10 filmes para visitar no Dia Internacional dos Museus

Uma seleção cinematográfica que passeia pela arte como pano de fundo à ficção

Por Fabricio Duque

Hoje, 18 de maio é comemorado o Dia Internacional dos Museus, e também, logicamente, o Dia do Museológico, a data foi criada em 1977, por iniciativa do ICOM – Conselho Internacional de Museus, um organismo que integra a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O objetivo é incentivar a população ao hábito de visitar e apreciar os museus. Nós do Vertentes do Cinema listamos dez filmes que visitam todos os variados espaços destinados à arte moderna, clássica, contemporânea… Cada ano a ICOM escolhe um tema específico para debater durante o Dia Internacional dos Museus.

O tema do Dia Internacional dos Museus 2020 é “Museus para a igualdade: diversidade e inclusão”, que “visa se tornar um ponto de encontro para celebrar a diversidade de perspectivas que compõem as comunidades e os funcionários dos museus, além de promover ferramentas para identificar e superar preconceitos no que os museus mostram e nas histórias que contam.” Junto de cada filme é possível realizar o Tour Virtual no museu citado.

10 filmes para visitar no Dia Internacional dos Museus

MUSEU HERMITAGE

ARCA RUSSA (2002, Rússia, 87 minutos, de Alexandr Sokurov, Museu Hermitage, São Petersburgo, TOUR VIRTUAL AQUI)

Um museu como um ser vivo, uma entidade que respira e tem personalidade própria. Sokúrov empresta alma ao colossal palacete do Hermitage, em São Petersburgo, um dos maiores museus do mundo. Arca Russa foi filmado em um único plano-seqüência, sem cortes, que dura 97 minutos e atravessa 35 salas do museu, transformando a tela de cinema em um quadro vivo por onde desfilam personagens importantes da história da Rússia: Pedro, o Grande; Catarina, a Grande; Catarina II, Nicolau e Alexandra. Trailer AQUI

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MUSEU NACIONAL DE ANTROPOLOGIA

MUSEU (Museo, 2018, México, 126 minutos, de Alonso Ruizpalacios, Museo Nacional de Antropología, TOUR VIRTUAL AQUI)

Na manhã do Natal de 1985, os estudantes Juan Núñez (o ator Gael García Bernal, que é apresentado fisicamente malhado – é o galã de charme pateta do filme) e Benjamín Wilson (o ator Leonardo Ortizgris) invadem o Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México para roubar 140 peças pré-hispânicas de suas vitrines (“novas, raras, únicas, peremptórias e inestimáveis”), como a máscara do Rei Pakal, meses depois do terremoto que quase destruiu a cidade. Ao perceberem a gravidade de suas ações, decidem fugir. Enquanto isso, a polícia não suspeita que os autores do crime poderiam ser jovens inexperientes que vivem nos subúrbios da classe média, as cidades satélites. “Museu” é também um turístico Road-movie, por atravessar as ruínas de Palenque e Acapulco para encontrar respostas e possíveis compradores (colecionadores “egoístas”, “ricos”, “individualistas”). Leia a Crítica AQUI

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ART INSTITUTE OF CHICAGO

CURTINDO A VIDA ADOIDADO (Ferris Bueller’s Day Off , 1986, Estados Unidos, 103 minutos, de John Hughes, Art Institute of Chicago, TOUR VIRTUAL AQUI)

No último semestre do curso do colégio, Ferris Bueller (Matthew Broderick) sente um incontrolável desejo de matar a aula e planeja um grande programa na cidade com sua namorada (Mia Sara), seu melhor amigo (Alan Ruck) e uma Ferrari. Só que para poder realizar seu desejo ele precisa escapar do diretor do colégio (Jeffrey Jones) e de sua irmã (Jennifer Grey). dirigido por John Hughes, considerado “o mestre dos filmes adolescentes dos anos 1980”. Trailer AQUI!

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MUSEU KUNSTHISTORISCHES

HORAS NO MUSEU (Museum Hours, 2012, Áustria, Estados Unidos, de Jem Cohen, Museu Kunsthistorisches, Viena, TOUR VIRTUAL AQUI)

No seu primeiro longa de ficção, o americano Jem Cohen traz para a tela a influência de seus documentários e trabalhos em vídeo-arte, cujo foco é o homem e seu entorno estritamente urbano. Bobby Sommer (que ficou conhecido como promotor de shows de bandas famosas, entre os anos 60 e 70) é Johann, um guarda do Museu de História da Arte (o Kunsthistorisches), em Viena. Seu trabalho consiste em “vigiar” as pessoas que visitam o Museu, além de, já que o tempo lhe permite, tecer comentários sobre os visitantes e, também, sobre as obras ali expostas – com uma especial atenção ao trabalho do pintor flamengo Pieter Brueghel (1525-1569). Um dia ele se depara com Anne (Mary Margaret O”Hara), uma americana que está na cidade para visitar uma prima, que há muito não via e que está em coma num hospital. Trailer AQUI!

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MUSEU AMERICANO DE HISTÓRIA NATURAL

UMA NOITE NO MUSEU (Night at the Museum, 2006, Estados Unidos, 108 minutos, de Shawn Levy, The American Museum of Natural History, New York, TOUR VIRTUAL AQUI)

O novo segurança do Museu Americano de História Natural de Nova York faz uma grande descoberta. Por causa de uma antiga maldição egípcia, os animais, pássaros, insetos e outras peças em exibição ganham vida quando os visitantes vão embora. Soldados romanos, pistoleiros do velho oeste, o ex-presidente Theodore Roosevelt e muitas outras figuras históricas entram em ação em uma aventura fantástica. Trailer AQUI!

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MUSEU TOPKAPI PALACE

TOPKAPI (1964, Estados Unidos, 119 minutos, de Jules Dassin, Topkapi Palace Museum, TOUR VIRTUAL AQUI)

Uma ladra experiente monta um esquema para roubar de um museu de Istanbul o orgulho da cidade de Topkapi: uma valiosa adaga cravejada de joias. Mas o serviço se torna tenso quando amadores são contratados para ajudar na empreitada. Dirigido por Jules Dassin e com roteiro baseado em romance de Eric Ambler. O Palácio de Topkapı (em turco: Topkapı Sarayı) significa “porta do canhão”. Foi construído por Maomé II, o Conquistador, logo após a conquista de Constantinopla, em 1453, e foi a residência dos sultões durante quatro séculos. Atualmente o Palácio é dividido em várias salas de exposição com objetos de ouro (tronos, xícaras, talheres, berços, joias diversas cravejadas em pedras preciosas), prata, cerâmica, miniaturas, roupas e relíquias sagradas para os muçulmanos, como os pelos da barba e a marca do pé do profeta Maomé. Trailer AQUI!

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THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART

THOMAS CROWN – A ARTE DO CRIME (The Thomas Crown Affair, 1999, Estados Unidos, 105 minutos, de John McTiernan, The Metropolitan Museum of Art, TOUR VIRTUAL AQUI)

Quando um Monet avaliado em 100 milhões de dólares é roubado do Metropolitan em Nova York, Thomas Crown (Pierce Brosnan), um bilionário que está acostumado a ter tudo que deseja, não é nem ao longe considerado suspeito, mas Catherine Banning (Rene Russo), uma investigadora contratada para reaver a pintura (por 5% do seu valor), tem certeza que Thomas é o responsável. Paralelamente Catherine e Thomas se sentem atraídos e ela principalmente é afetada pelo ciúme, mas mesmo assim diz para Thomas que sabe que ele cometeu o roubo e espera um erro dele para pegá-lo. Os dois então começam a jogar, mas também se apaixonam e isto não estava nos planos de ninguém. Dirigido por John McTiernan (de “Duro de Matar”). Trailer AQUI!

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HIGH MUSEUM OF ART

PANTERA NEGRA (Black Panther, 2015, Estados Unidos, 135 minutos, de Ryan Coogler, High Museum of Art, Atlanta, TOUR VIRTUAL AQUI)

Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás. “Museu of Great Britain”, mostrado com uma exposição de artefatos raros de origem africana que despertam interesse do Garra Sônica e Killmonger, em Londres, na verdade não existe. O cenário ambientado foi no museu em Atlanta, High Museum of Art. Leia a Crítica AQUI

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MUSEU DO LOUVRE

BAND À PART (1964, França, 97 minutos, de Jean-Luc Godard, The Musée du Louvre, Paris, TOUR VIRTUAL AQUI)

Filme francês, pertencente a Nouvelle Vague, dirigido por Jean-Luc Godard em 1964. A história, que adapta a novela americana Fool’s Gold, de Dolores Hitchens, é uma mescla de filme noir, comédia e drama. O próprio diretor a descreveu como “o encontro entre Alice e Franz Kafka“. Odile (Anna Karina) uma moça delicada e ingênua, seduzida por uma dupla de ladrões que frequentam sua aula de inglês. Ao saberem da fortuna da tia de Odile, tramam um plano para roubar seus bens. A peça chave do plano é fazer com que a moça se apaixone por um dos ladrões, para que ela mesma abra as portas da mansão e colabore no furto. O filme iconiza uma das mais famosas cenas do cinema: a corrida no Museu do Louvre, que mais tarde foi homenageada por Bernardo Bertolucci em “Os Sonhadores”. Quem nunca fez, quase fez ou pensou em fazer a cena? Trailer AQUI

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EM BUSCA DO MUSEU PERDIDO

VISITANTE DO MUSEU (Posetitel Muzeya, 1989, Rússia, 128 minutos, de Konstantin Lopushansky)

Em um mundo pós-apocalíptico, em que grande parte da população consiste de mutantes deformados e dementes mantidos em colônias isoladas, um homem embarca em uma viagem com a intenção de visitar as ruínas de um museu isolado no meio de um novo oceano, resultado do derretimento das calotas polares. Mas no seu trajeto, ele é tomado como um há muito esperado messias, e logo acaba envolvido em uma rebelião em prol da libertação dos mutantes, tendo o seu destino alterado fatalmente. Profético e alegórico, “O Visitante do Museu” retrata a nossa atual incapacidade de redenção de maneira crua e por vezes cruel. O filme, melancólico, é sobre um museu perdido, de memória e utopia.

Assista Aqui

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