Crítica: O Espírito de 45

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O Ano de 1945 
Por Memórias e Reflexões

 

Por Fabricio Duque

 

“The Spirit of ´45”, exibido no Festival de Berlim 2013, retrata o ano de 1945. O jazz e felicidade social dando lugar às consequências traumáticas da vida em guerra. A narrativa é contada por imagens de arquivo e permeada por narrações das vítimas, que imprimem impressões, reflexões e memórias temporais em seus relatos. O tom subjetivo, influenciado pela forma de sentir que cada um tem, é trabalhado sem clichês e ou afetações, tanto que não se utiliza música incidental. Um período decisivo na trajetória do Reino Unido, repleto de acontecimentos que mudaram a vida dos britânicos. Neste período, era recente o fim da Segunda Guerra Mundial e a união dominava no espírito da população. O diretor britânico Ken Loach (de “Meu Nome é Joe”, “Pão e Rosas”, “Ventos da Liberdade”, “A Procura de Eric”, “Rota Irlandesa”, “A Parte dos Anjos”), um ferrenho defensor de seu país, retorna ao documentário clássico a fim de registrar uma época importante e de base ao futuro. Com o final da guerra, Clement Attlee foi eleito primeiro ministro britânico em 1945. Ele criou a National Health Service ou NHS (Serviço Nacional de Saúde) e teve que enfrentar uma grande crise causada pelos prejuízos da guerra. Loach optou em sua carreira pelo viés político, de “grito do povo” e de tentar consertar o que encontrava errado em sua comunidade (pelos filmes, pelo menos). Filho de operários, dedicou sua obra cinematográfica à descrição das condições de vida da classe operária. E agora, resume o ano de 1945 em um documentário quase acadêmico de um período de sua vida (já que tinha nove anos quando o ano em questão aqui acontecia).

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