10 Filmes para celebrar o Dia da Voz

Obras sobre a importância de uma das mais importâncias características humanas

Por Fabricio Duque

Hoje, 16 de abril é o Dia Mundial da Voz. A data tem como principal objetivo chamar a atenção da população em geral para os cuidados de preservação da voz, uma característica humana que, além de permitir nossa comunicação, denota muitas vezes nossa personalidade e estado de espírito em determinado momento. O nosso Dia Nacional da Voz foi instituído pela Lei Nº 11.704, de 18 de junho de 2008. A primeira celebração em homenagem à voz, no entanto, surgiu anos antes no Brasil, em 1999. O destaque mundial, por sua vez, só chegou anos depois, a partir de 2003, quando passou a ser comemorada nos Estados Unidos, Europa e Ásia. O Vertentes do Cinema listou dez filmes sobre a importância da voz. Uma lista que aborda transição, mudança, política social, paixão, angústia, medo, sonho, superação, confiança e documento religioso-carnavalesco.

The Artist

O ARTISTA (The Artist, 2011, França, 100 minutos, de Michel Hazanavicius)

A transição de aceitar a voz como instrumento real no cinema. Na Hollywood de 1927, o astro do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin) começa a temer se a chegada do cinema falado fará com que ele perca espaço e acabe caindo no esquecimento. Enquanto isso, a bela Peppy Miller (Bérénice Bejo), jovem dançarina por quem ele se sente atraído, recebe uma oportunidade e tanto para traballhar no segmento. Será o fim de sua carreira e de uma paixão? O sucesso de “O Artista” pode ser explicado se analisarmos o lado filosófico do ser humano, que procura no passado as respostas do presente, esquecendo-se que a ordem natural das coisas é inversa. O futuro significa, factualmente, certa evolução, tanto técnica, quanto de inovação. Chega a ser óbvio o pensamento, já que tendemos a melhorar a tecnologia, procurando novas formas de perfeições. Então, é de se estranhar que a nostalgia predomine no universo. O diretor francês Michel Hazanavicius entendeu esta estrutura do verdadeiro querer, e apostou em uma homenagem à era clássica do cinema mudo, optando por abordar a transição do gênero “gestual” ao falado. Leia a crítica AQUI!

10 Filmes para celebrar o Dia da Voz

A NOVIÇA REBELDE (The Sound Of Music, 1965, Estados Unidos, 175 minutos, de Robert Wise)

A mudança do estágio. Do silêncio deslocado ao canto libertador. No final da década de 1930, na Áustria, quando o pesadelo nazista estava prestes a se instaurar no país, uma noviça (Julie Andrews) que vive em um convento mas não consegue seguir as rígidas normas de conduta das religiosas, vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer), que tem sete filhos, viúvo e os educa como se fizessem parte de um regimento. Sua chegada modifica drasticamente o padrão da família, trazendo alegria novamente ao lar da família Von Trapp e conquistando o carinho e o respeito das crianças. Em 2015, o filme completou 50 anos de vida.

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Slam A Voz de Levante

SLAM: VOZ DE LEVANTE (2017, Brasil, 105 minutos, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva)

A voz como instrumento argumentador e inclusivo de política social. Platéia, poetas, poemas próprios e jogo de cintura: essa é a formula dos Poetry Slams, campeonatos performáticos de poesia falada que vem se espalhando pelo mundo. O filme testemunha o crescimento da cena brasileira desde 2008, inaugurada pela poeta e MC Roberta Estrela D’Alva, que nos leva em viajem às origens, nos EUA, e acompanha a campeã brasileira de 2016, Luz Ribeiro, até a Copa do Mundo de Slam em Paris, representando uma nova onda feminista e negra que tem se firmado pela virulência poética do verbo politizado. Leia a crítica AQUI!

10 Filmes para celebrar o Dia da Voz

A PEQUENA SEREIA (The Little Mermaid, 1989, Estados Unidos, 85 minutos, de  Ron Clements e John Musker)

A voz como estímulo ao interesse da paixão. Se você tem voz, tem poder. Até tentam roubar. Ariel é a filha caçula do Rei Tritão, comandante dos sete mares, que está insatisfeita com sua vida. Ela deseja caminhar entre os humanos para conhecê-los melhor, mas sempre é proibida por seu pai, que considera os humanos como sendo “bárbaros comedores de peixe”. Até que ela se apaixona por um jovem príncipe e, no intuito de conhecê-lo, resolve firmar um pacto com Úrsula, a bruxa do reino, que faz com que ela ganhe pernas e se torne uma verdadeira humana. Porém, Úrsula também tem seus planos e eles incluem a conquista do reino de Tritão.

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DANÇANDO NO ESCURO (Dancer in the Dark, 2000, Dinamarca, 139 minutos, de Lars von Trier)

A voz como fuga da realidade. Uma esperança com silêncio final, devastador e realista demais para nós. Selma Jezkova (Björk) é uma mãe-solteira tcheca que foi morar nos Estados Unidos. Ela tem uma doença hereditária que a faz perder a visão, algo que também deverá acontecer um dia a seu filho Gene (Vladan Kostig), um garoto de doze anos. Entretanto, em virtude de saber que existem médicos nos Estados Unidos que podem operar seu filho isto foi o suficiente para fazê-la imigrar para o país. Ela trabalha muito duro e guarda tudo o que ganha para a cirurgia do filho. Bill (David Morse) e Linda (Cara Seymour), seus vizinhos, juntamente com Kathy (Catherine Deneuve), uma colega de fábrica, a ajudam no que é possível, mas quando Bill se vê em dificuldades financeiras rouba o dinheiro que Selma tinha economizado duramente. Este roubo é o ponto de partida para trágicos acontecimentos.

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ROCKETMAN (2019, Reino Unido, 121 minutos, de Dexter Fletcher)

A voz como potência e como superação para viver. A trajetória de como o tímido Reginald Dwight (Taron Egerton) se transformou em Elton John, ícone da música pop. Desde a infância complicada, fruto do descaso do pai pela família, sua história de vida é contada através da releitura das músicas do superstar, incluindo a relação do cantor com o compositor e parceiro profissional Bernie Taupin (Jamie Bell) e o empresário e o ex-amante John Reid (Richard Madden). “Rocketman” é uma biografia à altura quando condensa imagem e sensação; estética e conteúdo; intimidade e espontaneidade; visibilidade e vulnerabilidade; não tentando mudar a essência, tampouco ressignifica-la, mas respeitar o que Elton foi e o que passou, visto que o passado não pode ser mudado. Ser verdadeiro é a melhor arma do filme a sua humanização e desmistificação pressurizada. Essa é a diferença entre biografia e projeção. Leia a crítica AQUI!

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SING – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA (Sing, 2016, Estados Unidos, 108 minutos, de Garth Jennings)

A busca da voz. Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e US$ 100 mil dólares de prêmio. O filme na versão brasileira conta com as vozes de Mariana Ximenes, Fiuk, Marcelo Serrado, Wanessa Camargo e Sandy.

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A Star is born

NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, 2018, Estados Unidos, 136 minutos, de Bradley Cooper)

A voz como sonho ao estrelato. Uma remodelagem, uma versão padronizada, exatamente o que os americanos esperam (feito de e para). É também um musical contemporâneo por adentrar no universo dos shows, com sua câmera intimista e mosca, conduzida com elegância e com controle absoluto de quem a usa. Em Nasce Uma Estrela, Jackson Maine (Bradley Cooper) é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber algo. É quando conhece Ally (Lady Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Jackson se encanta pela mulher e seu talento, decidindo acolhê-la debaixo de suas asas. Ao mesmo tempo em que Ally ascende ao estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool. Leia a crítica AQUI!

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Fevereiros

FEVEREIROS (2019, Brasil, 73 minutos, de Marcio Debellian)

A voz religiosa, carnavalesca e popular brasileira. A maior beleza de “Fevereiros” de Marcio Debellian, é atropelar o tempo e a política para perpetuar cada ritual na tela como um relato de corpo e alma de um povo que nunca esqueceu de sua história. Esse anacronismo proposto pelo diretor só é possível pelo seu deslocamento no campo do documentário, onde é expositivo ao dar voz a Maria Bethânia e Caetano Veloso acerca de todas suas percepções de sua cidade natal, ao mesmo tempo levar o espectador a um universo de cores e danças sem escutarmos ou vermos nada além da energia proporcionada por aquelas imagens e ambientação. Um registro da vitória da escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira em 2016, que teve um enredo homenageando a baiana Maria Bethânia. Além de filmar a escola e os preparativos do barracão, a produção acompanha a cantora nas festas da Nossa Senhora da Purificação, na Bahia. Leia a crítica AQUI!

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SINTONIA DE AMOR (Sleepless in Seattle, 1993, Estados Unidos, 106 minutos, de Nora Ephron)

A voz da rádio que transmite conforto ao luto. Viúvo há um ano e meio, Sam Baldwin (Tom Hanks) não consegue esconder de seu pequeno filho Jonah (Ross Malinger) a tristeza pela qual está passando. Preocupado, Jonah participa de um programa de rádio chamado “Sleepless in Seattle”, por telefone, dizendo que gostaria de arrumar uma namorada para o pai. Muito longe dali está Annie Reed (Meg Ryan) que, viajando de carro, ouve o desabafo de Sam e acaba se apaixonando por ele. O filme foi inspirado no filme de 1957 “An Affair to Remember” e utilizada tanto a sua música tema e clipes do filme em cenas críticas. A reunião climática no topo do Empire State Building é uma referência a uma reunião entre Cary Grant e Deborah Kerr em “An Affair to Remember” que deixa de acontecer porque o personagem de Kerr é atropelada por um carro quando estava a caminho. Em determinado momento, alguns dos personagens discutem sobre o filme.

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