A rota do vento, o cinema na música de Sergio RicardoNa Rota do Vento, o cinema na música de Sergio Ricardo

Colcha de retalhos musicais

Por Chris Raphael

Semana Cavídeo 2019

 

Ao assistir a película intitulada “A Rota do Vento, O Cinema na Música de Sergio Ricardo”, reverbera, dentro de nós, um sensação nostálgica de brasilidade. Com uma atitude positiva, imagens recortadas de filmes antigos, juntamente com uma musicalidade notória, atravessamos o portal da imortalidade. Sim, porque é incontestável que a música nos torna capazes de viajar no tempo. Atravessamos décadas e revivemos momentos com vívida clareza quando ouvimos determinadas canções. Neste caso, o tempo é justo e está a nosso favor:vai ficar pra sempre.

Sergio Ricardo nasceu João Lutfi, em Marília, São Paulo, no ano de 1932. É cantor, compositor , ator e diretor de cinema. Teve formação musical quando criança, quando estudou plano e teoria musical no Conservatório de Música de Marília. Mudou para o Rio de Janeiro em 1952 e consegui emprego como técnico de som e pianista (substituindo Tom Jobim). Interessou-se por temas políticos e sociais do país e retratou estes temas em suas canções. O romance  violado que deu origem a trilha sonora e narração do fillme Deus e o Diabo na  terra do sol, do diretor baiano Glauber Rocha foi composto por Sergio Ricardo e é um trabalho expressivo em sua carreira.

“A Rota do Vento, O Cinema na Música de Sergio Ricardo”, película em tela, dirigida por Victor Magrath, Marina Lutfi e Cavi Borges, é uma coprodução da Cavídeo e Cacumbu, de 2018. Trata-se de um documentário musical realista, mixando o antigo e o novo, trocando posições cronológicas, criando um carrossel sugestivo para o público.

Com o intuito de laurear Sergio Ricardo, “A Rota do Vento, O Cinema na Música de Sergio Ricardo” demonstra uma homenagem irretocável. Percorremos décadas de filmografia cantada e interpretada, com a sequência de imagens projetadas  e assim, juntando as pontas numa colcha de retalhos ricamente tecida com o passar dos anos, podemos avaliar toda a importância do artista enquanto assistimos imagens que registram mais do que a história do país e sim a identidade de uma nação.

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    Que coisa boa, o belo espetáculo ter sido transformado em um filme, arte tão própria de Sérgio Ricardo.
    Parabéns ao grande artista que festeja assim seus 70 anos de carreira – e que carreira! – e a todos que tornaram isso possível. Um abraço especial a Marina Lutfi.

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