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A História da Arte em Filmes e Palestras

O texto é do curador Andreas Valentin, Fotografo, formado em História da Arte e Cinema nos Estados Unidos. Foi aluno e colaborador do artista Helio Oiticica.

“Nos últimos anos, em diversas cidades brasileiras, vêm aumentando significativamente os espaços destinados a cursos e palestras com formatos diversos, privilegiando a interdisciplinaridade. Esses eventos, promovidos por empresas particulares, atendem a um público de poder aquisitivo alto, restringindo, portanto, sua abrangência. Por outro lado, instituições governamentais, como a Caixa Cultural, começaram a ocupar seus auditórios, cinemas e teatros em horários variados disponibilizando conhecimento gratuitamente. Essas iniciativas têm obtido ampla resposta de público e de mídia, demonstrando claramente a existência de uma grande demanda.

Na foto: Luciana Freitas (Produção Executiva), Susanna Lira (Coordenação Geral), o palestrante Pedro Afonso Vasquez e Clarice Tenório (Assistência de Produção).

A mostra Diálogos na Tela pretende propiciar o saber e a reflexão a um público que, de outra forma, talvez não fosse contemplado. Acrescenta-se, ainda, que os filmes foram selecionados por caracterizar não apenas a temática apresentada – diálogos com a as artes – como também por sua importância cinematográfica. De maneiras diversas, abordam alguns aspectos marcantes na história e na linguagem do cinema. Realizados por diretores consagrados, são, em sua maioria, pouco exibidos, seja no cinema, na televisão aberta ou mesmo nos canais a cabo”.

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Pedro Afonso Vasquez

Escritor e fotografo nascido no Rio de Janeiro em 1954. Formado em Cinema pela Université de la Soubornne (Paris); mestre em Ciência da Arte (UFF). É diretor do Solar do Jambeiro, em Niterói; e foi responsável pela criação do Instituto Nacional de Fotografia da Funarte e do Departamento de Fotografia, vídeo e Novas tecnologias do MAM RJ. É autor de 22 livros, entre os quais “Dom Pedro II e a Fotografia no Brasil”, “Humphrey Bogart – o anjo de cara suja”, “No rastro da Pantera Cor-de-rosa”.

A Aurora da Criatividade Humana

“Stanley Kubrick é um diretor diferente. Usando em cada momento estilos totalmente diferentes. Ele nasceu no Broxn, em 1928, falecendo em 7 de março de 1999. Filho de médico. Aos 13 anos ganha uma maquina fotográfica, aprende a jogar xadrez e conhece o jazz. Tudo esta presente nesta obra “2001 – Uma odisséia no espaço”. Ele tinha interesse pela ciência. Não chega a universidade, por causa de suas notas ruins. Começa a trabalhar na revista Look como fotografo. O diretor usa a mente criativa e a mente lógica. A musica constrói a cena. Poucos diálogos. Este é o seu 8o filme em 17 anos de experiência. Treze filmes no total. Filmes complexos e longos”.

Ele apresenta slides explicativos com fotos e filmes do diretor. “Ele sai dos EUA e filma Lolita. Os primeiros filmes tinham temáticas de gangster. Eram lineares. Com Spartacus conseguiu independência financeira. Em termos técnicos era perfeito. Em 1990, funda uma associação para restauração das principais obras do cinema. Barry Lyndon deu prejuízo. A fotografia desse filme é toda feita a luz de velas. Aqui não foi falseado. Passou por vários temas, mas manteve a identidade autoral. Tudo era pensado cena a cena. Desenhava o filme. “Inteligência Artificial” foi uma homenagem e finalização de Steven Spielberg, lançado em 2001”.

A Civilização da Imagem do Grafite à Pixação das Cavernas a Cultura Contemporânea

“A manifestação plástica do ser humano. Lascaux na França. Na natureza não existe linha reta. A obra de Niemeyer é sinuosa por respeitar as formas. O monólito, reto, retilíneo, no contato, emana energia, transforma e faz a criação das ferramentas. Darwin tentava explicar o inexplicável. Metáfora da vida humana. O feto, a viagem alucinante, o morrer e o renascer”

Os mistérios das pixações. “O ser humano não se contenta em viver a vida, tem que desenhar a vida. Uma tentativa de narrativa visual. Representação simbólica do uso do divino maior e do individuo menor em Tassili n’ Ajjer, na Argélia; Chauvet, na França; Serra das Capivaras, no Piauí. A pixação é a tomada de posse de um território. A expansão”

“Os símbolos são mais problemáticos. Porque se você ataca uma marca, você ataca o todo. Busca a individualidade, quando o monólito leva vida a outros planetas”

Conclusão. “O macaco conquista o ponto de água, depois domina sem precisar matar. O senhor da natureza domestica. É uma viagem a um tempo que passa o tempo. O planeta como uma nave espacial. Assim Falava Zaratustra inicia e Danúbio Azul termina, em referencia a terra ser azul.

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