
Tudo Sobre o Festival Cinemato 2026
O 23º Festival de Cinema de Cuiabá acontece de 29 de junho a 5 de julho de 2026, com homenagem ao diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará
Por Francisco Carbone
O 23º Festival de Cinema de Cuiabá – Cinemato, uma das mais importantes vitrines do audiovisual brasileiro e amazônico, acontece de 29 de junho a 5 de julho de 2026, no no Teatro Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com entrada gratuita. Nesta edição, o festival homenageia o diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará, artista cuja trajetória é marcada por obras conectadas às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo.
Com o tema “Migração – Mobilidade Humana e Mudanças Climáticas”, o Cinemato 2026 apresenta uma programação composta por 67 filmes brasileiros, distribuídas entre as mostras Competitiva, Documenta Brasil, Cinema Paradiso, Cinema Escola e as sessões especiais Olhar de Estreia, Queimada Cuiabana, Melhor Idade e Homenagem. As produções selecionadas dialogam com questões ligadas ao pertencimento, aos deslocamentos humanos, às transformações ambientais e à diversidade cultural e territorial, evidenciando a riqueza estética do cinema brasileiro contemporâneo.
“As transformações ambientais que atravessam o planeta vêm alterando paisagens, modos de vida e trajetórias humanas. Em diferentes regiões do mundo, eventos climáticos extremos, secas prolongadas, enchentes e processos de degradação ambiental têm provocado deslocamentos populacionais, redefinindo territórios, identidades e relações sociais. O cinema, como expressão artística e instrumento de reflexão, torna-se um importante meio para compreender essas experiências, dar visibilidade às suas múltiplas dimensões e formas de migração, dentre esta, a migração continua, biológica e irreversível do próprio corpo que se desloca no tempo em direção a vulnerabilidade do envelhecimento. Desta forma o Cinemato estimula além do debate sobre os desafios que se colocam para o presente e o futuro, uma melhor compreensão dos direitos à vida. A resposta do audiovisual brasileiro a essa proposta temática foi expressiva. Nesta edição, o festival recebeu cerca de 600 inscrições, entre curtas e longas-metragens de diferentes regiões do país”, disse o Prof. Dr. Luiz Carlos de Oliveira Borges, cineasta e criador do Festival de Cinema de Cuiabá.
Sete longas-metragens disputam o tradicional Troféu Coxiponé. Entre eles estão “Eclipse” (SP), thriller dirigido e protagonizado por Djin Sganzerla e inspirado em fatos reais; “Dentre Nordeste e Sudeste” (SP), de Andrea Mendonça, que acompanha as histórias de vida de nordestinos que migraram para São Paulo; e “Filhas da Noite” (PE), de Henrique Arruda e Sylara Silvério, que celebra a resistência, a arte e a memória de seis artistas trans veteranas do Recife.
Completam a mostra competitiva de longas “Perto do Sol é Mais Claro” (RJ), drama intimista dirigido por Régis Faria e protagonizado por seu pai, o ator Reginaldo Faria; “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky” (AM), de Jorge Bodanzky e Liliane Maia, coprodução entre Amazonas e Mato Grosso; e os mato-grossenses “Cinco Tipos de Medo” (MT), de Bruno Bini, suspense policial que entrelaça histórias marcadas por amor e violência, e “Memória de Elefante” (MT), de Severino Neto, que aborda o luto e a resistência do Cerrado.

Na categoria de curtas-metragens, foram selecionadas 15 obras, sendo cinco produções de Mato Grosso. Integram a mostra “A Pele do Ouro” (RR), de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo; “Canto” (GO), de Danilo Daher; “Entre Cinzas” (GO), de Daniel Calil e Renato Ogata; “Kaira e o Temporal” (CE), de Wagner Nogueira Mendes; “Kika Não Foi Convidada” (RO), de Juraci Júnior; “Mapago” (MS), de Marcus Teles; “Memórias com Vista para o Mar” (RJ), de Marton Olympio; “Presépio” (RJ), de Felipe Bibian; “Canção Imigrante” (RS), de Cleverton Borges e Pedro Guindani; “Ressonância” (RN), de Anna Zêpa; além dos mato-grossenses “Belo Ouro”, de Pither Lopes; “Capim”, de Julia Munhoz e Caio Pimenta; “O Olhar de Antonio”, de Glória Albues; “Sacas de Areia”, de Raphael Henrique; e “Divino: Sua Alma, Sua Lente”, de Clea Torres, Gilson Costa e Divino Tserewahú.
Já a Mostra Documenta Brasil reúne obras que abordam memória, cultura e história do país. Integram a seleção “Quatro Luas Pantaneiras” (MS), de Ana Carla Loureiro; “Pau D’Arco” (RJ), de Ana Aranha; “Anistia 79” (RJ), de Anita Leandro; “Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape” (PR), de Sérgio Santos Barroso; e “Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil” (SP), de Evaldo Mocarzel.
Entre os convidados está a atriz e diretora Dira Paes, que retorna ao festival para entregar, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio que leva seu nome, concedido a uma mulher com atuação de destaque no audiovisual e em causas sócioambientais.
A atriz cuiabana Bella Campos participará da apresentação de “Cinco Tipos de Medo”, enquanto Vanessa Gerbelli acompanhará a exibição de “Perto do Sol é Mais Claro”. O festival também receberá a cineasta e roteirista Betse de Paula, os diretores Régis Faria, Renato Barbieri do consagrado filme “Pureza“ e um dos maiores nomes da cinematografia nacional, e Jorge Bodanzky, do renomado “Iracema, uma transa amazônica“. Os convidados participarão de debates, encontros e oficinas com realizadores e atividades voltadas à formação de público e ao fortalecimento do cinema brasileiro.

PROGRAMAÇÃO PARALELA
A programação começa uma semana antes da abertura oficial com o Cinema Paradiso, iniciativa que leva sessões de cinema a instituições que atendem pessoas com mobilidade reduzida ou que não podem se deslocar até as salas de exibição. O festival também promoverá oficinas entre os dias 30 de junho e 3 de julho, o Seminário “Migração, Mobilidade Humana e Mudanças Climáticas”, em 1º de julho, rodas de conversa nos dias 3 e 4 de julho e encontros diários com realizadores dos filmes participantes das mostras competitivas.

A sanção representa não apenas uma homenagem ao festival, mas também um reconhecimento oficial da importância da cultura como instrumento de desenvolvimento, educação e fortalecimento da identidade do povo mato-grossense.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL CINEMATO 2026

SERVIÇO
Festival de Cinema de Cuiabá – Cinemato
De 29 de junho a 5 de julho de 2026
Entrada gratuita
Mais informações e programação completa: festivalcinemato.com.br
Instagram: @festivalcinemato
O 23º Cinemato é realizado pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), por meio do Governo de Mato Grosso. Conta com parceria da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT (Procev-UFMT), Primeiro Plano Cinema e Vídeo e Trup., apoio institucional do Cineclube Coxiponés, Curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso, além do apoio cultural da TV Centro América.
Com assessoria de imprensa da Atti Comunicação – Eliz Ferreira e Valéria Blanco



