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Chão de Rua

Os tempos divergentes de uma produção contemporânea

Por Vitor Velloso

Durante o Olhar de Cinema 2020

Como já dito em críticas anteriores, “Chão de Rua” mantém uma tendência na cinematografia brasileira. O filme de Tomás von der Osten é uma síntese da produção de curta-metragem no Brasil. Uma espécie de projeto que transmite a consciência dessa feitura que se vê entre o prosaico, por vezes realista, e a fantasia como algo mais palpável e sólido.

E aqui, entra uma pequena diferenciação do curta para seus irmãos de solo, o filme segue uma linha mais tênue desse drama com a particularidade de uma fantasia de asfalto, concreta. Tal versatilidade surge como um motor desses dramas que aparentam um paralelismo inicial, depois convergindo na cena que dá título ao filme. Uma ode narrativa ao gênero que tanto sacramento o solo das últimas produções brasileiras. Está claro que o filme aqui é uma proposta mais sintético, como dito, de toda essa articulação e assimilação. Mas suas virtudes surgem como uma espécie de retorno ao rigor do quadro e da encenação.

“Chão de Rua” não é particularmente um filme inventivo, pois acaba seguindo um pragmatismo contundente recente, mas consegue, por vias atravessadas, algumas notas formais que integram à obra aos festivais de plantão. E ainda que o drama apresentado seja tratado como interpretação compulsiva, o domínio conciso dos planos consegue sustentar a obra.

Trailer

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