Michael Kohlhaas – Justiça e Honra

Videoclipe de época

Por Fabricio Duque

Durante o Festival de Cannes 2013

O que dizer sobre “Michael Kohlhaas – Justiça e Honra”, exibido no Festival de Cannes 2013? É chato, arrastado e sem uma direção definida, “caindo” na mesmice “cômoda” de de não sair da zona de conforto. Desculpe-me a sinceridade, mas Cannes causa isso em todos. O espectador é tão “paparicado” que soa como “uma puxada de saco” para que se aceite uma cumplicidade sem questionamentos e “inteligências”. É cliché em cima de cliché. Apresenta-se como um telefilme novelesco de época em estilo videoclipe (constantes cortes e mudança de ângulos – um dos gatilhos comuns de se “manipular” o discurso, “dando” voltas sem dizer absolutamente nada).

O protagonista da trama é o talentoso ator dinamarquês Mads Mikkelsen de “A caça”, e mesmo assim, logicamente pela direção “preguiçosa” (visto que um bom ator é a “marionete” do diretor) não fornece consistência, tampouco atenção interessada de quem assiste. Por incrível que pareça, nem a fotografia e a música “salvam” a película do total desastre. “Michael Kohlhaas – Justiça e Honra” é a grande “bomba” de Cannes. Um filme de existencialismo “terrorista”. O público olhava a hora do celular de dez em dez minutos. Seu diretor Arnaud des Pallières nasceu em Paris, em 1961. Estreou em longa-metragem com “Avenir Drancy” (1996), uma narrativa poético sobre judeus parisienses. Seu segundo filme, “Adeus” é sobre imigrantes ilegais em Paris. Fez também “Parque”, uma adaptação do romance de John Cheever. Participou como ator em “A Coisa Pública”, de 2003, filme de Mathieu Amalric.

Trailer

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