Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Quem disse que quarentena é sinal de tédio e procrastinação? Pelo contrário, nunca se produziu tanto em tão pouco tempo, a ponto da atriz Aline Deluna dizer na parte cinco do “Me Cuidem-se!” que está de “saco cheio” com a “internet frenética”. Sim, a rede não para nem um minuto sequer. Uma enxurrada de Live(s), a descoberta queridinha do momento. Sim, é informação demais vinda de todos os lados. É então que nosso site entra. Para filtrar o imperdível e condensar em um único lugar a quantidade de novidades. A semana inicia com duas mostras, com uma web-série de oito capítulos e com uma curadoria com produções  do Vertentes do Cinema e de dicas que agitaram o mundo virtual. Ah, e fique em casa. Agora mais do que nunca.

EM CASA

Vivir dos veces

VIVER DUAS VEZES (Vivir dos veces, 2019, 101 minutos, de Mari Ripoli, CRÍTICA AQUI). Emílio (Oscar Martínez) é um ex-professor universitário de matemática que, quando descobre que possui alzheimer, decide ir em busca de um amor de infância nunca realizado. “Viver Duas Vezes” se mostra interessado em entregar-se a esquetes triviais, mais do que a uma unidade narrativa. Os tons são alternados repetidamente, de forma a nos questionar qual é a atmosfera que deseja abordar a partir de Emilio. Constantemente, sua doença mental serve como elemento cômico, especialmente nas discussões com sua neta Blanca (Mafalda Carbonell). Quando necessário para adentrar em zonas de emoção e de impacto, porém, irá para o espectro dramático.

Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

ME CUIDEM-SE! 5

Me Cuidem 5

ME CUIDEM-SE! – UM FILME PROCESSO: PARTE V (2020, Brasil, 24 minutos, de Bebeto Abrantes e Cavi Borges, assista ao filme dentro da crítica AQUI)

Por sete personagens, no período retratado de 16 a 31 de maio de 2020, “Me Cuidem-Se! 5”, além de ser uma observação sobre rotinas, é, acima de tudo, um documento jornalístico, tanto por filmar a história, quanto por informar os acontecimentos da quinzena, como as manifestações que pipocaram no Brasil e no Mundo. Aqui é sobre o cansaço do entender. De aceitar a simplicidade do sol e de que a casa é o espaço a se ficar. “Vamos ver amanhã como fica”, diz-se acreditando que melhores dias virão. Sim, somos o povo do otimismo crônico. Ingênuos por natureza. Talvez por isso, vulneráveis e joguetes. Enquanto a performance de Patrícia Niedermeier busca a catarse-suspiro, a de Regina Miranda conta as passagens de luz como mortos. Uma metáfora de existência social que “precisa sobreviver”.

Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

CURTA DA SEMANA

O PORTEIRO DO DIA (2016, Brasil, 25 minutos, de Fábio leal, CRÍTICA AQUI). Após trocar olhares entre “bom dia” e “boa tarde” diários, Marcelo se dá conta que é hora de tentar algo mais com Márcio, o porteiro de seu prédio. Assista na página principal do site AQUI!

Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

III SEMANA CAVIDEO ONLINE

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Paraíso aqui vou eu

MOSTRA ECOFALANTE ONLINE

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Amazonia Sociedade Anonima

Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

PROGRAMA IMS CONVIDA

Os projetos – cerca de 60 no total – dos artistas e coletivos convidados pelo Instituto Moreira Salles para criarem obras para este programa durante a quarentena estarão acessíveis à medida que forem sendo publicados. Listamos aqui os três mais comentados da semana (com críticas). Para conhecer todos, clique AQUI.

Republica

REPÚBLICA (2020, Brasil, 15 minutos, de Grace Passô, assista ao filme dentro da crítica AQUI)

O cinema, em sua linguagem, utilizado como mecanismo em que se transmite experiências sensíveis. Isto é “República”, curta-metragem de Grace Passô. Em um momento de ansiedade geral com o enclausuramento, a diretora performa e se filma de forma a fazer do próprio uso de câmera, uma angústia. Em planos fechados, longos e agonizantes, se representa a falta de olhares em um isolamento. Não há muito o que se ver, o que sentir ou formas de fugir. De certa maneira, alucinamos. O enquadramento rigoroso representa não só o contexto, o tema e o ambiente como enlouquecedores, mas também nossa sensibilidade frente a imagem. Desde seu princípio, com uso de cores borradas, percebe-se o objetivo de um filme que trabalha em percepções.

Fogo Baixo Alto Astral

FOGO BAIXO, ALTO ASTRAL (2020, Brasil, 5 minutos, de Helena Ignez, assista ao filme dentro da crítica AQUI)

Ao abraçar um curta-documentário do cotidiano no isolamento, Helena Ignez faz de “Fogo Baixo, Alto Astral”, um curioso e até mesmo cômico retrato de um artista em momento em que as notícias beiram a distopia no país. Na eficiente montagem, alterna-se humores como forma de representar, a nível pessoal, a condição da atriz e diretora no Brasil de Jair Bolsonaro, em meio a pandemia do coronavírus. Em seus intervalos, porém, busca-se o poético no discurso, através da narração. Nos momentos inspirados, alterna-se a rotina com a ideologia de Ignez. Ir em direção a cozinha torna-se manifestação com panelas contra o governo. Uma forma simples, que soa óbvia como crítica, mas que simboliza ideais em meio a um confinamento.

Missão Persefone

MISSÃO PERSÉFONE (2020, Berlim, 10 minutos, de Karim Aïnouz, assista ao filme dentro da crítica AQUI)

No meio dessas convenções, “Missão Perséfone” parece impor uma grandiosidade que nunca se cumpre além da estética e proposta. Repleto de simbolismos, soa como uma forma pseudointelectual de elaborar a ideia de preservação e de recomeços na humanidade e em nosso planeta. O diretor, além disso, insere exposições para esclarecer, em texto ou em narração, o significado de suas imagens contemplativas. Entra no “pacote” de temas relevantes,  uma crítica inofensiva e banal ao “tempo das mercadorias”: o capitalismo. Frases de efeito metafórico, como: “a terra ainda é tóxica”, são encontradas em um filme que inegavelmente possui um apelo visual interessante, principalmente quando, em sua primeira parte, se filma a “superterra”.

Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

CINEMATECA FRANCESA: ESPECIAL FRANÇOIS REICHENBACH

NUS MASCULINS (Sessão Restauração, 1954, 24 minutos, França, sem som, de François Reichenbach, ASSISTA AQUI)

Este filme perdido e esquecido foi confiado a La Cinémathèque Française por Laurence Braunberger. O filme de 16mm, muito frágil e danificado, foi digitalizado em 2K e calibrado em 2016 pelo laboratório Hiventy. Esta restauração foi possível graças aos esforços combinados de Sarah Marty, Laurence Braunberger e da cinémathèque française.

LAST SPRING (Sessão Restauração, 1954, França, 22 minutos, de François Reichenbach, ASSISTA AQUI)

Dois homens apaixonados entrelaçados, depois separados, um na cidade e outro no campo. Este filme perdido e esquecido foi confiado à cinémathèque française por Laurence Braunberger. Em 2016, a cópia frágil e degradada de 16 mm foi digitalizada em 2K e calibrada no laboratório Éclair / Ymagis. Esta restauração foi possível graças aos esforços combinados de Sarah Marty, Laurence Braunberger e da cinémathèque française.

Editorial da Semana | 04 de junho de 2020

SESC CULTURA CONVIDA

(Clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

WEB-SÉRIE BRASILEIRA: BARRA ÓDIO / BARRA AMOR

 

TRAILER DO NOVO CURTA DA PIXAR

CLIP CHILDISH GAMBINO

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