Tudo Sobre a 7a Mosfilm 2020 por João Lanari Bo

De 3 a 13 de dezembro, Cinema como cápsula do tempo

Por João Lanari Bo

7ª MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO. Grandes mudanças afetaram o cinema russo desde o colapso da União Soviética, em áreas como produção, distribuição, ideologia e gosto. Considerando os filmes nos seus contextos sociais e cinematográficos, as mudanças sinalizaram aspectos como: a vida dos novos ricos e dos jovens na sociedade pós-soviética; o efeito da mudança social e ideológica nos papéis de homens e mulheres; e o legado dos conflitos pós-soviéticos. O tratamento da história soviética, em particular a representação dos temas como o stalinismo dos anos 30, a Segunda Guerra Mundial e o fim do projeto soviético, são temas recorrentes da produção audiovisual na Rússia. Leia também o artigo “Projeto DAU: Reality Show Stanilista“!

A simples enumeração desses aspectos denota uma sensação de vertigem: é uma virada de chave colossal, a história foi virada ao avesso em 1991, quando o Partido Comunista saiu do poder. Como se o que houvesse antes, não apenas na produção de cinema, mas também na sociedade russa como um todo (e as demais no entorno), fosse algo monolítico, coeso, harmônico, sólido, constante. Algo que o próprio sistema se esforçava para projetar, malgrado as reincidentes vicissitudes que a história pregou no projeto soviético, sujeito, como qualquer produto da razão humana, a contradições e rupturas, a gelos e degelos, para usar a metáfora utilizada pelos politólogos ao descrever as transições na vida política da antiga União Soviética. Lenin, Stalin, Khrushchov, Brejnev, Andropov, Chernenko e Gorbachev marcam as dobras do tempo nessa trajetória, cada qual designando um espaço-tempo específico, dos breves (Andropov e Chernenko) aos longevos, Stalin sobretudo. Pois o cinema soube captar tais vicissitudes e produzir verdadeiras cápsulas do tempo, fragmentos que funcionam como uma espécie de arquivo meta-histórico da linha do tempo densa e intensa que foi a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, a sexta parte do mundo, tal como o título do filme de Vertov.

Não dá para pensar o século 20 sem o fantástico laboratório social e político que foi a URSS. A Mosfilm, desde 1920 produzindo cinema, representa essa janela cinematográfica com vigor: mais de três mil títulos, dos clássicos revolucionários dos anos 1920 aos modernos, como Tarkovski, passando por musicais, comédias, ficção científica, aventuras. A produção soviética – Mosfilm na maioria, mas também o estúdio de Leningrado, Lenfilm, e a Mezhrabpomfilm (acrônimo russo para Ajuda Internacional dos Trabalhadores mais a palavra filme, foi um estúdio financiado pelo proletariado alemão, e operou de 1922 a 1936 até ser absorvida pelo Estado) – entregou um variadíssimo cardápio de filmes: desde o início, a despeito dos controles ideológicos e da necessidade de cumprimento de metas de produção estipuladas pelo Partido, o gosto do público teve importância capital na vitalidade dos estúdios, influindo sobre decisões de produção em um país que aparentemente não podia se dar ao luxo de basear a atividade cinematográfica nos resultados da bilheteria. O lucro advindo dos filmes foi um fator crucial, assim como foi também o papel dos críticos, não apenas em termos ideológicos, mas também na defesa do cinema de autor, em especial após a morte de Stalin, a exemplo do que ocorria no cinema europeu, neorrealismo italiano e nouvelle vague.

A 7ª MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO, promovida pela CPC-UMES, que acontece online de 3 a 13 de dezembro, traz algumas pérolas encapsuladas do tempo soviético, que convidam o espectador a um mergulho nessa alteridade tão desconhecida do nosso plano imediato, apesar da proximidade histórica. O Destino de um homem, primeiro longa dirigido pelo consagrado ator Serguei Bondarchuk, em 1959, foi adaptado de um conto de Mikhail Chólokhov (Nobel de literatura em 1965), segue o relato de um ex-motorista de caminhão durante a guerra a um interlocutor silencioso. Família, guerra e separação: a história trágica do século imiscui-se no destino individual. Tempestade sobre a Ásia, feito por Pudovkin em 1929, levou a luta revolucionária aos confins da Rússia tsarista na Mongólia, seguindo as peripécias de um descendente de Gengis Khan, imperador dos mongóis, convertido aos desígnios soviéticos (o roteiro é de Óssip Brik). A Carta que não foi enviada, dirigido por Mikhail Kalatozov em 1959, exibe um virtuosismo fotográfico que alterna silhuetas e desolação, desespero e desconcerto, close e profundidade de campo (a câmera é do formidável Serguei Urussiévski).

Filho de um ativista político ucraniano que foi exilado na Sibéria, Leonid Gayday lutou na Segunda Guerra e foi gravemente ferido. Na volta, estudou com Boris Barnet na escola de cinema, a famosa VGIK, e foi assistente de Grigori Aleksandrov. Seu primeiro filme teve 47 minutos de cortes, mas na sequência adaptou seu estilo a um tipo de comédia pastelão que iria se tornar o recordista absoluto de público no cinema soviético, como em Ivan Vasilevich Muda de Profissão, que vendeu mais de 60 milhões de tickets, em 1973. Os melodramas também atraiam o público: Moscou não acredita em lágrimas, produzido em 1979 e exibido em 1980, atingiu a incrível marca de 75 milhões de entradas vendidas e ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1981. Ostentando uma ideologia ortodoxa com valores socialistas, narra vinte anos na vida de três amigas, da juventude nos tempos de Khrushchov à maturidade com Brejnev, capturando aplausos dos ideólogos do Partido e do público. Um ambiente urbano idealizado e uma representação do campo que remete à fartura dos filmes stalinistas fornecem o pano de fundo, com direito a aparição do poeta (nada simpático à ortodoxia soviética) Andrei Voznesensky, recitando seus versos em Praça Maiakovski para uma multidão em êxtase. Nós somos do jazz, realizado em 1983 por Karen Shakhnazarov, atual diretor da Mosfilm, sinaliza pela leveza do tom e tratamento habilidoso do tema – uma banda de jazz em formação nos anos duros soviéticos – a distensão pós-Brejnev, que morreu em 1982.

Os destaques da Mostra ficam com os filmes de Andrei Tarkovsky – A Infância de Ivan (1962) – e Mikhail Romm, Nove dias em um ano (1961). O filme de Tarkovsky nasceu de um projeto interrompido: ele e Andrei Kontchalóvski reescreveram o roteiro, introduzindo pausas poéticas que desagradaram aos produtores, mas que terminaram por se impor e estruturar a narrativa. Ivan tem 12 anos, perde a mãe no conflito e engaja-se como batedor no Exército Vermelho. Diante da súbita maturidade forçada pela guerra, resta ao jovem substituir simbolicamente o pai (morto na guerra) pelos oficiais, enquanto sua mãe retorna nos sonhos. As pausas estão presentes nos sonhos que estruturam a narrativa e também na “pressão do tempo no interior do plano”, como dizia Tarkovsky, sugerindo que a compreensão do que se passava na tela não seria mais uma simples associação entre eventos e personagens, mas uma composição construída a partir de sutis camadas psicológicas em um mundo de adultos mediado por uma criança. O filme ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 1962. Nove dias em um ano, talvez o melhor filme de Romm, se passa em um cenário imprevisto e delicado: um instituto de energia nuclear, na Sibéria. O enredo é um triângulo amoroso envolvendo dois físicos nucleares. São nove dias na vida do talentoso cientista, obcecado pelo progresso científico: o contágio (consciente) com o material radioativo é inevitável (o ator é o excelente Aleksei Batalov). Monólogos interiores recriam o fluxo dessa consciência atormentada, sob cenários frios e ângulos que distorcem ligeiramente os objetos.

A trajetória de Mikhail Romm, brilhante cineasta que ocupou cargos importantes na complexa estrutura do cinema na União Soviética, além de ter sido um estimado professor na VGIK, é ilustrativa das turbulências e sobressaltos da vida soviética no mundo do cinema. Romm foi um diretor convicto dos ideais do comunismo: de origem judaica, soube adaptar-se aos ciclos doutrinários do poder soviético, inclusive ao culto da personalidade de Stalin, e em seguida à distensão da Primavera de Khrushchov. Estreou em 1934, adaptando o livro homônimo de Maupassant, Bola de sebo, sutil ironia sobre burgueses fugindo da ocupação alemã em 1870 acompanhados por uma prostituta, tema sempre difícil na URSS (recomendado por Gorki, Stalin assistiu e apreciou). Foi o escolhido para dirigir Lenin em Outubro, em 1937, na celebração dos vinte anos da revolução bolchevique, tarefa dificílima, em uma época onde a história estava sendo reescrita para ampliar o protagonismo de Stalin nos eventos fundadores da jovem república socialista (depois da morte do líder supremo em 1953, Romm remontou o filme e deletou cenas com Stalin, fazendo o mesmo com Lenin em 1918, de 1939). Os dois filmes sobre Lenin lhe proporcionaram uma capacidade de influência invejável: teria sido ele um dos obstáculos à realização do último projeto ambicioso de Vertov, por exemplo, no início dos anos 1940. Durante a Guerra Fria dirigiu obras afinadas com o clima de conspiração reinante, mas também produções de qualidade, como A questão russa, de 1947: depois de anos sem filmar, voltou com Nove dias em um ano, readquirindo seu prestígio. Em 1963, em uma reunião com 600 pessoas no Teatro Bolshoi convocada por Khrushchov para admoestar artistas e intelectuais pelo “pessimismo” exibido nas obras culturais, em particular o filme recém-concluído de Marlen Khutsiev, A porta de Ilitch, levantou-se para defender o colega e disse: “Nikita Serguêievitch, vejo o filme de outra maneira” (Khutsiev terminou sendo obrigado a reeditar seu trabalho, lançado em janeiro de 1965 com o título Tenho vinte anos).

Sua última realização é o documentário O fascismo de todos os dias, finalizado em 1965, com a colaboração de Iuri Khaniutin e Máia Turóvskaia na pesquisa de imagens e roteiro. O fio condutor é o texto narrado por Romm, como se estivesse na mesa de montagem ao lado do espectador. As imagens são de fontes variadas: filmes de propaganda nazistas, com ênfase em eventos públicos, mulheres e jovens; campos de extermínio de judeus e gueto de Varsóvia; e fotos achadas nos bolsos de soldados e oficiais alemães mortos em combate, que oscilam entre situações familiares e flagrantes sádicos de assassinatos e torturas de mulheres judias.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA MOSFILM 2020

Os 13 longas da 7ª MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO, de 03 a 13 de dezembro, quinta-feira a domingo serão exibidos em 30 sessões. Cada sessão permanecerá por seis horas no ar, a partir do horário indicado na grade de programação. As sinopses e fichas dos filmes estão no material de imprensa. Dos 13 títulos selecionados, noveforam restaurados pelo próprio Estúdio Mosfilm entre 2010 e 2020.

*Exibições pelo canal CPC-UMES Filmes no Youtube: http://bit.ly/CPCUMESFilmes

*Cada sessão permanecerá por seis horas no ar a partir do horário de início especificado.

*Todas as exibições são gratuitas

03/12 – QUINTA FEIRA – ABERTURA

20h: O Destino de Um Homem

22h: O Sol Branco do Deserto

04/12 – SEXTA-FEIRA             

19h: Neve Ardente

21h: A Infância de Ivan

05/12 – SÁBADO

16h: Tempestade Sobre a Ásia

18h: O Sol Branco do Deserto

20h: Tanya

22h: Ivan Vassilevich Muda de Profissão

06/12 – DOMINGO

15h: As Garotas

17h: Nove Dias em Um Ano

19h: A Carta Que Não Foi Enviada

21h: Moscou Não Acredita em Lágrimas

07/12 – SEGUNDA-FEIRA

19h: Nós Somos do Jazz

21h: Ela

08/12 – TERÇA-FEIRA

19h: O Destino de Um Homem

21h: O Sol Branco do Deserto

09/12 – QUARTA-FEIRA

19h: A Infância de Ivan

21h: As Garotas

10/12 – QUINTA-FEIRA

19h: A Carta que Não Foi Enviada

21h: Ivan Vassilevich Muda de Profissão

11/12 – SEXTA-FEIRA

19h: Moscou Não Acredita em Lágrimas

21h: Nove dias em Um Ano

12/12 – SÁBADO

16h: Tanya

18h: Neve Ardente

20h: Nós Somos do Jazz

22h: A Infância de Ivan

13/12 – DOMINGO

15h: Ela

17h: Tempestade Sobre a Ásia

19h: A Carta Que Não Foi Enviada

21h: O Destino de Um Homem 


OS FILMES DA MOSFILM 2020

A INFÂNCIA DE IVAN

1962 / P&B / 96 min. / Guerra-Drama
De Andrei Tarkovsky, com Nikolai Burlyaev, Valentin Zubkov, Evgeny Zharikov, Irina Tarkovskaya

Menino de 12 anos fica órfão quando sua família é morta por alemães que invadiram o território soviético em 1941. Com lembranças da vida em família, ele decide apoiar o Exército Vermelho. Graças à sua pequena estatura, Ivan consegue atravessar as linhas alemãs para colher informações sem ser visto. Longa de estreia de Tarkovsky, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza (1962).

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2017

TEMPESTADE SOBRE A ÁSIA

1928 / P&B / Silencioso / 103 min. / Épico
De Vsevolod Pudovkin, com Valery Inkizhinov, A. Dedintsev, Anel Sudakevich, Karl Gurnyak, Aleksandr Chistyakov

Nos anos 20 do século passado, tropas britânicas oprimem o povo da Mongólia. Jovem caçador feito guerrilheiro é capturado. Um amuleto encontrado entre seus pertences mudará sua vida. O filme integra a “trilogia revolucionária” de Pudovkin, ao lado de “A Mãe” (1926) e “O Fim de São Petersburgo” (1927).

O SOL BRANCO DO DESERTO

1969 / Cor / 81 min. / Ação
De Vladimir Motyl, com Anatoly Kuznetsov, Raisa Kurkina, Pavel Luspekaev, Spartak Mishulin

Com o fim da guerra civil, o soldado Sukhov volta para casa pelas areias do Turquestão. Lá, encontra um destacamento de vermelhos que perseguem o bando de Abdullah, e acaba sendo encarregado de escoltar o harém do bandido a um lugar seguro. A mistura de ação, comédia, música e drama levou 36 milhões de espectadores ao cinema, na época do lançamento.

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2011

TANYA

1940 / P&B / 94 min. / Comédia musical
De Grigori Aleksandrov, com Lyubov Orlova, Vladimir Volodin, Pavel Olenev, Vera Altayskaya

Expulsa do serviço doméstico por uma amante ciumenta, Tanya se torna tecelã e passa a fazer parte do movimento Stakhanov de inovação no trabalho (1935-41). Obtém êxito criando um processo que lhe permite controlar uma oficina de 150 máquinas, ao invés de um único conjunto de 8 máquinas, que era o padrão na época. Durante as filmagens, a comédia musical teve o título de “Cinderela Soviética”.

IVAN VASSILEVICH MUDA DE PROFISSÃO

1973 / Cor / 92 min. / Comédia
De Leonid Gayday, com Yury Yakovlev, Leonid Kuravlyov, Aleksandr Demyanenko e Natalya Seleznyova

Mais uma comédia excêntrica de Gayday que ultrapassou a marca de 60 milhões de espectadores. Baseada na peça de Mikhail Bulgakov, brinca com o poder desafiante da ciência. O jovem Shurik constrói uma máquina do tempo que por acidente transfere ao século 20 o czar Ivan, o Terrível.

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2010

AS GAROTAS

1961 / P&B / 98 min. / Comédia
De Yury Chulyukin, com Nadezhda Rumyantseva, Inna Makarova, Nikolai Rybnikov, Luciena Ovchinnikova

Tosya chega a uma aldeia da Sibéria para trabalhar como cozinheira. O lenhador Ilya aposta que ela vai se apaixonar por ele, mas após alguma relutância percebe que é ele que está apaixonado por ela. Comédia romântica das mais queridas do público soviético. A atuação de Nadezhda Rumyantseva, que aos 30 anos interpretou com perfeição uma garota de 18, lhe rendeu fama mundial.

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2011

NOVE DIAS EM UM ANO

1961 / P&B / 111 min. / Drama
De Mikhail Romm, com Aleksei Batalov, Innokenty Smoktunovsky, Evgeny Evstigneev, Luciena Ovchinnikova

Com uma triste e bela história sobre a exploração de novos campos da física nuclear, o veterano Mikhail Romm nos transporta a uma ilha de entusiasmo onde as pessoas acreditam no que fazem.

A CARTA QUE NÃO FOI ENVIADA

1959 / P&B / 97 min. / Drama
De Mikhail Kalatozov, com Innokenty Smoktunovsky, Tatiana Samoylova, Vassily Livanov, Evgeny Urbansky

No final dos anos 50, quatro geólogos soviéticos partem para a Sibéria com o objetivo de localizar uma mina de diamantes. Depois de uma longa e cansativa jornada, encontram a mina e a colocam num mapa, que deverá ser enviado imediatamente a Moscou.

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2020

MOSCOU NÃO ACREDITA EM LÁGRIMAS

1979 / Cor / 149 min. / Drama
De Vladimir Menshov, com Vera Alentova, Aleksei Batalov, Irina Muravyova, Raisa Ryazanova, Natalia Vavilova, Leah Akhedzhakova, Innokenty Smoktunovsky,

Tudo começa quando as jovens Katya, Antonina e Lyudmila chegam a Moscou cheias de sonhos, em 1958. Ao longo de duas décadas acompanhamos suas vitórias, fracassos, desejos, desilusões e conquistas. Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1981.

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2010

NÓS SOMOS DO JAZZ

1983 / Cor / 88 min. / Comédia Musical
De Karen Shakhnazarov, com Igor Sklyar, Evgeny Evstigneev, Aleksandr Pankratov-Cherny, Nikolai Averyushkin

Nos anos 20, jovem morador de Odessa monta um conjunto de jazz argumentando que se trata de um estilo musical que representa a “arte proletária” nos EUA, e não o capitalismo norte-americano. O grupo viaja pela URSS vivendo muitas aventuras em busca de sucesso.

Exibições a partir de matriz restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2010

ELA

2013 / Cor / 89 min. / Drama
De Larissa Sadilova, com Nilufar Fayzieva, Maksum Abdulaev, Rakhmat Khaidarov, Natalya Isaeva
Maya foge da casa dos pais no Tadjiquistão para viver com o namorado, que trabalha na Rússia. Logo, o jovem deixa Maya para casar no seu país com uma noiva escolhida pelos pais. A russa Nadia ajuda a garota a superar a situação. Um filme sobre o fim da União Soviética, mas não da esperança na sua reabilitação.


SERVIÇO

7ª MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO
03 a 13 de dezembro, quinta-feira a domingo

*Exibições pelo canal CPC-UMES Filmes no Youtube: http://bit.ly/CPCUMESFilmes

*Cada sessão permanecerá por seis horas no ar a partir do horário de início especificado.

*Todas as exibições são gratuitas

 7ª MOSTRA MOSFILM DE CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO é uma realização do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (CPC-UMES), que distribui e comercializa no Brasil, em DVD e Blu-Ray, Streaming, TV e Cinema os filmes produzidos pelo Mosfilm. O evento tem o apoio da Agência de Assuntos da Comunidade dos Estados Independentes da Federação da Rússia (Rossotrudnichestvo), da Embaixada da Federação da Rússia na República Federativa do Brasil, da Sputnik Cultural e Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo.

Sobre o Mosfilm

Em 30 de janeiro de 1924, com a estreia do longa-metragem Nas Asas, de Boris Mikhin, surgia o Mosfilm, um dos mais antigos e pioneiros estúdios de cinema do mundo.

Durante seus 95 anos de existência foram produzidos nos estúdios Mosfilm mais de 2.500 longas-metragens, de inúmeros diretores que contribuíram para a criação da história do cinema mundial, como Serguei Eisenstein, Vsevolod Pudovkin, Ivan Pyriev, Grigori Aleksandrov, Mikhail Romm, Grigori Chukhray, Mikhail Kalatozov, Serguei Bondarchuk, Andrei Tarkovsky, Leonid Gayday, Gleb Panfilov, Karen Shakhnazarov e muitos outros.

Ainda hoje é o maior estúdio da Rússia e um dos maiores da Europa, contando com cidades cenográficas e equipamentos de alta tecnologia que permitem realizar o ciclo de produção do cinema em sua totalidade. O Mosfilm é um órgão público e Karen Shakhnazarov, Diretor Geral do estúdio desde 1998, é também Presidente do Conselho de Cultura da Câmara Pública da Federação Russa.

 Sobre a CPC-UMES Filmes

Braço do Centro Popular de Cultura da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, a distribuidora CPC-UMES Filmes está no mercado nacional de home vídeo desde 2014, com 51 títulos lançados em DVD e Blu-Ray além de uma parceria de lançamento em Blu-Ray com a Versátil Home Vídeo. Com licenciamento direto do Mosfilm, os filmes contemplam clássicos do cinema soviético e russo de diretores como Sergei Eisenstein (O Velho e o Novo, 1929, com codireção de Grigori Aleksandrov; Aleksandr Nevsky, 1938), Andrei Tarkovsky (Solaris, 1972; Stalker, 1979; Andrei Rublev; 1966), Elem Klimov (Vá e Veja, 1985), entre outros.

Além da atuação em home vídeo, a CPC-UMES filmes organiza, desde 2014, a Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, que acontece em São Paulo, com edições em Porto Alegre e Fortaleza. Em 2018, iniciou atividades no circuito comercial de cinemas com o lançamento de Anna Karenina. A História de Vronsky, com ótima receptividade de crítica e público. P lan;camento no Brasil contou com a presença de Karen Shakhnazarov, diretor do filme e do Estúdio Mosfilm.

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