Uma Novela de Cliché Fantasioso



Por Fabricio Duque 
(de Cannes)

“The Great Gatsby” é o mais recente filme do diretor australiano Baz Luhrmann (dos filmes “Romeo & Juliet”, “Moulin Rouge”, “Vem Dançar Comigo”) e apresenta-se como uma experimental e fantasiosa adaptação do livro homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald e publicado pela primeira vez em 1925 sobre um dos personagens mais admirados do universo americano. A trama impressa é uma crítica ao “sonho americano”. Há inúmeras transposições ao cinema, sendo esta a quinta na lista que inclui a mais conhecida de todos, a versão de 1974 com Robert Redford e Mia Farrow. Entender o filme em questão aqui é preciso tentar decifrar a estrutura cinematográfica que Baz utiliza em seus trabalhos, como a união do pop ao clássico, do retrô ao atual. É um filme de proporções gigantescas, porque  A insatisfação após a projeção do filme foi quase unâmine. É cansativo, over. A última versão de “The Great Gatsby” traz no elenco Leonardo di Caprio, como ator principal. Concluindo, um filme fantasioso, em 3D desnecessário, extremamente cansativo, cliché, perdido e alienado. A palavra definidora pela crítica daqui, do Festival de Cannes, foi “Boring”. A Cahiers du Cinéma forneceu uma estrela com pena, assim como Le Monde e Positif. Estreou já nesta última sexta aqui em praticamente todos os cinemas da França. O Hotel Carlton colocou posteres em todas as sacadas.

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