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Feio

Um filme de cenas

Por Fabricio Duque

Durante o Festival do Rio 2013

Feio

O diretor, também roteirista, indiano Anurag Kashyap (de “Gangues de Wasseypur”, destaque do Festival de Cannes 2012), resolveu seguir pelo caminho do cinema comercial hollywoodiano e não pelo gênero típico de seu país: Bollywood. Substituiu os musicais por óperas rock barulhentas no novo filme “Feio”, seleção oficial da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes deste ano.

O longa-metragem “Feio” tenta recriar o estrangeirismo americano em sua origem, escalando atores que se comportam como caricaturas interpretativas. Talvez este seja a verdade intenção do filme. A estrutura de ação engloba trama mirabolante, manipuladora, violenta, buscando ser ágil como um filme de 007 e ou engraçada (como a cena da delegacia que se discute atores e tecnologias – a melhor do filme).

Aqui, pululam-se tentativas de confundir os acontecimentos, exemplos autorais de um roteiro de Quentin Tarantino. Mas se perde pela atrapalhada direção de tentar conjugar tudo ao mesmo tempo. “Feio”, mistura thriller psicológico e drama emocional, é um filme de cenas. Equilibra-se na linha tênue da pretensão e da ingenuidade amadora. Uma dica é sair com uma hora de filme e retornar nos vinte minutos finais para que não se perca, em hipótese alguma, a dança hilária e surreal do dinheiro. Com Ronit Roy, Tejaswini Kolhapure, Vineet Kumar Singh e Rahul Bhat.

2 Nota do Crítico 5 1

Trailer

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