Editorial de Aniversário | 17 de setembro de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

O Vertentes do Cinema faz aniversário hoje, dia 17 de setembro, às 14 horas e 45 minutos (horário da primeira postagem). Onze anos de puro amor e entrega à sétima arte. Onze anos de dedicação e aprendizagem. As críticas do site, por exemplo, foram da pílula pessoal ao rebuscamento, até encontrar o equilíbrio que se encontra neste instante. Muitos passaram, ficaram um tempo e voaram. Isto é incrível, porque nós encontramos movimento constante e impulsivo na rotatividade. No momento, o Vertentes, carinhosamente chamado, mantém um time trio. Três vertenteiros que se dividem em muitos para dar conta da demanda. Durante a quarentena, o site foi feito por 4 mãos. Agora, seis. Seu editor geral, Fabricio Duque com Vitors. Um Vitor Velloso. E o outro recém chegado, com c, Victor Faverin. O Vertentes do Cinema quer agradecer ao público-família, que não só acessa, como participa ativamente.

Para os próximos 11 anos, o caminho já está pavimentado e traçado. A cada semana, uma curadora especial com dicas e o que acontece no meio cinematográfico. Nós nos tornamos uma Revista de Conteúdo Audiovisual. E não só mais carioca. Podemos dizer, global. Nosso amor pela SÉTIMA ARTE é tão imenso que o Vertentes do Cinema é dividido em SETE blocos. Além de nosso menu intuitivo com Listas, Artigos, Podcasts e o Vertentes (com História, Quem Somos e Contato). E também com as LIVES de Segunda (com realizadores(as) da Sessão Curtas); Sexta (Cinema em Conversas); e Sábado (Cineclube Recine).

  1. Destaques em carrossel;
  2. Críticas (Em Breve, Curtas, Em Casa). Neste momento de crise pandêmica, as opções de Estreias e Em Cartaz nos cinemas estão desabilitadas até segunda ordem;
  3. Sessão de Curtas-Metragens (exibições de curtas, por semana ou diário, se festival);
  4. Vídeos exclusivos produzidos pelo site (já com uma atualização que importa Playlists Curadorias do Vertentes);
  5. Festival do Momento (agora o mundo entrou em um “fora de padrão” – com até oito festivais ao mesmo tempo);
  6. Notícias diárias;
  7. Eventos Mostras (sempre com um Tudo Sobre);

Mais uma vez, um muito obrigado a todos e todas por fazer do Vertentes um lugar confiável de fonte de informação! Nossa FESTA ZOOM (ID 771 5928 7116) acontece HOJE, 17/09, às 20:00. Venham! E acompanhem as dicas a seguir.

Editorial de Aniversário | 17 de setembro de 2020

CURTA DA SEMANA

SOPRO NA PELE – 19

(2020, Brasil, 6 minutos, de Patricia Niedermeier). Sessão 11 Anos do Vertentes. Curta inédito. Um experimento performance realizado durante a quarentena. Um spin-off da série de curtas “Me Cuidem-Se”. ASSISTA AQUI

EM CASA

O Diabo de Cada Dia

O DIABO DE CADA DIA

(The Devil All the Time, 2020, Estados Unidos, 138 minutos, de Antônio Campos, CRÍTICA AQUI). Pregadores profanos. Autoridades corruptas. Amantes assassinos. Numa cidade cheia de pecadores, um jovem busca justiça. O novo lançamento da Netflix chega com grande expectativa ao catálogo. Diversos astros, violência, sul dos EUA e religião no mesmo balaio. Disponível na Netflix. 

ESPÍRITO DE FAMÍLIA

(l’esprit de famille, 2020, França, 95 minutos, de Éric Besnard, CRÍTICA AQUI). O pai de Alexandre acaba de morrer, mas o filho continua vendo-o, ouvindo-o e discutindo com ele, o que causa preocupação em sua mãe e demais familiares, que o assistem falar sozinho o tempo todo. Disponível nas Plataformas Digitais. Looke.

Tudo pela minha filha

TUDO PELA MINHA FILHA

(Losing Lerato, 2019, África do Sul, 96 minutos, de Sanele Zulu, CRÍTICA AQUI). A história acompanha Thami (Kagiso Modupe), um jovem e bem-sucedido pai negro que entra em desespero quando a vida, a lei e a mulher que ele um dia amou acabam o obrigando a se separar de sua própria filha, Lerato (Tshimollo Modupe). Tentando a todo custo manter um relacionamento com a filha, ele decide raptá-la. Mas Thami acaba sendo perseguido pela polícia e colocando em risco a vida de vários reféns e seu futuro com Lerato. Disponível no Cinema Virtual. 

O ÚLTIMO REI DA SÉRVIA

(Краљ Петар I, 2018, Sérvia, 125 minutos, de Petar Ristovski, CRÍTICA AQUI). Baseado na história real do desiludido veterano de guerra Petar, o Primeiro. Petar é ex-rei da Sérvia e quer paz e prosperidade para seu país. Mas ele vive tempos turbulentos durante a Primeira Guerra Mundial, e enfrenta duas batalhas heroicas, criando estratégias militares brilhantes. Mesmo assim, o governo decide pela retirada do exército sérvio, e ele é obrigado a retornar com seus homens pelas montanhas, em uma jornada fisicamente e mentalmente exaustiva em busca da salvação. Disponível no Cinema Virtual. 

Tres Veroes

TRÊS VERÕES

(2019, Brasil, 94 minutos, de Sandra Kogut, CRÍTICA AQUI). A cada verão, entre Natal e Ano Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira mar. Em 2015 tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida deles desmorona? Através do olhar de uma empregada e de um velho patriarca, ambos vítimas do sonho neoliberal, vemos um retrato do Brasil contemporâneo, imediatamente antes de 2018. Disponível no Telecine.

ESPLENDOR

(Hikari, 2017, Japão, 101 minutos, de Naomi Kawase, CRÍTICA AQUI). Misako (Ayame Misaki) é uma cineasta apaixonada pelas versões cinematográficas destinadas a deficientes visuais. Durante a exibição de um dos seus filmes, ela conhece Masaya Nakamori (Masatoshi Nagase), um fotógrafo que está perdendo a sua visão, mas que guarda um acervo de fotografias que atrairá Misako e fará com que ela se conecte com seu passado. Disponível no Filme Filme.

TUDO SOBRE O FESTIVAL IN-EDIT BRASIL 2020

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TUDO SOBRE A MOSTRA KRZYSZTOF KIESLOWSKI

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TUDO SOBRE O FESTIVAL DE GRAMADO 2020

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ROCK HORROR FILM FESTIVAL 2020

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CINEFANTASY 2020

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SEMANA SEMANA 2020

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Editorial de Aniversário | 17 de setembro de 2020

CINEMA EM CONVERSAS 17

Toda sexta-feira às 22:00 no youtube Lume Filmes Oficial tem o programa CINEMA EM CONVERSAS com Frederico Da Cruz Machado, Marco Fialho e Fabricio Duque. No dia 18/09, nós encontraremos HORA DA ESTRELA, de Susana Amaral.

Enquanto o programa inédito (e ao vivo) não começa, confira os anteriores:

#01: A HORA DO LOBO, de Ingmar Bergman 
#02: A LIBERDADE É AZUL, de Krzysztof Kieślowski
#03: QUERELLE, de 
Rainer Werner Fassbinder
#04: CIDADÃO KANE, de Orson Welles
#05: CLEO DE 5 AS 7, de Agnès Varda
#06: FAÇA A COISA CERTA, de Spike Lee
#07: AS DIABÓLICAS, de Henri-Georges Clouzot
#08: S. BERNARDO, de Leon Hirszman
#09: VELUDO AZUL, de David Lynch
#10: ASAS DO DESEJO, de Win Wenders
#11: VIVER, de Akira Kurosawa
#12: MORTE EM VENEZA, de Luchino Visconti
#13: QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, de Billy Wilder
#14: O ANJO EXTERMINADOR, de Luis Buñuel
#15: PAISAGEM NA NEBLINA, de Théo Angelopoulos
#16: DANÇANDO NO ESCURO, de Lars von Trier

INSCREVA-SE YOUTUBE VERTENTES DO CINEMA

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Editorial de Aniversário | 17 de setembro de 2020

CINECLUBE RECINE #04

LIVE CINECLUBE RECINE #03

LIVES VERTENTES

CARTAZ DA MOSTRA DE SÃO PAULO 2020

O cartaz da 44ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo é assinado pelo cultuado diretor chinês Jia ZhangKe, que optou por fotografar o acendedor de incensos de Fenyang executando sua nobre função para o Deus da Literatura, símbolo da cidade que é muito visitada por artistas e escritores daquele país. 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo acontece on-line para todo o Brasil de 22 de outubro a 04 de novembro.

ASSISTA AO MÉDIA-METRAGEM

JARDIM DO CRIME

(2020, Brasil, 45 minutos, de Daniel de Jesus). No filme, cinco assassinos revelam os detalhes de seus atos, movidos pelas loucuras das paixões, a um misterioso narrador durante sua visita à antiga Casa de Detenção – local que viria a se tornar o antigo presídio Frei Caneca, hoje demolido e transformado em condomínio residencial.

Nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, estreia no canal YouTube o filme Jardim do Crime, com roteiro inspirado no conto “Crimes de Amor”, que faz parte do livro “A Alma Encantadora das Ruas”, de João do Rio. O premiado ator e diretor Renato Carrera atua no média-metragem interpretando o narrador e quatro personagens. A direção é do também premiado diretor de arte, cenógrafo e publicitário, Daniel de Jesus. Ele estreia na função trazendo mais de dez anos de experiência na área e diversos prêmios como o Profissionais do Ano da TV Globo, entre outros. Produzido durante o período de confinamento e filmado apenas com um celular e duas pessoas, o diretor e o ator, em uma casa com quintal no centro do Rio de Janeiro, a obra é um passeio pela mente sombria de cinco assassinos que mataram por “amor”. O trabalho apresenta uma linguagem híbrida entre o cinema, teatro e artes visuais.

Daniel propõe uma imersão na mente sombria dos criminosos e seus atos destrutivos. São pessoas que mataram seus amores pela loucura que a paixão sopra no mundo, pois, segundo o enigmático narrador (alter-ego do autor) “O assassino por amor é o único delinquente que confessa o crime com riqueza de detalhes e o que mais guarda a narrativa do ato na memória.” Com referências ao estilo surrealista e linguagem assumidamente teatral (devido à experiência do ator e do diretor no universo do teatro) o filme foi realizado em casa, durante a pandemia, com recursos do auxílio emergencial proporcionado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro que premiou mais de 1.500 artistas com a quantia de R$ 2.500,00 para cada projeto.

A produção aconteceu durante quatro meses, no período de maio a agosto de 2020, e contou apenas com duas pessoas na equipe e um celular antigo: o estreante diretor – que também se dividiu entre todas as outras funções técnicas como roteiro, edição, som, figurino, luz, edição, montagem, fotos e programação visual, e o ator Renato Carrera, que se desdobrou entre todos os papéis interpretando desde um suicida a um rapaz honesto, um barbeiro, uma mulher e um carismático e curioso narrador.

Trechos do conto “Crimes de Amor”

“Ler é reler. Ler é esquecer. O cinematógrafo apossa-se da ciência, do teatro, da arte, da religião, junta verdades positivas e ilusões para criar o bem maravilhoso da mentira e fixa de novo a multidão, fixa-a sugestionada. Fixa-a pelo espetáculo, fixa-a pela recordação, dá-lhe qualidades de visão removida ao momento da tortura, ao lado do “Deus-Homem”, humano na tela mais ainda irreal porque é apenas uma sombra na luz do écran.” (João do Rio)

“E agora? Que será de nós? Que vai ser de nós? Agora era esquecer o sujeito. Acreditei. Mas aí, passei a viver a triste vida da dúvida”. (Claude, o narrador da história)

Depoimento de Daniel de Jesus

“Me isolei por completo durante quase cinco meses. Durante este período, transformei meu celular já idoso em uma câmera que me permitisse sair da realidade dolorosa de estar vivendo um momento tão difícil em todos os sentidos. Ao mesmo tempo, tenho a sorte ter uma grande sintonia artística com Renato, o que nos permitiu enfrentar e superar este período difícil de confinamento e procurar novos caminhos para sobreviver da arte. Em momentos como os que estamos vivendo é que as pessoas mais precisam da arte. Sempre ouvi dizer que a arte salva e isso sempre me soou duvidoso. A arte pode não “encher barriga” mas, de toda forma, preenche a alma de algo que jamais se esvaziará. E, nesse sentido, as dúvidas agora são outras. Agora, comecei a viver a feliz vida da dúvida, uma dúvida eterna, fresca e brilhante.”

Depoimento de Renato Carrera

“Um assassino pode ser qualquer pessoa. Seu vizinho, uma amiga, um parente ou até você mesmo. O interessante do trabalho foi a busca pelo entendimento da mente desses criminosos e descobrir que são pessoas normais e não vilões com “cara de bandido”. Precisamos estar atentos, somos bichos antes de tudo.

Sou ator e diretor de teatro há mais de 30 anos. Poder investigar técnicas e pensamentos sobre a arte de interpretar durante esses meses de pandemia foi um privilégio em meio ao caos mundial pelo qual estamos passando. Mesmo com personagens tão fortes, consegui estudar uma linguagem nova, com um diretor que dialoga e cria diretamente com o ator e para o ator. Tive a chance de criar vários trabalhos com o Daniel, como diretor de arte e cenógrafo em meus espetáculos, tendo-o sempre presente nos ensaios. Neste trabalho conseguimos criar algo novo para nós. Uma linguagem híbrida entre o cinema, teatro e artes visuais.”

Editorial de Aniversário | 17 de setembro de 2020

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