Editorial da Semana | 15 de maio de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Mais de dois meses e contando. E a pandemia continua se alastrando. Mas a esperança que tudo passará e o mundo voltará a uma nova normalidade não desaparece, principalmente pelo ser humano que ajuda a seu próximo com o que pode, como o diretor e produtor Cavi Borges, que lançou em sua página no Facebook uma campanha de apoio à “galera do cinema do Rio”.

“Há cerca de um mês atrás, publiquei um post pedindo ajuda para a galera do cinema do Rio que se encontrava em dificuldades. Apareceram muitas pessoas querendo ajudar e muitas querendo ser ajudadas. Com ajuda de produtoras e artistas como Mariza Leão, Iafa Britz, Clélia Bessa, Ricardo Cota, Maria Rezende, Julia Rezende, Dayse Amaral, Hsu Chien, Rodrigo Fonseca, entre muitos outros, conseguimos ajudar quase 200 pessoas do cinema carioca: técnicos, maquinistas, cenógrafos, atores, jovens diretores e roteiristas de Nova Iguaçu, Nova Holanda, Caxias, Cidade de Deus, Centro e muitos outros lugares. Junto com o grande Dom Filó criamos um grupo de ajuda chamado: “CINEMA, AMOR e PÃO”. E hoje graças à ajuda da Secretaria de Cultura, a Riofilme, RIO VIVO, Vinicius Azevedo, Tiago Gomes, Cesar entre outros estamos distribuindo 140 super cestas básicas, Junto com dvds de filmes brasileiros e livros. Feliz e emocionado de como um simples post no facebook pode se transformar numa coisa maior e conseguir ajudar tanta gente. 200 pessoas são poucas ainda… mas de 200 em 200 conseguiremos continuar sonhando com um mundo mais solidário e feliz!!! Vamos em frente!!!! Sempre unidos e lutando pelos nossos sonhos!!! OBRIGADOS A TODOS que ajudaram e ainda vão ajudar!!!”, íntegra da publicação.

Sim, se esta iniciativa não é esperança, então não sabemos mais o que é. Nós do Vertentes do Cinema continuamos com força total de produção. Sempre um Especial por dia. Todo dia. Com Listas 10 Mais. Com Tudo Sobre diretores, diretoras e atrizes. Com muitas Live(s) que trocam e compartilham a paixão-fazer pela sétima arte. A do dia 13/05 contou com a presença de Cavi Borges. A do dia 14/05 será com Susanna Lira, que junto ganhará um Tudo Sobre com vídeos e as críticas de todos os seus longas-metragens. Há também as dicas do Em Casa. O Curta da Semana. E muito mais. Confira aqui em nossa Revista-Índice Semanal.

Editorial da Semana | 15 de maio de 2020

CURTA-METRAGEM DA SEMANA

Tea for two

​Silvia é uma cineasta de meia idade em crise com sua vida. Na mesma noite em que é surpreendida pela visita da ex-esposa, que a largou há alguns anos, conhece outra mulher que a fascina. Com Amanda Lyra, Carlos Eduardo Valente, Gilda Nomacce, Julia Katharine, Lui Seixas. Assista na página inicial do site AQUI!

PRÓXIMA SEMANA

Editorial da Semana | 15 de maio de 2020

EM CASA

A Secret Love

SECRETO E PROIBIDO. NETFLIX. É inquestionável que a impressão geral de haver uma grande diferenciação do documentário para a ficção, tendo em vista o “realismo” do primeiro, é equivocada. O recorte narrativo – o que mostrar, que pontos evidenciar, quais ignorar – está presentes em ambos. Eduardo Coutinho cria, em “Jogo de Cena”, a maior prova sobre esta natureza do documentário e da encenação. Entretanto, há uma sensação diferente que acredito ser inerente quando experienciamos a imagem que não é vendida como encenada, mas como a história real de cidadãos comuns. Spike Lee utiliza perfeitamente desta impressão quando quebra nosso confortável vínculo com a ficção ao nos arrebentar com a realidade no final de “Infiltrado na Klan”. Dentro desse conceito, “Secreto e Proibido” impacta justamente por se aproximar tanto e tão rapidamente das pessoas que filma, mas também por criar uma atmosfera sufocante, aproveitando-se do documental para retratar o preconceito sofrido na vida das protagonistas. Leia a Crítica completa AQUI!

Frabtz Fanon - Black Skin, White Masks

FRANTZ FANON – BLACK SKIN, WHITE MASKS. O filme foi exibido por 24h dentro da Mostra Perspectivas Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia: das 18h de 11/05 às 18h de 12/05. Mais do que pensar de um modo simplista essas relações estabelecidas por Fanon, podemos , de maneira mais produtiva, entender que ,assim como seu pensamento, sua vida foi muito complexa. Em um docudrama de pouco mais de uma hora sobre Frantz Fanon, o diretor Isaac Julien procura depoimentos de teóricos da área da cultura, dos estudos raciais e de familiares e amigos de Fanon. A ideia de Julien parece ser mostrar o Fanon por detrás das obras consagradas como o livro que dá no me ao filme. Fanon vinha de uma família interracial e acabou casando-se com a francesa branca Josie Fanon. Essas informações poderiam não ter a menor relevância para alguns , no entanto, o próprio Fanon tinha suas dúvidas entre as possibilidades de relações entre negros e brancos que superassem o colonialismo. Apesar de ser amigo do casal Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Mais do que pensar de um modo simplista essas relações estabelecidas por Fanon, podemos , de maneira mais produtiva, entender que ,assim como seu pensamento, sua vida foi muito complexa. Leia a Crítica completa AQUI!

Extraction

RESGATE. NETFLIX. Dirigido por Sam Hargrave, “Resgate” conta a história de Tyler Rake (Chris Hemsworth), mercenário contratado para executar o resgate de Ovi (Rudhraksh Jaiswal), filho de um dos chefes do tráfico indiano. Não há qualquer indagação ao propósito de obras que buscam realizar um projeto estético e de sensações, pouco se importando com sua história, ainda mais considerando um gênero tão propício. Mesmo fora dele, os irmãos Safdie fazem, de “Bom Comportamento”, um exercício de estilo e adrenalina. Aqui busca-se o envolvimento através da construção da ação, mas não consegue se ater a isso, necessitando de inserções constantes que buscam um panorama pessoal e dramático na narrativa. Em seus respiros, apela para o que menos deveria: a psicologia quebrada de um personagem que não possui qualquer identificação. O carisma de Hemsworth não é o suficiente para convencer-nos da relação paternal que cria com Ovi, sua missão. Tampouco sua personalidade ou “grande” drama familiar são concretos ou palpáveis para elaborar suas angústias. Vê-lo ingerindo álcool, com expressão sofrida, não é suficiente enquanto roteiro. Também esteticamente, Rake não se difere de qualquer mercenário, sem qualquer característica marcante para que nos envolvêssemos em sua imagem. Leia a Crítica completa AQUI!

Father

O PAI. PETRA BELAS ARTES À LA CARTE. É um filme de detalhes. De mascarar a dor com a realidade do dia-a-dia. Recolher as roupas ainda estendidas no varal, procurar fotos em uma biblioteca durante a reunião de família “camarada”, as conversas naturalistas sobre contato astral com os mortos do “campo de torção” de um “líder sensitivo” (um culto-seita à moda de “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”, de Ari Aster), a pressão-cobrança do filho impaciente e apreensivo para retornar sua vida normal, tudo soa espontâneo, principalmente pela câmera próxima, de cortes rápidas, quase mosca. Mas “O Pai” causa um incômodo no espectador. Uma vírgula deslocada que muda o tom da ambiência cênica quando suas personagens se comportam estranhas demais. O filho, Pavel (o ator Ivan Barnev), por exemplo, não se define uma personalidade, sempre solto, hiperativo, perdido e mal construído. Tentando “dançar” em vão no “ritmo deles”, sem conseguir manter uma “conversa sensata”. Leia a Crítica completa AQUI!

ESPECIAL TUDO SOBRE A ATRIZ KARINE TELES

Um passeio completo pela carreira dessa atriz que entende do riscado, com vídeos e com críticas de todos os seus longas-metragens! (Clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

PROJETO LISE DE DANIEL NUNES

Dica imperdível sobre o trabalho incrível de Daniel Nunes e o PROJETO LISE. No site, há uma compilação de obras e fascinantes exercícios de som. Uma experiência ímpar para acompanhar e viajar no sensorial! (Clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

ESPECIAL DIA DAS MÃES

Que Horas Ela Volta

Especial sobre o Dia das Mães. Uma seleção, com dez filmes, que alimenta e compartilha o amor materno, pelas dicas da Vitrine Filmes e do Vertentes do Cinema. A todas as mães, um super beijo no coração! (Clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

10 FILMES PARA COMEMORAR O DIA DA EUROPA

Melancholia

Este especial está muito europeu para comemorar 09/05 o DIA DA EUROPA. Uma lista selecionada com obras de dez países europeus e que receberam nota máxima em nosso site! Deixamos de lado a França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, Rússia e focamos na Estônia, Luxemburgo, Dinamarca, Romênia, Turquia, Islândia, Suécia, Hungria, Macedônia e Áustria. Confira (Clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

10 RAZÕES PARA ASSINAR A APPLE TV+ 

Este especial está como uma suculenta maça. Listamos as dez melhores obras da Apple TV+ e as 10 RAZÕES PARA ASSINAR o streaming. Uma seleção para maratonar e esquecer a realidade Black Mirror demais de lá fora. Angélica Coutinho, Susanna Lira, Cavi Borges e Patrícia Niedermeier, para vocês! (Clique AQUI ou na foto e saiba tudo)

DESCUBRA O EXPERIMENTO ODRADEK

Atualizações às sextas-feiras. Clique AQUI ou na foto e saiba tudo. Inspirado no conto “A Preocupação de um Pai de Família”, de Franz Kafka, publicado originalmen-te no livro “Um Médico Rural” (1920), o  “EXPERIMENTO ODRADEK – Domicílio Incerto” busca nas imagens a possibilidade do encontro e da memória. “Odradek” não é definido e não se define; é descrito pelo autor como algo extra-ordinariamente móvel e que não se deixa cap-turar, uma criatura, ou um brinquedo, ou um pedaço de madeira pensante que sobrevive aos lares e aos humanos. Muda constantemente de lugar, seu domicílio é incerto. Não é possível dizer mais nada a seu respeito, apenas que ele produz inquietude àqueles que são conscientes de sua presença. Partindo da experiência de dois cineastas que vivem em cidades diferentes, reclusos em seus lares em decorrência de um período de qua-rentena, “EXPERIMENTO ODRADEK – Domicílio Incerto” é uma instalação virtual sobre a afe-tação do isolamento e a iminência da memo-rabília como esquecimento. De São Paulo a Turim e de Turim a São Paulo, por meio de pa-lavras, fotografias e correspondências virtuais, as imagens funcionam como estímulos de uma autorreflexão fabulística, não preocupadas com uma definição, mas sim com o processo de sua evocação. Por Davi Mello e Deborah Perrotta.

Editorial da Semana | 15 de maio de 2020

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