Pílula-Crítica: A Beira

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O homem por trás dos políticos

Por Vitor Vellosp

Durante o É Tudo Verdade 2019


Existem abismos que só a modernidade nos mostrou, apenas essa velocidade de informação e dados conseguiram expor. Eles são antigos, desde a fundação da política e regem toda a estrutura de um Estado(s) com uma manipulação severa no sistema que o rege. Steve Bannon é o cara que vive nestes abismos.

Dirigido por Alison Klayman, “A beira” é um documentário que irá acompanhar Bannon por suas manipulações políticas ao redor do mundo. Ele é o cara responsável pela campanha do Trump e o que o fez vencer, apenas por isso já daria um filme, justamente pelo impacto que gerou no mundo, mas Alison inicia o longa após este momento com o presidente, focando-se nas estratégias que irá abordar para fazer outros presidentes de extrema-direita pelo mundo, vencerem as eleições. Bannon é uma figura bastante peculiar, sempre na mídia, mas sempre à margem da centralização da discussão política, apesar de ser um intenso influenciador de seus clientes. Sua postura revela mais que suas palavras, exemplo seus diálogos com admiradores, onde demonstra seus preconceitos. O interessante é observar como ele é cuidadoso com suas ações, por saber que está sendo filmado, logo, julgado, desta maneira se reserva a fazer observações políticas, evitando esbarrar em questões ideológicas, o que torna-se inevitável em algumas ocasiões.

A cineasta opta em fazer uma abordagem mais observacional, evitando ao máximo intervenções diretas no documentário, assim, quando ele diz diretamente a câmera, é apenas ele. A escolha é precisa, pois desenha um retrato bastante complexo do assessor político, já que vemos seu dia-a-dia, somos capazes de ver suas relações profissionais, seus sucessos e fracassos, além da reação dele a determinadas situações, sua constante impaciência com tudo e a impulsividade no âmbito pessoal.

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