Apenas Deus Perdoa

Será que seremos dignos de perdoar?

Por Fabricio Duque

Durante o Festival de Cannes 2013

“Apenas Deus Perdoa”, da tradução brasileira de “Only God Forgives”, de Nicolas Winding Refn, foi exibido no Festival de Cannes 2013. “Eu não sou muito fã de filmes de luta, mas achei que era uma boa para este filme”. As palavras do diretor na Coletiva de Imprensa tentam explicar os porquês da escolha. É um filme extremamente violento, metafórico como uma parábola, que não deixa claro as verdadeiras intenções. Na coletiva, uma jornalista perguntou o que o diretor queria dizer sobre o místico incompreendido, porque não estava claro. Você precisa entender os mistérios e as lendas da Tailândia, ele disse. Realmente não fica claro mesmo.

Nem que Deus é o personagem vingativo principal. Nem conseguimos compreender também o porquê de tanta violência. Podemos viajar um pouco: o conflito da religião no campo físico, Maria Madalena como mãe e muito “real bitch” e a imaginação do que se pode começar a ser. Quando captamos isso, aguçamos algumas referências cinematográficas como “Clube da Luta”, filmes japoneses e uma possível continuação de “Drive”. A música de “Apenas Deus Perdoa”, um caso à parte, de horror filme B de ficção cientifica, permeia e se torna parte integrante, como um personagem que interage com a imagem sistematicamente espectacular saturada ao vermelho. Será que Cannes vai perdoar? “Na tela, diálogos por vezes atrapalham outras formas de linguagem do corpo. O movimento da câmera é que precisa falar pelos personagens”, disse o diretor Refn, que ama televisão desde pequeno, e dedica o filme ao cineasta chileno Alejandro Jodorowsky.

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