Foto: Cleiton Thiele / Agência Pressphoto

Pré-estreia e Coletiva de “Legalidade” e homenagem ao ator Leonardo Machado

Por Marcelo Velloso

Na noite de ontem aconteceu a primeira exibição nacional do longa-metragem “Legalidade” dirigido por Zeca Brito, numa sessão especial do 47° Festival de Cinema de Gramado.

O filme se passa no Brasil em 1961 e conta sobre a renúncia de Jânio à presidência. Conforme a Constituição, o seu vice-presidente João Goulart seria o sucessor ao cargo, mas os militares lideram um esforço para impedir a posse do mesmo. O movimento Legalidade que inspirou o filme, teve a liderança de Leonel Brizola, interpretado pelos atores Leonardo Machado e Sapiran Brito, filho do diretor. Tal movimento buscava garantir a posse da presidência por parte do Jango. Em meio a esse contexto é nos apresentado um triângulo amoroso entre Cecília (Cleo Pires), uma agente da CIA, Luis Carlos (Fernando Alves Pinto) e Tonho (José Henrique Ligabue), irmão do anterior.

Homenagem ao ator Leonardo Machado

Homenagem ao ator Leonardo Machado

Homenagem póstuma ao ator Leonardo Machado que interpreta o papel do Leonel Brizola em seu último trabalho no longa-metragem “Legalidade” que terá exibição especial na noite de hoje. Estiveram presentes seus pais e a companheira que foram chamados ao palco para receber uma placa em homenagem. O público presente no Palácio dos Festivais aplaudiu depois que imagens de trabalhos do ator foram exibidas no telão. Foi sem dúvidas um dos momentos de maior emoção no 47° Festival de Cinema de Gramado até aqui.

Coletiva de Imprensa de “Legalidade”

Nessa manhã aconteceu no Hotel Serra Azul em Gramado o debate sobre o filme com a presença do elenco e da equipe. O filme traz em meio a ficção imagens de arquivos da época, o que é dito com muito orgulho pela equipe do filme e que realmente funcionou muito bem.

Luciana Tomasi, produtora do filme, disse que um ponto positivo desse trabalho foi conhecer o lado família de Leonel Brizola. Para Sapiran Brito, ator e pai de Zeca Brito que interpreta Brizola mais velho, foi prazeroso fazer o papel de uma figura tão querida por ele e ressaltou com admiração que o considera um grande estadista.

Zeca Brito afirmou que escolheu sintetizar em dois personagens jornalistas características dos grandes jornalistas da época, e teve, por exemplo, como referências figuras como Tarso de Castro e Flávio Tavares. Zeca Brito afirmou também que no filme existem personagens metáforas e outros que são sínteses de personagens históricos. Vale lembrar que Zeca Brito dirigiu o filme “A Vida Extra-ordinária de Tarso de Castro” de 2017.

Cléo Pires, que estava presente no debate disse que a preparação foi focada na sensação política da época e de uma pesquisa sobre espionagem, uma vez que interpreta uma espiã da CIA no filme, um dos personagens metáforas segundo Zeca. O ator José Henrique Ligabue que interpretou o jornalista Tonho ressaltou a importância de entender a história durante a preparação e afirmou que buscou entender “a maneira como esses jornalistas eram impactados”, uma vez que seu personagem foi a síntese de grandes jornalistas da época.

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