Por que este filme existe?

Por Pedro Guedes


“After” é uma daquelas obras que, quando finalmente chegam ao fim, deixam o espectador com aquele sentimento de “Ora, por que esse filme existe?” ou “Por que eu perdi meu tempo com isso?“ – e estes dois pensamentos me vieram à mente diversas vezes ao longo dos 116 minutos da projeção. Não que seja a pior coisa já feita no Cinema, mas… por que alguém insistiria em contar uma história composta basicamente por clichês, clichês e mais clichês sem qualquer esforço para inventar algo que a diferencie de tantos outros projetos similares? É fato que produções maravilhosas ainda podem ser concebidas a partir de premissas batidas, mas este não é o caso de “After”, que apenas recicla a estrutura básica de um romance e sequer tenta imaginar qualquer tipo de novidade.

Baseado no primeiro de cinco livros que Anna Todd escreveu a partir de uma fanfic que publicou na Internet, “After” nos apresenta a Tessa Young, uma jovem que acaba de entrar na faculdade e se vê com várias dificuldades de socialização. Depois de ser convidada para uma festa, a garota conhece um rapaz chamado Hardin, que, embora tenha lido alguns dos principais romances já publicados (como “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, do qual Tessa também gosta muito), se recusa a acreditar no amor de qualquer forma. A partir daí, Tessa e Hardin se aproximam, começam a sair por aí juntos, se descobrem perdidamente apaixonados um pelo outro e… vocês precisam mesmo que eu continue perdendo tempo com uma historinha tão óbvia?

Aliás, a obviedade de “After” é tão grande que, durante boa parte da projeção, mantive a esperança de que algo pudesse me surpreender e levar a narrativa para um caminho completamente inesperado, como uma reviravolta inacreditável, a descoberta de que Hardin fosse um alienígena disfarçado ou mesmo de que o pai de Tessa pudesse ser avô do reitor da faculdade. Mas não. O roteiro de Jenny Gage, Susan McMartin e Tamara Chestna (sério que foram necessárias três pessoas para escreverem algo tão pedestre assim? E pior: baseado no trabalho que já havia sido feito por uma quarta cabeça?) segue rigorosamente todos os clichês que se esperam de um romance adolescente: a protagonista é uma jovem insegura, fechada, vítima de bullying e envergonhada ao admitir que ainda não perdeu a virgindade; ao descobrir o “amor de sua vida”, surge instantaneamente uma paixão entre ela e o tal sujeito; os impulsos da garota a levam a cometer alguns erros crassos; uma possível traição surge para abalar o relacionamento entre ambos; etc.

Mas o simples fato de lidar com uma trama básica que já foi explorada à exaustão por um bilhão de outras obras não é algo que necessariamente comprometa o resultado de “After”, já que premissas batidas sempre podem ser desenvolvidas de maneiras novas e surpreendentes. O problema deste longa aqui, no entanto, encontra-se no roteiro pedestre de Gage, McMartin e Chestna (de novo: por que três pessoas para escreverem algo tão bobo?!), que não consegue sequer estabelecer os porquês de Tessa e Hardin se apaixonarem tão perdidamente – ok, ambos gostavam de romances, mas… isso não é o suficiente para me fazer acreditar que, quinze minutos depois, os dois já estarão se declarando um para o outro num lago! Além disso, é curioso que o filme chegue ao fim de seu segundo ato e repentinamente perceba que não criou um único conflito para os personagens – e quando o roteiro se dá conta de que precisa de uma antagonista, aí resolve trazer de volta uma “vilã” que havia sido apresentada no início e ficado no limbo desde então. Ou seja: não há coesão ou estrutura narrativa alguma.

Como se não bastasse, Jenny Gage consegue piorar o roteiro que co-escreveu ao dirigi-lo com uma preguiça inacreditável: limitando-se ao “bê-á-bá” das adaptações de young adult novels, a cineasta não exibe um pingo de imaginação ao enfocar os conflitos internos, os momentos românticos e os diálogos entre os personagens – estes, em particular, se resumem a planos/contraplanos básicos, são acompanhados por uma trilha sonora óbvia e ainda são registrados através de uma fotografia… bem, inofensiva demais para merecer qualquer tipo de atenção. Mas não é só: logo nos minutos iniciais, há uma cena ridícula onde Tessa e seu amigo vão entrar numa sala, se esbarram na porta e ficam pedindo desculpinhas desajeitadas um ao outro, atingindo o ápice dos diálogos toscos ainda no comecinho do filme. E o que dizer da cena ambientada numa piscina e que envolve reações piegas tanto por parte de Tessa quanto de Hardin?

O que nos traz, portanto, a um dos elementos mais importantes de “After”: o casal que protagoniza a história. E, para variar, não há muito que comentar aqui: presa a uma personagem desinteressante e que frequentemente toma decisões estúpidas, Josephine Langford (incrivelmente parecida com Alicia Silverstone, dependendo do ângulo) merece pontos por ao menos tentar conferir alguma personalidade a Tessa, mesmo que o roteiro tenda a sabotá-la continuamente. Já Hero Fiennes Tiffin encarna Hardin como aquilo que ele é: um moleque chato, antipático e egocêntrico – e me incomoda o fato de Tessa se afeiçoar tanto a ele, já que, desde o princípio, ele sempre a tratou de maneira particularmente grosseira.

Assim, o único destaque que resta a “After” é o esforço de Josephine Langford, o que, claro, não é o suficiente para salvar o projeto – até porque, convenhamos, este esforço acaba nem sendo tão bem-sucedido. O que sobra, no fim das contas, é uma obra incrivelmente preguiçosa, artificial e sem personalidade, tornando-se espantoso que esta seja apenas a primeira parte de uma história que, ao que tudo indica, ainda renderá mais quatro longas. Como isso é possível, eu sinceramente não sei.

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    Essa foi a critica mais peba que já tive a infelicidade de ler. Não pelo fato do mesmo desconhecer tudo sobre filmes adaptados ou até mesmo o termo cliché no qual usou, mais pela imensa e entendiante falta de entendimento praticado por você. O que noto aqui, é apenas informações copiadas e coladas, um desinteresse completo até mesmo em inventar algo que nem mesmo chega a ser de seu conhecimento o que é triste. Infelizmente eu já vi vários blogs, porém como esse, fica difícil até mesmo classificá-lo. Que fique claro, não sou uma aficionada por series e admoestação de filmes, porém, deixo minha mente aberta para o conhecimento, e então, fazer minha critica assim como meu elogio. Precisa melhorar muito, fica a dica, principalmente qual se está mais perdido no assunto do que cego em tiroteio. Poderia ser melhor, mais no fundo, sempre podemos melhorar.

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    After é chato e sem sal, concordo com a critica feita aqui. Esse filme não serve nem pra se distrair, você passa o filme inteiro esperando ” algo ” acontecer e quando termina o que resta é um sentimento de frustração. Espero ter a oportunidade de ver os protagonistas em outras produções no futuro que seja capaz de desafia-los e lhes dê a oportunidade de mostrar se realmente são bons no que fazem.

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    Vamos lá
    Concordo
    Filme, uma perda de tempo, mas não pelo bla bla bla que falou, mas o que me incomoda na sua crítica e principalmente me irritou com o filme foi o total e absoluto nada a ver com o livro
    Quem leu, nossa…. te prende, sabe o que é você não ver a hora do dia, noite ou madrugada passando com esse livro, ou melhor, todos os livros, em mãos, mas o filme, caramba sério se eu vi alguma coisa pior, não me lembro, não chega nem a tentar defender dizendo que vários best sellers passaram por isso, porque é ofensivo, não se atentaram a nada, nem se quer os personagens tentaram parecer com algo na aparência … Podre podre podre…. trabalho preguiçoso, relaxo e o principal e o mais fodido de tudo
    Uma Puta falta de respeito à quem leu e é fã dos livros
    A autora de after, os livros
    Como permite algo do gênero sair???? Uma frustação total
    Um desânimo total
    Sério
    Chega a dar muita raiva
    Me parece um meio de arredar dinheiro rápido e urgente pois a expectativa era gigante
    Mas SE sair o filme 2
    Não arrecadam nem pra pagar folha
    Certeza
    Quem é fã sabe o que eu tô falando
    Não do clichezinho amor amor amor
    Não
    Fã da história
    Me lembrou tantas histórias fantásticas nos livros e muito frustradas em filmes por não ouvirem os fãs
    CIDADE DOS OSSOS
    DIVERGENTES
    e por aí vai

    Mas ao contrário de Jogos Vorazes ou Crepúsculo que após seu primeiro fracasso nas telas se empenharam em fazer nas telas o mínimo possível das páginas
    Se tornou fenômeno

    Fica a dica😫😡😉

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    Eu em alguns temos concordo com a crítica. Mas minha opinião é que o filme é muito decepcionante para quem meu todos os livros. Não retratam nada que possuem no livro, mudaram a ordem cronológica do qual os fatos se passam, mudaram ate a fala q havia no livro. Esse filme foi simplesmente frustrante, não contou a paixão q acontecem entre os protagonistas, os problemas e até os momentos “clichês”. Quem já leu o livro viu o quanto é uma história de adolescente apaixonados e o quanto prende a nossa atenção já o filme se tornou chato e sem nexo.

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    Obviamente você não leu o livro e usou o total de zero argumentos cabíveis para escrever essa “crítica”.
    Perdi tempo lendo isso porque sinceramente, foi uma ofensa!

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