Revista da Semana | 05 de novembro de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Nosso Editorial ganha nova forma e nome: Revista da Semana. Uma mudança necessária a fim de oficializar o guia-índice do que é imperdível (ou está na moda do momento). A 44a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo teve cerimônia de premiação nesta quarta 04/11, mas a maratona continua com a tradicional repescagem (130 títulos) para quem perdeu e/ou quer rever os filmes. No mesmo dia começa o Festival Indie 2020 com 35 filmes e também o Seminário do Documentário Na Real_virtual Parte, além do Brazil CineFest. Hoje, dia 05/11, será revelado também os rumos da política mundial com a eleição presidencial nos Estados Unidos. Biden versus Trump. O Vertentes do Cinema mantém sua força, garra, resistência e resiliência para continuar a produzir diariamente conteúdos exclusivos, AINDA que com a equipe mais reduzida. Atualmente, Fabricio Duque e Vitor Velloso revezam-se em suas loucuras pela sétima arte, tentando arduamente cumprir os desafios-lançamentos do mundo cinematográfico que se multiplicam como Gremlins sem o artifício da agua. Entre as estreias nos cinemas, o documentário imperdível “Sem Descanso”, de Bernard Attal. Vamos lá! Boa leitura!

CURTA DA SEMANA

O PÁTIO

ASSISTA AQUI (1959, Brasil, 11 minutos, de Glauber Rocha, CRÍTICA AQUI). O Pátio é o primeiro filme dirigido pelo cineasta Glauber Rocha. Rodado na Bahia, é influenciado pelo concretismo e definido pelo diretor como “experimental”. Nos seus 11 minutos de duração, um homem (Solon Barreto) e uma mulher (Helena Ignez) interagem sobre um piso quadriculado em branco e preto, como um tabuleiro de xadrez. Ainda sem as principais temáticas que definiriam a carreira de Glauber, já permite identificar no entanto alguns de seus traços marcantes, como o enquadramento meticuloso e particular, influenciado pelo formalismo de Dziga Vertov e Sergei Eisenstein. A trilha sonora é a Sinfonia para um Homem Só (musique concrete), de Pierre Henry e Pierre Schaeffer.

PRÓXIMO CURTA

MÜNCHEN-BERLIN WANDERUNG

(1927, Alemanha, 4 minutos, de Oskar Fischinger). A viagem de três semanas e meia de Fischinger a pé de Munique a Berlim capturada em uma câmera de 35 mm em 1927. São abstratos ou concretos – essas imagens dançantes e “pixeladas” de rostos, corpos, animais, nuvens, paisagens, contrapostas a fotografias brancas e apagadas que, nas suas incessantes explosões de luz, limpam, sem neutralizar, a percepção de todo o conjunto das imagens precedentes? Ou Fischinger não planejou conscientemente esse pequeno filme (historicamente mínimo e único), o registro de sua viagem pelas duas cidades, para evocar, apenas na abstração concreta típica do cinema, a representação do processo de memória? ESTREIA 12/11, 00:01.


EM CASA

Abismo Tropical

ABISMO TROPICAL

(2019, Brasil, 72 minutos, de Paulo Caldas, CRÍTICA AQUI). Um retrato da angústia de um artista no dia das eleições no Brasil, em 2018. Um testemunho em primeira pessoa, em tempo real, com questionamentos existenciais e estéticos, nos quais o diretor faz reflexões sobre o tempo, dilatando o presente, beirando a queda livre num futuro incerto.

O lançamento do filme na plataforma Innsaei.tv acontece no dia 05 de novembro, quinta-feira, após debate, às 20h, do diretor com o cineasta Kleber Mendonça Filho e a ativista e multiartista Preta Ferreira (Janice Ferreira), que nos convidam a refletir sobre política e devir. O filme terá acesso gratuito por 24 horas, das 21h de quinta até às 21h de sexta. Depois, “Abismo Tropical” poderá ser alugado a R$ 10,00 (dez reais). A partir do aluguel, o espectador terá 72 horas para assistir o documentário.


ESTREIAS NOS CINEMAS

Sem Descanso

SEM DESCANSO

(2019, Brasil, 78 minutos, de Bernard Attal, CRÍTICA AQUI). A partir da história de Geovane, jovem executado após ma batida policial quando trafegava de motocicleta sem carteira de habilitação, o documentário tenta compreender o que leva a sociedade a acolher a política de segurança pública que parece tornar descartável a vida humana menos favorecida. Selecionado para o Festival do Rio 2019 (onde conquistou o Troféu Vertentes de Melhor Documentário), o filme é um exemplo de obra de diálogo. Com estética e linguagem carregada de tradicionalismo, poderia limitar toda a sua potência na força da história por trás do Caso Geovane, jovem assassinado na Bahia de agosto de 2014, após ser abordado por três policiais em sua motocicleta.

Fico te devendo uma carta sobre o Brasil

FICO TE DEVENDO UMA CARTA SOBRE O BRASIL

(2020, Brasil, 88 minutos, de Carol Benjamin, CRÍTICA AQUI). Três gerações de uma família atravessada pela Ditadura Militar brasileira (1964-1985). Ao mergulhar em uma história pessoal e entrelaçá-la com a história do país, entre passado e presente, o filme investiga a persistência do silêncio como uma ferramenta de apagamento da memória.

O Barco

O BARCO

(2018, Brasil, 72 minutos, de Petrus Cariry, CRÍTICA AQUI). Em uma praia perdida no tempo, Esmerina, a esposa de um velho pescador, tem 26 filhos —o nome de cada um deles corresponde a uma letra do alfabeto. Intimamente, o primogênito deseja partir e descobrir o mundo além do mar. O cotidiano dessa família é bruscamente alterado após a chegada de um misterioso barco que encalha na praia e de Ana, uma moça que sobreviveu ao naufrágio.

Systemsprenger

TRANSTORNO EXPLOSIVO

(Systemsprenger, 2019, Alemanha, 119 minutos, de Nora Fingscheidt, CRÍTICA AQUI). Benni é uma menina de nove anos revoltada, agressiva e imprevisível. A garota foi expulsa de todas as escolas onde estudou e não vive com a mãe, que tem medo dela. O serviço social contrata Micha, uma especialista em controle de raiva, para acompanhar Benni na escola.

Verlust

VERLUST

(2020, Brasil, 111 minutos, de Esmir Filho, CRÍTICA AQUI). Isolada na praia, a poderosa empresária Frederica prepara a festa de Réveillon que todos esperam. Em meio à crise do casamento com o fotógrafo Constantin, que afeta diretamente a filha adolescente, ela ainda tem que administrar a vida e a carreira do ícone pop Lenny, que decidiu escrever uma obra misteriosa ao lado do escritor João Wommer. Quando uma criatura estranha surge do fundo do mar, a crise se instaura na teia de afetos e Frederica terá que enfrentar seu maior medo: a perda.

Bill & Ted: Encare a Música

BILL & TED: ENCARE A MÚSICA

(Bill & Ted Face the Music, 2020, Estados Unidos, 90 minutos, de Dean Parisot, CRÍTICA AQUI). Três décadas depois, Bill e Ted ainda não conseguiram escrever a melhor música de todos os tempos. Os amigos, então, têm a ideia genial de viajar para o futuro, para quando já tiverem escrito a música, e roubá-la de si mesmos… o que poderia dar errado? Ao lado das suas famílias e da inseparável amiga Morte, eles precisam encontrar a música perdida e salvar o mundo de uma possível catástrofe. Tudo isso, claro, sendo excelentes uns com os outros e deixando a festa rolar!


TUDO SOBRE O FESTIVAL INDIE 2020

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Liberté


COBERTURA DA 44a MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO 2020

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OS 10 MELHORES FILMES DA 44a MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO

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Nueva ordem

OS VENCEDORES DA 44a MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO 2020

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TUDO SOBRE NA REAL_VIRTUAL PARTE 2

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TUDO SOBRE A EDIÇÃO ESPECIAL DO BRAZIL CINEFEST 2020

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COBERTURA DO 14o CINEBH 2020

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Revista da Semana | 05 de novembro de 2020

LIVE ESPECIAL DO VERTENTES


CINEMA EM CONVERSAS #24: SEGUNDA TEMPORADA

NOVO HORÁRIO. Toda sexta-feira às 21:00 no youtube Lume Filmes Oficial e no youtube do Vertentes do Cinema tem o programa CINEMA EM CONVERSAS com Frederico Da Cruz Machado, Marco Fialho e Fabricio Duque. No dia 30/10 começa a SEGUNDA TEMPORADA com a vigésima primeira edição. Nós encontraremos CORAÇÃO SATÂNICO, de Alan Parker.

Enquanto o programa inédito (e ao vivo) não começa, confira os anteriores da PRIMEIRA TEMPORADA:

#01: A HORA DO LOBO, de Ingmar Bergman 
#02: A LIBERDADE É AZUL, de Krzysztof Kieślowski
#03: QUERELLE, de 
Rainer Werner Fassbinder
#04: CIDADÃO KANE, de Orson Welles
#05: CLEO DE 5 AS 7, de Agnès Varda
#06: FAÇA A COISA CERTA, de Spike Lee
#07: AS DIABÓLICAS, de Henri-Georges Clouzot
#08: S. BERNARDO, de Leon Hirszman
#09: VELUDO AZUL, de David Lynch
#10: ASAS DO DESEJO, de Win Wenders
#11: VIVER, de Akira Kurosawa
#12: MORTE EM VENEZA, de Luchino Visconti
#13: QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, de Billy Wilder
#14: O ANJO EXTERMINADOR, de Luis Buñuel
#15: PAISAGEM NA NEBLINA, de Théo Angelopoulos
#16: DANÇANDO NO ESCURO, de Lars von Trier
#17: A HORA DA ESTRELA, de Susana Amaral
#18: LANTERNAS VERMELHAS, de Zhāng Yìmóu
#19: ZERO DE CONDUTA, de Jean Vigo
#20: OITO DE MEIO, de Federico Fellini

SEGUNDA TEMPORADA:

#21: NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS, de John Ford
#22: REPULSA AO SEXO, de Roman Polanski
#23: O SILÊNCIO, de Mohsen Makhmalbaf

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HOMENAGEM A SEAN CONNERY

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