TV, Rádio e Vídeo na Educação

O Percurso da TVDO

O debate da 15ª CineOP contou com a presença de diretores

Por Vitor Velloso

O debate sobre o “Percurso da TVDO” contou com a presença de Ney Marcondes – diretor e roteirista de TV | SP Paulo Priolli – jornalista multimeios | SP Pedro Vieira – roteirista, produtor e diretor de programas de TV e documentarista | SP Tadeu Jungle – roteirista e diretor de cinema, TV e realidade virtual | SP Walter Silveira – diretor de conteúdo e programação de TV e rádio | DF e a mediação de Marcelo Miranda – crítico de cinema | MG. 

O papo descontraído entre os realizadores, esteve entre os mais animados de toda a 15ª CineOP, com citação de poema recém escrito e um bocado de gargalhada. A TVDO que realizou intervenções diretamente na maneira de se produzir e consumir televisão, durante a década de 80, mostrou para o Brasil que parte dessa TV de “vanguarda” posterior à TVDO e alguns programas contemporâneos, eram fruto dessa diretriz revolucionária da estética proposta pelos aqui presentes.

Consciente da precária situação da cultura brasileira e de seu consumo, a TVDO compreendeu uma particularidade enquanto organização midiática, trabalhando em torno daquilo que há de mais caro em uma iniciativa turbulenta em torno de mudanças pragmáticas. Alguns de seus programas, intervenções, estão disponíveis na página da CineOP: cineop.com.br. E algumas críticas já estão disponíveis aqui no site do Vertentes do Cinema. 

Os realizadores discutiram suas principais influências para concretizar esse sonho que era a TVDO, entre elas o “Abertura” com Glauber Rocha, que Jungle afirmou que escutava uma fita que havia gravado, de forma religiosa, antes de ir para a gravação. Ou seja, as influências dessa consciência modernista que ainda pairava no Brasil da década de 80, ficam claras. E nas obras é possível enxergar essa questão. (Aqui vale mencionar também a repetição de planos, que segundos os realizadores, eles mantinham a tradição de fazer sempre três repetições, nem mais, nem menos.)

Questões como insert na TV, sobreposição, plano sequência, foram introduzidas na carreira dos realizadores, em matérias jornalísticas. Logo, parte dessa influência de ruptura direta com à TV tradicional, não ficou alinhada apenas à uma particularidade dessa produção, mas reverberou para diversos âmbitos desse consumo de televisão. 

Uma estética de “vinheta” foi incorporada. A videoarte ganhou corpo. E a TVDO acabou sendo a porta de entrada para boa parte de diversas rupturas que viriam a compor o cenário cultural brasileiro posteriormente.

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