Editorial da Semana | 18 de junho de 2020

Estreias e Dicas desta quinta-feira

Por Redação

Quase cem dias. 100 dias sem sair de casa. Sim, nós não podemos negar a tragédia pandêmica que assola vidas humanas. Sim, nós precisamos ter coragem para continuar e principalmente ficar na proteção de nossos lares. Já dito em “Me Cuidem-Se!”, de Bebeto Abrantes e Cavi Borges, só a arte salva. E é verdade. Esta é a oportunidade perfeita de ler livros e assistir aos filmes. Definitivamente nós teremos mais proveito que colocar nossas existências (e a de nossos próximos) em risco. Para que consumir shopping se um mundo inteiro pode ser viajado do conforto de nossos lares? O Vertentes do Cinema a toda semana busca condensar dicas e novidades em uma curadoria diversa e ampla. Tudo para “tirar a vontade” de sair de casa. Esta semana por exemplo nosso site mergulhou na vida e obra do diretor francês Christophe Honoré (aguarde que vem coisa boa por aí). Nós não vimos o tempo passar. É só acompanhar e saber tudo aqui! “Ama-me um pouco menos, mas ama-me um pouco mais”, de “Canções de Amor”.

EM CASA

Da 5 Bloods

DESTACAMENTO BLOOD (Da 5 Bloods, 2020, Estados Unidos, 155 minutos, de Spike Lee, NETFLIX). CRÍTICA AQUI.

Destacamento Blood acompanha um grupo de quatro veterinários afro-americanos que retornam ao Vietnã buscando os restos mortais do líder de seu antigo esquadrão e de um tesouro enterrado, tentando encontrar suas inocentes perdidas pelo caminho. Alegar de forma sumária que Spike Lee (de “Infiltrado na Klan“) é um “oportunista” é de um mau-caratismo sem tamanho. Djonga, a quem devemos ter a honra de sermos contemporâneos, diz em música: “Dizem que só falo das mesmas coisas, É a prova que nada mudou, nem eu nem o mundo”. Não se trata de oportunismo, se trata de reafirmar posições históricas do negro na sociedade americana, aqui incluindo América Latina, e de confrontar o determinismo branco na visão de construção dessa mesma proposta de história. Logo, se um dos momentos mais potentes de “Eu não sou seu negro”, de Raoul Peck, é escutar na voz de Samuel L. Jackson, parafraseando James Baldwin, “A história da América é a História do Negro na América. E não é uma imagem bonita.” O que faria de “Destacamento Blood”, um filme oportunista? Ou excessivamente violento? Ora, a fuga da realidade no meio da pandemia se tornou uma muleta para alguns, aparentemente.

CURTA DA SEMANA ESPECIAL WEBSÉRIE

BARRA ÓDIO / BARRA AMOR 7 (Último episódio, 2017). ASSISTA AQUI (página inicial do site)

Web-série sobre um sem-terra negro sofrendo os preconceitos da cidade. O último episódio “Nos Canais da Barra”. Membro do MST e realizador de cineclubes transita pela Barra da Tijuca e se depara com uma realidade diferente.Direção: Rodrigo Gueron Produção executiva: Cavi Borges Produção: Carolina Did Fotografia: Thiago Magalhães, Arthur Sherman, Vinícius Brum Edição: Terencio Porto Som: Bruno Espirito Santo Figurino: Fatima Coppelli Produtor de elenco: Luciano Vidigal Elenco: Silvio Guindane, Augusto Madeira

PRÓLOGO  : https://vimeo.com/423228053
EPISÓDIO 1https://vimeo.com/423224059
EPISÓDIO 2https://vimeo.com/423222777
EPISÓDIO 3https://vimeo.com/423214683
EPISÓDIO 4https://vimeo.com/423216163
EPISÓDIO 5https://vimeo.com/423207550
EPISÓDIO 6https://vimeo.com/423225412

PRÓXIMO CURTA

WC MASCULINO (2017, Brasil, 17 minutos, de Mauro Carvalho e Thiago Cazado) Estreia 25/06, 00:01. 

Leo (William Alves) é o marido perfeito. Bem sucedido e bem casado, ele é surpreendido com a visita de André (Thiago Cazado), o mais novo amigo de sua esposa (Mel Carneiro). Em um jantar informal, ele tem de lidar com as insinuações do rapaz. Suspense. Curta-metragem. 17 min. Não recomendado para menores de 16 anos.

SELEÇÃO ESPECIAL CINEMATECA FRANCESA

A TARDE DE UM JOVEM ENTEDIADO (L’Après-midi d’un jeune homme qui s’ennuie, 1968, França, 33 minutos, Silencioso, ASSISTA AQUI)

Este filme inclui imagens que provavelmente ofenderão a sensibilidade de certos espectadores. Por esse motivo, não é recomendado para menores de 16 anos. Paris, Quartier Latin, maio de 1968. Imagens de barricadas e movimentos policiais nas ruas. Em seu quarto, em sua cama, um jovem se entrega a devaneios que invadem todo o espaço. Este filme mudo amador de Jean-Claude Brisseau, filmado em 1968 a 18 quadros por segundo, foi salvo e restaurado em 2020 pela Cinémathèque Française, com a colaboração de Lisa Hérédia. O filme de 8 mm foi digitalizado no laboratório Family Movie.

“Nenhuma área deve ser proibida no cinema. A meditação mais despojada, um ponto de vista da produção humana, psicologia, metafísica, idéias, paixões, é muito precisamente dentro de sua competência. Melhor ainda, dizemos que essas idéias e essas visões do mundo são tais que hoje somente o cinema pode dar conta delas. (…) Hoje já, um Descartes se trancava em seu quarto com uma câmera e um filme de 16 mm e escrevia o Discurso do método em filme, porque seu Discurso do método seria tal como hoje que somente o cinema poderia expressá-lo adequadamente. “(Alexandre Astruc,” Nascimento de uma nova vanguarda, a caneta-câmera “, L’Écran français , março de 1948).

PALÁCIO DO CONGRESSO – EDIÇÃO DE FILMES MUDOS FRANCESES (Palais des Congrès – Montage de films muets français, 1974, França, 161 minutos, Silencioso, de Henri Langlois, ASSISTA AQUI)

Montagem de filmes e extratos de filmes mudos franceses de 1895 a 1930, produzidos por Henri Langlois para uma projeção de eventos no Palais des Congrès em 1974. Por ocasião do Centenário Langlois, em 2014, a digitalização de um elemento de conservação montado (3.316 metros, com primers numerados de 1 a 23, 1979 impressos nos laboratórios cinematográficos de Boyer).

“Depois de deixar de produzir silêncio por um tempo, essa forma de cinema não pode mais evoluir e pertence ao passado. O filme silencioso, portanto, escapa à moda e aos modismos momentâneos que geralmente distorcem a observação crítica. A partir daí, uma situação privilegiada, que sem dúvida nos permite, ao julgar as obras de outrora como se fossem de hoje, restaurar as perspectivas. “(Henri Langlois)

Editorial da Semana | 18 de junho de 2020

CURADORIA IMOVISION: DIA DO CINEMA BRASILEIRO

A imovision além de filmes estrangeiros, tem muitos filmes nacionais  em seu catálogo, como nesta sexta-feira dia 19 de junho celebramos o dia do cinema nacional, vamos indicar CINCO  filmes nacionais disponíveis nas plataformas digitais.

Dia do Cinema Brasileiro é comemorado anualmente em 19 de junho ehomenageia a sétima arte produzida no Brasil. Esta data é comemorada em 19 de junho em homenagem ao dia em que o ítalo-brasileiro Afonso Segreto – o primeiro cinegrafista e diretor do país – registrou as primeiras imagens em movimento no território brasileiro, em 1898.

Fim de Festa

FIM DE FESTA (2019, Brasil, 100 minutos, de Hilton Lacerda, CRÍTICA AQUI) Disponível nas seguintes plataformas: Google Play / Net Now / YouTube / Telecine Play / Telefonica / Claro / Oi

O carnaval chegou ao fim. Uma jovem francesa foi brutalmente assassinada na cidade do Recife. O policial Breno volta antecipadamente de suas férias para investigar o crime, surpreendendo seu filho com três amigos hospedados em sua casa. Enquanto procura por pistas, a cidade desenterra traumas do passado de Breno e revela um estranho universo de lugares e memórias.As Boas Maneiras

AS BOAS MANEIRAS (2017, Brasil, 135 minutos, de Juliana Rojas e Marco Dutra​, CRÍTICA AQUI) Disponível nas plataformas: Google Play / Net Now / Apple / YouTube / Looke / Telecine Play

Clara, enfermeira solitária da periferia de São Paulo, é contratada pela rica e misteriosa Ana como babá de seu futuro filho. Uma noite de lua cheia muda para sempre a vida das duas mulheres.

BOI NEON (2015, Brasil, 101 minutos, de Gabriel Mascaro​, CRÍTICA AQUI) Disponível nas plataformas: PayTV – A&E / Canal Brasil VOD – Net Now / Telefonica

Nos bastidores das Vaquejadas, Iremar e um grupo de vaqueiros preparam os bois antes de solta-los na arena. Levando a vida na estrada, o caminhão que transporta os bois para o evento é também a casa improvisada de Iremar e seus colegas de trabalho: Zé, Negão, Galega e sua filha Cacá. O cotidiano é intenso e visceral, mas algo inspira novas ambições em Iremar: a recente industrialização e o polo de confecção de roupas na região do semi-árido nordestino. Deitado em sua rede na traseira do caminhão, sua cabeça divaga em sonhos de lantejoulas, tecidos requintados e croquis. O vaqueiro esboça novos desejos.

CASA GRANDE (2015, Brasil, 115 minutos, de Fellipe Gamarano Barbosa​, CRÍTICA AQUI) Disponível nas plataformas: Google Play / Net Now / Apple TV / YouTube

Jean é um adolescente rico que luta para escapar da superproteção dos pais, secretamente falidos. Enquanto a casa cai, os empregados têm que enfrentar suas inevitáveis demissões, e Jean tem que confrontar as contradições da casa grande.

COMO NOSSOS PAIS (2017, Brasil, 106 minutos, de Laís Bodanzky​, CRÍTICA AQUI) Disponível nas plataformas: Apple TV / Looke /  Netflix

Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma supermulher sem falhas nem vontades próprias. Até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma.

CINEMA QUEER ONLINE AO VIVO

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OS 10 FILMES FAVORITOS DE FASSBINDER

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Editorial da Semana | 18 de junho de 2020

FILME NA REDE

AS ESTÁTUAS TAMBÉM MORREM (Les statues meurent aussi (Alain Resnais e Chris Marker, 1953)

Sob a forma de um ensaio sobre a “arte negra”, Resnais e Marker produzem uma crítica do sistema colonial francês e do colonialismo ocidental em geral. Banido por cerca de dez anos na França e disponível apenas em uma versão mais curta do que a original, o filme entrelaça imagens da arte africana exposta em museus europeus, imagens de arquivo feitas na África, uma narração em off informativa, irônica, reflexiva e crítica, imagens de arquivo de artistas e esportistas negros na diáspora e de confrontos raciais violentos, entre outras. A construção de uma compreensão dos objetos da “arte negra” nos diversos contextos sociais, culturais e históricos pelos quais circulam – das sociedades nas quais foram produzidos com sentidos muitas vezes religiosos às sociedades nas quais se tornam produtos para consumo – leva a uma interrogação mais geral das relações entre o Ocidente e a África, assim como entre brancos e negros, na África e na diáspora africana, resultando num contundente comentário sobre o racismo, que reverbera ainda hoje com intensidade.

PRÊMIO QUIRINO

(Assista AQUI aos curtas-metragens finalistas)

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FILME NA REDE 2

PELA DESORDEM NATURAL DAS COISAS (2012, Brasil, 95 minutos, de Maria Clara Matos). Documentário em homenagem a trajetória de Maria Alice Vergueiro.

Editorial da Semana | 18 de junho de 2020

PLATAFORMA CINEMA UNIVERSITÁRIO

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FESTIVAL DE CURTAS DE OBERHAUSEN 2020

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CINEMATECANDO EM PARIS

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