O terceiro dia

Por Vitor Velloso


O terceiro dia da Mostra de Tiradentes teve seu início com um debate sobre “Temporada”, exibido na noite anterior, com a presença do diretor André Novais, os atores e a crítica Natália Batista, com mediação da Tatiana Carvalho. O debate girou sobre questões cinematográficas do longa, determinadas decisões que André fez durante a produção, curiosidades, os atores falando sobre a dificuldade de ser negro e fazer cinema no Brasil. Muitas questões pertinentes foram levantadas durante a conversa, inclusive questões sociais acerca dos personagens e seus lugares na dramaturgia cotidiana do cineasta.

A questão da temática retornou mais uma vez à mesa. Corpos Adiante como norte de todas as conversas, neste específico não há como negar que o tema ficou em segundo plano, já que o filme circulou diversos festivais, garantindo prêmios e menções ao redor do mundo e está em cartaz em diversas cidades.

Em seguida aconteceu um debate do “Ilha” de Ary Rosa e Glenda Nicácio. Com performances, teatro de rua e uma sessão de curtas, todos os presentes em Tiradentes tinham diversas opções na programação. A sessão de curtas “Foco Minas – Série 2” teve seu início e terá crítica aqui no site. Quebrando as estruturas da Mostra, “Traga-me a cabeça de Carmen M.”, de Felipe Bragança e Catarina Wallenstein, teve sua primeira exibição mundial. Com uma estética poderosa e uma linguagem inusitada, Felipe consegue em uma hora um feito ímpar. Também terá crítica no site. Com exibição de “Clementina” no Cine Praça e fechando a noite com “Inferninho” de Guto Parente e Pedro Diógenes, lotando o Cine-Tenda. E sacudindo a cidade inteira, Jaloo entra com tudo na madrugada de domingo.

Especificamente hoje passei mais tempo dentro do cinema que outros dias, desta maneira a matéria está mais enxugada, pois haverá críticas separadas.


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