Editorial da Semana | 13 de agosto de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Um dos grandes ensinamentos que estamos recebendo (gerúndio mesmo) é a descoberta que o ser humano se adapta a qualquer situação e que há mais rebeldes que corretos no quesito solidariedade ao próximo, com suas praias e bares lotados (tanto que foi instituído um aplicativo para “marcar” hora (e tempo de permanência) para “cair” no mar. Sim, o mundo está um caos total. Mas há livros, filmes e muitos eventos (quase infinitos) que ajudam a todo e qualquer ser a completar o vazio ofertado no tédio. E descobrimos também como as pessoas têm medo de sentir suas solidões e silêncios. Quando o seminário Na Real_Virtual busca “a liberdade de calibrar o olhar” e ou de apresentar que o cinema possui suas limitações de visão pela analogia do cubo de Walter Carvalho, faz com que possamos nos conectar ao estudo e ao pensar. O mesmo acontece com o REcine Online 2020 sobre o cinema de arquivo. E/ou com nosso programa de sexta-feira Cinema em Conversas. Para condensar todas as novidades e dicas, nosso site prepara uma curadoria especial com a Revista Semanal do Vertentes do Cinema. Confira a seguir!

CURTA-METRAGEM DA SEMANA

Na Rota do Vento, o cinema na música de Sergio Ricardo

NA ROTA DO VENTO – O CINEMA NA MÚSICA DE SÉRGIO RICARDO

(2019, Brasil, 22 minutos, de de Marina Lutfi, Cavi Borges e Victor Magrath, CRÍTICA AQUI). Trata-se de um documentário musical realista, mixando o antigo e o novo, trocando posições cronológicas, criando um carrossel sugestivo para o público.Com o intuito de laurear Sergio Ricardo, “A Rota do Vento, O Cinema na Música de Sergio Ricardo” demonstra uma homenagem irretocável. Percorremos décadas de filmografia cantada e interpretada, com a sequência de imagens projetadas e assim, juntando as pontas numa colcha de retalhos ricamente tecida com o passar dos anos, podemos avaliar toda a importância do artista enquanto assistimos imagens que registram mais do que a história do país e sim a identidade de uma nação. ASSISTA AQUI na página principal do Vertentes do Cinema! 

TUDO SOBRE A RECINE ONLINE 2020

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PRÓXIMO CURTA

EXTRATOS 

(Brasil, 2020, 8 minutos, de Sinai Sganzerla). Um curta-metragem com imagens entre o período de 1970 até 1972 nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Londres, Marrakech, Rabat e a região do deserto do Saara. Foram filmadas por Helena Ignez e Rogério Sganzerla no exílio, nos anos de chumbo. O filme é também sobre a esperança. Algo afável é possível mesmo quando há indicações do contrário. Estreia na REcine Online 2020, 18/08, 00:01.

EM CASA

O NOIVO DA MINHA AMIGA

(Hasta que la boda nos separe, 2020, Espanha, de Dani de la Orden, CRÍTICA AQUI). Marina é uma mulher que trabalha como organizadora de casamentos, mas é incapaz de acreditar no amor. Ela aproveita uma vida sem compromissos até se apaixonar por Carlos. O problema é que ele está prestes a casar, e para piorar sua noiva é amiga de infância de Marina e eles a contratam para planejar o casamento. Disponível no CINEMA VIRTUAL

O que seria desse mundo sem paixao

O QUE SERIA DESTE MUNDO SEM PAIXÃO 

(2020, Brasil, 73 minutos, de Luiz Carlos Lacerda, CRÍTICA AQUI). Inédito na TV, “O que Seria deste Mundo sem Paixão”, estreia no Canal Brasil, na próxima quarta, dia 12/08, às 23h45. Mais recente produção de Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, o filme encerra a mostra que celebrou os 75 anos do cineasta – completados em julho. Com direção e roteiro de Bigode, o longa é uma coprodução do Canal Brasil, em parceria com a produtora Matinê Filmes, do cineasta, e com Cavi Borges, da Cavídeo. O título é uma frase do romance “Crônica da Casa Assassinada”, do escritor Lúcio Cardoso – mostra o encontro dos fantasmas do romancista Lúcio Cardoso (Armando Babaioff) e do poeta surrealista Murilo Mendes (Saulo Arcoverde), que são perseguidos por personagens de seus livros. O elenco conta com Paula Burlamaqui, Eriberto Leão, Tonico Pereira, Eron Cordeiro, Natália Lage e Carla Daniel. Disponível no CANAL BRASIL com reprises na madrugada de sexta/sábado, às 2h; e madrugada de segunda/terça, às 4h. 

Le Daim

DEERSKIN: ESTILO MATADOR

(Le Daim, 2019, França, 87 minutos, de Quentin Dupieux, CRÍTICA AQUI). Georges acabou de se separar de sua esposa e parece estar passando por uma crise de meia-idade. Depois de esquecer sua jaqueta de veludo no banheiro de uma estrada, ele chega à casa de um velho hippie que, por um valor exorbitante, lhe vende uma jaqueta vintage de couro de cerdo e uma câmera de vídeo. Ninguém diria que essa jaqueta velha é uma roupa atraente, mas, para Georges, é amor à primeira vista.a narrativa nos leva a um realismo fantástico que não há efeitos especiais e sim apenas a imaginação. É nisso que está potência deste filme, que representa uma análise a uma sociedade errante, incessantemente culpada, e, por mais que busque a cura, são reféns de seus próprios males, aparências e feedbacks da “calça legal”. Estreia nas plataformas digitais, Now, Vivo Play, Apple TV, YouTube Filmes e Google Play no dia 14 de agosto.

MOSTRA ECOFALANTE ONLINE 2020

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Acqua Movie

ACQUA MOVIE

(2019, Brasil, 105 minutos, de Lírio Ferreira, CRÍTICA AQUI). Cícero, um menino de 12 anos, depara-se com seu pai, Jonas, morto no banheiro de casa, vitimado por um infarto fulminante. Sua mãe está filmando um documentário na Floresta Amazônica. A mãe retorna para o funeral, em São Paulo. Ao chegar, Cícero a convence a levar as cinzas de seu pai para sua cidade natal, no Nordeste do país. Esse é o ponto de partida de Acqua Movie, filme de estrada onde mãe e filho tentam, em meio ao sol escaldante do semiárido nordestino, atravessado por canais de transposição das águas do Rio São Francisco, reinventar a narrativa do afeto.​

SELEÇÃO ESPECIAL CINEMATECA FRANCESA

A INUNDAÇÃO

(L’Inondation, 1923, França, 74 minutos, Silencioso, de Louis Delluc, ASSISTA AQUI). Baseado em conto de André Corthis.
Com Ève Francis, Edmond van Daële, Ginette Maddie, Philippe Hériat. Em uma vila nas margens do Ródano, Alban, um fazendeiro, está prestes a se casar com Margot. Mas Germaine, a filha do escrivão, se apaixonou pelo jovem. Quando ele a rejeita, ele desaba, enquanto uma inundação repentina do rio ameaça inundar a aldeia. Em 1961, a Cinémathèque francesa salvou L’Inondation do negativo de nitrato de suas coleções. Infelizmente, esse elemento estava incompleto (faltou um terço do filme). Em 1979, uma cópia de 16 mm permitiu completar os elementos de impressão. Era necessário, portanto, aumentar as cenas que faltavam, o que explica a diferença de qualidade de imagem entre as sequências. Em 2011, a Cinémathèque française procedeu à impressão de um novo exemplar. Em 2015, o filme foi restaurado em 2K pela Les Documents cinématographiques no laboratório Éclair como parte do plano de assistência à digitalização do CNC. Agradecimentos especiais a Brigitte Berg e Documentos Cinematográficos.

CINEMA EM CONVERSAS 12

 

Toda sexta-feira às 22:00 no youtube Lume Filmes Oficial tem o programa CINEMA EM CONVERSAS com Frederico Da Cruz Machado, Marco Fialho e Fabricio Duque. No dia 14/08, nós encontraremos MORTE EM VENEZA, de Luchino Visconti.

Enquanto o programa inédito (e ao vivo) não começa, confira os anteriores:

#01: A HORA DO LOBO, de Ingmar Bergman 
#02: A LIBERDADE É AZUL, de Krzysztof Kieślowski
#03: QUERELLE, de 
Rainer Werner Fassbinder
#04: CIDADÃO KANE, de Orson Welles
#05: CLEO DE 5 AS 7, de Agnès Varda
#06: FAÇA A COISA CERTA, de Spike Lee
#07: AS DIABÓLICAS, de Henri-Georges Clouzot
#08: S. BERNARDO, de Leon Hirszman
#09: VELUDO AZUL, de David Lynch
#10: ASAS DO DESEJO, de Win Wenders
#11: VIVER, de Akira Kurosawa

TUDO SOBRE O SEMINÁRIO NA REAL_VIRTUAL

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VERTENTES NA REAL_VIRTUAL MARCELO GOMES

Viajo porque preciso volto porque te amo

VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO

(2009, Brasil, 75 minutos, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, CRÍTICA AQUI). José Renato (Irandhir Santos) tem 35 anos, é geólogo e foi enviado para realizar uma pesquisa, onde terá que atravessar todo o sertão nordestino. Sua missão é avaliar o possível percurso de um canal que será feito, desviando as águas do único rio caudaloso da região. À medida que a viagem ocorre ele percebe que possui muitas coisas em comum com os lugares por onde passa. Desde o vazio à sensação de abandono, até o isolamento, o que torna a viagem cada vez mais difícil.

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LIVES

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