O cinema em conexão com a música | CineOP 2020

A Live da 15ª CineOP contou com a presença de Sérgio Pererê, Tizumba, Titane, Túlio Mourão e Carol Braga

Por Vitor Velloso

A Live da 15ª CineOP, que aconteceu ontem, dia 02/09, com o tema “O Cinema em conexão com a Música” que contou com a presença de Sérgio Pererê, Tizumba, Titane, Túlio Mourão e a jornalista Carol Braga, foi uma conversa descontraída sobre as influências da música no processo de produção cinematográfico, onde foi debatido a importância da cidade de Ouro Preto no processo criativo de cada um dos artistas. Com falas animadas, os artistas foram discutindo a relevância de uma negociação memorial afetiva com a cidade, com a cultura mineira e a brasileira.

Entre as falas gerais, Pererê e Tizumba falaram da ancestralidade presente em qualquer debate acerca de Ouro Preto e como é necessário um reconhecimento Histórico, para o bem ou para o mal, da cidade mineira. Assim, não deve ser feita uma espécie de ressignificação da mesma no âmbito cultural, mas a compreensão de sua relevância para o mesmo. Lembrando a relevância de Minas para a cultura brasileira, de Clube da Esquina à Tizumba, os dois falaram das características particulares na assimilação dessa História em suas criações.

Túlio e Titane falaram da ampla contribuição para o cinema, música e cultura brasileira, de suas largas participações na produção geral. Falaram de suas paixões que envolvem Ouro Preto, Saraceni e as parcerias com Pererê e Tizumba.

Em seguida, foi exibido um documentário em homenagem aos 35 anos de “Rede Minas”, além dos comentários dos artistas presentes no bate-papo, diversos jornalistas, apresentadores e artistas que tiveram participação nessa longa caminhada do canal 9 mineiro. A homenagem dominou parte da live, que buscava compreender não apenas a relevância da Rede para a cultura mineira, mas para seu fomento nacional, uma referência de um canal estatal. E como ao longo dos anos, dependendo da pauta política vigente no Estado de Minas, a Rede era desvalorizada e esquecida pelos políticos canhestros.

A irreverência da temática “Cinema de todas as telas”, amplamente debatida no “Bate-papo com os curadores”, com as divisões: Preservação (PATRIMÔNIO AUDIOVISUAL: ACERVOS EM RISCO E NOVAS FORMAS DE DIFUSÃO) com José Quental e Ines Aisengart Menezes como curadores, Educação (TELAS E JANELAS: tempo de cuidado, delicadeza e contato) com Adriana Fresquet e Clarisse Alvarenga como curadoras e Histórica (TELEVISÃO: O QUE FOI, O QUE É E O QUE AINDA PODE SER) com Francis Vogner dos Reis como curador, é importante tanto para o debate cinematográfico, da memória e da educação, como para uma vertente política de embate direto ao desmonte brutal que está ocorrendo no Brasil.

Dentre as questões debatidas, a Cinemateca Brasileira é uma das mais importantes, já que há um processo de violência histórica e memorial contra a mesma. A base materialista que envolve a questão vai sendo discutida ao longo da 15ª CineOP, que começa hoje, 03/09 e vai até o dia 07. Com cobertura diária dos debates e das pautas levantadas ao longo do evento, além de críticas dos filmes exibidos, algumas delas já disponíveis no site: https://vertentesdocinema.com/categoria/festivais/cineop/cineop-2020/

E a matéria do “Tudo Sobre”, já se encontra disponível, com um apanhado geral de tudo que vai ocorrer durante esses dias na Mostra Virtual de Ouro Preto. https://vertentesdocinema.com/tudo-sobre-o-cineop-2020/

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