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Mostra de Cinema de Ouro Preto 2019 | O Terceiro Dia

O Terceiro Dia

Por Vitor Velloso

Direto da Mostra CineOP 2019

Começando a cobertura no terceiro dia da 14ª edição do Cine OP, logo pela manhã aconteceu o encontro onde a temática (Educação) central era, As mulheres negras e o Cinema, com participação da Alexia Melo, arte-educadora e realizadora audiovisual, Janaína Oliveira, pesquisadora e curadora, Makota Kidoiale, coordenadora do projeto Kizomba, mediado por Kassandra Muniz, pesquisadora Neabi. A conversa tocou em pontos primordiais da representatividade das mulheres negras no cinema, além de conceber as dificuldades desses corpos em uma situação política como a atual. Com uma potência única, cada uma dialogou acerca do momento contemporâneo mas propôs mudanças significativas tanto nos meios de produção, exibição como também no modo de assistir e criticar do público. A importância do debate é ímpar, pois a exclusão dessas propostas, resulta concretamente em uma negação completa da história do próprio país, além do audiovisual. Como nos outros seminários, uma verdadeira aula foi dada aos presentes e os que tiveram a oportunidade de ouvir, sem dúvida alguma saiu com questões que permanecerão em mente por um longo tempo.

 

Seguindo as mesas de debate, desta vez com a preservação, a temática do seminário foi: Difusão do Patrimônio Audiovisual e Formação de Platéias Regionais. Estavam na mesa, Alexandre Sônego, coordenador do MIS (Campinas) e pesquisador, Cristiane Senn, diretora do MIS-PR, Hernani Heffner, conservador-chefe da Cinemateca do MAM, Marcus Mello, programador e crítico de cinema, mediado por Antonio Laurindo, Arquivo Nacional e diretoria da ABPA. A necessidade da conversa se iniciou já na temática da Cine OP, que trata diretamente do cinema regional, assim, Hernani iniciou o seminário já tratando de uma busca por novos públicos, tanto para a preservação como para compor o público das cinematecas e das questões históricas. A partir desse ponto, uma apresentação geral de cada Cinemateca ou MIS, que estruturou o diálogo posterior, falando sobre a dificuldade de manter esse processo e consequentemente de permanecer relevante à um novo olhar, a nova geração, não à toa, parte da mesa trabalha diretamente com educação. Foi de longe o mais didático debate acerca da preservação até o momento, o que o destaca aos presentes que não possui ligações diretas com o assunto, além de um impulso grande aos cineclubes.

Após os seminários assistimos à uma sessão de curtas da Mostra Preservação e o longa da Sinai Sganzerla. Terá crítica no site das sessões.

A programação de Ouro Preto segue a todo vapor. Até mais!

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