Mostra de Cinema de Tiradentes 2019: Último Dia e Prêmio Vertentes do Cinema

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O Último Dia e Prêmio Vertentes do Cinema

Por Vitor Velloso

Durante a Mostra de Cinema de Tiradentes 2019


Este ano a Mostra Aurora foi um tanto quanto diferente dos outros anos. A novidade e as surpresas são comuns ano após ano, porém, a de 2019 ficou conhecida por muitos críticos pela quantidade de filmes duvidosos que foram exibidos, mas felizmente, alguns salvaram as projeções e foram extremamente bem recebidos por todos. Em algumas conversas determinadas apostas foram feitas. A maioria está do lado de “Seus ossos e seus olhos”, mas existe uma parcela que está na defesa de “Tremor, Iê”, que também não me agradou. Porém, um balanço geral possível a ser feito este ano, é que a Mostra “Olhos livres” teve mais destaque qualitativo. O Cine-Tenda e seu glorioso espaço abrigou milhares de pessoas ao longo do festival para a mostra competitiva da Aurora. O Cine-Praça honrou a sua acessibilidade ao público e refletia diversos comentários políticos, não atoa “Empate” do Sérgio de Carvalho foi exibido ao ar livre. E o Cine-Sesi cumpria a tarefa de abrigar todos os debates e algumas exibições de pequenos grandes filmes, como: “Bimi, Shu Ikaya” de Isaka Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Zezinho Yube, “Maria” de Vini Campos e “Cartuchos de Super Nintendo em Anéis de Saturno” de Leon Reis.

Os debates aconteciam sempre na parte da manhã e era uma excelente oportunidade do público poder dialogar com os autores, já que após o debate na mesa, a palavra era levada à plateia. E por este motivo diversas reivindicações políticas foram feitas, inclusive sobre o tema da Mostra “Corpos Adiante”. Inclusive, é válido dizer agora que chegamos ao fim do festival que o tema foi cumprido com rigor pelos curadores já que 80% (número não oficial-meu) possuíam temáticas onde os corpos eram de fato o eixo principal da obra. Com a sempre incrível recepção de David Maurity, o público aplaudia e engajava junto com o host.

E toda noite o lounge fervia com shows, que contou com Jaloo, Di Souza e outros convidados. Além disso, a imprensa tinha acesso a um lounge exclusivo. Alguns filmes que passaram por aqui fizeram barulho independente de futuros prêmios que possam vir a receber. “Lui” da Denise, é sem dúvida um deles. Não apenas por seu curta, Denise ficou conhecida pelo debate do qual participou e pelo ativismo político. “Negrum3” de Diego Paulino fez a galera do Cine-Tenda aplaudir até o fim dos créditos, além do estilo agressivo e ousado, seus comentários políticos no palco e na tela fizeram as pessoas o ovacionarem. Em breve entrará uma entrevista com ele. “Guará” de Fabrício Cordeiro, exibido na praça, fez o público se esbaldar com o lobisomem de Goiânia.

Nos longas, “Parque Oeste” de Fabiana Assis deixou todo mundo aplaudindo de pé por mais de dois minutos, com toda o engajamento que podíamos. Também terá crítica no site. Da série ame ou odeie, “Desvio” do Arthur Lins e “Vermelha” do Getúlio promoveram verdadeiros debates entre os espectadores que discutem até o presente momento o que achar, o que não achar. “Calypso” de Rodrigo Lima e Lucas Parente mexeram com o coração de quem lhe escreve. “Inferninho” de Guto Parente, Pedro Diógenes formaram quase uma unanimidade eu seu louvor. Ainda bem que não, pois, como dizia Nelson Rodrigues: “A unanimidade é burra”. E claro, “Traga-me a cabeça de Carmem. M” de Felipe Bragança, que polemizou e barbarizou durante a exibição de seu “média ou pequeno longa”.


Troféu Vertentes do Cinema


A 22ª Mostra de Tiradentes está chegando ao fim e com isso farei pequenas ponderações:

Melhores Curtas-Metragens: O Top dos Tops
(leia as pílulas-críticas em Curtas 1 e Curtas 2 acima)

“Maria”, de Vini Campos
“Negrum3”, de Diego Paulino
“Um ensaio sobre a ausência”, de David Aynan
“Ética das Hienas”, de Rodolpho de Barros

Melhores Médias e Longas-Metragens: O Top dos Tops

“Calypso”, de Rodrigo Lima e Lucas Parente
“Inferninho”, de Guto Parente e Pedro Diógenes
“Currais”, de David Aguiar e Sabina Colares
“Traga-me a cabeça de Carmem M.”, de Catarina Wallenstein e Felipe Bragança
“A rosa azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro

Troféu Vertentes do Cinema de Melhor Filme da Mostra de Cinema de Tiradentes 2019

“Calypso”, de Rodrigo Lima e Lucas Parente
(que me tocou demais acerca de todos os debates filosóficos e existências que eles propõe para uma nova leitura do mito de Ulisses).

Troféu Vertentes do Cinema de Melhor Filme da Mostra Aurora 2019

“A Rosa Azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro


É isso, aqui encerra nossa cobertura da 22ª Mostra de Tiradentes. Até o ano que vem!!! Aguarde novidades durante os próximos dias: mais críticas e, ainda hoje, os premiados oficiais.

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