Tudo Sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2022

Tudo Sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2022

Confira todas as informações sobre o mais longevo e mais politizado festival de cinema do Brasil, que acontece de 14 a 20 de novembro

Por Fabricio Duque

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega a sua 55a edição, neste 2022 em que todos os ânimos estão frenéticos ao retorno presencial do “novo normal”. Considerado o mais politizado do Brasil, e comemorando Bodas de Ametista, esta pedra que está relacionada à “evolução da alma por meio do amor” (sim, especialmente neste ano após uma metafórica vitória do ódio versus a volta do amor – e em Brasília – epicentro das transformações), o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece fisicamente de hoje (14) até 20 de novembro, após dois anos de edições online, devido à pandemia do Coronavírus que parou o Mundo. Nosso site fará a cobertura completa do evento, in loco, pelo crítico vertenteiro Ciro Araújo, que já está e mora lá. Daqui do Rio de Janeiro, nossa equipe publicará tudo. 

Em seu site, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta a edição de 2022: “Mesmo em seus momentos mais desafiadores, o cinema brasileiro resistiu na urgência de retratar os caminhos deste país imenso e plural. Tempos turbulentos ameaçaram não só o audiovisual nacional, mas toda a cadeia produtiva da cultura. Ainda enfrentando a tempestade do desconhecido, terminamos o ano 2022 com esperança de novos rumos para o mercado audiovisual. E o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro mais uma vez será palco para o debate dos caminhos que levam o audiovisual à agenda pública brasileira.Sejam todes bem-vindes às 55ª edição do mais longevo festival de cinema do Brasil. A retomada das políticas culturais do audiovisual brasileiro passa por aqui. Os mais proeminentes talentos do nosso cinema também”. Não se sabe se está ainda em produção, mas no site não encontramos mais as edições anteriores, apenas o link para a página da de 2021 e três informações bibliográficas: “Festival 40 anos, a Hora e Vez do Filme Brasileiro”, de Maria do Rosário Caetano; “30 Anos de Cinema e Festival, a História do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro”, coordenação de Berê Bahia; e a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec). 

O mais longevo festival de cinema do país, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2022, uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e da OSC Amigos do Futuro, apresenta mais de 40 títulos de todas as regiões brasileiras. Nesta edição, o homenageado é o veterano Jorge Bodanzky com a exibição dos filmes: seu curta-metragem “Brasília Super 8” (2020); seu longa “Utopia Distopia” (2020); o longa “Compasso de espera” (1973), de Antunes FIlho, em que Jorge foi Diretor de Fotografia; e seu mais recente documentário “Amazônia, a nova Minamata” (2022). Com quase 1200 filmes inscritos, a seleção oficial do 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é dividida entre longas e curtas das mostras Competitiva Nacional e Brasília, além de duas mostras paralelas de longas e sessões hors-concours. Em especial à sessão especial com o filme “Quando a coisa vira outra” (2022), de Marcio de Andrade. 

Com início marcado às 20h30 de hoje, a cerimônia de abertura exibe o primeiro longa da Mostra Competitiva Nacional, “Mato Seco em Chamas” (do Distrito Federal – leia nossa crítica aqui), do premiado diretor ceilandense Adirley Queirós, que disputa pela terceira vez a mostra principal do festival, com exibição na telona do Cine Brasília. A sessão começa com os dois curtas-metragens concorrentes do dia: “Ave Maria” (RJ) e “Big Bang” (MG/RN). 

Marcado também pela reconstrução de políticas do audiovisual brasileiro., o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro procura ampliar a janela de filmes em competição e manter a marca histórica de 6 longas e 12 curtas nacionais. Os filmes competem em 30 categorias pelo Troféu Candango, em sessões apresentadas sempre às 20h30, de 14 a 19 de novembro, com a festa de encerramento e premiação no dia 20 com o novo filme de Anna Muylaert, o “O Nosso Pai” (SP), e o longa “Diálogos com Ruth de Souza” (SP), de Juliana Vicente. A direção artística desta edição é assinada pela produtora Sara Rocha. 

Como parte dos esforços de descentralização do acesso à cultura e, neste caso, especificamente do audiovisual, a Mostra Competitiva Nacional do  55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro será realizada simultaneamente no Cine Brasília, seu palco tradicional, e nos Complexos Culturais Samambaia e de Planaltina. Em ambos os equipamentos culturais, fora do Plano Piloto, o público terá acesso gratuito aos filmes da Mostra Competitiva Nacional, desta segunda-feira (14) ao sábado (19). Os moradores das duas RAs e proximidades poderão assistir gratuitamente aos filmes que concorrem aos Troféus Candango e ainda votar na categoria de júri popular. As sessões começam às 20h, e não é necessário retirar ingressos antecipadamente. No entanto, a sala está sujeita a lotação.

Mato Seco em Chamas

Para escolher o Melhor Filme da Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens, o júri, composto por Juliano Gomes, Sérgio de Carvalho e Ana Flavia Cavalcanti, Anna Muylaert e Alice Lanari terão que entrar em consenso sobre as obras exibidas: “Mato Seco em Chamas” (DF), de Adirley Queirós e Joana Pimenta; “Espumas ao Vento” (PE), de Taciano Valério; “Rumo” (DF), de Bruno Victor e Marcus Azevedo; “Mandado” (RJ), de João Paulo Reys e Brenda Melo Moraes; “Canção ao Longe” (MG), de Clarissa Campolina; e “A Invenção do Outro” (SP/AM), de Bruno Jorge. Na Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens, há outro júri, composto por Carol Almeida, Camilla Shinoda, Ulisses Arthur, Mariana Jaspe e Dandara Ferreira, que escolherão entre 12 filmes: “Big Bang” (MG/RN), de Carlos Segundo; “Ave Maria” (RJ), de Pê Moreira; “Anticena” (DF), de Tom Motta e Marisa Arraes; “Nossos passos seguirão os seus…” (RJ), de Uilton Oliveira; “Sethico” (PE), de Wagner Montenegro; “Calunga maior” (PB), de Thiago Costa; “São Marino” (SP), de Leide Jacob; “Escasso” (RJ), de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles; “Capuchinhos” (PE), de Victor Laet; “Nem o mar tem tanta água” (PB), de Mayara Valentim; “Lugar de Ladson” (SP), de Rogério Borges; e “Um tempo para mim” (RS), de Paola Mallmann.

Na Mostra Brasília, o júri composto por Andréa Glória, Edileuza Penha de Souza e João Paulo Procópio, escolherão os curtas “Super-Heróis”, de Rafael de Andrade; “Desamor”, de Herlon Kremer; “Reviver”, de Vinícius Schuenquer; “Levante pela Terra”, de Marcelo Cuhexê; “Virada de jogo”, de Juliana Corso; “Tá tudo bem”, de Carolina Monte Rosa; “Plutão não é tão longe daqui”, de Augusto Borges e Nathalya Brum; e “Manual da pós-verdade”, de Thiago Foresti; e os longas: “Capitão Astúcia”, de Filipe Gontijo; “Profissão Livreiro”, de Pedro Lacerda; “Afeminadas”, de Wesley Godim; e “O pastor e o guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte. Há ainda o Júri do prêmio Zózimo Bulbul: Paula Dias; Adriana Gomes e Vitor José. 

Um dos grandes especiais desta edição é mesmo as Mostras Paralelas. Na Reexistências, serão exibidos os filmes “O cangaceiro da moviola” (MG/RJ) – Reexistências, de Luís Rocha Melo; “Não é a primeira vez que lutamos pelo nosso amor (RJ), de Luis Carlos de Alencar; “Uýra – A retomada da floresta” (AM), de Juliana Curi; e “Cordelina” (PB), de Jaime Guimarães. Já “A filha do palhaço” (CE), de Pedro Diógenes, ganhará palco na Festival dos Festivais, junto com “Três tigres tristes” (SP), de Gustavo Vinagre; e “Fogaréu” (RJ/GO), de Flávia Neves. 

“Nesta grande retomada do nosso cinema, o Festival de Brasília firma-se mais uma vez como o grande encontro entre os responsáveis pela sétima arte no Brasil. Em 2022, Brasília sediará a 1ª Conferência do Cinema Nacional, entre 15 e 17 de novembro. Em pauta, o novo momento do audiovisual brasileiro com representantes do novo governo eleito, realizadores, representantes da sociedade civil organizada e os mais diversos atores que compõem nossa cadeia produtiva. Dentre os temas discutidos nos painéis, entram em cena: a reconstrução do cinema brasileiro, as articulações em torno da Lei Paulo Gustavo, a recuperação do setor audiovisual e a retomada das políticas setoriais. Juntos construiremos o futuro do nosso mercado e você é peça fundamental neste momento!”, anuncia o Festival, que oferece também oficinas com Marianne Macedo, Maíra Bianchini, Thiago Almasy, Fernanda Rocha, além da “Jogos eletrônicos: onde, como e quanto? Estratégias de financiamento para games”, com Abring. E Masterclass com Andrey Hermuche e José Eduardo Belmonte.

Não se pode deixar de mencionar a Comissão de Seleção do 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, visto que estes são os responsáveis por toda a curadoria. Para os longas em competição, André Dib, Erly Vieira Jr., Rafaella Rezende e Janaina Oliveira. Para os curtas em competição: Adriano Garrett, Bethania Maia, Camila Macedo, Flavia Candida, Julia Katharine e Pedro Azevedo. Para a Mostra Brasília, Sidiny Diniz, Allyson Xavier, Simônia Queiroz, Péterson Paim e Sérgio Moriconi. 

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