A Pele de Vênus

Um Polanski legítimo

Por Fabricio Duque

Durante o Festival de Cannes 2013

Traduzido no Brasil como “A Pele de Vênus”, “La Vênus À La  Fourrure” ou “Venus in Fur”, exibido no Festival de Cannes 2013, é o novo filme do diretor polonês Roman Polanski. Como sempre usando o sarcástico característico do liminar entre sutileza e deboche. Baseia-se no livro homônimo e isto é só o começo da viagem narrativa que o diretor faz, abordando sadomasoquismo (comédia – diferenciando-se da Professora de Piano). A coletiva de imprensa foi disputada a dedo, até porque como todo mundo sabe, Polanski não aparece muito em público.

“A Pele de Vênus” estimula o riso pela piada sofisticada, respeitando a inteligência do espectador ao mesclar o clássico, a desestruturação da percepção plastificada e as novidades contemporâneas do comportamento social dentro de um mesmo caldeirão, gerando a naturalidade cotidiana. Acontece, todo ele, em um teatro, mostrando a rua apenas nos créditos iniciais e na última cena. Os atores estão fantásticos (mais ela do que ele, na verdade, já que só há dois atores, conjugando monólogos interativos e individualizados. Se é bom? Bem, como dizem aqui, é o cinema de Polanski. Claro que vale à pena. Trocando em miúdos, é um filme de diálogos verborrágicos, com iluminação do próprio cenário e música quase imperceptível (excelente) de Alexandre Desplat.

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