens de lugares como Japão, Guiné-Bissau, Islândia e São Francisco. Sandor, o alter ego de Marker, demarca temporalmente a ficção documental do filme: ficção é também uma forma de idealizar e documentar a realidade, hibridizando sons e imagens até desestabilizar nossa compreensão. Disponível na plataforma digital MUBI.


Revista da Semana | 24 de junho de 2021

NOS CINEMAS 

(Nosso site precisa informar que este editorial apenas segue o protocolo de listar as críticas dos filmes que estrearam, mas nós seguimos nossa campanha de não estímulo às salas escuras #fiqueemcasa e #cinemasaindanão)

Os Melhores Anos De Uma Vida

OS MELHORES ANOS DE UMA VIDA

(Les plus belles années d’une vie, 2019, França, 90 minutos, de Claude Lelouch, CRÍTICA AQUI). Eles se conheciam há muito tempo: um homem e uma mulher, cujo romance deslumbrante e inesperado, capturado no icônico filme Um Homem, Uma Mulher, de 1966, revolucionou a compreensão do amor. Hoje, o ex-piloto de corridas parece perdido nos caminhos de sua memória. Para ajudá-lo, seu filho procura a mulher que seu pai não foi capaz de manter, mas sobre quem ele fala constantemente. Anne, então, se reúne com Jean-Louis e sua história começa onde eles terminaram…


TUDO SOBRE A 1a MOSTRA ONLINE DE CINEMA DE MARICÁ 2021

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TUDO SOBRE A CINEOP – MOSTRA DE CINEMA DE OURO PRETO 2021

(clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

ACOMPANHE NOSSA COBERTURA DIÁRIA DA 16a CINEOP 2021

 


LEONID BREJNEV E O CINEMA ESTAGNADO

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TUDO SOBRE O FESTIVAL ECRÃ 2021

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