Ficha Técnica

Direção: Helen Hunt
Roteiro: Helen Hunt, Alice Arlen, Victor Levin, baseado no romance “Then She Found Me” de Elinor Lipman
Elenco: Helen Hunt, Bette Midler, Colin Firth, Matthew Broderick, Ben Shankman, Lynn Cohen, Janeane Garofalo, Tim Robbins
Fotografia: Stephen Beatrice
Figurinista: Mary Ramos
Música: David Mansfield
Produtores: Pam Koeffler, Katie Roumel, Christine Vachon, Connie Tavel, Helen Hunt
Distribuidora: Europa Filmes
Duração: 100 minutos
País: Estados Unidos
Ano: 2008
COTAÇÃO: FRACO

A opinião

Helen Hunt é uma atriz extremamente talentosa. Ela já mostrou ótimas interpretações no seriado de televisão “Mad about you” e ou contracenando com Jack Nicholson em “Melhor é impossível”. Desta vez é a sua estreia na direção. Helen prefere o estado contido dos personagens, um roteiro omisso em explicações e interpretações encenadas como um teatro, que demonstram o não realismo.

Adaptado do romance homônimo de Elinor Lipman, Helen Hunt faz sua estréia na direção, uma história da professora April Epner (Helen Hunt) e sua inverossímil trajetória em direção a satisfação pessoal.

Após se separar do seu marido (Matthew Broderick) e a morte de sua mãe adotiva, April é procurada por sua suposta mãe biológica (Bette Midler), que se apresenta como Bernice Graves, apresentadora de um talk show local. Quando Bernice tenta se tornar a mãe de April como nunca tinha conseguido ser, April parece encontrar conforto nos braços do pai de uma de suas alunas (Colin Firth), simplesmente para descobrir que o mistério sobre as questões da vida não podem ser respondidas por uma simples revelação.

Inicia-se com uma história e música judaicas mostrando um casamento. A camera opta pelo alternativo e pelo caseiro, como se fosse um filme típico familiar. Descobre-se que a união de April é com o seu melhor amigo quando a cena do pós-casório termina em um parque de diversões.

Quando a diretora resolveu escolher o tipo da narrativa, colheu os resultados. O que é processado pelo espectador envolve ações ingênuas, falta de profundidade de seus diálogos – e ou personagens – e a própria compreensão, que cria uma atmosfera de confusão. E explicita-se o amadorismo.

A vida da personagem principal não dá certo. O casamento acaba. A mãe adotiva morre. Ela é procurada pela verdadeira. Uma série de acontecimentos soltos e surreais geram mais incompreensão. O roteiro cria uma linha de equilíbrio, limitando a vivência de seus atores. Com isso, as interpretações traduzem-se artificiais e superficiais. O longa objetiva a perspicácia, com suas conversas rápidas, entrecortadas, sobrepostas e com tom sério, mas o que se consegue é o clichê. Recorre-se ao óbvio, o tornando pretensioso.

“Sua geração é tão cínica”, diz-se. “Você acredita em Deus?”, pergunta-se. “Eu não sei, você vê o noticiário ultimamente?”, responde-se. Os personagens são retratados como exagerados, nervosos, carentes, desesperados e acelerados. Todos possuem algum problema mal resolvido. Eles utilizam a catarse verborrágica para expurgar o sofrimento.

April conhece um escritor de capas de livros. Eles, solitários, trocam confidências. Entre apatia e seres psicóticos, a trama perde-se nela mesma. A camera detalha movimentos, ações, com enquadramentos comuns e competentes. “Por que você fala tão rápido?”, pergunta-se retoricamente.

O longa melhora na cena da convivência dela com os filhos dele. A garotinha (a menor) possui uma carga natural, que só pelo olhar dela, já vale vê-lo. Mas não segura a totalidade. O roteiro quer seguir por muitos caminhos e não consegue se fixar em nenhum especificamente. As sub-tramas resolvem-se de forma rápida, com o discurso de politicamente incorreto, deixando claro a hipocrisia escolhida. Há sexo no carro, com portas abertas. Há sexo na cozinha. Há April com ex-marido e o novo namorado. Muita informação em um curto período de tempo. “Não faça disso uma piada”, alerta-se no filme, mas a diretora não acreditou na frase apresentada.

Com todos os pontos negativos, há como pescar momentos interessantes. Como já disse, a filhinha menor do escritor é excelente. O que se infere é de um filme de amigos para amigos. É uma pena, porque o talento de Helen, como atriz, é espetacular.

A Diretora

Helen Elizabeth Hunt (Culver City,15 de Junho 1963) é uma premiada atriz norte-americana, conhecida por filmes e seriados de sucesso como Louco por Você, Twister e Náufrago. Poucas atrizes têm sido tão elogiadas como Helen. Desde seu primeiro trabalho realizado no Community Theater, ao palco da Broadway na Cidade de Nova Iorque, até seus filmes e desempenhos na televisão, a crítica reconhece continuamente o extraordinário trabalho. Os filmes mais recentes em que Hunt aparece incluem papéis no elenco do filme “Bobby” (Bobby), sobre a história do assassinato do Senador dos Estados Unidos Robert F. Kennedy, “Falsária” (A Good Woman), co-estrelado por Scarlet Johansson e Tom Wilkinson; a minissérie da HBO chamada “Empire Falls” (Empire Falls), co-estrelada por Ed Harris e Paul Newman; o filme de Woody Allen “O Escorpião de Jade” (The Curse of the Jade Scorpian), no qual ela contracena com Charlize Theron, Dan Aykroyd e com o próprio Allen; o longa-metragem independente de Robert Altman “Dr T e As Mulheres” (Dr. T and the Women), no qual ela contracena com o ator Richard Gere; “A Corrente do Bem” (Pay It Forward), um drama da Warner Bros., juntamente com Kevin Spacey e Haley Joel Osment; “Naufrágo” (Castaway) com Tom Hanks; e “Do Que As Mulheres Gostam” (What Women Want) com Mel Gibson.

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