Os Vencedores e o Balanço do Festival IndieLisboa 2022

Os Vencedores, Justificativas e Balanço do Festival IndieLisboa 2022

Conheça os filmes ganhadores, o porquê de suas escolhas pelos jurados e nossas análises

Por Fabricio Duque

O IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema completou 19 anos neste ano de 2022 com uma vasta e plural seleção de filmes mais independentes, cujo foco principal é a experimentação da linguagem em exercícios narrativos e formas estéticas. Muitas obras, nesses artifícios, conseguem resgatar a essência da criação cinematográfica. Em onze dias, em retorno ao presencial, o Indie Lisboa aconteceu de 28 de abril até 08 de maio, em quatro espaços principais de Lisboa. O Cinema São Jorge, Cinema Ideal e o Culturgest (sede do festival) exibiram as obras das competições oficiais, além das mostras paralelas, com destaque ao Indie Junior. Já a Cinemateca Portuguesa ficou a cargo da retrospectiva da cineasta americana Doris Wishman.

Mas não só de filmes vive um festival. E o IndieLisboa sabe bem disso ao proporcionar ao público shows musicais, festas e happy hour. E também outros eventos são atravessados, como o aniversário da produtora Carla Osório, que pode dizer que passou um dia de Gala Gala, o lugar oficial dos encontros. Também não só isso. Teve protestos contra políticas do audiovisual e posicionamentos políticos. Sim, contra políticas e políticos. E a favor da independência e liberdade de expressões. Ah, e não podemos esquecer que para chegar aos cinemas é preciso atravessar três linhas de metrô (verde, azul e amarela – alguém percebeu que são as três cores da bandeira do Brasil?), dependendo do local que estejamos.

A cerimônia de premiação aconteceu no último domingo, 08 de maio, dia das Mães no Brasil, às 19:00 no Culturgest, premiando o filme dupla cidadania Mato Seco em Chamas, do realizador brasileiro Adirley Queirós e da realizadora portuguesa Joana Pimenta. E o Prêmio de Melhor Curta Documentário foi para “Urban Solutions”, Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes.

A sessão de encerramento exibiu A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky (de “Bicho de Sete Cabeças” e “Como Nossos Pais”), uma co-produção Brasil e Portugal, que estreará nos cinemas daqui de Portugal em 19 de maio deste ano. Na apresentação (assista ao vídeo na íntegra acima no topo desta matéria), Laís posiciona-se politicamente ao levantar a camisa de Lula 2022, o que despertou aplausos e “Fora Bolsonaro!” de uma plateia majoritariamente brasileira.


LISTA COMPLETA DOS VENCEDORES DO FESTIVAL INDIELISBOA 2022

Mato Seco em Chamas

GRANDE PRÊMIO DE LONGA-METRAGEM DA CIDADE DE LISBOA

Mato Seco em Chamas, Adirley Queirós e Joana Pimenta

Justificativa do Júri:

O Grande Prêmio de Longa Metragem da Cidade de Lisboa vai para um filme com uma construção e força intrincadas das personagens e a complexidade da estrutura e do cenário. A atmosfera magnética ao longo de todo o filme transforma-o numa verdadeira Epopeia do século XXI.

GRANDE PRÊMIO DE LONGA-METRAGEM DA CIDADE DE LISBOA – MENÇÃO ESPECIAL

El gran movimiento, Kiro Russo

Justificativa do Júri:

Gostaríamos de fazer uma menção especial a um OVNI inesperado dentro da competição, um filme magistralmente editado com uma qualidade hipnotizante que o torna uma experiência verdadeiramente cinematográfica. Uma sinfonia da cidade de imagens, personagens e emoções que retratam a difícil coabitação das diferentes tradições e estilos de vida dos dias de hoje.

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – CANAIS TVCINE

Medusa, Anita Rocha da Silveira

Justificativa do Júri:

Para a abordagem surpreendente e atraente de um tema atual e perturbador, o uso de cores fortes, bem como o uso original de referências da cultura pop como ferramenta de narração de histórias num cenário invulgar.

GRANDE PRÊMIO DE CURTA-METRAGEM – EMEL

Mistida, Falcão Nhaga

The Parent’s Room, Diego Marcon

Justificativa do Júri:

O Grande Prêmio é partilhado por dois filmes que nos impressionaram igualmente: de um lado, uma balada de assassinato assombrosa e terna, e do outro, uma viagem de mãe e filho pelo espaço e pelo tempo. É desarmante a forma como o filme aborda temas complexos relacionados com história, racismo, política, relações íntimas, numa narrativa que tem lugar numa aparente, mas apenas aparente, simplicidade: a comovente caminhada de regresso a casa de mãe e filho. Há uma maturidade impressionante na forma como o realizador dirigiu o seu filme: o ritmo lento, os planos longos, o minimalismo e a clareza de propósito são aqui um sinal de sensibilidade, delicadeza e respeito. Com uma mistura de 35mm, efeitos de CGI, máscaras prostéticas, corpos humanos e canções, o realizador criou um universo inquietante e assustador que todos juntos fazem referências, subvertem, desconstroem e honram gêneros cinematográficos de musicais, horror e comédia. As personagens ainda posam e vozes sinistras são profundamente assombrosas e comoventes. A qualidade perturbadora do filme anda sempre de mãos dadas com uma atmosfera sentimental, gerando um surpreendente sentimento de empatia que durará muito tempo consigo.

PRÊMIO MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

The Parent’s Room, Diego Marcon

PRÊMIO MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO

Urban Solutions, Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes

Justificativa do Júri:

Um filme que é, ao mesmo tempo, profundamente perturbador e maravilhosamente lúdico. Utilizando várias fontes de material de imagem e texto e momentos performáticos, é ao mesmo tempo visualmente espectacular e urgente na sua política ao ligar o passado colonial brasileiro à sociedade contemporânea de duas classes do país. Aproveita ao máximo a capacidade do cinema para atordoar e agitar, para contemplar e envolver, para cobrar e não simplesmente julgar.

PRÊMIO MELHOR CURTA DE FICÇÃO

Escasso, Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anastácia

Justificativa do Júri:

O filme é cativante e comovente. É hilariante, excessivo e excêntrico na sua teatralidade e, ao mesmo tempo, revela uma escassez, uma imensa fragilidade. E tudo isso sem nunca perder o sentido de humor. Através da personagem exuberante Rose, mostra um Brasil radicalmente desigual, onde ecoa o estigma repetido do colonialismo e da sua forma de operar: a exploração de uma extensa população por um pequeno grupo de privilegiados. É um filme de rebeldia. É uma ficção tão genuína ao ponto de se tornar um documentário.

PRÊMIO PARA MELHOR LONGA-METRAGEM NACIONAL (PORTUGUESA)

Mato Seco em Chamas, Adirley Queirós e Joana Pimenta

Justificativa do Júri:

Este filme de carga social e política mergulha-nos num transe fascinante do princípio ao fim. É um filme magnífico e hipnótico que explora brilhantemente o papel activo deste grupo de mulheres fortes que lutam pela sua sobrevivência e a resistência de uma comunidade.

PRÊMIO MELHOR REALIZAÇÃO PARA LONGA-METRAGEM NACIONAL (PORTUGUESA) – NOVA FCSH

O Trio em Mi Bemol, Rita Azevedo Gomes (realizadora de “Danças Macabras, Esqueletos e Outras Fantasias”)

Justificativa do Júri:

Pela liberdade poética com que propõe uma adaptação cinematográfica do texto de Eric Rohmer, colocando o rigor da mise-en-scene numa relação lúdica com o ato de narração.

PRÊMIO MELHOR REALIZAÇÃO PARA LONGA-METRAGEM NACIONAL (PORTUGUESA) – NOVA FCSH – MENÇÃO ESPECIAL

Périphérique Nord, Paulo Carneiro

Justificativa do Júri:

O júri gostaria de dar uma menção especial a um realizador, cujo filme nos leva a uma subcultura definida por cavalos de potência, gasolina e borracha queimada. Através da sua presença única na tela como ouvinte empático, consegue contar uma história não só sobre os homens e mulheres que vivem e morrem por carros afinados, mas também abordar contextos sociais mais vastos de migração, estatuto e pertencimento.

PRÊMIO DOLCE GUSTO PARA MELHOR CURTA-METRAGEM NACIONAL (PORTUGUESA)

Domy + Ailucha – Cenas Kets!, Ico Costa

Justificativa do Júri:

Pela sua capacidade de libertar imagens em circunstâncias que limitam a ação e a narração de histórias, devolvendo aos seus legítimos proprietários a observação da vida mesmo durante o tempo de bloqueio.

PRÊMIO NOVO TALENTO – THE YELLOW COLOR

Um Caroço de Abacate, Ary Zara

Justificativa do Júri:

Uma história simples mas complexa de “garota trans encontra rapaz cis” de forma confiante e empática, criando um filme de esperança, compreensão, empoderamento, amizade e talvez, apenas talvez: amor.

PRÊMIO NOVÍSSIMOS – BETCLIC

Tindergraf, Júlia Barata

Justificativa do Júri:

A Tindergraf ficou conosco tanto pela sua qualidade plástica como pelo seu sentido de humor, mantendo a narrativa dinâmica através de decisões ao nível do som e da atuação. Um desenrolar de episódios entre espaços públicos e íntimos sobre a cultura do engate, mas também a busca do próprio prazer, no feminino.

PRÊMIO NOVÍSSIMOS – BETCLIC – MENÇÃO ESPECIAL

Mapa, Lourenço Crespo

PRÊMIO SILVESTRE PARA MELHOR LONGA-METRAGEM

Cette maison, Miryam Charles
Nous, étudiants!, Rafiki Fariala

Justificativa do Júri:

A seleção de longas-metragens na seção Silvestre desta edição do IndieLisboa foi particularmente diversificada na forma, material e conteúdo, intelectual e emocionalmente estimulante, e foi um prazer para nós assistir aos onze filmes que o compunham. Tendo em conta este forte corpo de filmes, decidimos atribuir o prêmio a dois filmes que o júri concordou serem os mais destacados nesta seção. São filmes que renovam a nossa confiança no cinema, dois filmes em que os seus realizadores, juntamente com as suas redes de afeto, sejam familiares ou de amizade, reclamam para si próprios os instrumentos do cinema para re-imaginar o seu passado e futuro. Um deles, um gesto de grande coragem, mergulha na terra dos mortos para inventar um espaço-tempo para todos aqueles que procuram o lugar a que pertencem. O outro retira da história do cinema o frescor de uma linguagem direta e um olhar genuíno para habitar de forma terna a vida cotidiana simples das pessoas comuns.

PRÊMIO SILVESTRE PARA MELHOR CURTA-METRAGEM

Constant, Sasha Litvintseva e Beny Wagner

Justificativa do Júri:

Ficámos impressionados com a forma hábil como Sasha e Beny trataram aquilo que poderia ser considerado como um assunto de grande complexidade, particularmente a sua capacidade de explicar e de se envolverem ao mesmo tempo. A sua utilização de técnicas formalmente inovadoras fez com que se tornasse uma experiência visual distinta que teve um impacto real sobre todos nós, e também (talvez mais importante) sobre o público presente. Uma meditação singular sobre medição, poder de estado e sistemas opacos de informação.

PRÊMIO SILVESTRE PARA MELHOR CURTA-METRAGEM – MENÇÃO ESPECIAL

Churchill, Polar Bear Town, Annabelle Amoros

PRÊMIO INDIEMUSIC

Love, Deutschmarks and Death, Cem Kaya

Justificativa do Júri:

O filme é uma história contada em várias vozes sobre uma luta comum. O que ele traz não é a consciência de que a opressão, discriminação e exclusão dão origem a contextos conducentes à necessidade de expressão, criação e contestação. O seu valor não está apenas na pertinência dos temas e questões que aborda – o racismo, a exploração dos trabalhadores imigrantes, a luta colectiva e artística destas comunidades – neste caso a turca, na Alemanha, mas pode ser outra, já que é e tem sido o padrão da Europa na sua relação com a que considera Outra. O que nos fez gostar tanto deste filme não está apenas no seu conteúdo e no que nos diz em particular, mas, sobretudo, na articulação entre o que nos diz e a forma como o diz. Este é um filme que ouve e nos deixa ouvir, que é partilhado por todos os seus atores. Sem deificação ou paternalismo, incorpora toda a riqueza e multiplicidade contida na própria música de que nos fala, exemplificando a capacidade de transformar uma posição de alteridade imposta num lugar de identidade e confluência, mas também de resistência e preservação cultural. Um lugar que é inevitavelmente coletivo, intergeracional e em constante mudança.

Nesta linha, não quisemos deixar de dar destaque a um outro filme que nos transmitiu igualmente uma fusão especial entre conteúdo e forma. É um filme que se vê como se ouve, um objeto que nos transporta e nos leva a viajar através de uma simbiótica montagem de imagens e sons, cuja narrativa se faz e desfaz à procura de caminhos, mimetizando os próprios processos de improvisação musical minimalista dos Telectu.  Estas escolhas foram unânimes e cruzam diversos critérios, mas, acima de tudo, e tendo em conta a seção para a qual nos convidaram a deliberar, apontam para filmes que se destacam por encarnarem aspectos da música sobre a qual se debruçam, na sua própria estrutura. E porque, por isso mesmo, centralizam, cada um a sua maneira, uma música ou cena musical que floresce nas margens – ou à margem – ou que assim é considerada de um ponto de vista hegemônico.

Por fim, e a propósito de estruturas, hegemonias, lutas colectivas e margens, não queremos deixar de juntar a nossa voz à crítica feita no contexto de exibição do filme FRÁGIL, sob a forma de um discurso que denuncia, e bem, a cumplicidade deste tipo de festivais na manutenção de uma lógica de competição e exclusividade que pode e deve ser repensada. Enquanto jurados, cumprimos aquilo a que nos propusemos: pensar e discutir sobre os filmes que vimos, escolher aquele de que gostámos mais e explicar porquê. Até porque o problema não é haver filmes piores ou melhores, ou gostar mais de uns ou de outros, muito menos falar sobre isso. A comparação crítica é boa e importante, é natural e produtiva.

A questão aqui é sobre repensar o espaço que festivais como estes ocupam e em detrimento dos quais poucas opções sobram a quem quer fazer do cinema a sua vida, quando inclusive talvez até pudessem ter um impacto mais direto e democrático contra as condições precárias nas quais muitos dos filmes apresentados são feitos. A lógica da competição não tem só a ver com o que acontece durante o festival mas também antes, durante a seleção e programação, em paralelo e como parte de uma estrutura maior, que é urgente desafiar e transformar.

PRÊMIO INDIEMUSIC – MENÇÃO ESPECIAL

Sonosfera Telectu, Carlos Mendes, Ilda Teresa Castro, Vítor Rua e Vasco Bação

PRÊMIO ANISTIA INTERNACIONAL

Urban Solutions, Sasha Litvintseva e Beny Wagner

Justificativa do Júri:

Pela abordagem actual e relevante do tema do filme, pelo paralelismo entre o passado colonial e o presente, e pela abordagem de encenação escolhida. Devido ao destaque dado às diferenças entre classes e aos contrastes entre o privilégio da segurança de uma elite rica e outros direitos humanos de todas as pessoas. Os ricos morrem de fome e medo sem “os invisíveis”. Mas também, por causa do poder da força coletiva para fazer a mudança. É possível saltar para fora do quadro.

PRÊMIO ÁRVORE DA VIDA

Viagem ao Sol, Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias

Justificativa do Júri:

Os sorrisos e olhares de preocupação e expectativa, tristeza e abandono, interrogação e esperança que o diretor nos dá para contemplar longamente, conduzem o espectador numa viagem feita de luzes e sombras que atravessam a pobreza e o analfabetismo, política e religião, segregação e misericórdia, lágrimas e esperança, separação e reencontro. Um filme que salvaguarda a memória e que, ao mesmo tempo, propõe subtilmente uma educação solidária que é cada vez mais necessária no nosso tempo.

PRÊMIO ÁRVORE DA VIDA – MENÇÃO ESPECIAL

Águas do Pastaza, Inês T. Alves

Justificativa do Júri:

É outro mundo que o realizador nos revela neste filme, em que a simplicidade, força e beleza da natureza se cruzam com a alegria da infância, que tem tanto para ensinar e surpreender os adultos de uma civilização que tantas vezes esquece as suas raízes.

PRÊMIO ESCOLAS

By Flávio, Pedro Cabeleira

Justificativa do Júri:

O filme distingue-se na forma como questiona as ambições de uma jovem mãe solteira e a sua relação com o seu próprio corpo e imagem, e na atuação dos atores na forma como ironiza a objetificação feminina nas convenções do rap moderno, no interior urbano de Portugal.

PRÊMIO ESCOLAS – MENÇÃO ESPECIAL

Um Caroço de Abacate, Ary Zara

Justificativa do Júri:

Por surpreender ao revelar a possibilidade de um mundo apaziguado pelas suas diferenças.

PRÊMIO UNIVERSIDADES

Mato Seco em Chamas, Adirley Queirós + Joana Pimenta

Justificativa do Júri:

Pela sua capacidade de nos confrontar com realidades tão distantes e de provocar discussões que vão para além da sala de cinema.

PRÊMIO UNIVERSIDADES – MENÇÃO ESPECIAL

Águas do Pastaza, Inês T. Alves

Justificativa do Júri: O júri universitário atribui uma menção honrosa a um filme que se destaca por apresentar uma perspectiva única de uma realidade supostamente conhecida.

 

IndieLisboaPRÊMIO DO PÚBLICO – LONGA-METRAGEM

Cesária Évora, Ana Sofia Fonseca

PRÊMIO DO PÚBLICO – CURTA-METRAGEM

An Avocado Pit, Ary Zara

PRÊMIO DO PÚBLICO – INDIEJUNIOR

Luce e o Rochedo, Britt Raes

Medusa

REPESCAGEM DOS FILMES VENCEDORES

O Festival Indie Lisboa segue a tradição de exibir os filmes vencedores por mais três dias. Uma repescagem última chance. Este ano, o extra acontece no Cinema Ideal, próximo a Praça Luís de Camões, no Baixa-Chiado.

Segunda-feira, 09 de maio

20:00
Escasso, Gabriela Gaia Meirelles + Clara Anastácia
Tindergraf, Júlia Barata
The Parents’ Room, Diego Marcon
Mistida, Falcão Nhaga

22:00
Nous, étudiants!, Rafiki Fariala

Terça-feira, 10 de maio

20:00
Domy + Ailucha – Cenas Kets!, Ico Costa
Urban Solutions, Arne Hector + Luciana Mazeto + Minze Tummescheit + Vinícius Lopes
Um Caroço de Abacate, Ary Zara
How Do You Measure a Year, Jay Rosenblatt

22:00
Medusa, Anita Rocha da Silveira

Quarta-feira, 11 de maio

20:00
Love, Deutschmarks and Death, Cem Kaya

22:00
Mato Seco em Chamas, Adirley Queirós + Joana Pimenta

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