Mostra de Cinema de Ouro Preto 2019 | O Primeiro Dia

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O Primeiro Dia

Por Vitor Velloso

Durante a Mostra CineOP 2019

No primeiro dia da Mostra de Ouro Preto 2019, as atividades iniciaram-se com seminários que iam debater parte das temáticas abordadas na edição deste ano. Começando com Encontro de Educação, o primeiro seminário foi discutir os diálogos da educação sendo a 1 reunião de trabalho dos participantes do Encontro da Educação XI Fórum da Rede Kino, a coordenadora da Rede Kino (MG), Maria Leopoldina, falou sobre a dinâmica da programação do evento e as reuniões de trabalho do grupo. Outra representante da Rede foi a Teresa Assis, também coordenadora, do Rio Grande do Sul. A conversa não se estendeu, pois apenas 45 minutos foram cedidos a elas, mas com o público e a mediadora, Clarisse Alvarenga (curadora da Temática Educação (MG), o diálogo se manteve em criar um panorama geral dos planejamentos da Rede e gerar provocações com relação a Temática e a representatividade da mesma frente a momentos políticos atuais, sendo
contextualizada, claro, no cenário do Cine OP.

Já no segundo seminário, uma apresentação acerca das atividades relacionadas à Preservação durante o período de diálogos diretos do Cine OP. Assim, Carlos Roberto de Souza, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual), Débora Butruce (vice-presidente da ABPA), ambos de SP, e José Quental, curador da Temática Preservação (RJ), traçaram um panorama das possibilidades de troca em um evento como boa o Cine OP, partindo de desafios a serem enfrentados a partir do governo atual e da extinção do Ministério da Cultura. Novamente, foi uma conversa introdutória que visava apenas um mapeamento dos próximos dias de Mostra. Com exceção de uma discussão acerca de uma futura carta, que “deverá” ser entregue na próxima segunda-feira (10), pelos membros da ABPA, o debate não se prolongou e manteve seu caráter introdutório.

O terceiro seminário do dia envolveu novamente a Temática Educação e trazia novos projetos audiovisuais educativos à mesa. Essa primeira sessão tinha como tema as Mulheres na Escola, assim contamos com a presença de Maíra Norton (PPGE/Cinead/UFRJ) apresentando : Experiências audiovisuais do Coletivo Feminista MAR, Tina Xavier (Faculdade de Educação – UFMS) apresentando: A produção de filme de animação com crianças e as desconstruções das normas de gênero: A Princesa Pantaneira como protagonista, Aline Brito (UFF) apresentando: Professorxs-cineastas, Lívia Cabrera (UFF) apresentando: Uma “alma educadora”: o pensamento de Carmen Santos para o cinema Educativo durante a produção de Inconfidência Mineira (1948) e Sérgio Alkmin (Escola Municipal Maria do Amparo – MG) apresentando: 10 anos sem Eloá: a sociedade de costas para o território da violência. A coordenação foi feita pela Teresa Assis Brasil – Coordenadora da Rede Kino (RS). A apresentação foi bastante heterogênea, saltando de um projeto à outro com a facilitação da Teresa, mas todos muito interessantes frente as políticas de educação utilizando o audiovisual como ferramenta e mantendo uma didática necessária. Projetos que trabalham a representação da mulher no cinema nacional, violência ao corpo feminino, projetos de conscientização e agregação dos alunos com animações etc, foram o centro das atenções nesta tarde de quinta-feira. Parte desta conversa possui vídeos de cobertura e logo mais estarão no site. Mas sem dúvida o ponto alto foi a necessidade de reiterar a importância do engajamento feminino diante de questões que dizem respeito ao seu corpo, logo, grande parte das direções tomadas acerca das discussões propostas surgiam com teores de compreender este lugar político das escolas, dos alunos e dos educadores no que diz respeito à uma parte desses corpos, para além das instituições, um trabalho pedagógico por excelência que reforça o papel da educação na sociedade.

Na homenagem ao Edgard Navarro, a exibição de “Exposed” e “Superoutro” ocorreu no Cine Vila Rica e marcou o fim da noite. Em breve, crítica no site. A alegria de ver um cineasta ímpar ser celebrado em vida, é indescritível. O discurso de Navarro tocou política, arte e subversão, no campo do eros, estético e corpóreo. Vídeos estão sendo upados neste exato momento. Não há dúvida quanto a qualidade cinematográfica e a importância do cinema de Navarro ao Brasil, e não podemos imaginar uma Mostra melhor para tal homenagem, já que Educação e Preservação caminham juntos. Ao fim da projeção do curta e do média, a festa de abertura se iniciou e shows do DJ Pátrida, Banda Vilodum e Candoguêro.

Fique ligado para seguir a cobertura diária do Cine OP!

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