A Cobertura do Terceiro Dia

Por Vitor Velloso

No terceiro dia da Mostra CineBH, na sessão cine-escola no Teatro Sesiminas, “Espero tua (re)volta” da Eliza Capai foi exibido na parte da manhã, o longa já possui crítica aqui no site e foi contemplado à um cine-debate, com a intenção de mostrar às crianças uma postura política que parte inicialmente dos próprios estudantes. Em seguida, no Palácio das Artes, um workshop com Janaína Oliveira, curadora e programadora de festivais e coordenadora Ficine, com o tema de: Outros Modos de Ver: Diálogos sobre Curadoria e Descolonização.

A roda de conversa foi enriquecedora, pois além da postura de enfrentamento político diante das questões étnicas e sociais que o Brasil e o mundo, enfrentam, Janaína tocou no quesito político da própria curadoria em festivais, trabalhando aspectos polêmicos, mas constantes nesse processo. Além de citar algumas seleções nacionais, entrou no case de Roterdã e Locarno, onde realizou as mostras Soul in the Eye, em homenagem à Zózimo Bulbul, e Black Light, respectivamente. De Fanon à Stuart Hall, a conversa teve um tom bastante político, como deve ser, e adentrou em uma frase que marcou o debate: O homem branco hétero normativo é uma instituição em decadência e isso é o Bolsonaro.

Já na parte da tarde, ocorreu a abertura da Mostra Diálogos Históricos, com a exibição de “República dos Assassinos” de Miguel Faria Jr. com os comentários de Hernani Heffner, conservador chefe da Cinemateca do MAM, com mediação de Francis Vogner dos Reis, curador da Mostra.

No mesmo horário ocorreu um debate da Formação Brasil Cinemundi, onde o tema era: Incubadora Projeto Paradiso, com a presença de Bruno Ribeiro, diretor e roteirista de SP, Josephine Bourgois, diretora do instituto Olga Rabinovich de SP e Joyce Prado, produtora de SP. Retirando a descrição da própria programação:

“O projeto Paradiso é uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich que oferece bolsas e mentorias para profissionais do audiovisual, com foco na criação de grandes histórias conectadas com seu público. Atua na formação e capacitação profissional, no apoio a roteiros e desenvolvimento de projetos e na reflexão sobre como essas narrativas podem chegar ao público.”

No final da tarde ocorreu a Mostra Homenagem, que busca resgatar projetos da Filmes de Plástico, desta vez com exibição dos curtas “Quinze” de Maurílio Martins, “Quintal” de André Novais Oliveira e “Nada” de Gabriel Martins. De 2014, 2015 e 2017 respectivamente.

Já na parte da noite a exibição de “Os Jovens Baumann“, que já possui crítica aqui no site e para encerrar o dia, também na Mostra Contemporânea, “Danças Macabras, Esqueletos e outras Fantasias“, de Pierre Léon, Rita Azevedo Gomes e Jean Louis Schefer. Que terá crítica em breve aqui no site.

A Mostra CineBH segue acontecendo, a cobertura do Vertentes só termina domingo ao fim do festival. Continue acompanhando os textos diários por aqui.

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