A Ressaca

Por Fabricio Duque

Ficha Técnica

Direção: Steve Pink
Roteiro: Josh Heald, Sean Anders e John Morris, baseados em história de Josh Heald
Elenco: John Cusack, Clark Duke, Craig Robinson, Rob Corddry, Sebastian Stan
Fotografia:Jack N. Green
Música: Christophe Beck
Direção de arte: Kelvin Humenny e Jeremy Stanbridge
Figurino: Dayna Pink
Edição: George Folsey Jr. e James Thomas
Efeitos especiais: Mr. X
Produção: John Cusack, Grace Loh, Matt Moore e John Morris
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) | New Crime Productions | United Artists
Distribuidora: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) (USA), Imagem Filmes (Brasil)
Duração: 100 min
País: Estados Unidos
Ano: 2010
COTAÇÃO: RUIM

A opinião

Adam (John Cusack) foi abandonado por sua namorada. Lou (Rob Corddry) adora uma festa, mas não consegue encontrá-la. Nicky (Craig Robinson) tem sua vida controlada pela esposa. Jacob (Clark Duke) é fanático por videogame e, por causa disto, raramente sai de casa. Eles são amigos e, após uma noite de muita bebedeira, acabam na banheira de hidromassagem de um resort de esqui. Sem saber como, eles acordam em pleno 1986. É a chance que eles têm para apagar erros do passado e criar um novo futuro.

A mensagem que o diretor estreante Steve Pink, que já trabalhou como corroteirista de “Alta Fidelidade” – tendo John Cusack como protagonista, objetiva é resgatar, por um momento, os anos oitenta, com os exageros e cafonices da época, usando a ação e reação do efeito borboleta. Este retorno cria no espectador referências de outros filmes. “De volta para o futuro” e “O efeito borboleta” com Ashton Kutcher, que está aqui no blog no filme “Par perfeito”. O filme do marido da Demi Moore impressiona e fornece uma história mais inteligente.

O filme em questão escolhe o caminho do humor escrachado. Os efeitos especiais em alguns momentos são patéticos. Comporta-se como um filme alternativo, buscando a não pretensão. Mas não consegue. O efeito é contrário.

O diretor paga a ação e reação da teoria do caos, que diz que o bater de asas de uma borboleta no Japão, pode causar um terremoto do outro lado do mundo. Mas é inerente ao indivíduo o querer a mudança. Nada o satisfaz. A vida poderia ser diferente daquilo que ele escolheu. A transformação por algo é necessária e extremada.

Com isso, esses amigos, que já não se encontram há um tempo, resolvem experimentar as vivências passadas. Encontram a oportunidade de realmente voltar à era antiga por uma banheira de hidro massagem (ofurô). Com interpretações trashs, exageradas e pretensiosas, a trama não prende. Na verdade, afasta o espectador. As situações são surreais, com uma viagem esquizofrênica de dar dó. Sente-se pena dos atores.

Podemos destacar instantes interessantes. As referências pop doa anos 80 com as nossas de hoje. A música é um caso à parte. Inclui-se New Order e Poison. Há a espera do corte do braço do funcionário do hotel. A cena é hilária. Como disse, há momentos, porque o retorno de quem assiste ao clichê irritante é tão rápido quanto a viagem da banheira. Há cenas de vômitos, pai transando com a mãe na frente do filho, sondas arrancadas – espirrando urina nos demais. Portanto, é um filme chato, que a música não segura. Não recomendo.

O Diretor

Steve Pink nasceu em 03 de fevereiro de 1966 é um ator, roteirista e diretor americano. JUnto com John Cusack, Jeremy PIven e De Vincentis formaram uma empresa de produção New Crime Productions. Também é produtor da 20 Century Fox. Realizando um projeto estrelado por Tom Cruise e Cameron Diaz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *