Refugiados

Todos por todos

Por Chris Raphael

Mostra Cavídeo em Berlim

Esta é a estória de Popole Misenga, um judoca que abandonou sua terra natal (Congo)por conta das guerras  e refugiou-se no Brasil, onde vive no subúrbio carioca de Brás de Pina.  Foi um dos dez refugiados convidados a participar dos Jogos Olimpicos de 2016, não para representar um país e sim para representar 6 milhões de refugiados espalhados no mundo. Uma iniciativa singular que deu visibilidade a esta situação peculiar.

“Refugiados” é o relato pessoal deste atleta do judô, como um documentário;  a produção  de 2016 é uma realização da Casa de Cinema e do canal  Sportv, com direção e roteiro assinados por Cavi Borges. Um filme produzido com recursos públicos operados ou gerados pela Agencia Nacional de Cinema – ANCINE . Uma  genuína estória de superação: Popole Misenga encontrou em nosso país a amizade e o apoio necessários para crescer e aparecer para o mundo. “Refugiados” retrata alguns momentos felizes entre amigos, com esposa e filho e através de entrevistas vai contando sua percurso.

O público sente uma empatia óbvia e torce junto, as imagens de seu treinamento e da sua participação nos Jogos Olímpicos de 2016 são inseridas na película  e isso complementa a visão geral da rotina deste que plantou uma expectativa de medalha no coração da torcida.

Observar as dificuldades na construção de uma nova vida em novo país, no mínimo é inspirador. A quantidade crescente de refugiados espalhados pelo mundo é alarmante e a solução para esta  situação delicada ainda não existe. Pelo menos, pode-se aplacar o desastre, acolhendo e proporcionando uma chance de sobrevivência.

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