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Telas de Shanzhai

O ordinário e o homogêneo

Por Vitor Velloso

Durante o Olhar de Cinema 2020

“Telas de Shanzhai” de Paul Heintz é uma obra, que como o curta anterior, se enquadra perfeitamente na mentalidade da produção cinematográfica contemporânea, mas o âmbito que o difere está diretamente sintonizado com a perspectiva de como a obra de arte torna-se um consumo através desse mundo virtual que somos acometidos. Acredito em uma visão diferente da proposta no texto do próprio festival. Não creio que citar Benjamin nos levará à uma vislumbre sólido do que “Telas de Shanzhai” propõe. As relações são muito distintas, acho que o filme se aproxima mais de um contorno artístico como “The Square”, que tenta relacionar a produção e o consumo com uma volatilidade do mundo capitalista. Mas o olhar voluntário à questão, torna a possibilidade de discussão crítica através da materialidade da produção e do consumo um ponto sem saída. É a burguesia em seu estado de inércia, desarticulada ao ver suas possibilidades de manutenção, se rendendo ao virtual como quem se despe de “dogmas” artísticos, compreendendo o fim de uma era através do olhar mais que datado do falecimento das coisas. Contundente com seu conservadorismo latente e propondo a exposição do nada em detrimento da crítica. 

E infelizmente os recursos do pensamento da burguesia assustada com o mundo contemporâneo segue alienando grande parte da crítica cinematográfica. Segue o baile.

Trailer

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