Crítica: Rak Ti Khon Kaen (Cemetery of Splendour)

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Por Fabricio Duque
Direto do Festival de Cannes 2015

“Rak Ti Khon Kaen (Cemetery of Splendour)”, do tailandês Apichatpong Weerasethakul (de “Hotel Mekong” e “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”), corrobora seu tema favorito, que é personalizar a existência ao “confundir” propositalmente os limites da vida e da morte. Seu cinema não é lento ou tedioso, mas sim a contemporaneidade é que está acelerada e “atropelada” demais, mitigando o princípio da simplicidade e o respeito pelo tempo das coisas. São metáforas destes dois mundos. Na sessão, o diretor disse que é um longa-metragem extremamente pessoal, e é verdade. Ele cria uma fabula apocalíptica de que o nosso “redor” e nossos “próximos” estão morrendo por não “sentirem” o silêncio e o próprio ser (conversas sobre a vida e a contemplação). O filme não poderia ser diferente. Ele “assalta” a realidade em um universo próprio de um novo hospital (espiritual), em epifanias linguísticas. “Americanos são pobres e os europeus estão vivendo o sonho americano”, diz-se, mais uma vez, com uma humanizada e natural crítica. Será sonho? Fantasia? Realismo fantástico? Projeções deturpadas da mente? Não importa. A redenção distancia-se do pessimismo ao retratar que a vida continua. Viva ou morta. O cineasta foi ovacionado na primeira exibição da imprensa. 
Realizada inicialmente em 19/05/2015 e complementada em 27/05/2015.

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